sábado, 24 de março de 2018

Champanheria do Largo (Av. Liberdade) : uma sombra do passado

Passados 4 anos voltei à Champanheria do Largo (ver "Borbulhas na Champanheria do Largo", crónica publicada em 20/2/2014) e saí de lá com uma grande frustação. É, de facto, uma sombra do passado.
Chegámos mais ou menos em cima das 13 h. A sala estava praticamente vazia, com a clientela, à base de turistas, a ocupar a esplanada exterior. Pedimos 2 pratos emblemáticos, a meia desfeita de bacalhau e os lombinhos de porco ibérico. Afinal nem um nem o outro! Já acabaram, foi a desculpa esfarrapada da empregada. Como é possível não haver bacalhau, património gastronómico nacional?!
Plano B:
.creme de caldo verde (saboroso, mas nada tem a haver com o tradicional)
.da memória portuguesa, os torricados (mexilhão, bacalhau e sardinha, altamente escabechados e sabendo todos ao mesmo, também nada têm a haver com os tradicionais).
Para piorar as coisas, o serviço foi excessivamemte demorado.
Quanto à componente vínica e segundo informação retirada da plataforma Zomato:
.13 champanhes (2 a copo), 8 espumantes (3), 9 brancos (9), 12 tintos (9), 2 Porto (2) e 2 Moscatéis (2), oferta a copo mais do que suficiente
.os brancos verdes estão separados dos outros brancos, um erro
.lamentavelmente, os anos de colheita estão omissos
Resumindo e concluindo, a Champanheria de hoje está apenas vocacionada para o turismo e não respeita os clientes nacionais, nem sequer a nossa gastronomia.
Cartão vermelho!

Sem comentários:

Enviar um comentário