quinta-feira, 1 de março de 2018

Grupo dos 6 (8ª sessão) : quando um TOP 10 é o elo mais fraco...

Este grupo de enófilos da linha dura reuniu, uma vez mais, no restaurante Magano e bateu-se com 8 vinhos (2 brancos, 3 tintos de 2011, 1 Madeira, 1 Porto Vintage e 1 Porto 40 Anos). Foi uma sessão gastro-enófila excepcional, considerando que o elo mais fraco foi o branco Procura 2015, agraciado com 91 pontos na Wine Spectator e recentemente incluído no TOP 10 da Revista de Vinhos.
Desfilaram:
.Blandy Sercial 1975 (engarrafado em 2015, com o nº 447/988 e trazido pelo Frederico) - 91 pontos no Parker; presença  de frutos secos, notas de caril e brandy, especiado, vinagrinho equilibrado, taninos evidentes, algum volume e final de boca muito longo. Nota 18,5.
Acompanhou amêndoas torradas e serviu de pretexto para comemorarmos o 1º aniversário deste grupo.
.Vértice Grande Reserva 2009 (levado por mim) - com base nas castas Viosinho e Gouveio, estagiou 15 meses em barricas de carvalho; fruta madura e algum citrino, oxidação nobre, acidez presente, volume e final de boca apreciáveis. Complexo e gastronómico, uma grande surpresa. Nota 18.
.Procura 2015 (também levado por mim) - com base em vinhas velhas situadas na Serra São Mamede, estagiou 8 meses em barricas de carvalho francês; fresco e algo mineral, presença de citrinos e maçãs, boa acidez, volume e final de boca médios. Pode ser bebido a solo. Nota 17.
Estes 2 brancos maridaram com um sável frito e açorda de ovas do mesmo. A harmonização com o Vértice foi perfeita, já o Procura teve alguma dificuldade em aguentar este prato.
.Qtª da Leda (levado pelo Juca) - 95 pontos no Parker e 91 na Wine Spectator; com base nas castas Touriga Franca (45 %), Touriga Nacional (40 %) e Tinta Roriz (15 %), estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; ainda com fruta vermelha, nítida frescura, acidez equilibrada, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis. A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 18.
.Talentus Grande Escolha (levado pelo João) - com base nas castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; ainda com muita fruta e acidez q.b., taninos de veludo, algum especiado, boa estrutura e final de boca persistente. A beber nos próximos 4/5 anos. Nota 18.
.Qtª Crasto Maria Teresa (levado pelo J.Rosa) - 97 pontos no Parker e 96 na Wine Spectator; com base em vinha centenária, estagiou 20 meses em barricas de carvalho francês e americano; ainda com alguma fruta, belíssima acidez, especiado, taninos impressionantes mas civilizados, notável volume e final interminável. Complexo e longevo. A beber nos próximos 10/12 anos. Nota 19.
Estes 3 tintos acompanharam um cozido de grão.
.Cockburns Vintage 1963 (levado pelo Adelino) - perfil próximo de um tawny velho, presença de frutos secos, acidez no ponto, taninos evidentes, algum volume e e final muito longo. Nota 18.
Acompanhou uma tábua de queijos.
.Taylor's 40 Anos (engarrafado em 1971 e também levado pelo Adelino) - frutos secos, brandy e caril, algum vinagrinho, volume e final de boca notáveis. Grande complexidade e perfil próximo de um Madeira velho. Nota 19.
Acompanhou a tradicional tarte de amêndoas.
Gastronomia em alta e serviço de vinhos de 5 estrelas (não é por acaso que os personagens do vinho procuram este espaço; lá estava o Jorge Moreira e os responsáveis da Decante).
Para termos a cereja no topo do bolo, só falta a vontade do dono em acabar com a possibilidade de se fumar no interior do restaurante. Os enófilos agradecem!

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