quinta-feira, 12 de abril de 2018

Grupo dos 6 (9ª sessão) : fortificados raros e nunca vistos

Mais uma sessão deste grupo de enófilos da linha dura (embora desfalcado de um dos seus elementos) que decorreu no Magano, com a qualidade gastronómica e um serviço de vinhos que já nos habituaram, tendo-se batido com 2 brancos, 2 tintos e 2 fortificados.
Desfilaram:
.Villa Oliveira Vinha do Províncio 2012 (garrafa nº 798/1238, levada pelo Frederico) - estagiou 9 meses em barricas, tendo sido lançado em Outubro 2015; simultaneamente fresco e untuoso, bela acidez, grande complexidade, volume e final de boca assinaláveis. Ainda longe da reforma. Nota 18.
.Sidecar 2016 (garrafa nº 1434/1700, levada pelo J.Rosa) - Prémio Excelência 2017 da Revista de Vinhos; presença de citrinos e algum vegetal, acidez contida, volume e final de boca médios. Apagou-se ao lado do anterior. Com má relação preço/qualidade, precisa de tempo para se mostrar. Nota 16,5.
Estes 2 brancos acompanharam as entradas habituais e uma belíssima barriga de atum braseada com grelos.
.Qtª Leda 2009 (levado pelo João) - com base nas castas T. Nacional (50 %), T. Franca (40 %) e Tinta Roriz (10 %), estagiou 1 ano em barricas de carvalho (50 % novas); nariz discreto, ainda com alguma fruta vermelha, acidez equilibrada, algum especiado, taninos presentes civilizados, algum volume e final de boca extenso. a beber nos próximos 5/6 anos. Nota 18.
.Ferreirinha Reserva Especial 2009 (levado por mim) - aroma discreto, ainda com fruta, acidez fabulosa, especiado e complexo, taninos evidentes, grande estrutura e final de boca muito persistente.
A meio caminho entre a potência e a "finesse". A beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18,5.
Estes 2 tintos maridaram com um  saboroso arroz de pombo bravo.
.Krohn Vintage 1931 (levado pelo Adelino) - nariz contido, frutos secos, notas de iodo e caril, acidez no ponto, fresco e complexo, taninos suaves, estrutura e final de boca interminável. Uma raridade com um perfil muito próximo de um tawny velho. Nota 18,5+.
.Artur Barros e Sousa Malvasia da Fajã 1934 (também levado pelo Adelino) - aromático, presença de frutos secos, citrinos, iodo e caril, vinagrinho e taninos evidentes, algum volume e final de boca muito persistente. Uma raridade, ainda longe da reforma. Nota 19.
Estes 2 fortificados harmonizaram com bolo de chocolate, sericaia e tarte de amêndoa.
Foi uma grande e irrepetível sessão, com 1 surpreendente branco ( o outro desiludiu), 2 tintos de respeito e 2 fortificados raros e (quase) nunca vistos!

2 comentários: