terça-feira, 15 de maio de 2018

Enoturismo na Bairrada (IV) : Caves Aliança e Mugasa

...continuando...
5.Caves Aliança
Começámos por visitar a Aliança Underground Museum, inaugurada em 2010, onde estão alojadas as diversas colecções do Joe Berardo. Pasmo como é que este senhor, envolvido em várias polémicas, conseguiu coleccionar tantas obras de arte, algumas das quais que devem ter custado um balúrdio. Mistérios insondáveis do Comendador...
Polémicas àparte, este museu enterrado, com mais de 1 km de galerias subterrâneas, merece uma visita às suas 8 colecções (Arqueológica, Arte Etnográfica Africana, Escultura Contemporânea do Zimbabué, Minerais, Fósseis, Estanhos, Azulejos e Cerâmica das Caldas), sendo uma delas (Arqueológica?) património mundial da Unesco.
A visita foi conduzida pela Joana Castilho, responsável pelo enoturismo, que ainda dissertou sobre o mundo dos espumantes (foi a 2ª explicação sobre esta matéria, tendo sido a 1ª feita pelo Osvaldo Amado).
Acabada a visita, passámos para as mãos do Francisco Antunes, enólogo das Caves Aliança, que conduziu uma prova com pedagogia e uma voz bem colocada a sobrepor-se ao barulho de um outro grupo, mesmo ali ao nosso lado.
Vinhos Aliança provados:
.espumante Baga Bairrada Reserva Bruto 2015
.branco Bairrada Reserva 2016, com Maria Gomes e Bical (50 % cada)
.tinto Bairrada Reserva 2016, com Baga (70 %), Tinta Roriz (15 %) e Touriga Nacional (15 %)
O nosso agradecimento ao Francisco Antunes que fez um louvável esforço para estar presente, apesar de compromissos profissionais que o poderiam ter impedido de comparecer.
6.Mugasa
Este restaurante é um dos clássicos da Bairrada, embora situado fora do eixo habitual. Fica na Fogueira, paredes meias com a Qtª das Bageiras.
Toalhas de pano, guardanapos de papel, pratos Vista Alegre personalizados, copos aceitáveis e TV ligada (não havia necessidade). Na parede um curioso quadro alusivo ao leitão e ao espumante, assinado por Virgílio Metrogos, um pintor regional.  Na mesa pão, azeitonas, salgados diversos,...
Ainda sem o vinho chegar às mesas, avançou um agradável prato de arroz de miúdos de leitão.
Finalmente chegaram os vinhos, um obrigatório espumante Qtª do Valdoeiro Baga e Chardonnay e um branco Qtª do Valdoeiro 2016, a pedido de um participante avesso a borbulhas - nariz afirmativo, presença de citrinos, acidez no ponto, notas amanteigadas, algum volume e final de boca assinalável. Uma boa surpresa, a harmonizar muito bem com o leitão. Nota 17.
Um dos donos, Ricardo Nogueira de seu nome e cortador afamado, apareceu com 3 fabulosos leitões acabados de saír do forno e, mesmo ali, trinchados à nossa frente. Vieram para a mesa com salada de alface, batatas fritas e cozidas. Uma delícia (depois de uma refeição desastrosa há já alguns anos, pazes feitas com o Mugasa!). Por votação do grupo (e minha também), no final da viagem, o Mugasa iria vencer o concurso do melhor leitão, em confronto com o Rei dos Leitões e o Vidal.
Nos finalmentes, arroz doce, aletria pudim flan e fruta laminada.
À saída, reparei que num dos frigoríficos, repletos de espumantes, lá poisavam algumas garrafas do famigerado vinho azul (ver a minha crónica ""Vinho azul" : no melhor pano cai a nódoa", publicada em 3/10/2017). Não havia necessidade...
continua...

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