quarta-feira, 27 de junho de 2018

O Blogue vai de férias

O blogue vai mais uma semanita de férias, ficando longe do computador.
Ficam por publicar as seguintes crónicas:
.Junho 2010 : o que se passou aqui há 8 anos?
.Grupo dos 3 (60ª sessão)
.Grupo dos Madeiras (28ª sessão)
.Grupo FJF (3ª sessão)
.Restaurante da Loja das Conservas
.Confraria do Periquita
.Restaurante 2 a 8 versus Manuelino
.Almoço no espaço Prova Enoteca-Restelo
Até ao meu regresso...

terça-feira, 26 de junho de 2018

Novo Formato+ (31ª sessão) : 7 grandes vinhos e 1 desilusão

Este grupo de enófilos sofreu nova alteração. Lamentavelmente e para tristeza de nós todos, a Lena (Helena Azevedo) partiu. Ficaram as saudades e a dor que todos sentimos. Mas, por outro lado, temos sangue novo, o Frederico Oom, o mesmo do grupo FJF, participou nesta jornada.
Esta sessão foi da responsabilidade do casal Marieta/José Rosa, que escolheu o restaurante Casa da Dízima, já nosso conhecido, que prima pela boa comida e um serviço de vinhos de excelência, desta vez a cargo do Carlos Ferreira. Passarm pela mesa 64 bons copos Schott. É obra!
Os vinhos (3 brancos, 3 tintos e 2 fortificados) vieram da garrafeira do J. Rosa.
Antes dos vinhos terem entrado em cena, foi a vez de 3 azeites:
.CAMB Premium (Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos)
.De Prado Organic (DPAQ, Baleizão)
.Podere Forte Bio (Agricola Forte, Terra de Siena)
Muito bons, para o meu gosto, o 1º português e o italiano. Desiludiu, o 2º.
Após esta prova "azeitada", desfilaram com os rótulos à vista:
.Niepoort Qtª de Baixo Vinhas Velhas 2014 (11 % vol.) - 93 pontos no Parker; com base nas castas Bical e Maria Gomes, estagiou 20 meses em "fuders" de 1000 litros, provenientes de Mosel; fresco e mineral, fino e elegante, belíssima acidez, volume e final de boca médios. Nota 17,5.
.5ª de Mahler 2000 (o único provado às cegas) - com um perfil ligeiramente diferente das restantes garrafas que tenho provado. Nota 17,5+.
Estes 2 brancos foram provados com uma série de tapas.
.Soalheiro Reserva 2013 magnum (13 % vol.) - nariz discreto, fresco e mineral, presença de citrinos e alguma fruta tropical, bela acidez, notas amanteigadas, algum volume e final de boca. Menos interessante que outras colheitas, precisa de tempo para se mostrar. Servido muito frio, melhorou quando a temperatura subiu. Nota 17,5.
Acompanhou pera bebeda em vinho branco e queijo de Fornos de Algodres.
.Villa Oliveira 2010 (14 % vol., garrafa nº 2421/2424) - nariz intenso, fruta vermelha, notas florais, acidez no ponto, taninos domesticados, volume e final de boca assinaláveis. Harmonioso e equilibrado. A beber nos próximos 10/12 anos. Nota 18.
Maridou com um pregado com açorda de espargos e camarão.
.Pintas 2010 (14,5 % vol., uma das 5500 garrafas produzidas) - com base em vinhas velhas com cerca de 80 anos, passou pelo lagar com pisa a pé; ainda com fruta, acidez equilibrada, especiado, taninos firmes, bom volume e final de boca persistente. Um Pintas cheio de personalidade e uma grande surpresa num ano menor. A beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18,5.
.Pintas 2011 (14,5 % vol.) - o tal dos 98 pontos na Wine Spectator; com base em vinhas velhas e com pisa a pé, tal como o 2011; perfil semelhante, mas ligeiramente mais complexo. A beber nos próximos 9/10 anos. Nota 18,5+.
Estes 2 tintos harmonizaram com veado e puré de cogumelos.
.Krohn Colheita 1966 (engarrafado em 2010) - Prémio Excelência da Revista de Vinhos; nariz exuberante, presença de frutos secos e algum mel, acidez equilibrada, taninos suaves, estrutura e final de boca assinaláveis. Um grande tawny, mais complexo que grande parte dos vintage. Foi o vinho da tarde! Nota 19.
Acompanhou um fofo de chocolate negro e gelado de amêndoa.
.Barbeito Bual 1917 (sem data de engarrafamento) - nariz discreto, frutos secos, alguma acidez e volume, final de boca amargo. Atípico e discreto, foi a desilusão do repasto. Nota 16.
Foi mais uma grande sessão de convívio, bons vinhos e bons acompanhamentos.
Obrigado Marieta! Obrigado J. Rosa!

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Vinhos em família (LXXXIX) : brancos e tintos em alta

Mais uns tantos vinhos provados em família, sossegadamente e sem a pressão da prova cega. E eles foram:
.Poço do Lobo Arinto 1995 (12 % vol.) - com base na casta Arinto (a 100 %); cor dourada e brilhante, presença de citrinos, maçãs e alperces, oxidado, belíssima acidez, notas amanteigadas, algum volume e final seco. Precisa de comida por perto. Nota 17.
.Conceito Ontem 2016 branco (11,5 % vol.) - a sul do Douro e sem direito a DOC; com base em castas brancas e tintas de vinhas velhas (80 a 100 anos) a 700 metros de altitude, estagiou em barricas de carvalho francês usadas (20 %); presença de citrinos, muito fresco e mineral, acidez evidente, alguma estrutura e final de boca. Fino e elegante, precisa de tempo para se mostrar. Acompanha bem entradas leves. Nota 17,5.
.Qtª do Perdigão Touriga Nacional 2009 (14 % vol.; garrafa nº 6419/6500); estagiou 1 ano em barricas de carvalho francês; nariz contido, alguma fruta, notas florais, acidez no ponto, algum volume e final de boca. Fino e elegante, a consumir até 6/7 anos. Nota 17,5.
.Vallado Touriga Nacional 2009 (14,5 % vol.) - 95 pontos na Wine Spectator e 92 no Parker e na Wine Enthusiast; estagiou 16 meses em meias pipas de carvalho francês; nariz exuberante, ainda com fruta vermelha, acidez equilibrada, bom volume e final de boca persistente. Concentrado e taninoso, a beber nos próximos 5/6 anos. Nota 18.
.Dona Maria Grande Reserva 2011 (14,5 % vol.) - o melhor vinho do ano 2016 para a revista Wine; com base nas castas Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Petit Verdot e Syrah em vinhas velhas, estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês; frutado, carnudo, acidez no ponto, especiado, taninos sedosos, algum volume e final de boca persistente. Muito harmonioso, está no ponto óptimo de consumo. Nota 18.

sábado, 23 de junho de 2018

Grupo dos 3 (59ª sessão) : 1 branco e 1 tinto de excelência

Após um longo interregno (a 58ª sessão foi em Novembro 2017, no Lumni, com vinhos da minha garrafeira), este grupo de enófilos da linha dura reuniu-se no restaurante Via Graça. A escolha foi do João Quintela, com vinhos da sua garrafeira.
O Via Graça, já aqui referido por diversas vezes, dispensa apresentações. A comida, o serviço de vinhos, os copos e a vista, pois claro, são de primeira qualidade.
Desfilaram, às cegas:
.5ª de Mahler 2000 - com base na casta Fernão Pires; cor dourada, aromas e sabores terciários, glicerinado, acidez fabulosa, volume e final de boca apreciáveis. Complexo e gastronómico, este surpreendente branco, com uma relação preço/qualidade imbatível, é uma das minhas paixões e não me canso de o beber. Nota 18.
Acompanhou diversos patés e pastéis de bacalhau.
.Kompassus Verdelho 2015 - mais fresco e mineral, presença de citrinos, bela acidez, volume e final de boca médios. Fino e elegante. Nota 17.
Não se aguentou com um saboroso robalo com arroz cremoso de lingueirão e espuma de ostras. Este Kompassus teria harmonizado melhor com as entradas, enquanto que o primeiro branco esteve melhor com este prato.
.Vinha Othon Reserva 2008 - com base nas castas Touriga Nacional, Jaen e Tinta Roriz; aroma intenso e complexo, ainda com fruta vermelha, especiado, acidez no ponto, taninos sedosos, volume e final de boca apreciáveis. Ainda longe da reforma, a beber nos próximos 8/10 anos. Nota 18,5.
Maridou com uma costoleta de vitela grelhada.
.Porto Wine & Soul 10 Anos - muito frutado, alguma acidez e gordura, volume e final de boca médios. Foi o elo mais fraco. Nota 16,5.
Acompanhou crepes Suzete feitos à nossa frente.
Mais uma boa sessão de comeres e beberes. Obrigado João!

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Jantar Herdade do Esporão

Com organização da Garrafeira Néctar das Avenidas, decorreu no restaurante Sem Dúvida (R. Elias Garcia) mais um jantar, desta vez com vinhos da Herdade do Esporão, apresentados pela enóloga Ana Alves. Tenho com o Esporão uma relação afectiva, pois foi com este produtor que as Coisas do Arco do Vinho sairam pela 1ª vez do seu espaço de conforto, "A Commenda", no CCB, para outras paragens, concretamente para o Terreiro do Paço, restaurante a cargo da saudosa Júlia Vinagre. Foi um autêntico êxito, com a lotação completamente esgotada!
Mas voltando ao tema desta crónica, este jantar no Sem Dúvida não podia ter corrido melhor. Gastronomia de qualidade, bons copos, temperaturas adequadas, bom ritmo no serviço de sala (só abrandou no final), muito graças ao trabalho da Vanessa Gonçalves, é justo dizer, sempre com os vinhos a chegarem antes dos pratos. Tudo isto, sob a batuta do Sérgio. Mais, cada participante tinha ao seu lado uma ementa expressamente impressa para o momento.
Desfilaram:
.Espumante Herdade do Esporão 2014 Bruto - foi a bebida de boas vindas e cumpriu bem a sua função.
.Esporão BIO 2017 branco - fresco e mineral, notas florais e algum vegetal, volume e final médios. Nota 15,5.
Conflituou com um ceviche de salmão e mousse de abacate.
.Esporão Reserva 2016 branco (rótulo Duarte Belo) - com base nas castas Arinto, Roupeiro e Antão Vaz, fermentou em barricas (30 %) e estagiou 6 meses em carvalho francês; nariz positivo, presença de citrinos e fruta madura, acidez e notas amanteigadas, algum volume e final de boca. Gastronómico, porta-se sempre bem e tem uma boa relação preço/qualidade. Nota 17.
Harmonizou com uma belíssima tranche de garoupa e cremoso de lingueirão.
.Esporão Reserva 2015 tinto (rótulo Duarte Belo) - com base nas castas Aragonês, Alicante Bouschet, Trincadeira e Cabernet Sauvignon, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês e americano;  nariz discreto, fruta preta, acidez no ponto, taninos civilizados, muito ligeiramente especiado, algum volume e final de boca. Ainda muito jóvem, falta-lhe alguma complexidade. Nota 16,5.
Casou com bolinhas de cogumelos selvagens.
.Esporão Private Selection 2012 tinto (rótulo João Queirós) - Com base nas castas Aragonez, Alicante Bouschet e Syrah, estagiou 18 meses em barricas novas e usadas e mais 12 meses na garrafa; nariz exuberante, ainda com fruta vermelha, acidez equilibrada, especiado, taninos presentes mas civilizados, volume apreciável e final de boca muito longo. Complexo, a beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18,5.
Excelente ligação com um saboroso naco da vazia.
.Esporão Private Selection 2016 branco (rótulo Duarte Belo) - considerado o "Melhor Blend Branco do Ano" no Concurso de Vinhos de Portugal em  Maio 2018; com base na casta Sémillon, estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês e mais 6 em garrafa; aroma intenso, fruta madura, glicerinado e complexo, alguma acidez e notas amanteigadas; volume e final de boca médios. Nota 17,5.
Harmonização com uma tábua de queijos. Veio-me à memória, outro jantar com o Esporão (desta vez na Commenda), em que sugeri ao David Baverstock esta mesma ligação com os queijos. Perfeita!
.Porto Qtª dos Murças 10 Anos - presença de citrinos e frutos secos, complexidade e perfil próximo de um 20 Anos; algum volume e final de boca. Nota 17.
Acompanhou um delicioso bolo húmido de amêndoa.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Aditamento a Curtas (C) : jantar vínico

Na crónica publicada hoje de manhã, faltou dizer:
As "United Wine Women", que são 23 mulheres ligadas ao mundo do vinho (produtoras, enólogas e jornalistas), entre as quais as mediáticas Francisca van Zeller, Maria Serpa Pimentel, Martta Simões, Rita Marques, Sandra T. Silva e Susana Esteban, participam num jantar vínico de solidariedade (40 € por pessoa) revertendo 50 % da receita para o Refúgio Aboim Ascensão.
O evento está marcado para o dia 19 de Junho (19h30) e decorrerá no Altis Grand Hotel (Rua Castilho), podendo as inscrições ser feitas através do e-mail unitedwinewomen@malhadinhanova.pt ou do telefone 289510460.

Curtas (C) : férias, Bairrada no CCB, garrafeira misteriosa e concorrência desleal

1.O blogue vai de férias
O blogue vai de férias e vai ficar longe do computador durante 1 semana.
Fazendo o ponto de situação, estão por publicar as seguintes crónicas:
.Jantar Herdade do Esporão (prevista para amanhã)
.Grupo dos 3 (59ª e 60ª sessões)
.Novo Formato+ (31ª sessão)
.Grupo dos Madeiras (28ª sessão)
.Grupo FJF (3ª sessão)
.Restaurante Loja das Conservas
.Confraria do Periquita
.Vinhos em família (LXXXIX)
2.Bairrada de Excelência
É já na próxima 2ª feira, dia 18 de Junho, que a Bairrada desce à capital. Organizado pela Vinho Grandes Escolhas, com o apoio da CVR, este evento decorrerá no CCB (Sala Luis Freitas Branco), das 15 às 21 h, contando já com 25 produtores confirmados.
A entrada é gratuita, mas requer inscrição prévia em inscrições@grandescolhas.com.
3.Garrafeira misteriosa
Garrafeira misteriosa é o que posso chamar à Garrafeira Fora da Caixa, aberta no ano passado na Coelho da Rocha, 66B. Há pouco mais de 1 mês e depois de um lauto almoço no Magano, fui lá dar uma espreitadela e bati com o nariz na porta. Rezava o papel afixado no interior da loja "Por motivos de força maior...blá blá...
Esta semana, depois de outro almoço no Magano, fui lá dar nova espreitadela e estava tudo na mesma.
Depois do atrevimento de terem aberto uma garrafeira nas barbas do Arlindo Santos, devem ter repensado e desistido da idéia. Mistérios...
4.Concorrência desleal
Depois do Público, agora é o Expresso que arrancou com um clube de vinhos, em clara e desleal concorrência com as garrafeiras e lojas de vinhos com porta aberta ao público. Haja decoro!

terça-feira, 12 de junho de 2018

Grupo FJF (2ª sessão) : Alvarinhos em alta

O Grupo FJF, reforçado com mais um J (de Juca), voltou a reunir-se no Magano para uma prova de alvarinhos e albariños, devidamente acompanhados por produtos do mar.
Com um serviço de sala de 5 *, a que já estamos habituados, desfilaram:
.Qtª de Santiago Rascunho Alvarinho 2015 (garrafa nº 334/600, levada por mim) - estagiado durante 9 meses sobre as borras, seguido de mais 12 meses na garrafa; presença de citrinos, fresco, acidez q.b., notas amanteigadas, muito complexo, volume e final de boca assinaláveis. Grande Alvarinho e uma grande surpresa, a demonstrar que a qualidade dos alvarinhos não se esgota no Anselmo Mendes e na Qtª de Soalheiro (13,5 % vol.). Nota 18.
.Kompassus Alvarinho 2015 (também levada por mim) - estagiou 7 meses em barricas usadas, tendo sido engarrafado em Julho de 2016; fresco e mineral, acidez equilibrada, polido e austero, volume e final de boca médios. Uma boa surpresa este Alvarinho, o único na Bairrada (12,5 % vol.). Nota 17,5.
Estes 2 alvarinhos harmonizaram com gambas de Madagascar e carabineiros com arroz.
.Soalheiro Alvarinho 2000 (levado pelo João) - nariz contido, oxidação nobre, aromas e sabores terciários, bela acidez, volume e final de boca médios (12,5 % vol.). Envelheceu muito bem. Nota 17,5.
.Granbazán Albariño 2010 (também levado pelo João) - estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês; fresco e mineral, acidez no ponto, algum volume e final de boca médio (13,5 % vol.). Nota 17.
Estes 2 brancos fizeram companhia a lulas grelhadas com grelos e batatas.
.Messias Colheita 1977 (engarrafado em 2007, foi levado pelo Frederico) - presença de frutos secos, acidez e gordura, algum volume e final de boca muito longo. Complexo e harmonioso. Nota 18,5.
Acompanhou a tradicional tarte de amêndoa.
Uma boa sessão, com uma luta desigual: 3 Alvarinhos contra 1 Albariño.

domingo, 10 de junho de 2018

Cantina Zé Avillez : o rei vai nú?

Fui conhecer um dos últimos projectos do chefe José Avillez, a sua Cantina (Rua dos Arameiros,15 entre a Rua dos Bacalhoeiros e a Rua da Alfândega, ao Campo das Cebolas), um espaço descontraido, com toalhetes e guardanapos de papel. Lá fora, uma boa esplanada que com tempo ameno é uma mais valia. A minha experiência gastronómica, neste novo espaço, foi razoável mas abaixo das expectativas criadas pela comunicação social.
Quanto ao serviço, foi um desastre completo. Comecei por pedir bacalhau às lascas, mas obtive como resposta que não havia, só bacalhau lascado!?!?. Para acompanhar o prato, pedi um dos vinhos a copo que constavam na lista. Passado algum tempo, que me pareceu excessivo, fui informado que afinal não havia!!! Mas os deslizes no serviço não pararam. Reparei que na mesa mesmo ao meu lado (as mesas estavam encostadas*, acontecendo que os nossos cotovelos, o meu e o do meu vizinho, se chocavam, uma menos valia!!!) as imperiais foram devolvidas e um dos pratos também, porque não correspondiam aos pedidos feitos!!! Isto passou-se num metro quadrado, imagine-se o que não se teria passado nas restantes mesas...
* recado para o chefe: facture um pouco menos, mas deixe os seus clientes mais confortáveis.
Quanto à componente gastronómica, inventariei 3 salgados, 2 sopas (comi a de feijão com couve lombarda, aceitável), 6 entradas, 10 pratos principais (comi o tal bacalhau lascado, com grelos, ovo, crosta de broa e alheira, razoável, mas que podia comer em qualquer restaurante das redondezas por metade do preço; custou-me 15 €), 2 saladas, 2 pregos, 2 vegan e 5 sobremesas.
Quanto à componente vínica, inventariei 13 brancos (3 a copo), 12 tintos (3, que afinal eram apenas 2), 2 Porto, 1 Madeira, 1 Moscatel, 1 Carcavelos e 1 Late Harvest (todos estes a copo). Preços altos, alguns demenciais (Soalheiro 1ª Vinhas e Qtª Vallado Reserva brancos a 46 € e Pintas Character a 52 € e, ainda, Lagoalva Alfrocheiro a 65 € *).
* recado para o chefe: reveja os preços, que não são de cantina!
Acabei por optar por um copo do tinto JA 2015 (uma parceria com a Qtª Monte d' Oiro) - frutado, notas vegetais, rústico, alguma acidez, volume e final de boca médios. Nota 15,5.
A garrafa veio à mesa e o vinhos dado a provar num bom copo, mas fiquei na dúvida se o fariam para todos os clientes.
Resumindo e concluindo, não recomendo nem tenciono voltar.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Tejo no feminino (2ª parte) : o almoço

...continuando...
3.Que vinhos? (continuação)
Dos 16 vinhos provados faltou dizer que eram 6 brancos, 1 rosé, 1 clarete, 7 tintos e 1 moscatel. De sublinhar que, em metade dos vinhos provados, a casta Touriga Nacional está presente: em 5 tintos (3 a 100 % e 2 em lote) e, ainda, no rosé. É obra. Honra e glória à Touriga Nacional!
4.O almoço
O restaurante onde decorreu a prova documentada e o almoço foi o Mãe - Cozinha com Amor (R. Dona Estefânia, 92B), propriedade de 3 ribatejanos (João Saloio na cozinha, Raimundo Ferreira na sala e Rodrigo Vieira).
Os vinhos provados na 1ª parte do evento, estavam disponíveis para o almoço, embora os tintos estivessem à temperatura ambiente, logo quentes. Seleccionei para o almoço estes dois, que foram acompanhando a ementa:
.Falcoaria Vinhas Velhas 2016 - com base na casta Fernão Pires e enologia da Joana Lopes; aroma original com notas de fruta exótica (lichias?), presença de citrinos e espargos, acidez no ponto, algum amanteigado e complexidade, volume e final de boca. Nota 17.
.Maximo's Grande Escolha 2013 - com base na casta Touriga Nacional e enologia da Alexandra Mendes; ainda com muita fruta, notas florais, acidez equilibrada, taninos firmes mas civilizados, especiado, volume e final de boca assinaláveis. Um belo tinto que ainda não está no mercado. Refresquei-o antes de o beber. Nota 18 (17,5+ na prova).
A ementa:
.tábua de queijos e enchidos
.wrap de rabo de boi
.sopa de pedra de bacalhau (uma invenção espúria que não me convenceu)
.carne de vaca (vazia e alcatra) com açorda (tudo muito saboroso)
.trio de doces
No final do repasto, tive a ocasião de consultar a lista de vinhos, o que faço sempre. Precisa de uma grande volta, pois:
.é omissa quanto a anos de colheita.
.os verdes (todos brancos) aparecem autónomos e não integrados nos brancos
.a região em causa, ainda aparece como Ribatejo!
Resumindo e concluindo, foi mais uma sessão didáctica, cujo protagonismo coube, por inteiro, às produtoras e enólogas do Tejo. Fiquei a conhecer projectos e vinhos que nem sabia que existiam.
Quanto à carta de vinhos do restaurante, peçam ajuda à CVR Tejo. Bem precisa!

terça-feira, 5 de junho de 2018

Tejo no feminino (1ª parte) : os vinhos e as autoras

1.Introdução
A convite da CVR Tejo e com organização da Joana Pratas, participei numa jornada de apresentação e prova de vinhos do Tejo, cujo elo de ligação era a presença das produtoras e/ou enólogas responsáveis pelos mesmos.
O evento compôs-se em 2 partes:
.Prova comentada de vinhos do Tejo (1 por cada uma das 16 enólogas/produtoras presentes ou representadas)
.Almoço com sabores do Tejo (no restaurante Mãe, propriedade de 3 ribatejanos)
Veio-me à memória, a propósito desta sessão, os jantares vínicos no feminino organizados pelas Coisas do Arco do Vinho, na sequência de uma ideia da produtora duriense da Qtª da Casa Amarela, Laura Regueiro de seu nome, que foi a grande animadora daqueles eventos. E já lá vão mais de 20 anos...
2.Quem esteve?
De destacar que, das 16 presentes ou representadas, 10 são enólogas (62,5 %), facto impensável há 20 anos atrás. Também me surpreendeu a presença de produtoras completamente desconhecidas, para mim pelo menos, se comparadas com a Qtª da Alorna, Casa de Cadaval, Casal Branco, Falua e Casal da Coelheira, os pesos pesados da Região Tejo.
Da parte dos participantes, estiveram presentes representantes da crítica especializada (Vinho Grandes Escolhas, Revista de Vinhos, Escanção, Paixão pelo Vinho e Maria João de Almeida), alguns meios de comunicação social generalista e a blogosfera (João à Mesa, Mendes Nunes, Moroso on Wine, Novas Krónikas Vinícolas e este Enófilo Militante).
3.Que vinhos?
Dos vinhos apresentados, ficaram-me na memória:
.Maximo's Grande Escolha 2013 tinto, apresentado pela enóloga Alexandra Mendes (nota 17,5+)*
.Marquesa de Alorna Grande Reserva 2015 branco, pela Márcia Farinha em representação da Martta Simões (17,5)
.Casal das Freiras Reserva 2015 tinto, pela produtora Rita Vidal (17,5)
.Falua Reserva Unoaked 2015 tinto, pela enóloga Antonina Barbosa (17,5)
.Falcoaria Vinhas Velhas 2016 branco, pela enóloga Joana Lopes (17)*
.Casal da Coelheira Private Collection 2015 tinto (17)
* notas de prova a incluir na 2ª parte (almoço)
De referir, ainda, o folheto elaborado pela Minoc, representada pela sua produtora e enóloga Rita Conim Pinto. Que eu saiba, foi o único. Uma acção louvável, portanto.
continua...

domingo, 3 de junho de 2018

Maio 2010 : o que se passou aqui há 8 anos?

Das 16 crónicas publicadas no decorrer de Maio de 2010, destaco estas 3:
."Jantar no Corte Inglês", em 9/5
Com a presença dos enólogos/produtores Paulo Laureano, Mota Capitão e Francisco Albuquerque, e ainda de António Beleza, em representação da distribuidora Portfólio, decorreu no restaurante principal do Corte Inglês um jantar vínico de apresentação de uma série de vinhos das respectivas marcas, a fechar com o Blandy Bual 1948 (engarrafado em 2004), a cereja em cima do bolo.
De destacar que 15 dos 40 participantes eram do núcleo de amigos e clientes das Coisas do Arco do Vinho (CAV).
."Jantar no Gspot", em 14/5
Com vinhos dos Lavradores de Feitoria, decorreu um jantar no Gspot, em Sintra, entretanto já encerrado. É oportuno lembrar quem eram os protagonistas deste interessante e  badalado projecto, o Manuel Moreira na sala e, ainda, o João Sá e o André Simões na cozinha, estes na altura em princípio de carreira.
Mais uma vez o núcleo das CAV esteve em maioria, com 8 participantes em 14.
."As contradições do grupo Pestana", em 27/5
A contradição do grupo Pestana, referida naquela crónica, baseia-se no facto de terem posto à venda um estojo que incluía a brochura Pousadas de Portugal e uma meia garrafa de espumante Moet Chandom, em vez de um vinho português de prestígio internacional, como é o caso do Porto ou Madeira.
Imperdoável!