terça-feira, 26 de junho de 2018

Novo Formato+ (31ª sessão) : 7 grandes vinhos e 1 desilusão

Este grupo de enófilos sofreu nova alteração. Lamentavelmente e para tristeza de nós todos, a Lena (Helena Azevedo) partiu. Ficaram as saudades e a dor que todos sentimos. Mas, por outro lado, temos sangue novo, o Frederico Oom, o mesmo do grupo FJF, participou nesta jornada.
Esta sessão foi da responsabilidade do casal Marieta/José Rosa, que escolheu o restaurante Casa da Dízima, já nosso conhecido, que prima pela boa comida e um serviço de vinhos de excelência, desta vez a cargo do Carlos Ferreira. Passarm pela mesa 64 bons copos Schott. É obra!
Os vinhos (3 brancos, 3 tintos e 2 fortificados) vieram da garrafeira do J. Rosa.
Antes dos vinhos terem entrado em cena, foi a vez de 3 azeites:
.CAMB Premium (Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos)
.De Prado Organic (DPAQ, Baleizão)
.Podere Forte Bio (Agricola Forte, Terra de Siena)
Muito bons, para o meu gosto, o 1º português e o italiano. Desiludiu, o 2º.
Após esta prova "azeitada", desfilaram com os rótulos à vista:
.Niepoort Qtª de Baixo Vinhas Velhas 2014 (11 % vol.) - 93 pontos no Parker; com base nas castas Bical e Maria Gomes, estagiou 20 meses em "fuders" de 1000 litros, provenientes de Mosel; fresco e mineral, fino e elegante, belíssima acidez, volume e final de boca médios. Nota 17,5.
.5ª de Mahler 2000 (o único provado às cegas) - com um perfil ligeiramente diferente das restantes garrafas que tenho provado. Nota 17,5+.
Estes 2 brancos foram provados com uma série de tapas.
.Soalheiro Reserva 2013 magnum (13 % vol.) - nariz discreto, fresco e mineral, presença de citrinos e alguma fruta tropical, bela acidez, notas amanteigadas, algum volume e final de boca. Menos interessante que outras colheitas, precisa de tempo para se mostrar. Servido muito frio, melhorou quando a temperatura subiu. Nota 17,5.
Acompanhou pera bebeda em vinho branco e queijo de Fornos de Algodres.
.Villa Oliveira 2010 (14 % vol., garrafa nº 2421/2424) - nariz intenso, fruta vermelha, notas florais, acidez no ponto, taninos domesticados, volume e final de boca assinaláveis. Harmonioso e equilibrado. A beber nos próximos 10/12 anos. Nota 18.
Maridou com um pregado com açorda de espargos e camarão.
.Pintas 2010 (14,5 % vol., uma das 5500 garrafas produzidas) - com base em vinhas velhas com cerca de 80 anos, passou pelo lagar com pisa a pé; ainda com fruta, acidez equilibrada, especiado, taninos firmes, bom volume e final de boca persistente. Um Pintas cheio de personalidade e uma grande surpresa num ano menor. A beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18,5.
.Pintas 2011 (14,5 % vol.) - o tal dos 98 pontos na Wine Spectator; com base em vinhas velhas e com pisa a pé, tal como o 2011; perfil semelhante, mas ligeiramente mais complexo. A beber nos próximos 9/10 anos. Nota 18,5+.
Estes 2 tintos harmonizaram com veado e puré de cogumelos.
.Krohn Colheita 1966 (engarrafado em 2010) - Prémio Excelência da Revista de Vinhos; nariz exuberante, presença de frutos secos e algum mel, acidez equilibrada, taninos suaves, estrutura e final de boca assinaláveis. Um grande tawny, mais complexo que grande parte dos vintage. Foi o vinho da tarde! Nota 19.
Acompanhou um fofo de chocolate negro e gelado de amêndoa.
.Barbeito Bual 1917 (sem data de engarrafamento) - nariz discreto, frutos secos, alguma acidez e volume, final de boca amargo. Atípico e discreto, foi a desilusão do repasto. Nota 16.
Foi mais uma grande sessão de convívio, bons vinhos e bons acompanhamentos.
Obrigado Marieta! Obrigado J. Rosa!

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