terça-feira, 7 de agosto de 2018

Grupo dos 6 (11ª sessão) : um conjunto equilibrado de vinhos

Este grupo de enófilos da linha dura (Adelino, Juca, João, J.Rosa, Frederico e eu) reuniu, uma vez mais, no restaurante Magano (boa comida e serviço de vinhos exemplar, sempre!) para provar 6 vinhos (2 brancos, 3 tintos e 1 Madeira).
E eles foram:
.Portal do Fidalgo Alvarinho Reserva 25 Anos 2015 (levado pelo J.Rosa) - Prémio de Excelência 2017 atribuído pela Revista de Vinhos; aromático, presença de citrinos e fruta madura, acidez equilibrada, algum amanteigado, volume considerável e final de boca persistente. Elegância e personalidade. 13 % vol. Nota 18.
Acompanhou as habituais entradas.
.Maritávora Grande Reserva Vinhas Velhas 2011 (levado pelo Frederico) - com base nas castas Códega do Larinho, Rabigato e Viosinho, em vinhas velhas com mais de 100 anos, estagiou 6 meses em barrica; nariz contido, alguma oxidação nobre, madeira bem integrada, fruta madura, acidez nos mínimos, algum volume e final de boca adocicado. Já atingiu o seu ponto óptimo de consumo. 12,5 % vol. Nota 17,5.
Maridou bem com um bife de atum e grelos.
.Herdade das Servas Parcela V 2011 (1 das 1000 garrafas produzidas, levada por mim) - com base em vinhas velhas com mais de 70 anos, estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês, seguido de mais 36 meses em garrafa; ainda com alguma fruta preta, fresco, acidez no ponto, taninos presentes mas civilizados, alguma complexidade e volume, final de boca muito extenso. No pico da forma. Nota 17,5+.
.Qtª da Falorca Garrafeira 2011 (levado pelo Juca) - 95 pontos no Parker; estagiou 24 meses em barricas de carvalho francês e mais 30 meses em garrafa; frutado, notas florais, acidez equilibrada, taninos presentes, volume e final de boca consideráveis. Muito elegante e complexo. A beber daqui até 7/8 anos. Nota 18,5.
.Qtª de Saes Reserva Estágio Prolongado 2011 (levado pelo João) - com base em vinhas velhas, estagiou em barricas 14 meses e mais uns tantos em garrafa; ainda com muita fruta vermelha, fresco e floral, bela acidez, volume e final de boca médios. A beber já ou nos próximos 4/5 anos. Nota 17,5.
Estes 3 tintos harmonizaram com vitela assada no forno.
.Artur Barros e Sousa Malvasia 1965 (levado pelo Adelino) - muito fresco, presença de frutos secos, iodo, brandy e vinagrinho, taninos civilizados, algum volume e final de boca extenso. Muito equilibrado. Nota 18,5.
Acompanhou tarte de amêndoa (excelente ligação) e pão de ló.
Foi uma sessão muito equilibrada e sem desilusões, sendo justo destacar o Qtª da Falorca e o Madeira.

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