terça-feira, 9 de outubro de 2018

Almoçar em hotéis (V) : mais uma (des)ilusão

Depois das experiências desastrosas em hotéis (Aviz e Zenit), aqui referidas em "Almoçar em hotéis : a grande (des)ilusão (I)" e "Almoçar em hotéis : a grande (des)ilusão (II)", publicadas em 27 e 28/4/2012, tive mais uma recentemente.
Desta vez foi no Hotel Santa Justa Lisboa (Rua dos Correeiros,204). Logo que entrei na sala, por volta das 13 horas, não estava rigorosamente ninguém, nem clientes nem empregados. Passado um bom bocado, apareceu um que mal falava português e não nos entendemos. Veio outro e questionado pelo menu do dia não conseguiu encontrar a versão em português, apenas em inglês. Pelos vistos, é um restaurante só para turistas...
Mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano e televisão ligada (para quê?)
O menu do dia comporta o couvert (pão, azeite, manteiga e queijo creme), 1 prato à escolha (entre 5 ou 6) e 1 sobremesa (entre 3 ou 4) e custa 13 € (bebidas à parte). Um bom preço num sítio janota.
Do menu escolhi:
.choquinhos com batatas (dose enorme, mas com os choquinhos demasiado "aldente")
.salada de frutas (que demorou muito tempo a chegar à mesa, ainda por cima gelada)
Quanto à componente vínica, a lista vem em suporte electrónico, o que não dá muito jeito, e a oferta a copo é a suficiente.
Optei pelo Colinas Chardonnay 2016 (6 €, uma exorbitância) - equilibrio entre a acidez e a gordura, gastronómico, volume e final de boca acima da média. Nota 17.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num bom copo e uma quantidade servida a olho.
Podia ser uma boa solução para quem esteja na Baixa, mas o serviço atabalhoado e pouco atento, afasta qualquer cliente. A demora a levantar os pratos é indesculpável (eu era o único cliente na sala e na esplanada, apenas um casal de turistas) e não houve, no decorrer do almoço, uma palavra simpática (gostou, não gostou?).
A esquecer!

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