terça-feira, 23 de outubro de 2018

Jantar Ermelinda Freitas

Este evento vínico estava previsto para se realizar no restaurante Sem Dúvida mas, por falta súbita de profissionais naquela cozinha, foi transferido para o espaço da própria garrafeira.
Foi uma decisão arriscada que, graças ao trabalho hercúleo da Sara e do João Quintela, correu bem, mas que poderia ter sido um verdadeiro fiasco. A ementa manteve-se, tendo um dos pratos (o arroz de lingueirão) vindo do restaurante (mas foi preciso ir lá buscá-lo) e os restantes ficado a cargo dos donos, que tiveram de fazer aquilo que não lhes competia.
Com a presença da produtora, Leonor Freitas (uma simpatia), e apresentados pelo enólogo responsável, Jaime Quendera, desfilaram:
.Espumante Bruto - um bom exemplar deste tipo de bebida, muito fresco e com um toque de pão cozido; relação preço/qualidade exemplar. Nota 16,5.
Funcionou como bebida de boas vindas e acompanhou bruschettas de cogumelos e de mozarela com tomate.
.Sauvignon Blanc/Verdelho 2016 - com base nas castas Sauvignon Blanc (50 %) e Verdelho (50 %), com esta última a sobrepor-se; aromático, fruta cozida, notas vegetais, acidez equilibrada, volume e final de boca médios; (14 % vol.). Austero e gastronómico. Nota 16,5.
Harmonizou com um delicioso cremoso de lingueirão e robalo braseado.
.Alicante Bouschet Reserva 2015 e Syrah Reserva 2016 - fruta preta e vermelha, acidez no ponto, notas vegetais, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis; mais potente o Alicante e mais fresco e elegante o Syrah; (14,5 % vol.). Notas 16,5 e 17, respectivamente.
Não ligaram com o cogumelo recheado.
.Grande Reserva 2013 - nariz mais complexo que os anteriores, ainda com fruta, especiado com a pimenta a sobressair, acidez no ponto, volume apreciável e final de boca persistente; (15 % vol.). A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 17,5+.
Maridou com uma saborosa bochecha de porco e puré de batata.
.Leo d' Honor 2008 magnum - um extra em grande forma que não estava previsto; com base na casta Castelão (100 %), estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; bela acidez, estruturado e ainda longe da reforma. Fino e elegante. Nota 18 (noutras situações 17,5/18).
.Moscatel Roxo Superior 2010 - presença de citrinos e casca de laranja, notas de mel, acidez no ponto, volume e final de boca médios. Falta-lhe complexidade. Nota 16.
.Moscatel Superior 2000 - mais 1 extra, por simpatia da produtora; francamente mais complexo que o anterior, com mais acidez e gordura, frutos secos e cristalizados, corpo e final de boca assinaláveis. Nota 17,5.
Em conclusão, resultado francamente positivo mas arriscado.

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