terça-feira, 16 de outubro de 2018

Novo Formato+ (32ª sessão) : uma jornada inesquecível nos Sabores d' Itália

Esta sessão foi da nossa responsabilidade (casal Bety/Francisco), tendo adoptado como "nossa" casa o restaurante Sabores d' Itália, nas Caldas da Rainha, do qual somos fãs há uma série de anos e não nos cansamos de o visitar. A comandar os tachos a chefe Maria João e na sala o Norberto (os donos).
Os vinhos (4 brancos, 2 tintos, 1 Madeira e 1 Porto Colheita) eram da minha garrafeira e, com excepção dos fortificados, foram provados às cegas.
Desfilaram:
.Blandy Solera Verdelho - muito aromático, presença de frutos secos, notas de caril e brandy, algum vinagrinho e volume e final de boca muito longo. Fino e elegante. Nota 18,5+ (noutra situação 19).
Este fortificado serviu de bebida de boas vindas e, no final do almoço, encerrou o repasto.
.Regueiro Alvarinho Barricas 2015 (13 % vol.) - garrafa nº 536/1976; cítrico e mineral, boa acidez, notas amanteigadas, madeira bem integrada, algum volume e final de boca. Nota 17,5 (noutras 17,5+/17,5+).
.Adega Mãe 221Alvarinho 2015 (12,5 % vol.) - garrafa nº 316/2703; a partir de um lote de Monção e Lisboa; mais fresco e mineral, acidez vibrante, alguma elegância, volume e final médios. Nota 17 (noutra 17,5+).
Estes 2 brancos acompanharam o couvert, profiterole de tártaro de salmão e um saborosíssimo carpaccio de atum vermelho.
.Quinta dos Carvalhais Branco Especial (14,5 % vol.) - engarrafado em 2015; grande complexidade aromática, fresco e elegante, equilibrio entre a acidez e a gordura, muito estruturado e final de boca extenso. É, para mim, o melhor branco (este engarrafamento) produzido em Portugal. Nota 18,5+ (noutras 17,5/18,5/18,5/18/18, sem distinção de datas de engarrafamento).
.Porta dos Cavaleiros Reserva Seleccionada 1985 (13 % vol) - nariz austero, alguma oxidação nobre, fruta madura, acidez pronunciada, algum volume e final de boca persistente. Um branco com alguma idade e ainda cheio de saúde, mas que teve o azar de ter sido provado ao lado do Especial. Nota 17,5+ (noutra também 17,5+).
Estes 2 brancos harmonizaram com o fabuloso arroz de sapateira com coentros, um dos pratos ex-libris da casa.
.Qtª do Noval Touriga Nacional 2011 (13,5 % vol.) - ainda com fruta, notas florais, bela acidez, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis. A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 17,5.
,Qtª de Lemos Touriga Nacional 2011 (14 % vol.) - muita fruta presente e nuances florais, acidez bem presente, mais especiado e complexo que o anterior, algum volume e final de boca muito persistente. Ainda vai crescer nos próximos 7/8 anos. Nota 18 (noutra também 18).
Estes 2 tintos maridaram com peito de pato com molho de Porto e batata salteada.
.Barros Colheita 1963 (engarrafado em 1987) - nariz exuberante, presença de citrinos, frutos secos e mel, taninos elegantes, algum volume e final de boca muito longo. Uma raridade. Nota 18,5.
Este  Colheita acompanhou muito bem uma excelente sobremesa (tarte de amêndoa caramelizada e crepe de figo com gelado de Moscatel).
Uma palavra final para o serviço de vinhos, a cargo do proprietário/chefe de sala Norberto, a merecer 5 estrelas. Ritmo adequado, com os vinhos a chegarem à mesa antes dos pratos, temperaturas correctas, copos de qualidade (Riedel, Schott e Spigelau) e decantadores Schott fabulosos, como ainda não vi em qualquer outro restaurante.
Mais uma grande sessão de convívio, com comeres e beberes à altura dos acontecimentos. Bingo!

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