quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Jantar e leilão na José Maria da Fonseca (JMF)

1.O Moscatel Roxo Superior 1918
Este Moscatel foi apresentado na JMF no passado dia 25 de Outubro, com um jantar e leilão, cuja finalidade principal foi homenagear os 100 anos do nascimento de Fernando Soares Franco, grande defensor desta casta e pai dos actuais responsáveis pela empresa, Domingos e António Soares Franco, a 6ª geração, e mas também assinalar os seus 184 anos (da JMF).
Foram leiloadas 100 garrafas deste 1918, para além de outras, como referirei quando falar sobre o leilão. Foi uma grande operação de marketing, bem planeada e melhor executada. Com todo o respeito que merece este centenário Moscatel, parece-me algo exagerada a pontuação que lhe foi atribuída pelas revistas da especialidade (20 numa e 19,5 noutra), em contraponto com as opiniões dos amigos que estavam comigo no jantar, o nosso Grupo dos 6, parte dos quais prova moscatéis e outros vinhos fortificados há uma série de anos, e que o classificou com  notas de 16,5 a 17,5.
Pela parte que me toca, consultados os meus registos encontrei notas referentes a "n" moscatéis DSF, Setúbal 20 Anos e Roxo 20 Anos, mas também o 25 Anos, Roxo Superior 1900, 1960, 1971 e 1979, Setúbal 1918, 1931, 1939, 1945, 1952, 1954, 1955, 1962, 1965, 1967, 1973, 1975 e 1979 (aqui não destrincei os Superior dos outros), e ainda Bastardinho 20 Anos, 30 Anos e 1927.

2.O Jantar
O jantar comemorativo e que antecedeu o leilão aconteceu na Adega dos Teares Novos, no meio dos tonéis e já minha conhecida quando dos jantares da Confraria do Periquita, da qual faço parte.
Estavam 120 convivas e o jantar correu animado até ao início do leilão, já passava das 23h.
Para memória futura bebemos e comemos:
.Colecção Privada DSF Sauvignon Blanc 2017 (nota 16), com uma excelente sopa de crustáceos, o ponto alto do jantar
.Hexagon 2009 tinto (nota 17,5+), com um fraco peito de perú, com recheio de carne e frutos secos,...
.Moscatel Roxo 20 Anos, engarrafado em 2016 (nota 18), com trufa de chocolate, carpaccio de morangos,...
.Moscatel Roxo Superior 1918 (17,5) - gordo em excesso, falta-lhe frescura; seria óptimo para entrar no Trilogia em lote com vinhos mais novos e frescos.
Os copos eram Schott, as temperaturas e o ritmo de serviço os adequados.
Resumindo e concluindo, este jantar no respeitante ao menu esteve uns furos abaixo dos jantares da Confraria, a que estou habituado.

3.O Leilão
A cargo do Palácio do Correio Velho, começou tarde mas foi muito bem conduzido e em pouco mais de meia hora depacharam os 35 lotes. Bingo!
Para além das 100 garrafas de Moscatel Roxo Superior 1918, já referidas, entraram em lotes (concretamente em 33), mais 13 Moscatel Superior (1902, 1904, 1905, 1906, 1907, 1911, 1930, 1944, 1955, 1960 e 1963, alguns com mais de 1 garrafa) e mais 11 outras bebidas (Trilogia, Alambre 20 Anos, Roxo 20 Anos, Colecção Privada DSF, Bastardinho 40 Anos, Aguardente Velha Reserva 1964 e Aguardente Espírito, também algumas com mais de 1 garrafa). Em lotes isolados, foram licitadas 1 garrafa de Torna Viagem (por 2200 €) e 1 garrafa de Apothéose Bastardinho (por 4500 €!).
Resta dizer que este leilão rendeu 67200 €, ficando o valor médio dos 33 lotes em 1833 € e o valor médio da cada garrafa do Moscatel Roxo Superior 1918, licitadas em lotes sem outros moscatéis, ficou em 551,50 €.
Sabendo que alguns dos licitadores têm pontos de venda, fico expectante para saber a que preço vai chegar ao mercado o 1918.

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