quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Almoço com Vinhos Fortificados (31ª sessão) : vertical Vale Meão e Madeiras séc. XIX e XX

Este último encontro do Grupo dos Madeiras desenrolou-se na Casa da Dízima, já nossa conhecida, com um serviço de vinhos de 5 estrelas (66 copos Schott na mesa, é obra!) e onde se come bem. Os anfitriões foram o casal Marieta/José Rosa que trouxeram os vinhos e algumas iguarias.
Desfilaram:
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2014 - muito fresco, cítrico e mineral, complexo, acidez vibrante, algum volume e final de boca. Nota 17,5+.
Fez boa companhia a uma série de entradas (bochechas crocantes de bacalhau, gambas de Moçambique em massa katafi, vieiras frescas e presunto pata negra) e queijos (Reggiano 24 meses de cura, cabra curado de Castelo Branco e ovelha amanteigado de Celorico da Beira).
.Il Cavaliere Diplomate d' Impire Cuvé Collection (engarrafado em 2014 e com capacidade de 3 litros) - aromas e sabores terciários, com notas de frutos secos e fruta desidratada, bela acidez e algo amnteigado. Vinho branco algo estranho, não se assemelhando a qualquer vinho que eu tivesse provado. Nota 17.5.
Acompanhou um creme aveludado de espargos e um belo risotto de carabineiros selvagens. Voltei a prová-lo com queijo de pasta mole e deu boa conta de si.
.Blandy Terrantez 1976 - frutos secos, caril e vinagrinho, alguma gordura, taninos super afinados, bom volume e final de boca muito longo. Complexo, fresco, equilibrado e elegante. Nota 18,5+.
Deu-nos muito prazer e serviu para limpar o palato.
.Vale Meão 2008 - nariz inicialmente contido, foi abrindo ao longo da prova, fresco, frutado, notas florais, especiado, bela acidez, taninos presentes e civilizados, bom volume e final de boca muito longo. Um bom exemplar da colheita 2008, a beber nos próximos 10/12 anos. Nota 19.
.Vale Meão 2009 - nariz exuberante, muita fruta e notas vegetais, acidez equilibrada, especiado, taninos bem comportados, volume e final de boca assinaláveis. Uma grande surpresa, a beber nos próximos 6/8 anos. Nota 18,5.
.Vale Meão 2010 - nariz contido, alguma fruta, um toque vegetal, acidez no ponto, taninos evidentes, algum volume e final de boca médio. Alguma desilusão, a beber nos próximos 4/5 anos. Nota 17,5+.
Estes 3 tintos maridaram com um saboroso lombinho de veado em molho de LBV e puré de trufa negra.
.P J L Bual 1880 (P J L são as iniciais de Pedro José Lomelino, avô do Artur e do Edmundo Barros e Sousa) - frutos secos, notas de brandy, iodo e caril, vinagrinho excessivo, taninos intensos, algum volume e final de boca interminável. Algumas semelhanças com aguardentes velhas, Conhaque ou Armanhaque. Entra "soft" e adocicado e e sai violento. Seguramente não é um Madeira para principiantes. Nota 18,5.
Acompanhou um bolo de chocolate, mas não gostei da harmonização.
Foi uma grande jornada, muito didáctica (vertical Vale Meão) e com 2 fortificados nada fáceis de encontrar.
Obrigado Marieta e José Rosa. Ficaram bem na fotografia!

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