quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Mais espaços de restauração : Cacué e Rice Me

1.Cacué - 3 *
Inspirado na Time Out (4 estrelas, atribuídas pelo crítico Alfredo Lacerda) e no blogue Joli, que lhe teceram elogios, fui conhecer o Cacué (R. Tomás Ribeiro, 93 às Picoas). Mesas despojadas, guardanapos de papel e sala algo desconfortável nesta altura do ano.
Quanto à gastronomia estamos todos de acordo. A lista é alongada, com uma série de entradas, pratos e petiscos, embora uns tantos não estivessem disponíveis no dia da minha visita. Fui literalmente empurrado para umas deliciosas lulinhas à Algarvia e não tive oportunidade para provar outras coisas, que ficarão para uma próxima visita.
Quanto à componente vínica, a oferta é razoável e os anos de colheita constam na carta, uma mais valia deste espaço se comparado com a maioria dos restaurantes que conheço.
Optei por um copo do branco Castelo d' Alba Bio 2017 - fresco e mineral, presença de citrinos, boa acidez, volume e final médios. Muito elegante. Nota 16,5.
Só que o vinho já veio servido (!?) num copo e quantidade aceitáveis, mas para ver a garrafa tive que pedir que ma mostrassem. E, com isto, borraram a pintura!

2.Rice Me - 3,5 *
O Rice Me (R. Carlos Testa, ao Corte Inglês), depois do encerramento do Bagos Chiado, onde pontificava o Henrique Mouro, é agora o único espaço de restauração que conheço centrado no arroz, oferecendo 13 alternativas, 9 de arroz arroz e 6 de massa de arroz.
Tem, diariamente, um menu executivo a 9,90 €, com direito a um prato (diferente ao longo da semana) e a uma bebida. No dia em que visitei este espaço, o prato do dia era  "arroz nero di sépia" com choco, saboroso mas em quantidade reduzida.
Quanto à componente vínica inventariei 5 brancos, 1 rosé, 4 tintos e 1 Porto, todos a copo. No entanto, a lista omite quase todas as datas de colheita, mas inclui a descrição de cada vinho e uma proposta de harmonização com a comida.
Optei por um branco alentejano, o Vale do Luar Chardonnay 2016 - alguma fruta de caroço, acidez discreta, notas amanteigadas, final de boca curto. Correcto, mas sem grandes rasgos. Nota 16.
A garrafa veio à mesa, mas não foi dado a provar. Servida uma quantidade normal num copo razoável.
Serviço atencioso e despachado.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Jantar Quinta Vale D. Maria

Com organização da Garrafeira Néctar das Avenidas decorreu na Casa da Dízima mais um jantar vínico. Desta vez foi a Qtª Vale D. Maria, representada pelo "boy" Cristiano van Zeller, um bom conversador e exímio contador de histórias.
Calhou ficar perto dele e podermos relembrar alguns acontecimentos do tempo das CAV, sendo o mais importante, a pedido do Cristiano, a apresentação do primeiro tinto CV num jantar com a linha dura dos clientes das CAV. Curiosamente este evento decorreu no restaurante Barriga d' Anjo (na altura propriedade do João Quintela) e foi um êxito.
Voltando ao jantar desta crónica, contou com 78 participantes, espalhados por 2 salas, o que veio perturbar um pouco o desenrolar do evento. A gastronomia esteve à altura dos acontecimentos e o serviço de vinhos contou com o apoio do Pedro Batista e sua equipa.
Quanto aos vinhos, desfilaram:
.Rufo 2017 branco - com base nas castas tradicionais, estagiou apenas em inox; engarrafado em Fevereiro 2018; nariz intenso, citrinos, algum tropical, acidez no ponto, volume e final de boca médios. Bom para beber a solo ou com entradas leves. Nota 16,5.
Acompanhou uma série de canapés.
.Qtª Vale D. Maria VVV 2016 branco - com base em vinhas dos vales dos rios Pinhão, Torto e Douro ( e daí os VVV); engarrafado em Agosto 2017; narz contido, citrinos e fruta cozida, equilibrio entre a acidez e a gordura, madeira bem integrada, volume e final de boca consistentes. Bom para entradas mais elaboradas ou peixe no forno (11% vol.). Nota 17,5.
Maridou com um tentáculo de polvo com puré de batata.
.Qtª Vale D. Maria 2015 - 95 pontos no Parker; engarrafado em Dezembro 2017, estagiou em barricas novas e usadas; nariz afirmativo, muita fruta vermelha, algo especiado, acidez equilibrada, taninos de veludo, algum volume e final de boca persistente e adocicado (15 % vol.). Harmonioso, apesar do excesso de álcool. A beber nos próximos 6/7 anos. Nota 18.
Casou bem com um medalhão de novilho e risotto de cogumelos.
.Qtª Vale D. Maria Vinha do Rio 2015 - 94 pontos no Parker; com base em vinha centenária, engarrafado em Julho 2018; nariz inicialmente fechado foi abrindo, presença de fruta preta, acidez no ponto, especiado e complexo, taninos presentes mas civilizados, algum volume e final de boca extenso (15,5 % vol.). Elegante, apesar do álcool excessivo. A beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18.
.Qtª Vale D. Maria 2001 (garrafa de 3 litros) - produzido na altura por JMF & van Zeller; ainda cheio de saúde e fruta, acidez equilibrada, fresco e especiado, algum volume e final de boca persistente. Ainda longe da reforma, uma referência desde sempre! Nota 18,5.
Com a sobremesa (souflé de chocolate negro) foi ainda servido o Porto Vintage 2016.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Um filme sobre o vinho : "Setembro a vida inteira" (2ª parte)

continuando:

27.Novo salto ao Douro (Qtª de Nápoles?) com o Dirk dentro de uma banheira ao ar livre (!?)
28.Vindimas e pisa a pé na Qtª de Nápoles (?), intercaladas com imagens de arquivo, a preto e branco
29.Uma cena idêntica na actualidade, agora a cores
30.O Dirk a mostrar a sua garrafeira enterrada
31.O Dirk na cozinha com o chefe Ljubomir e um grupo de visitantes
32.Um salto ao Estabelecimento Prisional Pinheiro da Cruz, com uma cena caricata de alguém a levantar-se da cama (guarda ou recluso?)
33.Saída de uma brigada (guardas e reclusos) para trabalhar na vinha
34.Regresso a Vale Meão, com o Vito e a mulher num jipe, a caminho das vinhas
35.Imagens a preto e branco de um filme antigo sobre o casamento do Vito e da Maria Luisa
36.Regresso a Palmela, às Festas das Vindimas, com a presença da Leonor Freitas e das vencedoras do concurso das misses (!)
37 a 39.Ainda em Palmela, com danças folclóricas, benção do mosto pelo padre de serviço e largada de pombos (!)
40.Regresso à Malhadinha, com os adultos da família Soares a vestirem-se à anos 30
41.Jantar de gala, com as senhoras de vestido comprido e os cavalheiros de smoking
42.Bailação (!)
43 e último plano.Regresso ao prédio do JPM, com a porteira em conversa com a empregada (?) ou vizinha (?) do mesmo.
Resumindo e concluindo, este filme tem algumas (poucas) cenas à volta das vindimas, mas muitas outras metidas a martelo, algumas das quais ridículas e não abona o curriculo da autora. A intenção seria boa, mas a Ana Sofia Fonseca deu um tiro no pé!

sábado, 26 de janeiro de 2019

Um filme sobre o vinho : "Setembro a vida inteira" (1ª parte)

Este filme da jornalista Ana Sofia Fonseca passou esporadicamente por algumas (poucas) salas (em Lisboa apenas na sessão das 19 h no City Alvalade), depois de uma ante-estreia na Cinemateca, em 14/3 de 2018. A autora do filme publicou já 2 oportunos e interessantes livros sobre a temática vínica:
.Barca Velha - Histórias de um Vinho (Dom Quixote, 2004)
.Cada Garrafa conta uma História (A Esfera dos Livros, 2014)
Quanto ao filme, que passou há pouco tempo na RTP2, é algo controverso, pois tem umas tantas cenas interessantes para o público em geral e os enófilos em particular, mas outras francamente ridículas (o filme a abrir e a fechar com a porteira do prédio onde mora o João Paulo Martins não lembra ao timpanas!).
Como o tinha gravado, tive a pachorra de o ver de papel e caneta na mão e tomar nota de todos os planos filmados. Aqui vão:
1.A porteira a lavar as escadas do prédio e a voz off do JPM (!?)
2.A família Soares (Malhadinha) nas vindimas  e à mesa
3.A família Guedes (Sogrape) à mesa comemorando o aniversário do patriarca (aparece o Salvador na cadeira de rodas, o que é penoso de ver)
4.Convento da Cartuxa com os respactivos frades em escusadas rezas, metidas a martelo
5.Luis Pato na vinha e em casa à conversa com a mulher
6.Luis Pato com a provadora Julia Harding (do site da Jancis Robinson)
7.Um salto à Madeira com o Ricardo Freitas (vinhos Barbeito) na casa de banho (!?), na adega e na vinha e em casa a almoçar.
8.Na Sogrape em Gaia com o enólogo Sottomayor numa reunião com mais 2 pessoas sobre o lançamento do Barca Velha 2008
9.O enólogo Sottomayor com um antigo tanoeiro
10.O enólogo a almoçar num restaurante (ou na Sogrape?) com as 2 pessoas que estavam na reunião
11 a 15.Planos intercalados entre o tanoeiro e o restaurante do almoço
16.Salto a Palmela, com um belo plano das vindimas ao pôr do Sol (vinhas Ermelinda Freitas)
17.Festa em Palmela alusiva às vindimas, com danças e passagem de modelos (!?)
18.Regresso às vindimas, agora com a Leonor Freitas
19.Salto à Qtª Vale Meão com os Franciscos Olazabal, pai (Vito) e filho (Xito) a jogarem golfe (mais uma cena metida a martelo)
20 e 22.A mulher do Vito às compras e à conversa
21 e 23.O Vito no combóio e a chegar à Estação do Pinhão (seria ?)
24.Novo salto à Malhadinha com as crianças do clã Soares a desenharem futuros rótulos
25.Passeio a cavalo
26.Jogos em família

continua...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Gourmet Experience (IV) : a Barra Cascabel e o Imatol

Quando o Corte Inglês em 2018 abriu no 7º piso o seu Gourmet Experience, uma série de espaços de restauração a cargo de uns tantos chefes portugueses e espanhóis, quase todos estrelados, frequentei-o algumas vezes e daí nasceram as crónicas
."Gourmet Experience (I) : A Tasca Chic do José Avillez", em 20/2
."Gourmet Experience (II) : o Balcão do Henrique Sá Pessoa", em 22/3
."Gourmet Experience (III) : o Atlântico de Pepe Solla e o Poke do Kiko", em 10/4.
Recentemente fui conhecer mais 2 espaços:

1.Barra Cascabel - 3*
Cozinha mexicana à base de tacos, sem deslumbrar, tendo provado
."Taco de camarão enchipotlado"
."Chapulin" (crumble de amêndoa, compota de frutos vermelhos e gelado de natas)
Quanto à componente vínica, a lista é demasiado curta, tendo inventariado 1 champanhe, 2 brancos (2 a copo), 1 rosé (1) e 3 tintos (2). Não vislumbrei nem fortificados, nem cerveja artesanal.
Optei por um copo de branco Qtª de Porrais 2017 - fresco e mineral, presença de citrinos, bela acidez, volume e final de boca médios. Harmonizou bem com o taco de camarão. Nota 16,5.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar.
Serviço demasiado descontraído e pouco informado (nenhum dos empregados sabia que tinha saído na Time-Out uma crítica elogiosa).
Mas, por outro lado, foram super simpáticos ao irem buscar o café (que não tinham) a uma outra banca e não o cobrarem.

2.Imanol - 3,5 *
Cozinha basco-navarro, tendo comido uma saborosa tortilha de bacalhau sem batata, escolhida entre 10 tapas e 20 pratos, uma oferta muito razoável se comparada com a da Barra Cascabel.
Quanto à componente vínica, inventariei 2 brancos (1 a copo), 1 rosé(1) e 7 tintos (1), dos quais tintos os espanhóis estavam em maioria. Os anos de colheita estavam omissos, assim como os fortificados e a cerveja artesanal.
Optei por um copo de branco Conde Monsul 2017 - muito frutado, simples e correcto, alguma acidez, volume e final de boca médios. Nota 15,5.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num bom copo (gravado com a marca do vinho espanhol Izadi, que nem sequer tinham!?) e servida uma quantidade bem generosa.
Serviço eficiente, com muita simpatia por parte de uma das empregadas, mas pouca de outra.
A sobremesa e o café foram consumidos na banca Alcôa.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

2018 : na hora do balanço (VI) - TOP espaços de restauração

Esta é a última crónica do balanço de 2018 e só agora publicada por ter estado à espera dos resultados de "Os Prémios Mesa Marcada", difundidos há poucos minutos.
A referida crónica é dedicada à selecção dos espaços de restauração que frequentei no decorrer do ano passado, tendo em conta a gastronomia, o ambiente, o serviço em geral e, fundamentalmente, a componente vínica (carta de vinhos, preços, oferta a copo, temperaturas, qualidade dos copos e o serviço específico de vinhos).
Não incluí a Enoteca de Belém, totalista deste TOP até 2017, por ter encerrado em 2018, e, ainda, alguns restaurantes onde comi muito bem, mas cuja componente vínica não se mostrou à altura da gastronómica.
Não sendo fácil hierarquisar os restaurantes eleitos, optei pela ordem alfabética. E eles são:
.Casa da Dízima, em Paço d´Arcos
.Casa do Bacalhau/Via Graça, em Lisboa (**)
.Lugar Marcado em Lisboa (*)
.Manjar do Marquês, no Pombal
.Mesa de Lemos, em Silgueiros
.Nunes Real Marisqueira, em Lisboa (*)
.Prado, em Lisboa (*)
.Sabores d`Itália, nas Caldas da Rainha (**)
.SáLa, em Lisboa (*)
Os espaços de restauração assinalados com (*) entram neste TOP pela 1ª vez, enquanto que os assinalados com (**) foram seleccionados todos os anos, sem interrupção, desde 2010.

Aproveito para acrescentar a minha votação para "Os Prémios Mesa Marcada", iniciativa do blogue Mesa Marcada (Duarte Calvão e Miguel Pires), para o qual tenho um link, de cujo júri (agora com 208 votantes) faço parte desde 2011 (entre parêntesis coloco em que lugar ficaram na classificação do referido painel).
1.Prado (5)
2.Sabores d' Itália (123) *
3.Mesa de Lemos (20)
4.Casa da Dízima (137) *
5.SáLa (24)
6.Casa do Bacalhau (170) *
7.Magano (61)
8.Manjar do Marquês (203) *
9.Lugar Marcado (223) *
10.Nunes Real Marisqueira (248) *
Os restaurantes assinalados com * apenas tiveram o meu voto, uma gritante injustiça!
Parte considerável do júri concentrou a sua votação nos espaços de restauração mais óbvios (os estrelados e/ou badalados). Seria de inteira justiça haver uma outra categoria para os menos badalados e mais acessíveis (30 a 50 €), mas com componentes gastronómica e vínica de muita qualidade, possibilitando-lhes um merecido lugar ao sol.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Curtas (CVII) : Comemorar os 50 anos, Mesa Marcada e Tejo Gourmet

1.Comemorar os 50 Anos (versão 2018)
No início do ano procedi a um levantamento nas garrafeiras da Baixa de Lisboa, com vista a apurar a oferta de fortificados de 1969, para quem quiser comemorar o 50º aniversário de qualquer acontecimento, seja nascimento, casamento ou divórcio...
O ano 1969 não foi declarado Vintage, logo a oferta é reduzida, apenas 10 referências (de 1968 eram 19 e de 1967 chegou às 25):
.Garrafeira Nacional (2 Colheita e 2 Madeira)
Qtª do Castelinho Colheita 295 €
Vista Alegre Colheita 295 €
Blandy Bual 325 €
D' Oliveiras Sercial 165 €
.Napoleão (2 Colheita e 1 Madeira)
Dow's Colheita 356 €
Vista Alegre Colheita 350 €
D' Oliveiras Sercial 370 €
.Casa Macário (1 Colheita e 1 Madeira)
Vista Alegre Colheita 320 €
D' Oliveiras Sercial 195 €
.Manuel Tavares (1 Colheita)
Vista Alegre Colheita 285 €
O Solar do Vinho do Porto, onde vou todos os anos, estava encerrado (o prédio está em obras) e fiquei sem saber se têm alguma oferta de Porto 1969.
De pasmar algumas diferenças de preços de garrafeira para garrafeira!

2.Os Prémios Mesa Marcada
Em 21 de Janeiro, o blogue Mesa Marcada, para o qual tenho um link, vai anunciar em cerimónia privada os vencedores dos prémios "Mesa Marcada - os 10 Restaurantes e Chefes preferidos de 2018", na sequência da votação de um juri (este ano com 208 participantes), do qual faço parte desde 2011.

3.Tejo Gourmet (9ª Edição)
Vai decorrer em 58 restaurantes aderentes, ao longo de todo o mês de Fevereiro, a 9ª Edição de "Tejo Gourmet - Concurso de Iguarias e Vinhos do Tejo", com o patrocínio da CVR Tejo e da Confraria Enófila Nossa Senhora do Tejo.
Em Lisboa, são 7 os espaços de restauração com ementas e vinhos ribatejanos:
.Clube Lisboeta (R. Escola Politécnica, 90)
.Mãe - Cozinha com Amor (R. D. Estefânia, 92B)
.Pão à Mesa (R. D. Pedro V, 44)
.Quorum (R. do Alecrim, 30B)
.Varanda de Lisboa (Hotel Mundial na Praça Martim Moniz, 2)
.The Vintage Lisbon (R. Rodrigo da Fonseca, 2)
.Viva Lisboa (Neya Hotel na R. D. Estefânia, 71)
Mais informações em www.confrariadotejo.pt.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Grupo dos 3 (64ª sessão) : um branco de Lisboa a impor-se

A última sessão deste núcleo duro de militantes decorreu no Magano, com vinhos do João Quintela.
Gastronomia e serviço de vinhos à altura dos acontecimentos, como era de esperar.
Desfilaram:
.Qtª da Boa Esperança 2016 (V. R. Lisboa) - com base na casta Arinto (100 %); nariz discreto, fresco e mineral, acidez fabulosa, volume e final de boca assinaláveis (13,5 % vol.). Fino e elegante, tem pernas para andar mais uns tantos anos. Uma agradável surpresa vinda da Zibreira (Carvoeira). Nota 17,5+.
Harmonizou com queijo fresco, saladas de bacalhau e de polvo, cogumelos recheados, peixinhos da horta e torresmos e, ainda, uma saborosa sopa de cação que fica a ganhar à da Casa do Alentejo.
.Qtª da Ponte Pedrinha Reserva 2005 (Dão) - com base na casta Touriga Nacional, estagiou em barrica; fresco e ainda com fruta vermelha, acidez no ponto, taninos ainda presentes, algum volume e final de boca persistente. Grande relação preço/qualidade, mas a faltar-lhe a complexidade de um grande tinto do Dão (15 % vol.). Nota 17.
Casou com um arroz de pombo bravo.
.Borges Malvasia 15 Anos - nariz discreto, presença de frutos secos e iodo, alguma acidez mas a faltar-lhe o vinagrinho típico dos Madeiras, taninos vigorosos, algum volume e final de boca. Nota 17,5.
Acompanhou alguma doçaria conventual.
Boa sessão gastronómica, com o vinho branco a impor-se ao tinto e ao fortificado. Obrigado João!

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

2018 : na hora do balanço (V) - os principais eventos (2ª parte)

continuando...

2.Os eventos vínicos da Garrafeira Néctar das Avenidas (as datas são da publicação das crónicas)
."Jantar Quinta Monte d' Oiro", com o Francisco Bento dos Santos (na Casa da Dízima), em 6/3

."Jantar Osvaldo Amado", com o Osvaldo Amado (no Refúgio), em 24/4

."Curtas (XCIX) : Bairradão, (...)", com cerca de 40 produtores (no Hotel Real Palácio), em 29/5

."Jantar Herdade do Esporão", com a enóloga Ana Alves (no Sem Dúvida), em 14/6

."Jantar Portal do Fidalgo", com o enólogo Abel Codesso (no Hotel Real Palácio), em 14/8

."Jantar Ermelinda Freitas", com a Leonor Freitas e o enólogo Jaime Quendera (na Garrafeira), em 23/10

."Jantar Dona Maria", com a enóloga Sandra Gonçalves (no Via Graça), em 27/11

."Jantar Jorge Moreira", com o Jorge Moreira (na Casa do Bacalhau), em 13/12

3.Enoturismo com a Tryvel e a Maria João Almeida
."Enoturismo na Bairrada (I) : Introdução", em 3/5

."Enoturismo na Bairrada (II) : o Rei dos Leitões e a Quinta do Encontro", em 3/5

."Enoturismo na Bairrada (III) : Museu do Vinho, Dóri e Curia Palace", em 10/5

."Enoturismo na Bairrada (IV) : Caves Aliança e Mugasa", em 15/5

."Enoturismo na Bairrada (V) : Caves São João", em 17/5

."Enoturismo na Bairrada (VI) : Restaurante Vidal", em 18/5

."Enoturismo na Bairrada (VII) : Quinta das Bageiras e Caves São Domingos", em 22/5

."Enoturismo na Bairrada (VIII) : Palace Hotel do Buçaco", em 24/5

A próxima e última crónica sobre este balanço de 2018 será dedicada ao Top dos espaços de restauração.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

2018 : na hora do balanço (III) - TOP Fortificados

A crónica de hoje é dedicada aos vinhos fortificados (Porto, Madeira e Moscatel, onde incluo a casta Bastardo), provados no decorrer de 2018, na sequência e com a mesma metodologia dos brancos e dos tintos.
E eles são:
.Artur Barros e Sousa Boal 1860, com 19,5
.Artur Barros e Sousa Malvasia da Fajã
.Artur Barros e Sousa Verdelho Velho 1965
.Borges Sercial 1979
.Cossart Gordon Bual 1969
.José Maria da Fonseca Bastardinho de Azeitão 20 Anos
.Justino's Terrantez Old Reserve
.Krohn Colheita 1966
.Niepoort Garrafeira 1938
.Taylor's 40 Anos, todos com 19
Não foram incluídos por já constarem em Top's anteriores:
.FEM Verdelho Muito Velho
.FMA Bual 1964, ambos com 19,5
.Blandy Bual 1977, com 19
É, ainda, de inteira justiça listar os fortificados pontuados com 18,5+ e 18,5:
.José Maria da Fonseca Bastardinho de Azeitão 1927
.Blandy Solera Verdelho
.Blandy Terrantez 1976
.Instituto Vinho Madeira Reserva Velha
.Krohn Vintage 1931, todos com 18,5+
.Artur Barros e Sousa Malvasia 1965
.Artur Barros e Sousa Terrantez 1980
.Artur Barros e Sousa Terrantez 1981
.Barros Colheita 1963
.Blandy Sercial 1975
.José Maria da Fonseca Moscatel 1900
.Messias Colheita 1977
.Noval Vintage 1970
.PJL Bual 1880
.Sandeman 30 Anos, todos com 18,5
De salientar:
.dos 28 fortificados eleitos, 17 são Madeira (61 %), 8 são Porto (estando os tawnies em maioria) e 3 Moscatel
.dos 17 Madeira, 6 são Artur Barros e Sousa e 5 da Madeira Wine
.quanto às castas destes 17, a Bual (com 6) e a Terrantez (com 5) estão na frente, seguindo-se as restantes castas nobres (Sercial, Verdelho e Malvasia, com 2 cada), não havendo espaço para a Tinta Negra.

domingo, 6 de janeiro de 2019

2018 : na hora do balanço (II) - TOP Tintos

À semelhança do que foi feito para os vinhos brancos, a crónica de hoje é dedicada aos tintos provados/bebidos no decorrer do ano transacto e seguindo a mesma metodologia.
Dentro de cada patamar a ordem é a alfabética. E eles são:
.Qtª do Crasto Maria Teresa 2011 (Douro), com 19
.Kompassus Private Selection 2011 (Bairrada)
.Qtª do Crasto Touriga Nacional 2005 (Douro)
.Qtª da Falorca Garrafeira 2009 (Dão)
.Qtª das Bageiras Pai Abel 2009 (Bairrada)
.Qtª do Ribeirinho Baga Pé Franco 2005 (Bairrada)
.Qtª do Vale Meão 2011 (Douro)
.Qtª do Vallado Reserva 2011 (Douro), todos com 18,5+
.Nunes Barata Grande Reserva 2011 (Alentejo) *
.Qtª do Grifo Grande Reserva 2011 (Douro) *, ambos com 18,5
Os vinhos indicados com * foram escolhidos para este TOP 10 por eu ter tido muito prazer ao prová-los e não estarem nos radares da crítica.
Não foram incluídos por já constarem em Top's anteriores:
.Qtª do Vale Meão 2008 (Douro), com 19
.Pintas 2011 (Douro)
.Qtª do Noval 2008 (Douro), ambos com 18,5+
.Antónia Adelaide Ferreira 2008 (Douro)
.Ferreira Reserva Especial 2009 (Douro), ambos com 18,5
É de inteira justiça incluir nesta listagem os restantes vinhos tintos classificados com 18,5:
.Antónia Adelaide Ferreira 2009 (Douro)
.Conde Villar Seco T. Nacional Garrafeira 2010 (Douro)
.Esporão 1987 e Private Selection 2012 (Alentejo)
.Foral de Cantanhede Grande Reserva Baga 2009 (Bairrada)
.Passadouro Reserva 2008 (Douro)
.Pellada Mulher Nua 2003 (Dão)
.Pintas 2010 (Douro)
.Qtª dos Carvalhais Único 2009 (Dão)
.Qtª do Crasto Vinhas Velhas 2011 (Douro)
.Qtª da Falorca Garrafeira 2011 (Dão)
.Qtª da Romaneira 2004 (Douro)
.Qtª do Vale Meão 2009 (Douro)
.Qtª do Vallado Adelaide 2005 (Douro)
.Três Bagos Grande Escolha Estágio Prolongado 2008 (Douro)
.Vinha Othon Reserva 2008 (Dão)
De sublinhar:
.mais uma vez, o Douro é maioritário com 61 % dos vinhos aqui citados, mas o Dão e a Bairrada com 29 %, no conjunto, posicionaram-se bem
.a colheita de 2011 foi a maioritária com 29 % dos tintos seleccionados, seguida das colheitas de 2009 com 22,5 % e 2008 com 19 %.
A próxima crónica deste balanço será dedicada aos vinhos fortificados.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Rescaldo das Festas 2018/2019

As Festas desenrolaram-se em 4 momentos, nem sempre com os mesmos intervenientes. Quanto aos vinhos bebidos nesta quadra, a uns limitei-me a atribuir uma classificação e a outros tive a oportunidade e a paz de espírito para os comentar.

1º momento (a Consoada)
.Portal do Fidalgo Reserva 25 Anos 2015 (17,5 noutra situação 18) com camarões de Madagascar e bacalhau Riberalves lascado com batatinhas no micro ondas
.La Rosa 30 Anos (18 noutra também 18) com azevias e outras sobremesas natalícias

2º momento (almoço de Natal)
.Pai Abel 2014 branco (17,5+) com cavalas e carapaus da "Petiscada", paté de fígado e cebola confitada da Susana Cavaco
.Qtª do Crasto Vinhas Velhas 2011 (18,5 noutras 17,5+/18,5/18/18/18,5) e
.Dúvida ? (António Saramago) 2011 (18) com couves à Dom Prior
.La Rosa 30 Anos com bolo real

3º momento (jantar de 31 de Dezembro)
.Qtª do Cardo Vinha do Lomedo Síria 2014 (garrafa nº 52/1461) - com base em vinha a 750 metros de altitude, estagiou 22 meses em barrica; alguma evolução, presença de citrinos e fruta madura, equilibrio entre a acidez e a gordura, madeira bem integrada, complexidade, algum volume e final de boca. Gastronómico (13% vol.). Nota 17,5+.
Acompanhou camarões de Madagascar, coelho vilão (Doces da Paulinha) e queijo.
A passagem do ano foi festejada com
.Grandjó Late Harvest 2008 - com base na casta Sémillon; presença de tangerina e laranja cristalizada, alguma acidez, gordura bem no ponto, notas glicerinadas, volume e final de boca notáveis. Em grande forma este colheita tardia já com 10 anos (12 % vol.). Nota 18 (noutras 16,5+/17,5+/17,5+/18/17,5).

4º momento (almoço de 1 de Janeiro)
Foi no Topo Belém (4*), restaurante situado no interior do CCB, onde comemos uma deliciosa massada de peixe acompanda de uma Bohemia Original.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

2018 : na hora do balanço (I) - TOP Brancos

Esta é a 1ª crónica dedicada ao balanço vínico do ano passado e que contempla os brancos melhor pontuados. Os vinhos seleccionados foram provados/bebidos ao longo do ano 2018, no âmbito dos grupos que faço parte (Grupo dos 3, Grupo dos 6, Novo Formato+, Grupo dos Madeiras e FJF), em família, em jantares vínicos, em apresentações orientadas por produtores e em espaços de restauração. Ficam de fora os vinhos provados em painéis formais (Escolha da Imprensa da Vinho Grandes Escolhas) ou em provas alargadas (Bairradão, Vinhos do Alentejo, Vinhos & Sabores, Emprodalbe e Dão Capital).
O TOP de brancos está organizado por ordem alfabética, uma vez que os vinhos seleccionados têm todos a mesma classificação (18). É interessante comparar com o balanço de 2012, em que a maior parte se ficou pelos 17,5+. E os mais pontuados foram:
.Anselmo Mendes Curtimenta Alvarinho 2009 (V. Verdes)
.Kompassus Private Colection 2014 (Bairrada)
.Morgado Stª Catherina Reserva 2007 (Bucelas)
.Muros de Magma Verdelho 2015 (Biscoitos, Açores)
.Portal do Fidalgo Alvarinho 2007, 2011 e Reserva 25 Anos 2015 (V. Verdes)
.Qtª das Bageiras Garrafeira 2015 (Bairrada)
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2008, 2013 e 2014 (V. Verdes)
.Vértice Grande Reserva 2009 (Douro)
.Villa Oliveira Vinha do Províncio 2012 e Passarella 2014 (Dão)
.5ª de Mahler 2000 (Tejo)
Foram provados em 2018, mas não foram incluídos por já constarem em balanços anteriores:
.Qtª dos Carvalhais Branco Especial, engarrafamento de 2015 (Dão) (18,5+)
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2014 (V. Verdes) (18,5)
.Lacrau Garrafeira 2011 (Douro) (18)
Também não foram incluídos 2 Colheitas Tardias, ambos com 18:
.Grandjó 2013 (Douro)
.Herdade das Servas (Alentejo)
É, ainda, de inteira justiça dar a conhecer mais uns tantos que não chegaram aos 18 pontos, mas andaram lá perto (17,5+):
.Anselmo Mendes Beira Interior 2014 (Beira Interior)
.Casal Stª Maria Malvasia 2016 (Lisboa)
.Encontro 1 2013 (Bairrada)
.La Rosa Tim Grande Reserva 2015 (Douro)
.Mapa Vinha dos Pais 2015 (Douro)
.Marquesa de Alorna Grande Reserva 2015 (Tejo)
.Porta dos Cavaleiros Reserva Seleccionada 1985 (Dão)
.Quanta Terra 2011 (Douro)
.Qtª da Pellada Primus 2014 (Dão)
.Qtª do Rol 2006 (Lisboa)
.Qtª dos Cozinheiros 1999 (Bairrada)
.Regueiro Alvarinho Barricas 2015 (V. Verdes)
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2011 e Reserva 2010 (V. Verdes)
Em conclusão, é de registar:
.a presença maioritária da casta Alvarinho (1/3 dos brancos aqui referidos), para mim a melhor casta portuguesa e uma das melhores a nível mundial
.a quantidade de brancos já com alguns anos em cima (quase 1/3 do total), 2 com quase 20 anos e 1 com mais de 30!
A próxima crónica deste balanço será dedicada aos vinhos tintos.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Dezembro 2010 : o que se passou aqui há 8 anos

Das 18 crónicas publicadas no decorrer de Dezembro 2010, destaco estas 3:

."Restaurante Manifesto revisitado", no dia 2
O título agora bem poderia ser "a propósito de um restaurante que deixou saudades" ou "o Luis Baena no seu melhor".

."Um fecho anunciado", no dia 12
Esta crónica referia-se ao encerramento de uma loja de vinhos de prestígio, a "Venha à Vinha" que veio engrossar a lista das garrafeiras que fecharam as portas. As últimas tinham sido a "Adivinho" na Baixa e a "Charcutaria Brasil" ao Rato.

."Jantar com vinhos da Madeira : puro prazer!", no dia 19
Este memorável acontecimento aconteceu na Enoteca de Belém, infelizmente também já encerrada. A nossa aposta foi numa refeição acompanhada maioritariamente com vinhos Madeira, uma harmonização nada fácil, mas que foi conseguida após contacto do Nelson, na altura o responsável pelos tachos e agora o escanção do Alma, com o Francisco Albuquerque.
Destaque para o Cossart Sercial 1960 (18,5), Blandy Verdelho 1977 (18+), Miles Bual 1934 (19,5) e Boal Solera 1814 (18,5).