terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Jantar Quinta Vale D. Maria

Com organização da Garrafeira Néctar das Avenidas decorreu na Casa da Dízima mais um jantar vínico. Desta vez foi a Qtª Vale D. Maria, representada pelo "boy" Cristiano van Zeller, um bom conversador e exímio contador de histórias.
Calhou ficar perto dele e podermos relembrar alguns acontecimentos do tempo das CAV, sendo o mais importante, a pedido do Cristiano, a apresentação do primeiro tinto CV num jantar com a linha dura dos clientes das CAV. Curiosamente este evento decorreu no restaurante Barriga d' Anjo (na altura propriedade do João Quintela) e foi um êxito.
Voltando ao jantar desta crónica, contou com 78 participantes, espalhados por 2 salas, o que veio perturbar um pouco o desenrolar do evento. A gastronomia esteve à altura dos acontecimentos e o serviço de vinhos contou com o apoio do Pedro Batista e sua equipa.
Quanto aos vinhos, desfilaram:
.Rufo 2017 branco - com base nas castas tradicionais, estagiou apenas em inox; engarrafado em Fevereiro 2018; nariz intenso, citrinos, algum tropical, acidez no ponto, volume e final de boca médios. Bom para beber a solo ou com entradas leves. Nota 16,5.
Acompanhou uma série de canapés.
.Qtª Vale D. Maria VVV 2016 branco - com base em vinhas dos vales dos rios Pinhão, Torto e Douro ( e daí os VVV); engarrafado em Agosto 2017; narz contido, citrinos e fruta cozida, equilibrio entre a acidez e a gordura, madeira bem integrada, volume e final de boca consistentes. Bom para entradas mais elaboradas ou peixe no forno (11% vol.). Nota 17,5.
Maridou com um tentáculo de polvo com puré de batata.
.Qtª Vale D. Maria 2015 - 95 pontos no Parker; engarrafado em Dezembro 2017, estagiou em barricas novas e usadas; nariz afirmativo, muita fruta vermelha, algo especiado, acidez equilibrada, taninos de veludo, algum volume e final de boca persistente e adocicado (15 % vol.). Harmonioso, apesar do excesso de álcool. A beber nos próximos 6/7 anos. Nota 18.
Casou bem com um medalhão de novilho e risotto de cogumelos.
.Qtª Vale D. Maria Vinha do Rio 2015 - 94 pontos no Parker; com base em vinha centenária, engarrafado em Julho 2018; nariz inicialmente fechado foi abrindo, presença de fruta preta, acidez no ponto, especiado e complexo, taninos presentes mas civilizados, algum volume e final de boca extenso (15,5 % vol.). Elegante, apesar do álcool excessivo. A beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18.
.Qtª Vale D. Maria 2001 (garrafa de 3 litros) - produzido na altura por JMF & van Zeller; ainda cheio de saúde e fruta, acidez equilibrada, fresco e especiado, algum volume e final de boca persistente. Ainda longe da reforma, uma referência desde sempre! Nota 18,5.
Com a sobremesa (souflé de chocolate negro) foi ainda servido o Porto Vintage 2016.

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