sábado, 29 de junho de 2019

Grupo FJF (10ª sessão) : vinhos contra a corrente

Esta última sessão deste grupo de enófilos militantes decorreu no restaurante Bacalhoaria Moderna que nos preparou um extenso menú de degustação, com base no bacalhau (com excepção das sobremesas), a saber:
.couvert
.tártaro de bacalhau com vinagreta de mostarda
.línguas de bacalhau com gema de ovo
.bacalhau à braz
.bacalhau em arroz
.bacalhau com grão e seu puré
.mousse de chocolate
.torta de laranja
.tarte de queijo
Foi um autêntico e delicioso banquete, orquestrado pela chefe Ana Moura.
Na sala, mesas despojadas, bons copos Schott, temperaturas correctas e serviço profissional.
Quanto a vinhos, desfilaram:
.Flor Nobre Reserva 2014 (um branco da Beira Interior, levado por mim) - produção de Casas do Côro e enologia do Dirk Niepoort, com base em vinhas a 600 metros de altitude; alguma oxidação nobre, fruta cítrica e de caroço, acidez nos mínimos, notas amanteigadas, bom volume e final de boca adocicado (13 % vol.). Original e gastronómico, precisava de mais acidez para dar o salto a outro patamar. Nota 17,5.
.Giz Vinha das Cavaleiras 2015 (uma das 600 garrafas levada pelo Frederico) - produção e enologia de Luiz Gomes, com base na casta Baga em vinhas centenárias, estagiou 20 meses em barricas novas de carvalho francês; notas vegetais, bela acidez, taninos suaves, algum especiado, volume e final de boca ponderados (12,5 % vol.). Nota 17,5.
.Justino's Verdelho 1997 (um Madeira levado pelo João) - frutos secos, vinagrinho, notas de iodo e brandy, algum volume e final de boca. Mais doce do que se esperava desta casta, mas uma boa surpresa. Nota 18.
Foi uma pedagógica sessão, com vinhos contra a corrente a ligarem bem com o menú de degustação. Uma experiência a repetir.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Curtas (CXIII) : o Berardo, a Enoteca de Belém e o Vinho ao Vivo

1.Os Vinhos do Berardo
Muita tinta correu com as "golpadas" do Joe Berardo e sua provocatória prestação na Assembleia da República. Uma obscura garrafeira/enoteca denominada Baco Alto, sediada em pleno Bairro Alto, saíu do anonimato ao proclamar aos quatro ventos que deixaria de vender os vinhos das empresas em que o Berardo tivesse alguma posição como accionista, como seria o caso da Bacalhôa, da Aliança e da Sogrape. Só que lhe saíu o tiro pela culatra pois, em relação à Sogrape, a afirmação não era verdadeira e o desmentido, emitido por aquela prestigiada empresa, não se fez tardar.
Por outro lado, o Pedro Garcias na Fugas dedicou uma página inteira ao Berardo, pondo em dúvida a razoabilidade do boicote, pois segundo o jornalista, "(...) Os únicos penalizados iriam ser os trabalhadores.(...)".
Finalmente, a TAP. Esta controversa transportadora aérea continua a fornecer, nas refeições da classe económica, vinhos do Berardo, nomeadamente o JP branco e o Alabastro tinto. Com tanto vinho, de tanto produtor, a necessitar de ser escoado, aqui fazia sentido a TAP escolher outras marcas fora dos radares da polémica.

2.A Enoteca de Belém
A Enoteca de Belém onde tantas vezes serviu de palco a encontros memoráveis, onde os vinhos eram as estrelas, reabriu com outra gente. Curiosamente, os novos responsáveis pela Enoteca, o Daniel Afonso e o Nuno Santos, eram clientes das Coisas do Arco do Vinho e militantes dos jantares vínicos organizados pela nossa loja.
Largaram a enoteca do Castelo e agora, para além da de Belém, também dirigem o Chafariz do Vinho que esteve (ou ainda estará) ligado ao João Paulo Martins.
Muitos anos de vida são os meus votos.

3.O Vinho ao Vivo
Vai decorrer nos dias 6 e 7 de julho, das 19 às 24 horas, a 10ª edição do Vinho ao Vivo na Esplanada À Margem, em Belém mesmo junto ao Tejo. Este evento, que também dá pelo nome de Festival Europeu do Terroir, é organizado pelos Goliardos.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Jantar Qtª do Crasto (II)

Adiei uma viagem a Tavira, há muito prevista, pois não podia faltar a este jantar. As nossas relações (do Juca e minhas) com a Qtª do Crasto vêm de longe e a nossa amizade com os manos Roquete e com o Pedro Almeida, que esteve neste último jantar, idem.
Para os mais curiosos, vale a pena ver o que escrevi nas crónicas
."O último evento das CAV: 2 anos depois", em 31/10/2011
."Jantar Qtª do Crasto", em 22/4/2012
A crónica de hoje refere-se ao jantar  organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, o qual decorreu na Casa do Bacalhau, tendo contado com a presença do Pedro Almeida, como acima referi, e do seu enólogo Manuel Lobo que apresentou os vinhos.
Da parte da Casa do Bacalhau não houve surpresas. A gastronomia esteve à altura dos acontecimentos, o serviço foi profissional, as temperaturas correctas e os copos Riedel, um luxo!
Desfilaram 6 vinhos Qtª do Crasto:
.Rosé 2017 - com base nas castas Touriga Nacional (85%) e Tinta Roriz (15%) em vinhas a 400 metros de altitude; alguma austeridade, mas também complexidade para um rosé, volume assinalável e gastronómico (13 % vol.). E agora uma heresia: tem um perfil que me fez lembrar o rosé Barranco Longo que, nos painéis de prova cega organizados pelas CAV, foi vencedor por 3 vezes. Nota 17.
Ligou bem com as pataniscas de bacalhau.
.Branco Superior 2017 - com base nas castas Verdelho e Viosinho, estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês; nariz presente, fresco e mineral, fruta cítrica e de caroço, bem balanceado entre a acidez e a gordura, madeira bem casada, volume e final de boca de assinalar (13,5 % vol.). Nota 17,5+.
Harmonizou com um belíssimo lavagante e massa fresca.
.Reserva Vinhas Velhas 2015 - estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês e americano e foi engarrafado em setembro 2017; nariz positivo, com fruta e acidez, especiado com a pimenta a impor-se, taninos civilizados, algum volume e final de boca longo. Elegante, harmonioso e gastronómico (14,5 % vol.). O Vinhas Velhas porta-se sempre muito bem e, quanto ao preço de prateleira, serve-me de padrão quando entro numa garrafeira. Se estiver abaixo dos 30 € tudo bem, mas se estiver acima saio de imediato. Nota 18,5.
Casou bem com magret de pato e puré de batata.
.Tinta Roriz 2015 - estagiou 18 meses em meias pipas de carvalho francês e foi engarrafado em junho 2017; muito fresco e frutado, alguma acidez, notas especiadas, taninos bem presentes, algum volume e final de boca (14,5 % vol.). Nota 18.
.Touriga Franca 2016 - estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês e foi engarrafado em outubro 2018; nariz mais contido que o anterior, fruta vermelha, notas vegetais, taninos dóceis, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Nota 17,5.
Estes 2 monocastas, muito unidireccionais, não apagaram a prestação do Vinhas Velhas que foi o meu vinho do jantar!
Maridaram com um delicioso bife welligton e arroz de forno.
.Porto Colheita 1998 (engarrafado em 2018) - presença de frutos secos, alguma fruta vermelha mas muita uva passa, alguma acidez, taninos de veludo, algum volume e final de boca persistente. Foi o elo mais fraco do jantar. Nota 17.
Acompanhou pudim do abade.
Foi mais uma boa sessão "gastrovínica", onde matei saudades com os meus amigos do Crasto.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Vinhos em família (XCV) : mais 4 brancos

Ou porque tenho bebido menos vinho em casa ou porque tenho andado a provar cervejas artesanais nestes últimos tempos, o que é um facto é que já há algum tempo não publicava nenhuma crónica deste tema "Vinhos em família".
Hoje só me referirei a brancos provados há relativamente pouco tempo, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega.
E eles foram:
.Vértice Grande Reserva 2009 - enologia de Celso Pereira, com base nas castas Rabigato e Gouveio; evoluído e algo oxidado, fruta madura, glicerinado, alguma acidez e gordura, volume e final de boca médios (14 % vol.). Gastronómico, requer comida algo pesada. Nota 17.
.Qtª Saes Encruzado Estágio Prolongado 2015 - presença de citrinos e alguma fruta cozida, notas florais e fumadas, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca médios (13 % vol.). Elegante e equilibrado. A beber com entradas leves ou mais pesadas. Nota 17,5.
.Morgado Santa Catherina Reserva 2012 - com base na casta Arinto, estagiou 10 meses em barricas de carvalho francês; presença de citrinos e fruta de caroço, bem balanceado entre a acidez e a gordura, volume e final de boca consideráveis (14 % vol.). A acompanhar alguma entradas e queijos de pasta mole. Nota 17,5+.
.Colares Chitas Reserva 2016 - produzido por António Bernardino Paulo da Silva, com base na casta Malvasia; presença de citrinos, nota florais e salinidade, equilibrio entre a acidez e a gordura, volume e final de boca assinaláveis (12 % vol.). A beber com um peixe no forno. Complexo e original. A grande surpresa destas provas! Nota 18.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Grupo dos 6 (17ª sessão) : 5 vinhos de eleição

O Grupo dos 6, ainda desfalcado de um dos seus elementos, voltou a reunir-se no Magano. Como é habitual a gastronomia era de qualidade e o serviço de vinhos impecável. O único ponto criticável é os fumadores poderem sacar do cigarro. Normalmente a tiragem é boa, mas por vezes (como foi o caso) o fumo passa e incomoda quem esteja a provar/beber vinhos a sério.
Desfilaram:
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2014 (garrafa levada pelo Juca) - cor dourada, presença de citrinos e fruta madura, bela acidez, notas amanteigadas e fumadas, volume e final de boca assinaláveis. Complexo e gastronómico, ao nível do apaixonante Reserva 2007. Nota 18,5.
Harmonizou bem com garoupa frita e arroz de tomate e menos bem com as entradas habituais.
.Santiago Rascunho Alvarinho 2014 (garrafa nº 64/500 levada por mim) - estagiou 3 anos em barrica e mais 1 em garrafa; nariz contido, muito fresco e mineral, citrinos presentes, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Fino e elegante é uma preciosidade dificil de encontrar no mercado. Nota 17,5+.
Acompanhou muito bem as entradas e menos bem a garoupa.
.CV 2005 (levada pelo J. Rosa) - ainda com muita fruta, acidez equilibrada, cheio de frescura e juventude, especiado, taninos civilizados, algum volume e final de boca muito longo (14,5 % vol.). A beber nos próximos 7/8 anos. Evoluiu muito bem. Nota 18,5+ (noutras situações 18/18/17,5+).
.La Rosa Vale do Inferno 2005 (levada pelo Frederico) - ainda com frescura, acidez, alguma fruta e especiarias, taninos presentes, algum volume e final de boca (15 % vol.). A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 18.
Estes 2 tintos maridaram bem com plumas de porco preto.
.Moscatel JP 1991 (levada pelo João) - presença de tangerina e frutos secos, frescura e acidez, taninos civilizados, algum volume e final de boca longo. Nota 18.
Ligou bem com os tradicionais pastéis de amêndoa.
Foi mais uma grande jornada vínica e gastronómica, embora prejudicada na parte final com o fumo da mesa do lado.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Almoço e prova de vinhos com a Adega Cooperativa da Vidigueira (ACV)

1.Introdução
A convite da ACV tive a oportunidade de provar 8 dos seus vinhos, 6 dos quais no decorrer do almoço que teve lugar no restaurante Quorum.
Aliás, esta não foi a 1ª vez que tal aconteceu, estando registada a prova de há 2 anos na crónica "Provar vinhos com a Adega Cooperativa da Vidigueira", publicada em 25/5/2017. Na altura, dos 8 vinhos provados critiquei apenas 2 (monocastas Vermentino e Alvarinho) que nada acrescentavam ao seu portefólio. Por coincidência ou não, estes já não constam no portefólio actual.
A prova deste ano, à semelhança da de há 2 anos, foi dirigida à imprensa especializada e generalista, mas também à blogosfera o que é louvável.
Por parte da ACV, estava a direcção em peso e o responsável pela enologia, Luis Leão de seu nome, já meu conhecido de outras andanças.
A ACV é uma cooperativa ímpar e a sua brochura institucional um caso à parte no mundo do vinho, diria mesmo a mais original. O texto alude à ligação da Vidigueira a Vasco da Gama e estabelece uma curiosa ligação dos seus vinhos à viagem do navegador, em "7 atos - e mais alguns". Tiro o meu chapéu ao autor do texto.

2.Almoço e prova de vinhos
Os vinhos foram sendo apresentados pelo enólogo Luis Leão. Ainda informalmente e de pé, acompanhados por tapas, provámos:
.Ato V - A Decisão - Espumante DOC 2016 - fresco, bolha fina, notas de pão cozido (nota 16,5)
.Ato III - A Saudade - Vidigueira Rosé 2018 - algo pesado (15)
Já na mesa, desfilaram:
.Ato IV -A Inspiração - Vidigueira Antão Vaz 2018 - austero, fruta madura, notas vegetais e algum tropical, volume e final de boca médios; gastronómico (16,5)
Acompanhou uma açorda de cação com ovo e não ligou bem.
.Ato V - A Decisão - Vidigueira Grande Escolha 2017 branco - com base nas castas Antâo Vaz e Perrum, estagiou 9 meses em barricas novas de carvalho francês e mais 3 em garrafa; presença de citrinos e fruta madura, bom equilibrio entre a acidez e a gordura, salinidade, volume e final de boca apreciáveis (17,5)
Harmonizou com um excelente bacalhau assado.
.Ato IV - A Inspiração - Vidigueira Alicante Bouschet 2017 - notas vegetais, alguma acidez, taninos civilizados, algum volume e final de boca (16)
.Ato V - A Decisão - Vidigueira Grande Escolha 2015 tinto - com base nas castas Trincadeira e Alicante Bouschet, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês (70%) e americano (30 %); ainda com fruta vermelha, acidez equilibrada, especiado, notas de chocolate preto, taninos vigorosos, volume e final de boca assinaláveis; muito afinado (17,5+)
Estes 2 tintos maridaram (melhor o Grande Escolha) com um borrego de leite alentejano.
No final do repasto, foram provados 2 licorosos:
.Ato Único - Branco 2017 (demasiado "light") e Tinto 2013 (próximo de um LBV).
A fechar, a ACV ofereceu, a cada um dos participantes, 2 garrafas de vinho Vidigueira (Antão Vaz 2018 e Grande Escolha 2017 branco). O meu obrigado.

3.O Quorum - 3,5 *
Mesas despojadas e cadeiras desconfortáveis.
A comida, com excepção da entrada, esteve à altura do esperado e harmonizou bem com os vinhos.
O serviço, por vezes muito demorado, alternou o profissionalismo dos(as) empregados(as) com algumas falhas indesculpáveis.
Os copos também alternaram os bons com os sofríveis, o que não se entende num restaurante deste nível.

sábado, 8 de junho de 2019

O blogue vai de férias

Vou estar mais 1 semana longe do computador.
Ficam por publicar:
.Almoço e provas com a Cooperativa da Vidigueira
.À volta da cerveja artesanal (III)
.Grupo dos 6 (17ª sessão)
.Vinhos em família (XCV)
.Restaurante Degust'AR
.Jantar Qtª Crasto

Novo Formato+ (34ª sessão) : o Soalheiro em alta

O 34º encontro deste grupo de enófilos militantes foi da responsabilidade do casal Marieta/José Rosa e decorreu na Casa da Dízima. Mais uma vez, sob a batuta do Pedro Batista, o serviço foi de 5* com os vinhos a chegarem à mesa antes dos pratos, temperaturas correctas, copos Schott e decantadores Riedel. Um luxo! Nos tachos imperou o chefe João Silva, a merecer nota alta.
Da garrafeira do anfitrião J. Rosa, saltaram para os nossos copos:
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2014 - ainda com fruta cítrica, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca. A evoluir muito bem, impõe-se a frescura e complexidade. Nota 18 (noutras situações 17,5+/17,5/18/18/17,5+).
Acompanhou uma série de tapas e carpaccio de vieiras.
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2014 - cor dourada, presença de citrinos e fruta madura, bela acidez, notas amanteigadas e fumadas, volume e final de boca assinaláveis. Complexo e gastronómico, vai no caminho do memorável Reserva 2007. Nota 18,5+ (noutras 18/18/18/18,5).
Maridou com uma bela tranche de salmonete e arroz de choco com sua tinta.
.Qtª Manoella Vinhas Velhas 2009 - com base em vinhas com mais de 100 anos; ainda com fruta vermelha, frescura e acidez, algo especiado, taninos civilizados, algum volume e final de boca longo. A beber nos próximos 9/10 anos. Nota 18 (noutra 18,5).
.Qtª Manoella Vinhas Velhas 2010 - ainda com alguma fruta, frescura e acidez, taninos algo bicudos, volume e final de boca médios. Menos complexo que o anterior, a beber nos próximos 5/6 anos. Nota 17 (noutras 17,5/17).
.Qtª Manoella Vinhas Velhas 2012 - ainda com fruta vermelha, bela acidez, notas especiadas com a pimenta a impor-se, taninos presentes e civilizados, grande volume e final de boca longo. Mais complexo que os anteriores, a beber nos próximos 10 a 12 anos. Nota 18,5.
Estes 3 tintos harmonizaram com carré de borrego de leite e esmagada de batata doce. 
.Burmester Tordiz 40 Anos (engarrafado em 2017) - frutos secos, algum caril e acidez, taninos bem presentes, algum volume e final de boca. Menos complexo que outros Tordiz de engarrafamentos diferentes. Desiludiu. Nota 17,5 (noutras 18,5/18,5/18+).
Mais uma grande jornada de convívio, comeres e beberes. Obrigado Marieta! Obrigado J. Rosa!

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Rescaldo da ida ao Norte (II) : Gaia, Porto Cruz e 17.56 Museu & Enoteca

1. Gaia
Todo o enófilo que se preze, pelo menos uma vez na vida, tem que ir a Gaia e praticar um pouco de enoturismo. A oferta é muita, começando pelo Centro Multimédia do Vinho do Porto - AEVP e continuando pelas caves de A. A. Calém, A. Ramos Pinto, Burmester, Churchill's, Cockburns, Ferreira, Offley Forrester, Poças Júnior, Real Companhia Velha, Rozés, Sandeman, W. & J. Graham, Kopke, Quinta do Noval e Espaço Porto Cruz.
Um dos possíveis acessos envolve o metro (entrada na Trindade e saída no Jardim do Morro) e o teleférico. Foi o que eu fiz e aconselho.
Para além do enoturismo, recomenda-se um salto ao antigo mercado, agora transformado, à semelhança do Bom Sucesso, onde se pode petiscar ou fazer uma refeição, pois a oferta é muita.

2. Espaço Porto Cruz
É um espaço moderno que merece uma visita aos seus 5 pisos, a saber:
.0 (ao nível da rua) - loja de vinhos
.1 - exposição de peças e passagem de vídeos alusivos ao Douro
.2 - auditório e sala de provas
.3 - restaurante DeCastro Gaia
.4 - terraço com bar
Desta vez não tive a oportunidade de testar o restaurante do Miguel Castro e Silva, mas fica para uma próxima. Gostei do que vi.

3. Real Companhia Velha (RCV) - 17.56 Museu & Enoteca
A história da RCV confunde-se com a da Região do Douro, pois ambas foram criadas em 1756.
Visitado o Museu, no piso 0, que recomendo, é a altura de subir ao 1º andar, onde se situa a Enoteca que é, em simultâneo, um restaurante de referência.
É um espaço muito amplo, mas muito bem dividido e cheio de recantos bem conseguidos, com uma decoração fantástica. Tudo respira qualidade e bom gosto. Mais, a nível mundial dificilmente se encontrará melhor.
À entrada, uma relações públicas dá as boas vindas e encaminha-nos até à mesa, algo despojada, apenas com um marcador rectangular com o logo 17.56 omnipresente.
Nesta estreia, degustei:
.couvert (pão, manteiga e azeite Qtª dos Aciprestes)
.sopa rica de peixe (belíssima)
.ventresca com feijão frade
.mousse de chocolate
Quanto à componente vínica, a lista é monumental e inclui o melhor que se faz por cá.
Optei por um copo do branco Qtª Cidrô Boal 2015 - nariz discreto, algum citrino e fruta madura, equilibrio acidez/gordura, notas tostadas, volume e final de boca assinaláveis. Gastronómico. Nota 17,5.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num excelente copo Riedel. Serviço atencioso e muito profissional.
Este almoço na Enoteca 17.56 foi um dos pontos altos nesta ida ao Norte. Imperdível!
Para quem não conheça e queira ver fotografias do espaço, sugiro uma olhada a
.//enoteca1756.pt
.comerbeberlazer.blogspot.com (crónica publicada em 3/12/2018)

terça-feira, 4 de junho de 2019

Maio 2011 : o que se passou aqui há 8 anos

Das 16 crónicas publicadas no decorrer do mês em referência, destaco estas 3:

."O Blog está de luto (II)", no dia 4
Foi a continuação do que escrevi em abril, na sequência do falecimento do David Lopes Ramos, um grande senhor no mundo da gastronomia e vinhos (e não só...).

."Frustação no Eleven", no dia 16
Quando um restaurante famoso promete uma coisa e depois não a cumpre.

."Grande jornada na José Maria da Fonseca", no dia 18
O último evento organizado pelo Rui Lourenço Pereira (Qtª Wine Guide). O almoço/prova decorreu em Azeitão, nas instalações da José Maria da Fonseca. Dos 3 Bastardinhos e 9 Moscatéis provados, destaco os Moscatéis de 1952 (19,5), 1967 (18,5+) e 1973 (18,5+), na altura ainda nenhum deles estava engarrafado.