quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Grupo FJF (12ª sessão) : vinhos e gastronomia à altura

Mais uma sessão eno-gastronómica no Lugar Marcado, com a Fátima Rodrigues na sala e a Sandra Carvalho nos tachos. Tanto as iguarias como o serviço de vinhos foram de alta qualidade. Só não entendo como é que este restaurante ainda não está nos radares da crítica gastronómica, nem das revistas da especialidade. Mistérios...
A abrir o repasto houve mais uma prova de azeites, por iniciativa da dona, tendo desfilado:
.Oliveira Ramos (o mais discreto, bom para saladas)
.Mouchão Galega (o mais equilibrado e polivalente)
.Principal (o mais impressionante, a pedir um bom bacalhau no forno)
Quanto à componente vínica, com os néctares devidamente decantados, servidos às cegas em bons copos Schott e com as temperaturas controladas, desfilaram:
.Areias Gordas 2014 (levado pelo Frederico) - com base nas castas Arinto, Fernão Pires e outra (Alvarinho); nariz discreto, notas cítricas e algum tropical, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca médios (12 % vol.). Equilibrado e gastronómico. Nota 17,5.
Este branco harmonizou com chamuças de bacalhau, lulinhas à algarvia e berbigão.
.Monte Branco 2012 (levado pelo João) ; 93 pontos no Parker; enologia e produção de Luis Louro, com base nas castas Aragonez (70 % vol.) e Alicante Bouschet (30 % vol.), estagiou 1 ano em barricas de carvalho francês; muito fresco, fruta vermelha, acidez presente, algum especiado, notas de chocolate preto, taninos civilizados, algum volume e final de boca muito longo (13,5 % vol.).  A beber nos próxinos 8 a 10 anos. Uma boa surpresa vinda do Alentejo. Nota 18.
Este tinto maridou com coelho frito, milho frito e bife do lombo.
.Niepoort Vintage 1997 (da minha garrafeira) - 96 pontos na Wine Spectator; muito fresco e ainda com muita fruta vermelha, especiado, taninos de veludo, volumoso e final de boca interminável. Exuberante e equilibrado. Colheita muito irregular, alternando garrafas de muita qualidade com outras com problemas aromáticos. Nota 18,5 (noutra situação 17).
Este Vintage acompanhou bolo rançoso, mousse de chocolate preto e sortido de gelados (eram 4).
Grande sessão de convívio, comeres e beberes!

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Ruvida - 4,5 *

O Ruvida (Praça da Armada) é um espaço de restauração centrado na verdadeira cozinha do norte de Itália que utiliza a massa fresca fabricada no local pela respectiva dona (Valentina). Na cozinha impera o marido (Michel), também italiano. Finalmente na sala, fomos servidos por uma artista plástica que trabalha no Ruvida nas horas vagas e faz um atendimento profissional e simpático. Tudo o que veio para a mesa foi devidamente explicado.
O espaço é reduzido a 20 pessoas na sala e outras tantas na esplanada. Mesas despojadas, mas guardanapos de pano.
O que comemos?
."Pasta N' Ostra" e "Sarde in saor" (entradas)
."Tortellini in brodo" e "Tagliatelle al ragú" (pratos)
."Creme de pistaccio" (sobremesa)
Tirando a sobremesa (apenas agradável), as entradas e os pratos estavam de comer e chorar por mais.
Há ainda um menu almoço a custar 16 €, com direito a entrada, prato, sobremesa, água, café e uma bebida (vinho ou cerveja).
Quanto à componente vínica inventariei 3 champanhes, 2 espumantes, 17 brancos (3 alemães), 2 rosés, 36 tintos (8 italianos), 3 Portos e ainda 6 tintos estratosféricos (na qualidade e no preço). Lista alargada e bem construida.
Todos os vinhos têm o ano de colheita e a indicação das castas, uma mais valia. Os copos são de qualidade, mas não cheguei a testar o serviço de vinhos (fica para uma próxima).
Para acompanhar a comida optei por uma cerveja italiana Ichnusa "non filtrata" que nos soube muito bem.
Recomendo e tenciono voltar.

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Campo de Ourique, o Dirk, o Fidalgo e o Picamiolos

1.Mercado Campo de Ourique
Já não punha os pés neste mercado há mais de 5 anos. A minha última crónica "Mercado Campo de Ourique revisitado" foi publicada em 8 de maio. Está praticamente na mesma, a começar pela inexistência de tabuleiros, o que não se entendo e lamenta.
Desta vez fiquei-me pela Marisqueira, tendo optado por uma saborosa sopa de peixe e um razoável prego de atum. Serviço confuso, muito demorado e nada simpático. Não tenciono voltar.
A acompanhar, uma cerveja semi-artesanal, a 1927 Bengal Amber, tirada num balcão próprio, a portar-se sempre bem.

2.A entrevista do Dirk
No penúltimo Expresso, a respectiva revista publicou uma interessante e longa entrevista com o Dirk Niepoort. No seu melhor estilo e por vezes desconcertante, foi um prazer lê-la.
À pergunta "Qual é o fascínio da prova cega?", respondeu "Dizer asneiras. Enganarmo-nos. Quanto mais nos enganamos, mais aprendemos.". Assino por baixo.

3.O Fidalgo - 4 *
O Fidalgo é um clássico restaurante, situado em pleno Bairro Alto (Rua da Barroca, 27), que eu frequentava há umas dezenas de anos atrás.
Recentemente fui lá fazer uma espécie de romagem de saudade, tendo partilhado com a minha companheira um delicioso arroz de línguas de bacalhau com grelos e os tradicionais pastéis de massa tenra, o ex-libris da casa.
O Fidalgo é um baluarte da cozinha de tacho e tem pratos que não se encontram por aí, como é o caso deste arroz e dos rins grelhados, por exemplo.
Mais, tem uma garrafeira monumental e muito bem seleccionada. Serviço eficiente, quase sempre a cargo do patrão.
A cozinha tradicional portuguesa no seu melhor. Recomendo e tenciono voltar.

4.O Picamiolos
Fiz-lhe um grande elogio em "O José Júlio Vintém em Lisboa : o Picamiolos - 4,5 *", crónica publicada em 26/2/2019. Tinha pensado neste espaço para levar lá o Grupo dos Madeiras.
Lamentavelmente, já fechou as portas e Lisboa perdeu um espaço que praticava uma cozinha alentejana de grande qualidade.
É a vida...

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Taberna Albricoque - 4 *

Em poucas semanas, 2 ou 3, este espaço de restauração que fica mesmo ao lado da estação de Santa Apolónia (Rua dos Caminhos de Ferro, 98A), foi elogiado pelo Fortunato da Câmara (Expresso) e pelo José Augusto Moreira (Fugas). Hoje é a minha vez.
O conceito é do chefe Bertílio Gomes (já meu conhecido dos bons tempos do restaurante Vírgula, onde as Coisas do Arco do Vinho organizaram alguns jantares vínicos), embora não esteja em permanência. Mas a equipa funciona bem em qualquer situação.
O espaço é informal, as cadeiras almofadadas, os toalhetes de papel, mas os guardanapos são de pano, um luxo para uma taberna. Mais, conservaram-se o chão de pedra e os antigos armários na parede. Tem ainda uma esplanada no exterior e uma sala de jantar que só abre quando é necessário.
Com o couvert vem sempre pão da Gleba e em cima das mesas há flor de sal.
Ao almoço, para além de uma ementa petisqueira algo reduzida, o que não acontece ao jantar, há sempre 3 pratos à escolha (peixe, carne e vegetariano). A cozinha é na maioria de inspiração algarvia.
Numa 1ª visita escolhi um dos pratos do dia, o fabuloso arroz de berbigão com peixe espada frito. Como sobremesa avançou a trilogia algarvia (alfarroba, amêndoa e gelado de figo).
Numa 2ª visita, fui para os petiscos (rissol de berbigão, tártaro de carapau e muxama de atum) e ficaram-me na memória os dois primeiros. No final do almoço entrei na porta do lado na Ice Gourmet, também do Bertílio, e comi um delicioso gelado.
Quanto à componente vínica, inventariei 2 espumantes (1 a copo), 16 brancos (4), 3 rosés (1), 18 tintos (2) e 3 Portos. Uma lista interessante, mas com alguns preços exorbitantes, nomeadamente os vinhos a copo. Quanto a cerveja, ainda não aderiram às artesanais. Dois pontos a rever.
Vinhos provados:
Peripécia Chardonnay 2018 (6,50 €) - presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca. Gastronómico e uma boa surpresa. Nota 17.
.Barranco Longo 2017 rosé (6 €) - nariz expressivo, muito frutado, acidez vibrante, volume assinalável e final de boca seco. Gastronómico e um rosé que não me canso de beber. Nota 17+.
Em qualquer das situações a garrafa veio á mesa, o vinho dado a provar num bom copo Spiegelau e servida uma quantidade generosa.
De um modo geral, serviço eficiente e simpático.
Recomendo vivamente e tenciono voltar.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Vinhos em família (XCVI) : mais 2 brancos e 2 tintos

Mais 4 vinhos (2 brancos e 2 tintos) provados recentemente, em família, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega. E eles foram:
.Qtª da Mata Fidalga Garrafeira 2017 - com base nas castas Maria Gomes (50 %) e Bical (50 %), estagiou mais de 1 ano em garrafa; presença de citrinos e fruta de caroço, notas balsâmicas, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca (12 % vol.). Original, sofisticado e com uma excelente relação preço/qualidade. Um surpreendente e desconhecido vinho branco que "descobri" no último Bairradão. Nota 17,5+.
.Pai Abel 2015 - 92 pontos no Parker e 18,5 na Grandes Escolhas; também com base nas castas Maria Gomes e Bical, estagiou em barricas usadas; citrinos e fruta madura, ainda com a boa acidez, notas amanteigadas, madeira bem casada, volume e final de boca notáveis (13,5 % vol.). Complexo e gastronómico. Um dos grandes brancos portugueses. Nota 18.
.Carvalhas (Real Companhia Velha) 2011 - com base em vinhas velhas, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês (50 % novas); nariz discreto, muita fruta vermelha, acidez no ponto, notas de esteva, terroso, taninos vigorosos mas civilizados, algum volume e final de boca longo (14 % vol.). A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 18.
.Cavalo Maluco 2011 - com base nas castas Touriga Franca, Touriga Nacional e Petit Verdot, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; muita fruta madura, alguma acidez, notas de chocolate preto, taninos macios, algum volume e final de boca médio (13,5 % vol.). Na curva descendente, deve ser consumido de imediato. Nota 17.
O Cavalo Maluco presta sempre homenagem a alguém. Esta colheita 2011 foi dedicada ao saudoso David Lopes Ramos.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

À volta da cerveja artesanal (IV)

1.Mais provas
Mais umas tantas cervejas artesanais e semi-artesanais (onde encaixo as 1927 da Super Bock) provadas recentemente, em casa ou em espaços de restauração, pontuando-as de 1 a 5:
.com 4,5
Sovina Amber (agora da Herdade do Esporão)
D' Ourique Condestável (Mafra) com 9º
1927 Bengal Amber IPA
.com 4+
Dois Corvos Que Syrah,Syrah (com mosto da casta Syrah e estágio em barricas de vinho do Porto)
.com 4
Lince Blonde (Lisboa)
Mean Sardine Brewery (Ericeira) com uvas da casta Jampal da Manzwine
1927 Japonese Rice Lager
1927 Munich Dunkel
.com 3,5
Letra Grape Ale by Anselmo Mendes (com uvas da casta Loureiro)
Bolina Lobo do Mar Weiss (Azambuja)
.com 3
Musa Saison O' Connor

2.O livro
Já referido e recomendado aqui na crónica publicada em 2 de julho, "Uma viagem pelo mundo da cerveja artesanal portuguesa" de Bruno Aquino e Domingos Quaresma, mereceu uma página inteira no Fugas de 20 julho. Assina o artigo o jornalista Rodrigo Nogueira.

3.O restaurante
Na crónica de 9 maio refiro o Ground Burger como o único espaço de restauração que dedica uma especial atenção à cerveja artesanal.
No entanto não é nada patriota, pois a grande maioria da oferta centra-se nos EUA e em alguns países europeus. Em visita recente, verifiquei que das 10 torneiras, só tinham 7 a funcionar (5 dos EUA, 1 alemã e apenas 1 portuguesa, da cervejeira 8ª Colina). Mais, das cervejas seleccionadas no livro acima indicado não consta nem uma. Uma pena...
Um pormenor: este restaurante avia 400 a 500 hambúrgueres por dia. É obra!

4.As Revistas
Tal como a maioria dos enófilos e das garrafeiras, as revistas especializadas estão de costas voltadas para esta nova realidade, o mundo da cerveja artesanal. Uma página mensal, a cargo de alguém que domine a matéria (os autores do livro, por exemplo) traria uma mais valia.
Fica aqui o desafio!

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Restaurante do Azeite - 3 *

Confesso que as minhas expectativas estavam demasiado altas, pelo que esta visita ao restaurante do Hotel da Baixa (Rua da Prata, 231 ou Rua dos Correeiros, 164) deixou-me alguma frustação.
O espaço é muito bonito, integrado num edifício histórico, onde se podem observar uns tantos arcos pombalinos.
Mesas despojadas, como lamentavelmente está na moda, tampos de mármore, mas guardanapos de pano para equilibrar.
A ementa, onde o azeite Oliveira da Serra está sempre presente, é curta embora com algumas (poucas) propostas interessantes. Para além desta ementa tradicional, também se podem comer tapas e snacks.
Escolhi uma entrada (salada de tomate com ventresca de atum em conserva), um prato (lascas de bacalhau com broa) e uma sobremesa (pudim de azeite).
As doses são avantajadas e o azeite Gourmet está na mesa à nossa disposição. Além de o serviço na cozinha ter sido muito lento, o que não se entende pois os clientes à hora do almoço eram poucos, a qualidade dos pratos não me convenceu.
Quanto à componente vínica, inventariei 2 champanhes, 2 espumantes, 9 brancos (com os vinhos verdes em separado, o que não se entende), 16 tintos, 1 rosé e 3 vinhos do Porto. Estão mencionadas notas de prova, mas os anos de colheita foram omitidos. A copo só o da casa (branco e tinto) e, embora constasse na lista, não havia qualquer cerveja artesanal.
Por simpatia do empregado (vá lá...), foi-me disponibilizado outro vinho a copo:
.Sedinhas 2015 branco - alguma fruta e acidez, notas amanteigadas, volume e final de boca médios. Gastronómico. Nota 16.
A garrafa não veio à mesa e nem sequer vislumbrada. O vinho já vinha servido, o que num restaurante de hotel, como este, não faz qualquer sentido.
Face ao exposto, o balanço final não é entusiasmante, uma pena!
Ao lado do restaurante há uma loja exclusivamente dedicada ao azeite Oliveira da Serra, onde se podem provar os azeites deste produtor e que vale a pena visitar.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Grupo dos Madeiras (34ª sessão) : o privilégio de provar/beber vinhos do século XIX

Neste último encontro do denominado Grupo dos Madeiras, os anfitriões foram o casal Carlota/Adelino que nos proporcionaram, em Azeitão, mais uma jornada inesquecível. É um privilégio pertencer a este grupo de enófilos e ter acesso a raridades do século XIX e não só. Dificilmente, em Portugal e noutras partes do planeta, se terá acesso, numa mesma sessão, a vinhos fortificados desta qualidade, como é o caso deste grupo.
Desfilaram 2 brancos, 2 tintos e 4 fortificados:
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2009 magnum - presença de citrinos e algum tropical, sem ponta de oxidação, equilibrio acidez/gordura, complexidade, volume e final de boca assinaláveis. O melhor 1ª Vinhas de sempre! Há que ter paciência e esperar que um Alvarinho como este cresça. Nota 18+.
Acompanhou uma série de tapas.
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2009 magnum - ainda com fruta cítrica e alguma oxidação nobre, belíssima acidez, notas amanteigadas, grande estrutura e final de boca muito longo. Muito complexo e ainda longe da reforma. Nota 18,5.
Harmonizou com um delicioso choco frito.
.Qtª Vale Meão 2011 - com base nas castas Touriga Nacional (55%), Touriga Franca (34%), Tinta Barroca (6%) e Tinta Roriz (5%); ainda com fruta vermelha, alguma acidez, especiado, taninos bem presentes, algum volume e final de boca persistente. Abertas 2 garrafas, mereceram notas diferentes (18 e 18,5).
.Qtª Monte Xisto 2011 - com base nas castas Touriga Nacional (60%), Touriga Franca (35%) e Sousão (5%); alguma fruta e acidez, levemente especiado, taninos dóceis, algum volume e final de boca. Nota 17,5+.
Estes 2 tintos maridaram com espetada à moda da Madeira, em pau de louro e muita fruta tropical. A carne desfazia-se na boca. Mas, para mim, heresias à parte, a melhor ligação com a espetada foi o Soalheiro Reserva.
.Artur Barros e Sousa Malvasia Solera 1914 - cor límpida, nariz intenso, frutos secos, vinagrinho bem presente, notas de iodo e caril, não muito doce, algum volume e final de boca interminável. Um grande Madeira! Nota 18,5+.
Acompanhou uma série de sobremesas.
Mas o repasto não acabou aqui e teve direito a um grande final, com 1 Porto, 1 Moscatel e 1 Madeira.
Devo confessar que deixei de tomar notas de prova e limitei-me a usufruir destas preciosidades, a saber, por ordem crescente do prazer que me deram:
.Moscatel José Maria da Fonseca 1955 (nota 17,5)
.Noval Colheita 1880 (19)
.Blandy Bual 1863 (19,5)
Foi mais uma grande sessão de convívio e o privilégio de aceder à garrafeira do nosso amigo Adelino.
Obrigado Carlota e Adelino!

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Julho 2011 : o que se passou aqui há 8 anos

Das 10 crónicas publicadas no decorrer do mês de Julho 2011, destaco estas 5:

."Blandy e Francisco Albuquerque : os incompreendidos"
No âmbito das comemorações dos 200 anos da Blandy, foram apresentados pelo Francisco Albuquerque os cinco 40 Anos com base nas castas nobres da Madeira (Sercial, Verdelho, Terrantez, Bual e Malvasia), num jantar memorável que decorreu no CCB (restaurante A Commenda).
A iniciativa foi do nosso amigo Adelino de Sousa (Grupo dos Madeiras e Grupo dos 6), na qualidade de sócio da Tertúlia Madeirense, que contou com o apoio das Coisas do Arco do Vinho.
Este foi, para mim e não só, o evento vínico do século!

."Rescaldo da ida ao Douro (I) : o DOC..."
O DOC, uma referência no Norte e também no país, revisitado por mim, no decorrer de mais uma incursão na Região do Douro.

."Rescaldo da ida ao Douro (II) : e os outros"
Repastos no Castas e Pratos (Régua) e no Cais da Villa (Vila Real). Este último com a mais valia de termos (a minha companheira e eu) almoçado com a Olga Martins (Lavradores de Feitoria), que muito prezo.

."Rescaldo da ida ao Douro (III) : uma visita guiada à Quinta de Nápoles"
O privilégio de termos sido recebidos pelo Dirk Niepoort, um grande senhor no mundo do vinho.

."Rescaldo da ida ao Douro (IV) : os 200 anos da Dona Antónia"
Uma visita à exposição "Dona Antónia - Uma vida singular", comemorativa dos 200 anos de nascimento da "Ferreirinha", que estava patente ao público no Museu do Douro, na Régua.