quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Jantar Rui Cunha

Este último evento vínico, organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, decorreu nas suas próprias instalações para uma vintena de privilegiados. Temperaturas correctas, bons copos e comida, fornecida pela Churrasqueira das Avenidas, à altura dos acontecimentos. Serviço de vinhos a cargo dos donos. Na mesa, 2 belíssimos azeites (Covela e Quinta da Boa-Vista).
O tema era uma vertical de Covela Escolha brancos em garrafa magnum e Quinta da Boavista Reserva tintos, todos devidamente apresentados pelo Rui Cunha, o enólogo responsável pelos vinhos destas 2 quintas.
Desfilaram:
.Covela Avesso Reserva 2018 - nariz e presença de citrinos intensa, acidez muito acentuada, volume e final de boca médios. Nota 16,5.
Este vinho branco de boas vindas fez companhia ao couvert (azeite, pão, tostas e queijo).
.Covela Escolha 2016 - aroma com alguma complexidade, presença de citrinos e alguma fruta de caroço, acidez equilibrada, volume médio e final de boca com alguma persistência. Nota 16,5+.
.Covela Escolha 2015 - perfil semelhante ao anterior, mas mais fresco e mineral. Nota 17.
.Covela Escolha 2014 - mais complexo que os anteriores, muita fruta, acidez bem presente, volume e final de boca assinaláveis. Para mim, o grande vencedor desta vertical. Nota 17,5+.
.Covela Escolha 2013 - algumas semelhanças com o 2014, mas menos complexo. Nota 17,5.
Estes brancos harmonizaram com um delicioso atum braseado.
.Boa-Vista Reserva 2016 - muita fruta vermelha, alguma acidez, taninos delicados, volume e final de boca médios. Precisa de mais tempo em garrafa. A beber nos próximos 6/7 anos. Nota 16,5+.
.Boa-Vista Reserva 2015 - também muito frutado, notas vegetais, algo especiado, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis. A beber nos próximos 7/8 anos. Nota 17,5.
.Boa-Vista Reserva 2014 - perfil algo semelhante ao anterior, mas mais complexo e inclusivo, com os taninos mais presentes, mais volume e final de boca mais longo. Para mim, o grande vencedor desta vertical, a beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18,5.
.Boa-Vista Reserva 2013 - não estava previsto entrar nesta prova; perfil algo semelhante ao anterior, mas menos intenso e complexo. Nota 17,5.
Estes tintos casaram bem com um saboroso borrego no forno e batata assada.
.Porto Qtª das Tecedeiras Tawny Reserve - muito frutado, alguma acidez, taninos dóceis, algum volume e final de boca persistente. Agradável, mas sem entusiasmar. Nota 16,5.
Este fortificado acompanhou um bolo de chocolate e noz.
No final do repasto ainda foi servida uma aguardente Covela que apenas cheirei.
Foram 2 provas muito didácticas, a comprovar que os vinhos destes patamares, sejam tintos ou brancos, precisam de tempo para se mostrarem.
Nota à margem deste jantar: tive a oportunidade de, em conversa com o Rui Cunha, lembrar os vinhos Campo Ardosa, dos quais ele foi o responsável pela enologia, e que foram na altura dos mais vendidos nas Coisas do Arco do Vinho. Quem ainda se lembra destes tintos já desaparecidos?

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