quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Jantar Quinta das Bageiras (III)

Este foi o 3º jantar vínico com o produtor Qtª das Bageiras, organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, em que participei. Os outros 2 foram objecto das crónicas:
."Jantar Qtª das Bageiras", publicada em 12/6/2014 e
."A Qtª das Bageiras no 5º aniversário da Garrafeira Néctar das Avenidas", publicada em 15/12/2016
À semelhança dos anteriores, este jantar também contou com a presença do Mário Sérgio Nuno que apresentou os vinhos e decorreu, mais uma vez, na Casa do Bacalhau.
Neste último jantar destacaram-se os pratos de bacalhau (em carpaccio e à lagareiro) que se apresentaram ao nível da excelência, enquanto que no serviço de vinhos, para além dos copos Riedel e das temperaturas controladas,  o restaurante foi reforçado com o Fernando Zacarias, escanção e chefe de sala no Via Graça, uma mais valia.
Quanto aos vinhos apresentados, confesso que fiquei algo desiludido. Esperava algo ao nível do 1º jantar e os Pai Abel fizeram muita falta (o vinho da noite, para mim, foi um Garrafeira branco).
Desfilaram:
.Espumante Bruto Rosé 2017 - um bruto natural à base da casta Baga, ainda muito jóvem e com excesso de gás para o meu gosto (12,5 % vol.). Serviu de bebida de boas vindas. Nota 15.
Acompanhou pastéis de bacalhau.
.Espumante Bruto Grande Reserva 2015 - também bruto natural, produzido com base nas castas brancas Maria Gomes e Bical; muito fresco e cítrico, boa acidez, notas de pão cozido, final de boca persistente (13 % vol.). Tem condições para envelhecer bem. Nota 17.
Harmonizou com um belíssimo carpaccio de bacalhau.
.Qtª das Bageiras Reserva 2017 - com base nas castas Baga (60 %) e Touriga Nacional (40 %), estagiou em tonéis de madeira avinhada; muita fruta, notas florais, acidez equilibrada, taninos civilizados, algum volume e final de boca (13 % vol). Servido decantado, tem uma excelente relação preço/qualidade. Nota 17.
Maridou com um imponente bacalhau à Lagareiro com batatas e grelos.
.Avô Fausto 2017 - também com muita fruta, acidez no ponto, especiado, taninos de veludo, volume e final de boca assinaláveis (12,5 % vol.). Nota 17,5.
.Qtª das Bageiras Garrafeira 2016 - com base na casta Baga em vinha velhas; nariz exuberante, fruta vermelha, notas herbáceas, acidez equilibrada, taninos agressivos, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Perfil muito rústico (deveria ter sido decantado), foi um vinho polémico. Provada uma 2ª garrafa, estava menos agressiva. Defeito ou feitio? Notas 15 (1ª garrafa) e 16,5 (a 2ª).
Estes 2 tintos casaram com uma vitela com risotto de cogumelos selvagens.
.Qtª das Bageiras Garrafeira 2017 - com base nas castas Maria Gomes e Bical, estagiou em tonéis de madeira avinhada; presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca (14,5 % vol.). Gastronómico, complexo e longevo, foi o vinho da noite. Nota 18.
Este branco acompanhou uma tarte de requeijão com doce de abóbora.
Foi ainda servida a Aguardente Vínica Velha, que não provei.

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