terça-feira, 31 de março de 2020

Grupo dos 6 (22ª sessão) : mais uma sessão de luxo

Realizado no dia 12 deste mês, foi o último evento em que participei antes de entrar em quarentena, primeiro voluntáriamente e depois de acordo com a lei. O repasto enogastronómico decorreu no Magano, lamentando que um dos elementos deste grupo de privilegiados não pudesse estar presente, tendo a comida e o serviço estado à altura dos acontecimentos.
Desfilaram:
.Regueiro Alvarinho Barricas 2017 (garrafa nº 1824/2019 levada pelo Juca) - estagiou em barricas de carvalho francês; presença de citrinos e fruta de caroço, bom equilibrio acidez/gordura, madeira bem casada, volume e final de boca assinaláveis (13,5 % vol.). Não fica nada a dever aos alvarinhos Anselmo Mendes ou Soalheiro. Nota 18.
.Expressões Anselmo Mendes Alvarinho 2017 (levada por mim) - 93 pontos no Parker e 18,5 na Grandes Escolhas; estagiou 9 meses em barricas usadas de carvalho francês; nariz contido, fresco e mineral, presença de citrinos, acidez pronunciada, algum volume e final de boca persistente (13 % vol.). Nota 17,5.
Estes 2 brancos acompanharam as entradas habituais e uma enorme cabeça de garoupa.
.Qtª Vale D. Maria Vinha da Francisca 2014 (levada pelo J. Rosa) - 95 pontos na Wine Enthusiast, 93  no Parker e 18,5 na Grandes Escolhas; nariz discreto, alguma fruta preta, acidez equilibrada, especiado, taninos de veludo, guloso com bom volume e final de boca muito longo (14 % vol.). A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 18,5 (noutra situação 18).
.Real Companhia Velha Síbio 2014 (garrafa nº 1786/6600, levada pelo João) - com base nas castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Francisca e Sousão; nariz complexo, fresco, presença de frutos vermelhos, alguma acidez, especiado, taninos bem presentes mas civilizados, algum volume e final de boca bem pronunciado (13,5 % vol.). A beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18,5.
.Aalto 2014 (levada pelo J. Rosa) - com base na casta Tinto Fino (100 %) em vinhas velhas, estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês e americano (50 % novas); fruta vermelha, alguma acidez, algo especiado, taninos civilizados, algum volume e final de boca. A beber nos próximos 4/5 anos. Nota 18 (noutra também 18).
Estes 3 tintos harmonizaram com mão de vaca e grão.
.Graham's Vintage 1970 (levada pelo Adelino) - 94 pontos na Wine Spectator e 93 no Parker; aromas e sabores terciários, alguma acidez, notas adocicadas, taninos ainda presentes, algum volume e final de boca longo. Muito elegante. Nota 18.
.Blandy Malvasia 1981 (garrafa nº 350/999, levada pelo Adelino) - 18,5 na Grandes Escolhas e no Richard Mayson; engarrafada em 2019; presença de frutos secos, notas de brandy, mel e caril, especiado, grande estrutura e final de boca interminável. A Madeira no seu melhor. Nota 19.
Estes 2 fortificados acompanharam as sobremesas habituais.
Foi mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes. Um verdadeiro luxo!

quinta-feira, 26 de março de 2020

Março 2010 - Março 2020 : 10 anos a "blogar" (IV)

Continuando...

8.Enoturismo com a Tryvel
Foram 4 grandes e inesquecíveis jornadas enogastronómicas no Dão, Douro, Minho e Bairrada, muito bem organizadas pela agência Tryvel (Rui Nobre) e animadas pela Maria João Almeida.
Em cada uma delas destacarei a crónica ou as crónicas sobre os destinos que mais me cativaram:
a) Dão
.Qtª Madre de Água
.Casa da Passarella
.Casa da Insua
.Paço dos Cunhas de Santar
.Qtª de Lemos
b) Douro
.Qtª do Vallado
.Qtª Nossa Srª do Carmo
.Qtª da Ervamoira
.Qtª do Portal
c) Minho
.Palácio da Brejoeira
.Qtª do Ameal
.Qtª da Aveleda
.Qtª da Lixa
d) Bairrada
.Qtª das Bageiras
.Caves São Domingos
.Caves São João
.Caves Aliança
.Qtª do Encontro

9.Crónicas mais lidas
Das 1536 crónicas publicadas neste enófilo militante, as 10 mais lidas foram estas:
1.Tejo no feminino (2ª parte) : o almoço
2.Almoço na Maria Pimenta
3.Mexilhões em Lisboa (II)
4.Jantar do 8º Aniversário da Garrafeira Néctar das Avenidas
5."Vinho azul" : no melhor pano cai a nódoa
6.2014 : na hora do balanço (I)
7.Bastardo revisitado - 4 *
8.Dezembro 2010 : o que se passou aqui há 8 anos
9.Agosto 2011 : o que se passou aqui há 8 anos
10.Pintas 2011 : será desta vez?
Destas, as mais polémicas e que me deram muito gozo foram a 5ª e a 10ª. Acrescento, ainda, as seguintes que vale a pena recordar:
.Francisco Albuquerque : injustiçado uma vez mais (I)
.Francisco Albuquerque : injustiçado uma vez mais (II)
.A propósito dos vinhos Ilha e da casta Tinta Negra
.As contradições dos Prémios W atribuídos pelo Anibal Coutinho

E com esta crónica dou por encerrado o balanço dos 10 anos a "blogar".

terça-feira, 24 de março de 2020

Março 2010 - Março 2020 : 10 anos a "blogar" (III)

Continuando...

5.Momentos especiais
Apenas referirei aqueles que ocorreram nos últimos 5 anos e foram objecto de crónica neste blogue:
."Uma prova vertical de Barca Velha : evento excepcional e irrepetível", organizada pelo Clube Reserva 1500, com a presença do seu director (Manuel Guedes) e do responsável pela enologia da Sogrape (Luis Sottomayor).
."A maioridade dos Lavradores de Feitoria (I) : Introdução e Antecedentes", com a presença da Olga Martins (CEO da empresa), António Barreto (presidente da AG) e Paulo Ruão (responsável pela enologia)
."A maioridade dos Lavradores de Feitoria (II) : a Prova e o Jantar"
."Jantar e leilão na José Maria da Fonseca (JMF)"
."Porto Extravaganza : os Garrafeiras da Niepoort (I)", sobre a prova
."Porto Extravaganza : os Garrafeiras da Niepoort (II)", sobre o jantar
."Porto Extravaganza 2019", sobre a prova
."Os 25 anos do projecto João Portugal Ramos (JPR) - 1ª parte", sobre os vinhos
."Os 25 anos do projecto João Portugal Ramos (JPR) - 2ª parte", sobre a comemoração e o jantar
."À volta da casta Fernão Pires (1ª parte : a prova didáctica)", com os enólogos Martta Simões e Diogo Campilho
."À volta da casta Fernão Pires (2ª parte : o almoço)"
."Tejo no feminino (1ª parte) : os vinhos e as autoras"
."Tejo no feminino (2ª parte) : o almoço"

6.Eventos no âmbito da blogosfera e outros meios de comunicação social (especializada e generalista)
Provas e almoço com:
.Lavradores de Feitoria (vertical Meruge)
.Vinhos de Colares
.Quintas de Melgaço
.Monte da Ravasqueira
.Quinta da Alorna
.Herdade das Servas
.Herdade de São Miguel
.Adega Cooperativa da Vidigueira
.CVR Lisboa (jantar)

7.Livros sobre vinhos e, também, cervejas artesanais
."O Vinho que Lisboa tem : prós e contras", de Ana Cristina Marques
."Histórias com Vinho, segundo João Paulo Martins (JPM)"
."Uma viagem pelo Mundo da Cerveja Artesanal Portuguesa), in "À volta da cerveja artesanal (III).

continua...

quinta-feira, 19 de março de 2020

Março 2010 - Março 2020 : 10 anos a "blogar" (II)

continuando...

3.Participação em eventos vínicos organizados pela Garrafeira Néctar das Avenidas, tendo sido todos objecto de crónica neste blogue
a) Provas alargadas - 9
.Bairradão (6 edições)
.Vinhos da Madeira em Lisboa, com as empresas Barbeito, Borges e Madeira Wine
.Vinhos sem Fronteiras
.Lisboa & Tejo
b) Jantares e almoços vínicos temáticos - 67
Vinhos Verdes - Soalheiro (2) e Portal do Fidalgo
Douro - Qtª Sequeira, Celso Pereira, Qtª Casa Amarela (2), Wine & Soul (2), Sandra Tavares da Silva (3), Real Companhia Velha, Jorge Moreira (3), Lavradores de Feitoria, João Brito e Cunha, CARM, Maritávora, Qtª Vallado, Olho no Pé, Qtª Vale D. Maria, Qtª Noval, Qtª Crasto (2) e Rui Cunha
Dão/Bairrada - Casa da Passarella (3), Caves São João, Qtª Perdigão, Campolargo (2), Qtª Roques/Maias, Luis Pato, Casa de Santar, Qtª Mendes Pereira e Osvaldo Amado
Lisboa/Tejo - Qtª Chocapalha, Qtª Sant'Ana e Qtª Monte d' Oiro
Setúbal - Ermelinda Freitas e Mota Capitão
Alentejo - Herdade dos Grous, Herdade do Esporão, Susana Esteban (2), Herdade das Servas, Monte dos Cabaços, Malhadinha, Tiago Cabaço, Paulo Laureano, Dona Maria, Herdade Mouchão e Pêra-Grave
diversas regiões - 8º aniversário da garrafeira

4.Participação em eventos vínicos organizados por outras entidades
a) Revista de Vinhos/Vinho Grandes Escolhas
Encontro Vinhos e Sabores - 10
Vinhos de Altitude
b) Provas alargadas com outras entidades (Regiões, produtores e distribuidores)
Dão Capital (CVR Dão), Wine Fest Alvarinho (CVR Vinhos Verdes), Baga Bairrada (CVR Bairrada), Vinhos do Alentejo em Lisboa (CVR Alentejo), Madeira Wine (com o Francisco Albuquerque), Decante, Herdade Mouchão, Parceiros na Criação, On Wine, Distriwines, Tourigas, Rui Reboredo Madeira, Santos da Casa, Garcias, José Maria da Fonseca, Adega Cooperativa da Vidigueira, Mont' Alegre, Real Companhia Velha e Qtª Nossa Srª do Carmo.

continua...

terça-feira, 17 de março de 2020

Março 2010 - Março 2020 : 10 anos a "blogar" (I)

1.Uma introdução
Agora com o enófilo militante em quarentena voluntária e adiados ou em stand-by os encontros com os diversos grupos de prova (dos 3, dos 6, Madeiras, Novo Formato e FJF) ou eventos (provas alargadas ou jantares vínicos da Garrafeira Néctar das Avenidas, por exemplo), vou dedicar as próximas crónicas ao balanço dos 10 anos de vida deste blogue, à semelhança do que foi feito em 2015 com os 5 anos.
Ficam por publicar o último encontro do Grupo dos Madeiras, realizado em 12/3, e ainda mais uma crónica sobre cervejas artesanais que incluirá uma visita ao espaço de restauração Museu da Cerveja.

2.Séries e episódios
Deixando para a próxima crónica e continuação desta, as minhas participações em encontros vínicos (visitas a produtores, jantares vínicos e provas alargadas), a de hoje é dedicada às "séries" e respectivos "episódios", em que tenho tomado parte e relatado.
a) Com prova de vinhos
."Vinhos em família" - 100 episódios (leia-se crónicas), com provas de 4 ou 5 vinhos em cada
."Grupo dos 3" (Juca, João Quintela e eu) - 71, com 3 ou 4 vinhos
."Grupo dos 6" (Adelino Sousa, Juca, João, J. Rosa, Frederico e eu) - 22, com 6 a 7 vinhos
."Grupo dos Madeiras" (Adelino, Juca, João, José Rosa, Modesto Pereira, respectivas companheiras, Paula Costa e Frederico Oom) - 36, com 7 a 10 vinhos
."Novo Formato+" (a mesma composiçao, excepto Adelino e Modesto) - 36, com 6 a 9 vinhos
."Grupo FJF" (Frederico, João e eu) - 16, com 3 vinhos
Nota - não inclui os grupos que constaram no balanço dos 5 anos (Núcleo Duro, Amigos do Raul ou Grupo dos 3+4), mas dos quais já não faço parte.
b) Com outros temas
."Curtas" (3 ou 4 pequenas notícias em cada) - 121
."(...) na hora do balanço" - 10 (em 3 partes no 1º e com 6 no último)
."(...) o que se passou aqui há 8 anos" - 23
."À volta da cerveja artesanal" - 9
."Comemorar os 50 anos" - 9

continua...

quinta-feira, 12 de março de 2020

O Frade revisitado - 4,5 *

O Frade é uma das minhas últimas "descobertas", onde vale a pena sempre voltar. Já foi aqui referido em:
."O Frade - 3,5 *"
."Curtas (CXVII) : (...) e 4 espaços de restauração revisitados (O Frade (...))"
Inicialmente penalizei-o em função da componente vínica, algo redutora (vinhos de talha), mas logo que abriram a lista de vinhos a outras referências, as 3,5* passaram para as 4,5* com toda a justiça.
Em visita recente inventariei 3 espumantes, 11 brancos (4 a copo), 1 rosé (1), 12 tintos (2), 2 Porto, 1 Madeira e 3 Moscatéis, para além dos vinhos de talha (8). Têm ainda 6 franceses (3 brancos e 3 tintos). Estão todos datados, mas os tintos estão à temperatura ambiente, um aspecto negativo a corrigir.
Bebemos 1 copo do branco Jardim da Estrela 2019 - com base nas castas Malvasia Fina e Encruzado; fresco, notas cítricas e de fruta verde, boa acidez mas falta-lhe estrutura para a aguentar, final de boca curto. Passou por baixo da componente gastronómica. Nota 15.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num bom copo.
Embora os primos não estivessem (o Sérgio Frade na sala e o Carlos Afonso nos tachos), tudo o que comemos estava divinal, a saber:
.coelho de coentrada
.croquetes caseiros
.arroz de peixe
.mousse de chocolate com azeite e flor de sal
E é sempre agradável assistir ao empratamento. A voltar, sempre!

terça-feira, 10 de março de 2020

Mais uma vez o Prado - 4,5 *

Não me canso de visitar este apelativo espaço de restauração, registando (nem sempre) as minhas impressões, como é o caso destas crónicas:
."Curtas (CXIV) : Prado, (...)"
."Revisitar o Prado - 4,5 *"
."Um trio maravilha (2ª parte) : Prado e (...)"
Nesta recente e última revisita, anotei 13 entradas/pratos, 8 pratos especiais e 5 sobremesas, tendo comido em partilha
.couvert (pão da Gleba, manteiga de cabra e de banha)
.berbigão, coentros, pão frito e komatsuna
.pleurotus, massa de pimentão e trigo sarraceno
.rodovalho, couve e sementes de girassol
.gelado de cogumelos,cevada e caramelo
Um festival de aromas e sabores, vindos das mãos do chefe António Galapito que estava inspiradíssimo.
Quanto à componente vínica, inventariei 7 espumantes (1 a copo), 3 champanhes, 26 brancos (4), 6 rosés (1), 24 tintos (4) e 3 Porto. Lista bem elaborada onde constam, ainda, 6 vinhos "laranja" o que não se entende, pois sendo brancos de curtimenta deveriam estar nos brancos e devidamente assinalados.
Mas acabei de pedir uma cerveja artesanal em garrafa, a Luzia Italian Grape Ale 2017 (Mealhada), com uma validade de 6 anos, com sumo de uvas Baga, Chardonnay e Sauvignon Blanc, maturada 5 meses em barricas de carvalho francês. Uma boa surpresa, diferente e de grande qualidade. Nota 4,5 em 5.
Uma nota muito positiva para o serviço a cargo da Anna que, além de ser eficaz e profissional, irradiava simpatia e bom humor.
Menos positivo é a música de fundo demasiado alta e as cadeiras desconfortáveis.
A voltar sempre!

domingo, 8 de março de 2020

Grupo FJF (16ª sessão) : 1 branco e 1 tinto surpreendentes

Esta última sessão do FJF foi da responsabilidade do Frederico que escolheu o restaurante Lagar de Xisto e pôs à prova 2 vinhos (branco e tinto) surpreendentes e, da minha parte, completamente  desconhecidos. O fortificado (Moscatel da JMF) foi a confirmação da sua qualidade,tendo sido todos provados às cegas.
Copos Riedel na mesa, temperaturas controladas e gastronomia de qualidade, não ficando nada a perder com o Magano que lhe serviu de inspiração.
E os vinhos em prova foram:
.Lés-a-Lés Sério de Síria 2016 (Beira Interior) - enologia de Jorge Rosa Santos, com base na casta Síria (100 %) em solo de granito a 600 metros de altitude, tendo fermentado em barricas velhas e neutras e estagiado 12 meses nas borras finas; nariz discreto, notas cítricas e florais, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Surpreendente e muito gastronómico. Nota 17,5+.
Maridou com umas tantas entradas (queijo fresco, peixinhos da horta, puntillitas, empadas e presunto) e um belo arroz de garoupa.
.Trilho em Pormenor 2015 (Douro) - enologia de Pedro Coelho, com base em vinhas velhas maioritariamente das castas Touriga Franca e Tinta Barroca, tendo estagiado 24 meses em barricas de carvalho usadas; nariz bem presente, fresco, notas de fruta vermelha, acidez equilibrada, algo especiado, taninos vigorosos mas civilizados, boa estrutura e final de boca longo (12 % vol.). Surpreendente, muito elegante e sofisticado. A beber nos próximos 10 a 12 anos. Nota 18,5.
Harmonizou com uma saborosa carne maturada.
.Moscatel Alambre 30 Anos (engarrafado em 2015) - 94 pontos no Parker; enologia de Domingos Soares Franco; alguma acidez e doçura, presença de frutos secos, citrinos e algum brandy, taninos firmes, encorpado e final de boca persistente. Mostrou um perfil algo semelhante a um Madeira (casta Malvasia) ou tawny velho. Nota 18,5+.
Foi mais uma boa sessão de cores e beberes, com os vinhos (branco e tinto) a surpreender-me.

quinta-feira, 5 de março de 2020

Jantar Quinta da Manoella

A Sandra Tavares da Silva desceu à capital para comentar uma vertical dos tintos Quinta da Manoella Vinhas Velhas (2010, 2013, 2015, 2016 e 2017), dos quais é produtora e enóloga em parceria com o Jorge Serôdio Borges, seu marido, na Wine & Soul. No início e final do repasto foi servido um branco de  2018.
O evento decorreu na Garrafeira Néctar das Avenidas, tendo os comeres vindo das mãos da Sara e de um restaurante vizinho. Na mesa um belíssimo azeite virgem extra Pintas, também da Wine & Soul. O serviço de vinhos esteve a cargo do João Quintela.
Desfilaram:
.Manoella 2018 - presença de citrinos e algum vegetal, boa acidez, notas amanteigadas e balsâmicas, volume e final de boca médios.Gastronómico. Nota 17.
Acompanhou uma série de entradas (espetadas de mozzarella, mini quiches de legumes, paio de Lamego e chouriço fumado de Ponte de Lima).
Este mesmo branco voltou a ser servido no final do jantar com uma tábua de queijos. Melhorou ao ser servido a uma temperatura mais alta. Nota 17,5.
Seguiu-se a vertical dos 5 tintos Qtª da Manoella Vinhas Velhas, provenientes de uma vinha muito velha e tendo estagiado 20 meses em barricas de carvalho francês.
.2010 - alguma fruta vermelha e acidez, ligeiramente especiado, taninos civilizados, algum volume e final de boca persistente. A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 17,5.
.2013 - nariz discreto, fresco, alguma fruta vermelha e acidez mais pronunciada, especiado, taninos mais vivos, volume e final de boca assinaláveis. A beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18.
.2015 - 96 pontos no Parker e 92 na Wine Spectator; nariz afirmativo, muito fresco, algo floral, acidez equilibrada, notas especiadas, taninos presentes, volume apreciável e final de boca longo. Harmonioso e complexo, a beber nos próximos 10 a 12 anos. Nota 18,5.
.2016 - 93 pontos no Parker; fresco e frutado, acidez no ponto, taninos presentes e civilizados, algum volume e final de boca. Equilibrado e discreto, a beber nos próximos 7/8 anos. Nota 17,5.
.2017 - 19 valores na Grandes Escolhas; com muita fruta vermelha, alguma acidez e especiarias, taninos bem presentes mas não agressivos, volume e final de boca notáveis. Com um grande potencial, mas ainda muito novo, vai chegar ao patamar do 2015. A beber nos próximos 10 a 12 anos. Nota 18.
Foi uma sessão muito pedagógica, a cargo da Sandra. Pena é que estes tintos se situem num patamar de preços não muito convidativo.

terça-feira, 3 de março de 2020

Fevereiro 2012 : o que aconteceu aqui há 8 anos

Das 18 crónicas publicadas no decorrer de Fevereiro de 2012, destaco estas 4:

."Novo Formato+ (2ª sessão)"
Onde se conta uma curiosa prova vertical, às cegas, com vinhos Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas (colheitas 2006 a 2010), organizada pelo meu amigo Juca e que contou com os enófilos deste grupo de convívio, comeres e beberes.

."Rescaldo dos Prémios 2011 da Revista de Vinhos (RV)"
Estes prémios da antiga RV e agora Grandes Escolhas consagraram, finalmente, o Francisco Albuquerque como enólogo, mas omitiram o Jorge Serôdio Borges, o grande esquecido da então RV.
Vale a pena recordar a troca de "galhardetes" nos comentários, entre o João Paulo Martins, que aliás muito prezo, e o autor deste enófilo militante. Simplesmente delicioso...

."Aníbal Coutinho : 5 em 1"
Não é nenhuma perseguição da minha parte, mas o Aníbal Coutinho sempre se pôs a jeito.
Vale também a pena ler os comentários dos meus colegas bloguistas Hugo Mendes (Wizard Apprentice) e Rui Miguel Massa (Pingas no Copo).

."Painel de prova com luta renhida ganha pelo Garrafeira RA 85"
Lembrando uma prova com cerca de 30 anos, organizada pelo Jornal à Mesa, onde pontificava o saudoso José Salvador, coadjuvado pelo João Paulo Martins que, na altura, dava os seus primeiros passos na crítica de vinhos.
O vencedor foi este RA 85 da José Maria da Fonseca e o grande derrotado o Barca Velha do mesmo ano, que ficou em 2º lugar empatado com o Luis Pato 1988.