domingo, 31 de maio de 2020

Degust'AR Lisboa - 4,5 *

O Degust'AR foi o espaço de restauração escolhido em Lisboa para o meu regresso à vida "quase" normal, já aqui referido nas crónicas
."Degust'AR Lisboa - 4 *"
."Curtas (CXIV) : (...), Degust'AR, (...)"
Na mesa apenas o toalhete de papel que também funciona como ementa. Só depois de me ter sentado é que foram postos na mesa o guardanapo de pano, os talheres e , ainda, um toalhete para as mãos devidamente higienizado. Os empregados estavam todos "mascarados", como manda a DGS.
A escolher entre 8 pratos de peixe, 7 de carne e 18 petiscos, optei pelo arroz malandrinho com pataniscas de bacalhau. Dose generosa, com o arroz saborosíssimo (o que não tinha acontecido em visita anterior) e as pataniscas como eu gosto (finas e sem ponta de gordura). Vinha acompanhado de uma salada que não fazia falta.
A acompanhar, uma cerveja artesanal, desta vez a Musa Frank APA a acompanhar muito bem as pataniscas e a merecer nota 4 (em 5).
Como mais valia, o chefe António Nobre de seu nome responsável pelos tachos e, simultaneamente, o proprietário deste espaço, foi às mesas. É um gesto que sempre aprecio mas, neste momento em que vivemos, é também um mau sinal ter disponibilidade para tal. Em vez dos habituais 40 almoços, serviram 4.
Serviço eficiente, simpático e profissional. Apenas um senão, a música de fundo demasiado alta para o meu gosto. Não havia necessidade...
Em conclusão, recomendo e tenciono voltar.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

A minha biblioteca vínica (VIII) : outros autores portugueses

Continuando com autores portugueses:

1."Dicionário do Vinho" de Francisco Esteves Gonçalves (edição Novotipo, 1986) com 257 páginas
Este livro da autoria deste consagrado escanção é uma das primeiras obras, sobre a temática do vinho, publicadas em Portugal.

2."Vinho Verde" de Amândio Galhano (edição CVR Vinhos Verdes, 1986) com 94 páginas
Esta edição, em inglês, é também, a par do livro anterior, uma das primeiras obras sobre o vinho.

3."Os Vinhos Verdes" de Rui Graça Feijó com fotos de António Homem Cardoso (edição Chaves Ferreira, 1990) com 135 páginas
Foi com este livro que a Chaves Ferreira iniciou a Enciclopédia dos Vinhos de Portugal.

4."Cores do Vinho Verde", de Manuel Carvalho (edição CVR Vinhos Verdes, 1997) com 159 páginas
O autor é o actual director do Público que também publicou o "Guia do Douro e do Vinho do Porto", já aqui referido.

5."Quintas do Vinho Verde" de José Estêvão (edição APEVV, sem data) com 104 páginas

6."O Grande Livro do Vinho" de J. Duarte Amaral (Circulo de Leitores, 1994) com 415 páginas
É uma obra monumental, com 5 capítulos dedicados à Vinha e ao Vinho (na Lenda e na Mitologia, na História, nas Religiões, na Arte e na Literatura). Continua com:
.O Vinho na voz do Povo
.O Vinho e a Vida
.Da Vinha até à Mesa
.Geografia da Vinha
.A Vinha e o Vinho em Portugal
.Roteiro dos Vinhos de Portugal

7."O Vinho do Porto - Vinhos do Douro" de diversos autores (edição Chaves Ferreira, 1998) com 230 páginas
É outra obra monumental e faz parte da já referida Enciclopédia dos Vinhos de Portugal. Colaboraram:
.António Filipe (Organização Institucional)
.Gaspar Martins Pereira (Um Vinhedo Milenar, um Vinho Universal)
.Isabel Gomes Mota (O Douro, a Gastronomia e o Vinho)
.João Nicolau de Almeida (As Castas do Douro)
.José Maria Soares Franco (A Vinificação)
.Nuno Magalhães (A Região / A Cultura da Vinha na Região do Douro)
.Vasco Magalhães (Os Estilos dos Vinhos)

8."Roriz - História de uma Quinta no Coração do Douro" de Gaspar Martins Pereira (Edições Afrontamento, 2011) com 446 páginas
Esta obra, valorizada com um prefácio de António Barreto, já foi referida aqui na crónica "A Quinta de Roriz", publicada em 11/3/2012.

9."A Vinha e o Vinho na História da Madeira - séculos XV a XX" de Alberto Vieira (edição do Centro de Estudos de História do Atlântico, 2003) com 585 páginas
Mais uma obra monumental, desdobrada em:
.O Vinho na História e Historiografia
.Da Vinha ao Vinho
.O Mercado do Vinho
.O Culto e a Cultura do Vinho

10."Grande Reserva - As Melhores Histórias do Vinho Português" de João Barbosa (Oficina do Livro, 2011) com 235 páginas
Este livro do meu colega bloguista já foi aqui referido em "Grande Reserva", crónica publicada em 10/11/2011.


11."O Vinho que Lisboa tem" de Ana Cristina Marques (Caminho das Palavras, 2017) com 93 páginas
Também já aqui referido em "O Vinho que Lisboa tem : Prós e Contras", crónica publicada em 22/8/2017.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Vinhos em família (CVI) : ainda à boleia do Covid - 19

Bebidos mais 4 vinhos, em confinamemento e com os rótulos à vista, sem a pressão da prova cega.
E eles foram:

.Regueiro Jurássico I Alvarinho - com base num lote das colheitas 2007, 2008, 2009 e 2010; nariz elegante, fresco e mineral, presença de citrinos e notas tropicais, equilíbrio acidez/gordura, volume e final de boca assinaláveis (13 % vol.). Grande complexidade, não ficando atrás dos melhores vinhos Soalheiro ou Anselmo Mendes. Nota 18,5.

.Maria João Private Colection 2008 (garrafa nº 555/3200) - enologia de Osvaldo Amado, com base nas castas Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz e Jaen; aromas e sabores terciários, acidez e frescura, especiado, taninos de veludo, algum volume e final de boca longo (14 % vol.). Muito elegante e harmonioso, a beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18,5 (18 noutra situação).

.Qtª da Gaivosa 2011 - 95 pontos no Parker, 93 na Wine Enthusiast e Prémio Excelência da Revista de Vinhos; com base em mais de 20 castas em vinhas velhas, estagiou 15 meses em barricas de carvalho francês (50% novas e 50 % usadas) e na garrafa até 2015; ainda com fruta vermelha, fresco e elegante, acidez no ponto, especiado, taninos civilizados, algum volume e final de boca longo (14,5 % vol.). Sofisticado e muito equilibrado, a beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18,5+.

.Pai Abel 2011 - 19 na Grandes Escolhas; ainda com fruta preta, vinoso, notas de chocolate preto, alguma acidez, taninos vigorosos mas civilizados, boa estrutura e final de boca persistente (14 % vol.). Potente e guloso, a beber nos próximos 6/7 anos. Nota 18,5 (18,5+/18,5+ noutras).

sábado, 23 de maio de 2020

Esplanada Furnas - 4 *

Não contando com os restaurantes de bairro e confinamentos à parte, a visita à Esplanada Furnas na Ericeira (já aqui referida em "Curtas (LVI) : (...)", ponto 3.) foi o meu regresso à vida quase normal, tendo abancado na confortável esplanada fechada que dá o nome a este espaço.
Pareceu-me estar tudo de acordo com as directivas da DGS (mesas distanciadas e despojadas, só sendo postas na presença do cliente, empregados "mascarados", etc). Com a mesa posta temos direito a uma espécie de toalhete em material sintético e guardanapos de papel personalizados.
Comemos, uma vez mais, umas belíssimas e carnudas ameijoas, seguidas de uma saborosa dourada grelhada toda inteira (detestamos peixe escalado).
A acompanhar e porque não há vinho a copo (só o da casa) nem cervejas artesanais, o que se lamenta, bebeu-se uma meia garrafa do Planalto Reserva 2018 - fresco e cítrico, sem grandes complexidades mas correcto e muito agradável, volume e final de boca médios (12,5 % vol.). Nota 15,5.
A garrafa foi mostrada e dada a provar num bom copo, com o logo da Herdade do Peso, passe a publicidade. Serviço simpático e profissional.
Por falta de treino e/ou lapso meu, não fiz o habitual inventário dos vinhos disponíveis.
No final do repasto é obrigatório ir à Loja da Amélia, onde se encontra quase tudo e do melhor.
A concluir, recomendo a Esplanada Furnas e tenciono voltar, sempre!

quinta-feira, 21 de maio de 2020

A minha biblioteca vínica (VII) : os livros de Virgílio Loureiro e João Afonso

Continuando com autores portugueses:

A) - Virgílio Loureiro
Professor reformado e enólogo no activo, este autor publicou estes 2 livros disponíveis na minha biblioteca:
1."Os Vinhos do Dão" com fotos de António Homem Cardoso (edição Chaves Ferreira, 1993) com 160 páginas
Um dos 12 volumes da Enciclopédia dos Vinhos de Portugal, organizada por António Lopes Vieira, e uma obra de referência no mundo vínico, dividida em 8 capítulos:
.A Região do Dão
.A Vitivinicultura do Dão através dos tempos
.O cultivo da vinha no Dão
.As Castas do Dão
.Os processos de vinificação e o estilo dos vinhos
.As Quintas do Dão
.Organização Institucional
.O vinho do Dão na Cozinha e na Mesa
2."O Vinho Sentido" em parceria com Manuel Malfeito Ferreira (Plátano Editora, 2019) com 224 páginas
Sobre este livro, a editora referiu "Depois de trinta anos a provarem vinhos e a lecionarem cursos de prova, os autores concluíram que o método de prova tradicional não satisfaz. Por isso, desenvolveram um novo método que se centra no reconhecimento das emoções que o vinho causa no provador. Não obriga a descrever aromas através de metáforas, não atribui notas e, por isso, não elege os "melhores". (...)".
É uma obra polémica que, para se perceber a mensagem dos autores, exige conhecimentos em neurociências, química, biologia e até anatomia, o que o enófilo normal não domina.

B) - João Afonso
Jornalista e crítico de vinhos, pertence à equipa da Grandes Escolhas, tendo colaborado na antiga Revista de Vinhos. Publicou o Anuário de Vinhos, de 2000 até 2008 e, ainda, o "Curso de Vinhos para verdadeiros apreciadores", que não possuo. Apenas tenho o
."Entender de Vinho" (edição a esfera dos livros, 2010) com 238 páginas
Também é uma obra polémica, embora por razões diferentes das indicadas para o livro acima referido. Para os mais curiosos, remeto-os para a crónica
"Entender de Vinho, de João Afonso. Um livro acabado à pressa?"

quarta-feira, 20 de maio de 2020

A minha biblioteca vínica (VI) : os livros do Ceferino Carrera e da Ana Sofia Fonseca

Continuando com os autores portugueses:

A) - Ceferino Carrera
Este escanção com provas dadas e professor na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, publicou na Colares Editora 4 livros dos quais tenho 2, que passarei a indicar:
1."Vinhos de Portugal   da vinha ao vinho - variedades e regiões" (1997) com 333 páginas
O autor começa por nos desbravar a vinha, incidindo sobre a videira, as doenças e pragas, processos de vinificação, envelhecimento, alterações e defeitos do vinho. Continua pelas diversas regiões controladas, definindo exaustivamente, em cada uma delas, a situação geográfica, os solos, as castas recomendadas e autorizadas, etc. Termina com alguns conceitos quanto ao serviço do vinho.
2."A Arte de Beber Vinho do Porto" (2007) com 334 páginas
Este livro divide-se em 4 capítulos,
.A Terra à Mesa
.Vinho do Porto e os Sabores
.Fabricação do Queijo (este a propósito da harmonização do Vinho do Porto com queijos)
.Harmonia do Vinho do Porto com as Iguarias

B) - Ana Sofia Fonseca
A autora é uma jornalista que, para além de ter realizado o filme "Setembro a vida inteira", publicou diversos livros, mas só estes 2 sobre o vinho:
1."Barca Velha - Histórias de um Vinho" (Dom Quixote, 2004) com 199 páginas
Uma incursão no passado, com destaque para
.Anos 50, com Fernando Nicolau de Almeida, o Criador
.Anos 60, com D.ª Antónia, a Pioneira
.Anos 70, com Francisco Olazabal, o Trineto
.Anos 80, com José Maria Soares Franco, o Guardião
2."Cada Garrafa Conta Uma História" (a esfera dos livros, 2014) com 197 páginas
Este livro desenvolve-se em 3 capítulos, que contemplam
.As Famílias
.Os Enólogos
.Os Produtores
Para os mais curiosos, passo a indicar os links para as crónicas que se referem aos livros e ao filme:
."Um filme sobre o vinho "Setembro a vida inteira" (1ª parte)"
."Um filme sobre o vinho "Setembro a vida inteira" (2ª parte)"
."Curtas (LI) : livros, (...)"

domingo, 17 de maio de 2020

À volta da cerveja artesanal (X)

1.Provas
Provadas/bebidas mais 8 cervejas artesanais, classificadas de 1 a 5:
Com 5
.Letra F American IPA (Vila Verde)
.8ª Colina Falstaff (Lisboa) com estágio em barricas de Vinho da Madeira (casta Sercial) da Justino's e 11º de álcool
.8ª Colina Bardolfo (Lisboa) com estágio em barricas de Vinho da Madeira (casta Verdelho) da Justino's e 10,5º de álcool
Com 4,5+
.8ª Colina Urraca Vendaval (Lisboa)
Com 4,5
.Letra D Red Ale (Vila Verde)
Com 4
.Letra B Boehemian (Vila Verde)
.Letra E Belgian Dark Strong Ale (Vila Verde) com 9º de álcool
.La Rosa Lager (Pinhão)

2.Compras online
Arrisquei (e não estou arrependido) comprar à Letra uma caixa com 12 cervejas artesanais (Letra A,B,C,D,E e F - 2 de cada). Paguei 27,80 € com direito a entrega sem custos, no prazo de 48 horas.
Bingo!

sexta-feira, 15 de maio de 2020

A minha biblioteca vínica (V) : os livros da Maria João Almeida

De pois de ter feito o levantamento dos Guias de Vinhos (50) e de outras obras do José A. Salvador (9) e do João Paulo Martins (6), passo a referir os livros da minha biblioteca de outros autores portugueses. São 21 e começarei pela Maria João Almeida, divulgadora de vinhos e animadora no  âmbito do enoturismo, com provas dadas nas viagens pelo Douro, Dão, Bairrada e Minho, organizadas em parceria com a agência Travel, conforme aqui oportunamente relatei.

1."Memórias do Vinho" em parceria com Paulo Laureano (Civilização Editora, 2007) com 374 páginas
É um album monumental que contempla a história de uma vintena de propriedades vitivinícolas emblemáticas, dedicando um capítulo a cada uma delas:
.Casa de Sezim
.Palácio da Brejoeira
.Quinta da Ervamoira
.Quinta de Vargellas
.Quinta do Vesúvio
.Casa de Santar
.Palace Hotel do Bussaco
.Qtª da Alorna
.Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz
.José Maria da Fonseca
.Quinta da Bacalhôa
.Adega da Cartuxa
.Herdade de Mouchão
.Adegas Camillo Alves
.Adega Regional de Colares
.Cooperativa Vitivínicola da Ilha do Pico
.Artur Barros e Sousa
.Henriques e Henriques
.Madeira Wine Company
.Vinhos Barbeito

2."Vinho à Mesa - Treze Chefes, Treze Regiões, 265 Vinhos" (edição Desassossego, 2018) com 413 páginas
Pode ler-se na contra-capa que "Esta obra está dividida em 13 regiões vitivinícolas portuguesas e, para cada uma delas, foi atribuído por sorteio um chefe de cozinha português. Reuniram-se assim alguns dos mais conceituados chefes de cozinha nacionais, dos veteranos aos mais jovens, todos eles talentosos e incontronáveis, que cozinharam para alguns dos melhores vinhos das diversas regiões vitivinícolas portuguesas. Vinhos que harmonizaram com os seus pratos, (...)".
Os 13 chefes e as respectivas regiões que lhes calharam em sorteio, foram:
.João Rodrigues (Vinhos Verdes)
.Miguel Laffan (Trás-os-Montes)
.Justa Nobre (Douro)
.Leonel Pereira (Bairrada)
.Rui Paula (Dão)
.José Avillez (Beira Interior)
.Ricardo Costa (Lisboa)
.Alexandre Silva (Tejo)
.Vitor Sobral (Península de Setúbal)
.Henrique Sá Pessoa (Alentejo)
.Diogo Rocha (Algarve)
.Miguel Castro e Silva (Madeira)
.Pedro Lemos (Açores)

3."O vinho na ponta da língua" (Edições Saída de Emergência, 2016) com 255 páginas
Depois de 2 obras de fôlego, este é um livrinho para principiantes, mas aliciante e divertido.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Vinhos em família (CV) : continuando à boleia do Covid-19

Bebidos mais 4 vinhos, nos mesmos moldes das edições anteriores, a saber:

.Qtª Seara d' Ordens Reserva 2017 branco - com base nas castas Rabigato (30 %), Malvasia Fina (30 %), Viosinho (20 %) e Fernão Pires (20 %), estagiou parcialmente (60 %) 6 meses em barricas de carvalho francês e 2 em garrafa; nariz intenso, cítrico e mineral, alguma fruta de caroço, bela acidez, algum volume e final de boca (13 % vol.). Uma boa surpresa e uns furos acima da colheita anterior. Nota 17,5+.

.Cavalo Maluco 2012 - colheita dedicada ao Paulo Laureano; com base nas castas Touriga Franca, Touriga Nacional e Petit Verdot, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; ainda com muita fruta preta, acidez equilibrada, notas terrosas e especiadas, chocolate preto, taninos firmes, volume e final de boca assinaláveis (14 % vol.). A beber nos próximos 2/3 anos. Nota 18.

.Reynolds Grande Reserva 2011 (garrafa nº 3971/13000) - 92 pontos no Parker; com base nas castas Alicante Bouschet (40 %), Cabernet Sauvignon (40 %) e Syrah (20 %), estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês e mais 5 anos em garrafa; ainda com fruta vermelha, algum vegetal, alguma frescura e acidez, ligeiramente especiado, taninos bem presentes, volume considerável e final de boca persistente (14,5 % vol.). A beber nos próximos 4/5 anos. Nota 18+.
Tiro o meu chapéu a este produtor alentejano, que só recentemente pôs no mercado este vinho de 2011.

.Graham's 30 Anos (engarrafado em 2017) - 94 pontos no Parker; presença de frutos secos e mel, notas de caril e outras especiarias, taninos bem presentes, algum volume e final de boca longo. Elegante e complexo, um excelente companheiro para estes dias de confinamento. Nota 18,5.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

A minha biblioteca vínica (IV) : os livros do João Paulo Martins (JPM)

Na crónica "A minha biblioteca vínica (I) : os Guias", a primeira dedicada a este tema, referi os 21 guias do JPM que possuo (ele publicou 23).
Para além destes, o JPM publicou mais 7 livros que eu saiba (2 em parceria). Destes, apenas não tenho o "Espumantes & Champanhes" (edição Oficina do Livro, 2018). Curiosamente, o portal do autor não os refere todos, uma incompreensível lacuna. Ò JPM, actualize lá a sua página. Assim como está não faz sentido!
Passo a referir os 6 livros que estão na minha biblioteca:

1."O Prazer do Vinho do Porto" (edição Livros D' Hoje, 2001) com 182 páginas
Este livro com o subtítulo "Todos os segredos de um vinho único", é uma reedição actualizada do "Tudo sobre o Vinho do Porto" publicado em 2000.
Para se perceber melhor, esta obra está organizada nos seguintes capítulos:
.Um Rio, uma Cidade, um Vinho
.Um Vinho com 300 anos de História
.Solo, Clima e Três Sub-Regiões - um Douro com muitas cores
.A Vinha e as Castas - Passado e Presente
.Fazer Vinho do Porto - uma Arte com várias formas
.Do Douro até à Mesa - os tormentos de um Generoso
.A Organização Institucional

2."O Vinho em Portugal" (edição ctt correios, 2006) com 172 páginas e selos de emissões comemorativas
Com o subtítulo "saberes de ontem e de hoje", divide-se nas seguintes partes:
.solo e clima
.a história
.o mosaico das regiões
.as castas de uva
.os vinhos que fazíamos e que fazemos
.as gentes e os rostos
.espumantes, rosés, vinhos generosos e vinhos em extinção
.o prazer de beber

3."Histórias com Vinho & outros condimentos" (edição Oficina do Livro, 2016) com 234 páginas
Quanto à apreciação deste livro, remeto-a para o que publiquei na crónica "Livros para o Natal".

4."Mais Histórias com Vinho" (edição Oficina do Livro, 2018) com 295 páginas
Também já me referi a este livro na crónica "Histórias com Vinho, segundo o João Paulo Martins".

5."Rotas da Gastronomia e Vinhos" em parceria com o David Lopes Ramos (edição Junta Metropolitana de Lisboa, 2000) com 52 páginas
Uma pequena brochura, com prefácio de João Soares ( na altura o presidente da Junta Metropolitana de Lisboa), sobre os comeres da Área Metropolitana de Lisboa (David Lopes Ramos) e os beberes da mesma (João Paulo Martins).

6."Portugal de Hoje à Mesa" em parceria com o Vitor Sobral (edição Livros D' Hoje, 2009) com 143 páginas
Alterna 24 receitas (coordenação do Vitor Sobral) com a descrição dos vinhos sugeridos para as acompanhar (JPM) e termina com as biografias dos 12 chefes que definiram as ementas (Luis Baena, José Júlio Vintém, Fausto Airoli, Albano Lourenço, Henrique Sá Pessoa, Pedro Nunes, Vitor Sobral, Leonel Pereira, Francisco Meirelles, António Nobre, Bertílio Gomes e Henrique Mouro).

terça-feira, 5 de maio de 2020

A propósito da sugestão de Vinhos da Madeira do José A. Salvador (JAS)

Mencionei na crónica de há 1 semana atrás a sugestão do JAS quanto a uma garrafeira de Vinhos da Madeira, limitando-me a indicar os produtores e marcas, sem identificar cada uma das referências.
Pareceu-me, no entanto, interessante difundir a escolha do JAS, até porque alguns dos militantes dos Madeiras não possuem o livro que referi. Identificarei com * os vinhos que o autor considerou excepcionais. Por outro lado e consultados os meus registos, indicarei entre () o total de cada marca, provada no âmbito dos grupos a que pertenço.

Artur Barros e Sousa (34)
.Sercial 1980
.Verdelho 1981 *
.Verdelho Reserva Velha *
.Terrantez 1979
.Boal 1980 *
.Boal Reserva Velha
.Malvasia 1985 *
.Malvasia Extra Reserva
.Bastardo Reserva Velha
.Moscatel Reserva Velha *

Barbeito (13)
.Sercial Frasqueira 1978
.Sercial Reserva 10 Anos
.Verdelho Frasqueira 1981 *
.Terrantez Extra Reserva 15 Anos *
.Boal 1995 Casco 80a
.Boal Reserva 10 Anos
.Malvasia Special Reserve 20 Anos *
.Malvasia Reserva 10 Anos

Borges (11)
.Verdelho 1995
.Boal 1977
.Boal 1995
.Boal Old Reserve 15 Anos
.Meio Doce

Blandy's (54)
.Sercial 1974
.Bual 1964
.Medium Rich Bual 10 Anos *
.Malvasia Harvest 1998

Cossart Gordon (9)
.Sercial 1988
.Verdelho 1975
.Verdelho Colheita 1995
.Terrantez 1977
.Bual Colheita 1995

D' Oliveiras (1)
.Verdelho Reserva 1905
.Terrantez Reserva 1880 *
.Terrantez 1988
.Boal Reserva 1922
.Boal 1983
.Malvasia 1987

Henriques & Henriques (3)
.Sercial 15 Anos
.Sercial 10 Anos
.Seco 5 Anos
.Monte Seco
.Verdelho 10 Anos *
.Terrantez 1974
.Terrantez 1976

Justino´s (2)
.Reserve Fine Dry 10 Anos
.Reserve Fine Dry 5 Anos
.Terrantez Old Reserve

De destacar:
.O JAS foi o 1º crítico em Portugal a divulgar a qualidade dos Vinhos da Madeira
.Foi o grande divulgador da marca Artur Barros e Sousa (10 vinhos provados, dos quais 5 ao nível da Excelência)
.Contraditoriamente não deu relevo à Madeira Wine (Blandy's e Cossart Gordon), o produtor cujos vinhos foram os mais provados pelos grupos a que pertenço.

domingo, 3 de maio de 2020

Abril 2012 : o que se passou aqui há 8 anos

Das 22 crónicas publicadas em Abril 2012, destaco estas 4 com os respectivos links para facilitar a vida aos mais curiosos:

."Páscoa na Bairrada (I)"
Longe dos actuais constrangimentos quanto à mudança de Concelho naquela altura do ano, passámos a Páscoa na Bairrada, usufruindo do Turismo de Habitação da família Campolargo.
Provámos uns tantos vinhos deste produtor, mas a jóia da corôa foi o fabuloso Madeira FEM Verdelho Muito Velho, levado pelo nosso saudoso amigo Alfredo Penetra.

."Jantar Lavradores de Feitoria"
Organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, decorreu no saudoso restaurante Assinatura, com o chefe Henrique Mouro inspiradíssimo.
Nota alta para o Três Bagos Grande Escolha 2007, uma das marcas da minha vida.

."Peixe em Lisboa 2012 (I)" -
Nos bons tempos em que o Peixe em Lisboa decorria no Pátio da Galé e esta versão de 2012 deve ter sido a melhor de todas. Era o embaraço da escolha perante a presença de uma série de chefes e restaurantes de topo, como foi o caso do 100 Maneiras, Bocca, Eleven, José Avillez, Peixaria da Esquina, Tasca do Joel ou UMAI, entre outros.
Neste evento foi o meu primeiro contacto com os vinhos do desalinhado Tomaz Vieira da Cruz que me deu a provar o Terra Larga, um surpreendente branco de 1999.

."Jantar Quinta do Crasto"
Organizado pelo Corte Inglês (bastante mal, diga-se), este evento decorreu no seu restaurante principal, com a presença do Tomás Roquete e do Pedro Almeida. Não fora a mobilização dos antigos clientes e amigos das Coisas do Arco do Vinho, este evento teria sido um autêntico fiasco. Dos 24 participantes pagantes, 19 eram do núcleo duro das CAV!

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Vinhos em família (CIV) : continuando à boleia do Covid-19

Com a família reduzida e com os rótulos à vista foram bebidos mais 4 vinhos, a saber:

.Qtª da Ponte Pedrinha Vinhas Velhas 2017 branco - com base em vinhas velhas, estagiou apenas em inox; fresco e mineral, presença de citrinos, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca acima da média (13,5 % vol.). Gastronómico. Nota 17.

.Vallado Reserva 2011 - 96 pontos na Wine Spectator e na Wine & Spirits e 91 no Parker; com base em vinhas velhas com mais de 80 anos (65 %) e na casta Touriga Nacional (35 %), estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; ainda muito jovem e cheio de fruta, acidez correcta, especiado, taninos envolventes, volume apreciável e final de boca muito longo (14,5 % vol.). Fresco, harmonioso e cheio de garra, a beber dentro dos próximos 8 a 10 anos. Nota 18,5+ (noutras 2 situações também a mesma nota).

.Dona Maria Grande Reserva 2011 - 92 pontos no Parker e eleito o Vinho do Ano em 2016 pela Wine (agora Revista de Vinhos); com base nas castas Alicante Bouschet (50 %), Touriga Nacional, Petit Verdot e Syrah, estagiou 1 ano em barricas novas de carvalho francês; nariz contido, ainda com fruta vermelha e acidez, discretamente especiado, taninos suaves, volume e final de boca assinaláveis (14,5 %). Um alentejano com uma relação qualidade/preço imbatível, a consumir nos próximoa 4/5 anos. Nota 18 (noutra também 18).

.Burmester 20 Anos (engarrafado em 2019) - 94 pontos no crítico Jamie Goode, 93 na Decanter e 92 na Wine Spectator; nariz exuberante, presença de frutos secos e passas, notas de tangerina, caril e brandy, especiado, taninos civilizados, algum volume e final longo. Muito fresco e elegante. Nota 18 (17,5 noutro engarrafamento).