sábado, 8 de junho de 2019

O blogue vai de férias

Vou estar mais 1 semana longe do computador.
Ficam por publicar:
.Almoço e provas com a Cooperativa da Vidigueira
.À volta da cerveja artesanal (III)
.Grupo dos 6 (17ª sessão)
.Vinhos em família (XCV)
.Restaurante Degust'AR
.Jantar Qtª Crasto

Novo Formato+ (34ª sessão) : o Soalheiro em alta

O 34º encontro deste grupo de enófilos militantes foi da responsabilidade do casal Marieta/José Rosa e decorreu na Casa da Dízima. Mais uma vez, sob a batuta do Pedro Batista, o serviço foi de 5* com os vinhos a chegarem à mesa antes dos pratos, temperaturas correctas, copos Schott e decantadores Riedel. Um luxo! Nos tachos imperou o chefe João Silva, a merecer nota alta.
Da garrafeira do anfitrião J. Rosa, saltaram para os nossos copos:
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2014 - ainda com fruta cítrica, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca. A evoluir muito bem, impõe-se a frescura e complexidade. Nota 18 (noutras situações 17,5+/17,5/18/18/17,5+).
Acompanhou uma série de tapas e carpaccio de vieiras.
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2014 - cor dourada, presença de citrinos e fruta madura, bela acidez, notas amanteigadas e fumadas, volume e final de boca assinaláveis. Complexo e gastronómico, vai no caminho do memorável Reserva 2007. Nota 18,5+ (noutras 18/18/18/18,5).
Maridou com uma bela tranche de salmonete e arroz de choco com sua tinta.
.Qtª Manoella Vinhas Velhas 2009 - com base em vinhas com mais de 100 anos; ainda com fruta vermelha, frescura e acidez, algo especiado, taninos civilizados, algum volume e final de boca longo. A beber nos próximos 9/10 anos. Nota 18 (noutra 18,5).
.Qtª Manoella Vinhas Velhas 2010 - ainda com alguma fruta, frescura e acidez, taninos algo bicudos, volume e final de boca médios. Menos complexo que o anterior, a beber nos próximos 5/6 anos. Nota 17 (noutras 17,5/17).
.Qtª Manoella Vinhas Velhas 2012 - ainda com fruta vermelha, bela acidez, notas especiadas com a pimenta a impor-se, taninos presentes e civilizados, grande volume e final de boca longo. Mais complexo que os anteriores, a beber nos próximos 10 a 12 anos. Nota 18,5.
Estes 3 tintos harmonizaram com carré de borrego de leite e esmagada de batata doce. 
.Burmester Tordiz 40 Anos (engarrafado em 2017) - frutos secos, algum caril e acidez, taninos bem presentes, algum volume e final de boca. Menos complexo que outros Tordiz de engarrafamentos diferentes. Desiludiu. Nota 17,5 (noutras 18,5/18,5/18+).
Mais uma grande jornada de convívio, comeres e beberes. Obrigado Marieta! Obrigado J. Rosa!

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Rescaldo da ida ao Norte (II) : Gaia, Porto Cruz e 17.56 Museu & Enoteca

1. Gaia
Todo o enófilo que se preze, pelo menos uma vez na vida, tem que ir a Gaia e praticar um pouco de enoturismo. A oferta é muita, começando pelo Centro Multimédia do Vinho do Porto - AEVP e continuando pelas caves de A. A. Calém, A. Ramos Pinto, Burmester, Churchill's, Cockburns, Ferreira, Offley Forrester, Poças Júnior, Real Companhia Velha, Rozés, Sandeman, W. & J. Graham, Kopke, Quinta do Noval e Espaço Porto Cruz.
Um dos possíveis acessos envolve o metro (entrada na Trindade e saída no Jardim do Morro) e o teleférico. Foi o que eu fiz e aconselho.
Para além do enoturismo, recomenda-se um salto ao antigo mercado, agora transformado, à semelhança do Bom Sucesso, onde se pode petiscar ou fazer uma refeição, pois a oferta é muita.

2. Espaço Porto Cruz
É um espaço moderno que merece uma visita aos seus 5 pisos, a saber:
.0 (ao nível da rua) - loja de vinhos
.1 - exposição de peças e passagem de vídeos alusivos ao Douro
.2 - auditório e sala de provas
.3 - restaurante DeCastro Gaia
.4 - terraço com bar
Desta vez não tive a oportunidade de testar o restaurante do Miguel Castro e Silva, mas fica para uma próxima. Gostei do que vi.

3. Real Companhia Velha (RCV) - 17.56 Museu & Enoteca
A história da RCV confunde-se com a da Região do Douro, pois ambas foram criadas em 1756.
Visitado o Museu, no piso 0, que recomendo, é a altura de subir ao 1º andar, onde se situa a Enoteca que é, em simultâneo, um restaurante de referência.
É um espaço muito amplo, mas muito bem dividido e cheio de recantos bem conseguidos, com uma decoração fantástica. Tudo respira qualidade e bom gosto. Mais, a nível mundial dificilmente se encontrará melhor.
À entrada, uma relações públicas dá as boas vindas e encaminha-nos até à mesa, algo despojada, apenas com um marcador rectangular com o logo 17.56 omnipresente.
Nesta estreia, degustei:
.couvert (pão, manteiga e azeite Qtª dos Aciprestes)
.sopa rica de peixe (belíssima)
.ventresca com feijão frade
.mousse de chocolate
Quanto à componente vínica, a lista é monumental e inclui o melhor que se faz por cá.
Optei por um copo do branco Qtª Cidrô Boal 2015 - nariz discreto, algum citrino e fruta madura, equilibrio acidez/gordura, notas tostadas, volume e final de boca assinaláveis. Gastronómico. Nota 17,5.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num excelente copo Riedel. Serviço atencioso e muito profissional.
Este almoço na Enoteca 17.56 foi um dos pontos altos nesta ida ao Norte. Imperdível!
Para quem não conheça e queira ver fotografias do espaço, sugiro uma olhada a
.//enoteca1756.pt
.comerbeberlazer.blogspot.com (crónica publicada em 3/12/2018)

terça-feira, 4 de junho de 2019

Maio 2011 : o que se passou aqui há 8 anos

Das 16 crónicas publicadas no decorrer do mês em referência, destaco estas 3:

."O Blog está de luto (II)", no dia 4
Foi a continuação do que escrevi em abril, na sequência do falecimento do David Lopes Ramos, um grande senhor no mundo da gastronomia e vinhos (e não só...).

."Frustação no Eleven", no dia 16
Quando um restaurante famoso promete uma coisa e depois não a cumpre.

."Grande jornada na José Maria da Fonseca", no dia 18
O último evento organizado pelo Rui Lourenço Pereira (Qtª Wine Guide). O almoço/prova decorreu em Azeitão, nas instalações da José Maria da Fonseca. Dos 3 Bastardinhos e 9 Moscatéis provados, destaco os Moscatéis de 1952 (19,5), 1967 (18,5+) e 1973 (18,5+), na altura ainda nenhum deles estava engarrafado.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Rescaldo da ida ao Norte (I) : Bom Sucesso, Serralves e Póvoa

1.O Mercado do Bom Sucesso e o Hotel da Música
Em recente viagem ao Norte, com destino à Invicta, ficámos hospedados no Hotel da Música, localizado junto à Rotunda da Boavista e bem integrado no Mercado do Bom Sucesso, a versão portuense do lisboeta Mercado da Ribeira.
A estadia neste hotel teve a vantagem de nos resolver o problema dos jantares pois, sem sairmos à rua, tinhamos ali dezenas de alternativas petisqueiras, tendo optado por:
.O Caldeirão das Sopas
.O Forno do Leitão do Zé
.Risotto da Baixa
.El Argento (empanadas)
.Bubbles (tartes)
.Flor de Sal (bacalhau)
Quanto a bebidas para acompanhar, entre outras hipóteses, escolhi a banca Anolokiter, com uma boa oferta de cervejas, entre as quais as 1927, todas a 2,30 €:
.Bengal Amber IPA (nota 4,5 em 5)
.Bavaria Weiss (3,5)
.Munich Dunkel (4)
Resumindo e concluindo, jantei bem todas as noites por cerca de 10 € (comidas e bebidas).

2.Serralves
Um dos motivos que nos levou a viajar até ao Porto foi ver a exposição "I' m Your Mirror" da artista plástica Joana Vasconcelos, com mais de 30 peças e organizada pelo Museu Guggenheim de Bilbau, em parceria com o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, a maior parte das quais já conhecia, mas não me canso de ver.
Vista a exposição, poisamos no Restaurante de Serralves (2,5 *), um espaço simpático mas cujo buffet podia e devia ser melhor.
Bebi um copo de branco Malhadinhas 2017 (Cooperativa Agrícola do Távora) - austero, seco e gastronómico. Uma boa surpresa por 2,5 €. Nota 16,5.
O copo já vinha servido e a garrafa só foi mostrada a pedido. Não havia necessidade...

3.Solar das Iscas
Na sequência de um salto à Póvoa de Varzim, via metro, abancámos no Solar das Iscas (2,5 *), muito badalado pela Evasões e que fica no interior da Fortaleza Nossa Senhora da Conceição.
Da ementa petisqueira, provei:
.mãozinhas de vitela com feijão branco
.alheira fatiada grelhada
.iscas (entenda-se, pataniscas) de bacalhau
A comida até era saborosa, mas entre o pedido e a chegada dos petiscos demorou bem 1 hora! E a sala, que nem sequer estava lotada, só dá para 16 pessoas. Não se entende, de todo.
A acompanhar  um copo de branco Vila Régia 2017 (?), sem história e que já vinha servido.
Resumindo e concluindo, para esquecer!

terça-feira, 28 de maio de 2019

Curtas (CXII) : próximos eventos e um novo espaço

1.Próximos eventos
1.1.Douro TGV
Com organização da Regia - Douro Park, realiza-se nos claustros do Governo Civil de Vila Real, a 3ª edição do Douro TGV, que engloba 3 vertentes:
.Turismo (dia 29/5)
.Gastronomia (dia 30/5) - inclui um jantar
.Vinhos (dia 31/5) - comemora os 30 anos DOC Douro e os 30 anos de carreira do João Paulo Martins e inclui uma mostra de Vinhos e Sabores do Douro.
Entrada gratuita.
1.2.Brut Experience
Com organização de Luís Gradíssimo, em parceria com José Miguel Dentinho, realiza-se dia 1 de Junho no Lisbon Marriott Hotel (das 15 às 20 h), a 2ª edição deste evento que conta com mais de 100 espumantes à prova. Entrada 15 €, com direito a copo de prova.
Está, ainda, previsto um jantar vínico.
1.3.Lisboa /Tejo
Na sequência do Bairradão, as garrafeiras Néctar das Avenidas e Wines 9297 (em Telheiras), organizam a 1ª edição do Lisboa/Tejo, com produtores destas 2 Regiões.
O evento decorrerá no Hotel Real Parque (Av. Luis Bivar) e custará 5 €, com direito a copo de prova.
Oportunamente, serão divulgados os produtores presentes.

2.A Taylor's em Lisboa
A Taylor's abriu, recentemente, uma loja (no rés do chão) e salas de provas (no 1º andar), em plena Alfama e mesmo ao lado do Chafariz Del Rei. Das janelas do 1º piso avista-se o terminal de cruzeiros de Lisboa, cujos passageiros são um potencial de clientes a não desprezar. O espaço estará aberto todos os dias, entre as 11 e as 19h30, podendo-se provar uma série de vinhos da marca, desde o Porto Branco ao Vintage, passando pelo LBV e Tawnies de Idade. Também à prova estará o azeite Quinta de Vargellas. A acompanhar as provas, têm pão, queijos e enchidos.
No dia da inauguração, as poucas pessoas que acederam ao convite foram recebidas pela directora do Centro de Visitas (Anne-Marie Faustino) e pelo director de marketing (Richard Bowden). Tivemos, nessa altura, ocasião de provar o branco Chip Dry, o 20 Anos (engarrafado este ano) e o Vintage Vargellas 2012. O meu preferido foi, claramente, o Tawny.
No final, ainda tiveram a gentileza de oferecer a cada um de nós 1 garrafa de LBV 2014. O meu muito obrigado!
Contudo, fiquei sem perceber porque razão as outras marcas do grupo (Fonseca, Croft e Krohn) ficaram de fora. Já o mesmo aconteceu com a banca no Mercado da Ribeira. Mistérios insondáveis...

sábado, 25 de maio de 2019

Paulo Morais em Belém : Tsukiji - 4,5 *

Aconteceu no Domingo de Páscoa. A nossa mesa era a única ocupada e os empregados eram mais que os clientes, logo tivemos direito a um serviço de luxo.
O Tsukiji (nome de um mercado de peixe em Tóquio) ocupa um espaço do Hotel Jerónimo 8, onde esteve o Manuelino, mas do qual é inteiramente independente. É aqui que o Paulo Morais, o chefe português mais qualificado em cozinha asiática e cuja carreira tenho acompanhado desde os tempos do QB em Oeiras, está na hora do almoço (ao jantar estará no Kanasawa).
Espaço luminoso a espalhar-se por 3 salas e 1 wine bar, decoração de muito bom gosto, mesas bem aparelhadas, em contra-mão com a moda, copos Spiegelau, toalhas e guardanapos de pano.
As doses são pequenas, sendo aconselhável pedir 2 pratos por cabeça e partilhá-los. Dos 6 que vieram, nota muito alta para a tempura, as favas e a panqueca de atum, nota boa para o ouriço e o bacalhau e nota fraca para a cavala fumada. Quanto a sobremesas, 1 por cabeça, nota muito alta para o bolo de chocolate e boa para a bebinca e a "matcha".
Quanto à componente vínica, inventariei 6 espumantes (3 a copo), 6 champanhes (2), 42 brancos (9), 9 rosés (3), 30 tintos (4) e 8 sakés. Lista bem construída, com uma boa oferta a copo e os vinhos todos datados. Pena não constar nem cervejas artesanais nem fortificados.
Apesar das malvadezas do Joe, escolhi o Bacalhôa Chardonnay 2017 - cor doirada, citrinos e fruta de caroço, equilíbrio entre a acidez e a gordura, algum volume e final de boca. Uma boa surpresa que ligou bem com os pratos pedidos. Nota 17,5+.
A garrafa foi mostrada e dada a provar.
Com as sobremesas, foi-nos oferecido um copo de Casal de Santa Maria Colheita Tardia 2015, a cumprir bem a sua missão.
Serviço eficiente, profissional e simpático.
Resumindo e concluindo, o Tsukiji é um espaço altamente recomendável, para ir em ocasiões especiais.