quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Enoturismo no Minho (VI) : Palácio da Brejoeira e Qtª do Prazo

continuando...
1.Palácio da Brejoeira
No último dia deste passeio enoturístico pelo Minho, fomos visitar o Palácio da Brejoeira, monumento nacional desde 1910, cuja última proprietária foi a D. Hermínia Paes, até ser constituída uma SA em 1999, tendo ficado como gestor o Emílio Magalhães, antigo braço direito do José Casais na Vinalda.
Curiosamente, enquanto andei profissionalmente pelo mundo do vinho, não consegui visitar este Palácio, o qual só abriu a visitas em 2010. Surgiu agora a oportunidade, através da Tryvel, de conhecer este imperdível espaço, não só o Palácio, como também o bosque e os jardins.
A 1ª colheita do Palácio da Brejoeira Alvarinho data de 1976. Já lá vão mais de 40 anos!
A título de curiosidade e para memória futura, o primeiro Alvarinho a ser objecto de crítica e classificação foi o da colheita de 1987 e consta no 1º guia de vinhos publicado em Portugal , o Guia de Vinhos Portugueses 1990, mais conhecido pelo Guia da Comporta, cujos autores Ponte Fernandes e Nelson Heitor o classificaram com 6 copos (num máximo de 7). Não consta mais nenhum Alvarinho de nomeada.
Continuando a pesquisa, no 1º guia do saudoso José A. Salvador, o Roteiro de Vinhos Portugueses 1991, a colheita de 1988 mereceu 4 estrelas (em 5). Também não consta mais nenhum Alvarinho de topo.
Finalmente, no 1º guia do João Paulo Martins, o Vinhos de Portugal 1995, a colheita de 1993 foi classificada com Bom+ (a 5ª nota mais alta numa escala de 8). Neste guia já aparece o Soalheiro Alvarinho 1993 com a nota máxima (Excelente). Os vinhos do Anselmo Mendes ainda estavam para nascer.
2.Qtª do Prazo
Após a visita ao Palácio da Brejoeira que me vai ficar na memória, rumámos à Qtª do Prazo para almoçarmos antes do regresso a Lisboa. Eu já conhecia o restaurante e tinha uma memória dele que não era de paixão. Agora foi a confirmação. A proprietária e chefe Amaya Guterres, Garfo de Ouro do Boa Cama Boa Mesa em 2013, está neste momento mais vocacionada para multidões em casamentos, baptizados e outras festas. Uma pena...
O que comemos e bebemos:
.uma série de salgados, uns melhores que outros
.lampreia de escabeche, pouco consensual
.javali com favinhas e puré de castanhas
.bolo de chocolate  com gelado de amêndoa e mel
acompanhados pelos vinhos
.QM Alvarinho 2016 (fresco e agradável)
.Entre 2 Mares Alvarinho (acidez e gás em excesso)
.Cistus 2015 tinto (imbebível, pois foi servido à temperatura ambiente)
Por simpatia do Paulo Fonseca, marido da Amaya, gestor e chefe de sala deste espaço, perante a minha insatisfação para com os vinhos servidos, abriu uma garrafa do QM Vinhas Velhas Alvarinho 2016, este já num nível de qualidade apreciável.
Serviço atrapalhado, com os vinhos a serem servidos já a comida estava na mesa, e copos apenas aceitáveis.
De espantar o diploma "Serviço de qualidade em vinho a copo", atribuído em 2013 pela ViniPortugal, de que, passados 4 anos, já não serão merecedores.
Resumindo e concluindo, este passeio enogastronómico pelo Douro teve uma qualidade mais que evidente, com alguns momentos muito altos, tendo sido a Qtª do Prazo o elo mais fraco.
O Rui Nobre e a Maria João Almeida estão de parabéns!
Como costumam dizer as agências de viagem: fim dos meus serviços...

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