quinta-feira, 12 de julho de 2018

Almoço com vinhos fortificados (28ª sessão) : uma jornada memorável em Azeitão

A convite dos anfitriões, o casal Carlota/Adelino, o auto denominado Grupo dos Madeiras, reforçado com um dos F (Frederico Oom), participou numa grande e memorável jornada em Azeitão, onde foram provados/bebidos 9 vinhos (1 espumante, 2 brancos, 2 tintos e 4 fortificados), todos da garrafeira do Adelino.
Com os rótulos à vista, desfilaram:
.Verdelho o original by António Maçanita 2014 em magnum (garrafa nº 8/90) - fresco e mineral, presença de citrinos, boa acidez, volume e final de boca médios. Um branco açoriano deveras original. Nota 17,5.
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2008 - simultaneamente fresco e com gordura, acidez equilibrada, volume e final de boca assinaláveis. Complexo e gastronómico, a evoluir muito bem. Nota 18 (noutras situações 16,5/17/17).
.Espumante Qtª das Bageiras 2004 (não cheguei a provar).
Estes brancos acompanharam frutos secos, salgados, presunto e choco frito.
.Qt Vale Meão 2011 - ainda com muita fruta, acidez no ponto, especiado, taninos presentes mas civilizados, volume assinalável e final de boca muito extenso. Imponente e complexo, a beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18,5+ (noutra 18,5).
.Ferreirinha Reserva Especial 2001 - aroma não muito agradável, notas vegetais e metálicas. Está na curva descendente ou era uma garrafa avariada? Quem o provou recentemente, que o diga.
Estes tintos harmonizaram com espetadas de carne barrosã (deliciosa), fruta e abóbora.
.Noval Vintage 1968 - ainda com fruta, notas de frutos secos, alguma acidez, taninos presentes, algum volume e final de boca. Perfil próximo de um tawny. Nota 17,5.
Acompanhou com queijo de ovelha amanteigado.
.Moscatel 1900 José Maria da Fonseca - presença de frutos secos e citrinos, acidez equilibrada, taninos macios, estrutura e final de boca assinaláveis. Grande complexidade de um Moscatel com mais de 100 anos. Nota 18,5.
.Niepoort Garrafeira 1938 (engarrafado em 1943 e decantado em 1977) - presença de frutos secos, iodo e caril, acidez no ponto, algum volume e final de boca interminável. Perfil próximo de um Madeira. Nota 19.
Estes fortificados acompanharam frutos secos e doces diversos.
.Artur Barros e Sousa Boal 1860 - ainda muito fresco, presença de frutos secos e vinagrinho, notas de caril, iodo e brandy, taninos civilizados, volume apreciável e final de boca interminável. Complexo e sublime, um dos vinhos da minha vida! Nota 19,5.
Foi uma grande e excepcional sessão de convívio, gastronomia e, muito especialmente, vinhos que não estarão acessíveis à maioria dos enófilos.
No final, cada um dos participante levou para casa um Porto Vintage Taylor's, inesperada e muito simpática oferta do anfitrião. Roam-se de inveja, enófilos de todo o mundo!
Obrigado, Carlota! Duplamente obrigado (pela jornada e pela oferta), Adelino!

Sem comentários:

Enviar um comentário