sábado, 11 de agosto de 2018

Cerveja artesanal versus vinho a copo

1.Uma introdução
Desde que "descobri" as cervejas artesanais, a minha escolha está feita. A velha imperial está fora de questão, já não a consigo tragar. Quando vou a um restaurante e se o mesmo tiver alguma cerveja artesanal, ou mesmo a 1927, a semi-artesanal da Super Bock (superior à Bohemia, a semi-artesanal da Sagres), não hesito. É bem melhor do que beber um vinho a copo banal, quase sempre o da casa, e mais caro.
E não é por acaso que a cerveja artesanal, além de estar na moda, despertou o interesse de alguns produtores de vinho (a Herdade do Esporão que comprou a Sovina, a Qtª La Rosa, a Qtª do Gradil e o Dirk Niepoort que já produzem as suas próprias marcas, além de parcerias avulsas com o Anselmo Mendes e Qtª do Portal) e mereceu já uma atenção esclarecida  por parte de alguma comunicação social.
No espaço de pouco mais de 1 mês, a Fugas de 30 de Junho dedicou-lhe um extenso artigo de 8 páginas, assinado por Luís Octávio Costa (LOC), jornalista do Público, e a Vinho Grandes Escolhas, saída há dias, pela pena do jornalista José Miguel Dentinho (JMD), debruçou-se sobre o mesmo tema, também ao longo de 8 páginas. Curiosamente, também na Fugas (27 de Julho), o Miguel Esteves Cardoso, muito conservador em termos vínicos e não só, fez o seu acto de contrição e aderiu à excelência da cerveja artesanal.
Na blogosfera, que eu me tivesse apercebido, apenas no "Comer Beber Lazer" e no "Joli" foram comentadas cervejas artesanais.

2.A Fugas
No artigo acima mencionado, publicado com o título "Quando a cerveja é tratada como vinho" e assinado por LOC, o autor refere "(...) Uma nova onda de produtores artesanais está a combinar cerveja e vinificação para criar cervejas únicas perfeitas para os amantes do vinho (...)". Além do artigo principal, dedica outro à cerveja "Dois Corvos" e outro ainda a "Esporão e Sovina", onde a propósito sublinha a atitude do João Roquette, em querer "fazer crescer em Portugal uma cultura da cerveja artesanal".

3.Grandes Escolhas
No nº de Agosto desta revista o jornalista JMD assina 3 artigos, sendo o 1º "Criatividade e Paixão", uma introdução ao tema onde refere "São já quase uma centena as marcas de cervejas criadas por pequenos produtores, dando corpo à categoria a que se convencionou chamar cerveja artesanal. Um nome apropriado, já que em cada copo destas cervejas está um pouco do empenho, da paixão e da capacidade de quem a produz". O 2º "Esporão aposta no sector cervejeiro" (a compra da Sovina pela Herdade do Esporão) e o 3º "Do vinho à cerveja artesanal" (a propósito da produção da Qtª La Rosa, já com 2 cervejas e uma 3ª na forja).

4.Uma conclusão (a minha)
Que eu saiba (e corrijam-me se estiver enganado), o único ponto de venda de vinhos de prestígio que aderiu às cervejas artesanais é o novo espaço da loja gourmet do Corte Inglês. Uma pena que não haja mais lojas ou garrafeiras de referência a cavalgar esta nova e desafiante onda.
Atrevo-me a afirmar que este fenómeno da cerveja artesanal veio atrasado 10 anos ou mais, pois se fosse no tempo da saudosa e emblemática Coisas do Arco do Vinho, as suas portas estariam abertas a esta nova aposta.

2 comentários:

  1. Olá Francisco, a Wines 9297 desde o dia zero que tem uma pequena secção de cervejas arresanais. Não é uma grande oferta mas tem. Parabéns por mais esta publicação, é sempre um prazer lê-lo.

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  2. Caro Jorge,
    Obrigado pela correcção. Não sabia de todo, mas fico satisfeito.
    Abraço

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