Já conhecia este restaurante, que faz parte da selecção dos Amigos do Vinho, e confirmo :
.Pontos fortes
.carta de vinhos extensa e bem seleccionada
.preços imbatíveis
.bons copos (Riedel)
.armários térmicos em profusão, embora tivesse ficado na dúvida quanto às temperaturas
.serviço profissional
.Pontos fracos
.vinhos a copo reduzidos ao mínimo, o que é indesculpável neste espaço que também funciona como wine bar
.à falta de uma, duas televisões ligadas (!?)
Bebeu-se a copo um branco das Rias Baixas, Davide Alvarinho (sic) 08, estagiado em madeira. Aroma discreto, muito mineral, gordo na boca, boa acidez a equilibrar, bom final de boca. Tanto o rótulo como o contra-rótulo estavam em português, a pedido do restaurante. Nota 16+.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Adega dos Frades, a surpresa
A Adega dos Frades é o restaurante do Hotel Villa Batalha (4*) inaugurado em 2009 e do qual não tinha qualquer referência. O Villa Batalha é um bonito e confortavel hotel e o seu restaurante, com o Carlos Rafael (ex - Vinho em Qualquer Circunstância) na sala e o chefe Miguel Silva nos tachos, um deslumbramento. Além de uma cozinha moderna e imaginativa, o restaurante tem uma excelente carta de vinhos, toda datada, com quase tudo do melhor que se faz por cá e a preços cordatos. Bons copos, temperaturas controladas e serviço muito profissional são as restantes mais valias. Um único senão, que vai sendo regra geral : o vinho a copo está praticamente ausente.
De qualquer modo deveria ser incluído na lista dos restaurantes Amigos do Vinho (à atenção da Revista de Vinhos).
Bebeu-se o PAPE 07, muito fino e elegante, com muito boa madeira, ainda frutado, notas de tabaco, chocolate, especiarias, taninos presentes sem agressividade, excelente acidez, final longo. Nota 18.
No final da refeição foi-nos oferecido um belíssimo Rozés 10 Anos.
Qualidade e simpatia, em resumo.
De qualquer modo deveria ser incluído na lista dos restaurantes Amigos do Vinho (à atenção da Revista de Vinhos).
Bebeu-se o PAPE 07, muito fino e elegante, com muito boa madeira, ainda frutado, notas de tabaco, chocolate, especiarias, taninos presentes sem agressividade, excelente acidez, final longo. Nota 18.
No final da refeição foi-nos oferecido um belíssimo Rozés 10 Anos.
Qualidade e simpatia, em resumo.
Sabores de Itália, a confirmação
Nova visita a este espaço de grande qualidade veio confirmar os elogios tecidos na minha crónica de 13/6. Uma boa notícia : a carta de vinhos já está organizada (óptima selecção, as novidades especiais foram contempladas, tudo datado, preços não especulativos). Bom serviço (mantém-se o profissionalismo dos sempre presentes Norberto/Maria João e respectiva equipa), temperaturas adequadas e copos de qualidade. É pena faltarem os vinhos a copo mas, dizem-me, a clientela do restaurante ainda não aderiu.
Já deveria ter entrado para a lista dos restaurantes Amigos do Vinho, actualizada mensalmente pela Revista de Vinhos.
Já deveria ter entrado para a lista dos restaurantes Amigos do Vinho, actualizada mensalmente pela Revista de Vinhos.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Jantar no Salsa & Coentros
Este restaurante tem uma mais valia : o dono, José António Duarte de seu nome, está sempre presente com a sua simpatia e o seu profissionalismo, o que não é muito frequente na concorrência. Dar a cara, para o bem e para o mal, é meio caminho andado para fidelizar clientes. Aliado a esta postura temos uma cozinha de qualidade, preferencialmente alentejana, a preços sensatos. Comi um arroz de perdiz já desossada imperdível.
Carta de vinhos com uma boa selecção, bons copos, bom serviço e temperaturas adequadas. Apenas um aspecto a corrigir : oferta de vinhos a copo diminuta.
Bebi o Herdade das Servas (uma das marcas alentejanas mais consistentes) Touriga Nacional 05. Aroma muito floral, taninos ainda presentes mas macios, bom final de boca. Atingiu o seu apogeu e não vale a pena continuar a guardá-lo. Nota 16,5+.
Recomendo esta casa que já é uma referência em Lisboa.
Carta de vinhos com uma boa selecção, bons copos, bom serviço e temperaturas adequadas. Apenas um aspecto a corrigir : oferta de vinhos a copo diminuta.
Bebi o Herdade das Servas (uma das marcas alentejanas mais consistentes) Touriga Nacional 05. Aroma muito floral, taninos ainda presentes mas macios, bom final de boca. Atingiu o seu apogeu e não vale a pena continuar a guardá-lo. Nota 16,5+.
Recomendo esta casa que já é uma referência em Lisboa.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
E já lá vão mais de 100 anos
Desde que foi organizado em 1909, pela Sociedade Propaganda de Portugal, o 1º Curso de Formação Profissional para empregados de hotel, com uma duração teórica de 6 meses, acrescida de outros tantos de prática. É curioso saber, há distância de 100 anos, que disciplinas eram ministradas (respeitei a ortografia da época) e em quantas horas semanais (a indicar entre parêntesis).
1ª Francez (7,5)
2ª Inglez (4,5)
3ª Calligraphia e Dactylographia (2)
4ª Serviço de Informações (entenda-se locais de interesse turístico, monumentos, termas, praias, alojamentos, transportes e respectivos horários, tarifas postais, etc) (2)
5ª Víveres e Culinária (6)
6ª Serviço de Hotel (6)
Esta curiosa informação pode ser vista no decorrer da exposição VIAJAR Viajantes e Turistas à Descoberta de Portugal, patente num dos Torreões do Terreiro do Paço, e integrada nas Comemorações do Centenário da Implantação da República. No outro Torreão pode ser visto CORPO Estado, Medicina e Sociedade no Tempo da I República. A exposição principal Viva a República! 1910-2010 encontra-se na Cordoaria. São ainda visitáveis as exposições POVO-PEOPLE no Museu da Electricidade e O Jogo da Política Moderna (Desenho Humorístico e Caricatura na I República) nos Paços do Conselho. Estão todas muito bem organizadas, são didáticas e recomenda-se a sua visita.
Voltando à formação dos empregados de hotel, constatamos que nas 24 horas semanais, nem 1 minuto se dedicava aos vinhos e seu serviço. Imagino que houvesse pouco conhecimento vitivinícola e que o serviço de vinhos fosse um desastre. Mas, decorridos 100 anos como estamos? Continuamos mal : os profissionais da restauração, salvo algumas honrosas excepções, têm pouca ou nenhuma formação e não cumprem os mínimos no serviço de vinhos. Os responsáveis não investem e ter um escanção é um verdadeiro luxo!
1ª Francez (7,5)
2ª Inglez (4,5)
3ª Calligraphia e Dactylographia (2)
4ª Serviço de Informações (entenda-se locais de interesse turístico, monumentos, termas, praias, alojamentos, transportes e respectivos horários, tarifas postais, etc) (2)
5ª Víveres e Culinária (6)
6ª Serviço de Hotel (6)
Esta curiosa informação pode ser vista no decorrer da exposição VIAJAR Viajantes e Turistas à Descoberta de Portugal, patente num dos Torreões do Terreiro do Paço, e integrada nas Comemorações do Centenário da Implantação da República. No outro Torreão pode ser visto CORPO Estado, Medicina e Sociedade no Tempo da I República. A exposição principal Viva a República! 1910-2010 encontra-se na Cordoaria. São ainda visitáveis as exposições POVO-PEOPLE no Museu da Electricidade e O Jogo da Política Moderna (Desenho Humorístico e Caricatura na I República) nos Paços do Conselho. Estão todas muito bem organizadas, são didáticas e recomenda-se a sua visita.
Voltando à formação dos empregados de hotel, constatamos que nas 24 horas semanais, nem 1 minuto se dedicava aos vinhos e seu serviço. Imagino que houvesse pouco conhecimento vitivinícola e que o serviço de vinhos fosse um desastre. Mas, decorridos 100 anos como estamos? Continuamos mal : os profissionais da restauração, salvo algumas honrosas excepções, têm pouca ou nenhuma formação e não cumprem os mínimos no serviço de vinhos. Os responsáveis não investem e ter um escanção é um verdadeiro luxo!
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Almoço no Nectar
O Nectar é um restaurante wine bar e fica na Rua dos Douradores, em Lisboa.
Para quem se intitula de wine bar, a lista de vinhos é curta, embora a selecção, situada na gama média seja interessante. De qualquer modo, ficaria bem incluirem 2 ou 3 vinhos de referência. Por outro lado, para um wine bar, a oferta de vinho a copo é manifestamente insuficiente : meia dúzia de referências! Mais grave ainda, os tintos estão todos à temperatura ambiente! Os copos são adequados à função, mas a quantidade é a olho. Serviço atrapalhado sem cumprir os mínimos.
Bebi, ou melhor, fui obrigado a beber um branco (os tintos estavam todos quentes, como já disse). Avançou o Qtª do Perdigão Reserva 09 (Dão). É uma boa estreia deste produtor de tintos. Aroma discreto, fruta (melão?)algo tapada pela madeira, boa acidez, volume e final de boca acima da média. Um vinho com personalidade. Nota 16,5.
Em conclusão, ou melhoram o serviço de vinhos ou retiram o "wine bar" do nome do restaurante.
Para quem se intitula de wine bar, a lista de vinhos é curta, embora a selecção, situada na gama média seja interessante. De qualquer modo, ficaria bem incluirem 2 ou 3 vinhos de referência. Por outro lado, para um wine bar, a oferta de vinho a copo é manifestamente insuficiente : meia dúzia de referências! Mais grave ainda, os tintos estão todos à temperatura ambiente! Os copos são adequados à função, mas a quantidade é a olho. Serviço atrapalhado sem cumprir os mínimos.
Bebi, ou melhor, fui obrigado a beber um branco (os tintos estavam todos quentes, como já disse). Avançou o Qtª do Perdigão Reserva 09 (Dão). É uma boa estreia deste produtor de tintos. Aroma discreto, fruta (melão?)algo tapada pela madeira, boa acidez, volume e final de boca acima da média. Um vinho com personalidade. Nota 16,5.
Em conclusão, ou melhoram o serviço de vinhos ou retiram o "wine bar" do nome do restaurante.
domingo, 22 de agosto de 2010
Almoço na Maria Pimenta
Este restaurante fica na antiga Fábrica da Pólvora, em Barcarena, um espaço recuperado há já alguns anos com muito bom gosto. O meio envolvente também é espectacular. É dos sítios mais agradáveis que conheço para passear e para se estar, o ideal para quem tenha crianças pequenas ou mais crescidas. Infelizmente o restaurante não está à altura. Ementa curta e pouco interessante, apresentada numa ardósia (se fica bem na Taberna 2780, neste espaço é de mau gosto), guardanapos de papel o mais foleiros que se possa imaginar, lista de vinhos totalmente desinteressante e sem datas de colheita, alguns (poucos) a copo. Os copos postos na mesa eram fracos, mas vislumbrei outros aceitáveis num expositor. Bebi àgua, pois claro!
Numa outra sala, mais ou menos reservada, tanto os copos como os guardanapos eram francamente melhores. Seria a sala dos amigos da C.M.Oeiras?
Não tem Visa e o MB não funcionava (por acaso levava dinheiro comigo; e se não levasse? aquilo fica no meio do deserto...). Só desgraças !
Ó Dr. Isaltino, assim fica mal na fotografia!
Numa outra sala, mais ou menos reservada, tanto os copos como os guardanapos eram francamente melhores. Seria a sala dos amigos da C.M.Oeiras?
Não tem Visa e o MB não funcionava (por acaso levava dinheiro comigo; e se não levasse? aquilo fica no meio do deserto...). Só desgraças !
Ó Dr. Isaltino, assim fica mal na fotografia!
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