segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Quem tem saudades do BOCA?
Para quem tiver saudades do CARM BOCA 2004 ou quem ainda não teve a oportunidade de o provar aqui fica uma dica. Este vinho, que foi o mais vendido nos 13 anos e meio que fomos os responsáveis pelas CAV (eu e o Juca), pode ser bebido na Real Marisqueira Nune's (R.Bartolomeu Dias,120 tel 213019899). Além de ser especializado em marisco, este restaurante tem uma componente de peixe muito forte que se recomenda. O BOCA custa 23 € no Nunes, que é um preço aceitável para a qualidade do vinho. Mais referências sobre o BOCA podem ser encontradas nas crónicas de 19/3, 16/5, 27/5 e 23/7.
domingo, 10 de outubro de 2010
O Alma continua em alta
Revisitei o Alma e mantenho os elogios da crónica anterior, isto é, nota alta para a cozinha, ambiente e serviço (muito profissional e, simultaneamente, simpático). Desta vez o Henrique Sá Pessoa estava e andou de mesa em mesa, o que cai bem junto da clientela. É um dos chefes mais prestigiados e, apesar disso, é bem simples e nada empertigado. Foi a cereja em cima do bolo!
Começou-se com um branco Maritávora 07, discretamente floral, acidez a dar-lhe frescura, boca bem presente sem ser excessiva, todo ele muito equilibrado. Óptimo para a meia estação. Nota 16,5+. O tinto foi o Vale Meão 00, que está em excelente forma e durará mais meia dúzia de anos. Côr ainda carregada, alguma fruta, especiado, grande volume de boca e final longo. Grande vinho! Nota 18,5+ (noutras situações 16,5/18/17/18/18,5+/17,5/18,5/18,5).
Começou-se com um branco Maritávora 07, discretamente floral, acidez a dar-lhe frescura, boca bem presente sem ser excessiva, todo ele muito equilibrado. Óptimo para a meia estação. Nota 16,5+. O tinto foi o Vale Meão 00, que está em excelente forma e durará mais meia dúzia de anos. Côr ainda carregada, alguma fruta, especiado, grande volume de boca e final longo. Grande vinho! Nota 18,5+ (noutras situações 16,5/18/17/18/18,5+/17,5/18,5/18,5).
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Prova e Jantar Sogevinus. Aditamento.
Falhou-me a informação que, mais uma vez, tanto a prova como o serviço de vinhos no jantar, teve a mão competente da escanção Teresa Gomes. Mais vale tarde do que nunca!
Assinatura a preços de crise
Para quem não saiba, o restaurante do chefe Henrique Mouro pratica, ao almoço, preços condizentes com a actual situação financeira. Só o prato 18 €, entrada+prato ou prato+sobremesa 21 € e entrada+prato+sobremesa 24 €. De notar que estes preços incluem couvert, água e café. Convenhamos que os preços praticados pelo Assinatura são muito acessíveis. Os vinhos a copo da semana também têm preços módicos. Na semana que agora termina, o branco Rebouça Alvarinho 08 custa 3 € e o tinto Altas Quintas 06 4 €. Não há desculpas para não se beber um copo à refeição.
Optei por acompanhar o almoço (folhadinho de codorniz, filete de peixe espada e salada de frutas) com o Rebouça. Belíssimo Alvarinho, muito floral e fresco, elegante e equilibrado, boa presença na boca. Óptimo para a meia estação. Nota 16,5.
Finalmente é de registar com muito agrado a ida às mesas do Henrique Mouro. Só lhe fica bem e os clientes agradecem.
Optei por acompanhar o almoço (folhadinho de codorniz, filete de peixe espada e salada de frutas) com o Rebouça. Belíssimo Alvarinho, muito floral e fresco, elegante e equilibrado, boa presença na boca. Óptimo para a meia estação. Nota 16,5.
Finalmente é de registar com muito agrado a ida às mesas do Henrique Mouro. Só lhe fica bem e os clientes agradecem.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Cozinha Velha revisitada. Pazes feitas.
Afinal tudo não passou de um mal entendido. Para o futuro deve ligar-se para a recepção da Pousada (214356158), e pedir que passem a chamada para o restaurante (não tem telefone directo). Pode-se levar vinho de casa, custando o serviço de rolha 15 € por garrafa. Convém falar com o Paulo Cunha, responsável pelo serviço de vinhos e um excelente profissional. Almocei na Cozinha Velha no passado Domingo, com um grupo de amigos. O bufete (25 € por pessoa, sem bebidas) continua com qualidade elevada e recomenda-se. Nesta última visita bebeu-se o Morgado Stª Catherina 09 que me surpreendeu pela positiva, nariz complexo, boa arquitectura de boca e excelente acidez.É um belíssimo arinto que vai durar ainda mais alguns anos. Está uns furos acima da versão 08 e é pena que não tivesse sido incluído no recente painel de brancos organizado pela RV. Nota 17. E também o Convento de Tormina 08, um tinto alentejano agradável, guloso e fácil de beber, mas que se esquece rapidamente. Nota 16.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Ainda o Guia do JPM
Pareceu-me interessante fazer uma análise comparativa de "Os Melhores do Ano" nos Guias 2011,2010 e 2009 e tentar tirar algumas ilacções sobre as escolhas do JPM.
Notas :
(a) deixei de fora espumantes e vinhos com castas estrangeiras
(b) o nº de brancos ficou entre parentesis
REGIÃO 2011 / 2010 /2009
.V.Verdes (Alvarinhos) 0 / 2 / 0
.Douro 8(2) / 7 / 8(1)
.Dão 1(1) / 2(1) / 3
.Bairrada/Beiras 0 / 0 / 1
.Lisboa/Estremadura 1 / 1 / 1
.Tejo/Ribatejo 0 / 1 / 0
.Palmela/T.Sado 0 / 1 / 1
.Alentejo 5 / 2 / 2
.Porto Vintage/LBV 1 / 4 / 1(LBV)
.Porto Tawny/Colheita 5 / 2 / 6
.Moscatel 1 / 1 / 1
.Madeira 0 / 0 / 0
Leituras possíveis, a partir da análise deste quadro resumo :
1.Os brancos têm vindo a consolidar a sua posição relativa (6,25 % no 2009 e 20 % no 2011
2.Os tintos do Douro têm sido os grandes vencedores
3.Os tintos do Alentejo só no último guia se aproximaram do Douro
4.Os tintos do Dão têm vindo a perder posição
5.O Porto Vintage só se impôs com a colheita de 2007, com as outras perdeu em toda a linha para os colheitas e tawnies velhos
6.Não aparece um único vinho Madeira a merecer estar entre os melhores, apesar de todos os anos aparecerem novos engarrafamentos. É uma grande injustiça! Óh JPM tem que estar mais atento aos Madeiras que têm saído últimamente das mãos do Francisco Albuquerque.
Notas :
(a) deixei de fora espumantes e vinhos com castas estrangeiras
(b) o nº de brancos ficou entre parentesis
REGIÃO 2011 / 2010 /2009
.V.Verdes (Alvarinhos) 0 / 2 / 0
.Douro 8(2) / 7 / 8(1)
.Dão 1(1) / 2(1) / 3
.Bairrada/Beiras 0 / 0 / 1
.Lisboa/Estremadura 1 / 1 / 1
.Tejo/Ribatejo 0 / 1 / 0
.Palmela/T.Sado 0 / 1 / 1
.Alentejo 5 / 2 / 2
.Porto Vintage/LBV 1 / 4 / 1(LBV)
.Porto Tawny/Colheita 5 / 2 / 6
.Moscatel 1 / 1 / 1
.Madeira 0 / 0 / 0
Leituras possíveis, a partir da análise deste quadro resumo :
1.Os brancos têm vindo a consolidar a sua posição relativa (6,25 % no 2009 e 20 % no 2011
2.Os tintos do Douro têm sido os grandes vencedores
3.Os tintos do Alentejo só no último guia se aproximaram do Douro
4.Os tintos do Dão têm vindo a perder posição
5.O Porto Vintage só se impôs com a colheita de 2007, com as outras perdeu em toda a linha para os colheitas e tawnies velhos
6.Não aparece um único vinho Madeira a merecer estar entre os melhores, apesar de todos os anos aparecerem novos engarrafamentos. É uma grande injustiça! Óh JPM tem que estar mais atento aos Madeiras que têm saído últimamente das mãos do Francisco Albuquerque.
sábado, 2 de outubro de 2010
O Protocolo da Presidência da República precisa de reciclagem...
No âmbito das Comemorações do Centenário da Implantação da República no Palácio de Belém, organizadas pelo Museu da Presidência da República (PR), é possivel visitar parte do Palácio e os jardins. A entrada livre mantém-se até às 21h30 do dia 5 de Outubro.
Foi assim que tive a oportunidade de observar a sala de jantar, destinada ao repasto dos convidados oficiais da PR. A mesa está posta para meia dúzia de pessoas. Mas como é possível que o protocolo da PR ainda esteja atrasado algumas dezenas de anos? Os copos parecem aqueles que as nossas avós utilizavam. Cada lugar tem 4 copos, sendo 2 para os vinhos de mesa (falta o da água, o maior, segundo me esclareceram): para brancos (o médio) e tintos(o mais pequeno), sem serem totalmente lisos. Os restantes (um todo vermelho e o outro minúsculo) para os licores, segundo informação de uma funcionária. Então e os Siza Vieira, oficialmente recomendados pelo IVDP?, indaguei eu. Desconheço, foi a resposta.
O Protolo da PR precisa mesmo de reciclagem a sério. E o IVDP não pode dar uma mãozinha?
Um apontamento final : a loja do museu tem um único vinho à venda, o tinto Monte dos Cabaços 2002, engarrafado para o Museu da República (12,50 €).Ó Margarida Cabaço, que grande cunha!
Foi assim que tive a oportunidade de observar a sala de jantar, destinada ao repasto dos convidados oficiais da PR. A mesa está posta para meia dúzia de pessoas. Mas como é possível que o protocolo da PR ainda esteja atrasado algumas dezenas de anos? Os copos parecem aqueles que as nossas avós utilizavam. Cada lugar tem 4 copos, sendo 2 para os vinhos de mesa (falta o da água, o maior, segundo me esclareceram): para brancos (o médio) e tintos(o mais pequeno), sem serem totalmente lisos. Os restantes (um todo vermelho e o outro minúsculo) para os licores, segundo informação de uma funcionária. Então e os Siza Vieira, oficialmente recomendados pelo IVDP?, indaguei eu. Desconheço, foi a resposta.
O Protolo da PR precisa mesmo de reciclagem a sério. E o IVDP não pode dar uma mãozinha?
Um apontamento final : a loja do museu tem um único vinho à venda, o tinto Monte dos Cabaços 2002, engarrafado para o Museu da República (12,50 €).Ó Margarida Cabaço, que grande cunha!
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