terça-feira, 26 de outubro de 2010
Provas no Ritz
A convite da Decante Vinhos, uma dos mais sérias, competentes e com melhor portfólio das empresas de distribuição que conheço, passei pelo Ritz para rever amigos e provar alguns vinhos. Fiquei-me praticamente pelos brancos, com receio que os tintos me encortiçassem a boca e me encapacitassem para mais um jantar-prova de vinhos com o Núcleo Duro. Ficaram-me na memória, pela positiva, os consagrados Quinta do Ameal (Loureiro 09 e Escolha 08), Nossa 09, Herdade Grande Colheita Seleccionada 09, Pó de Poeira 09 e a grande surpresa que é o Qtª Seara d'Ordens Reserva 09 (disseram-me que ia estar no mercado a um preço muito acessível).
Almoço no Fiorde
É uma grata surpresa este restaurante localizado em Tires. Sala modesta, ambiente informal, clientela do bairro, boa matéria prima, boa confecção, doses generosas e preços de acordo com o orçamento para 2011. O dono, Armindo Almeida de seu nome, é a alma do negócio. Já andou pela Noruega e daí o nome dado ao restaurante. Comeu-se um belíssimo caril de gambas e peixe (do mar) na grelha. Na época a lampreia atrai clientes de todo o lado, segundo o patrão (isto é um recado para os militantes da dita). Serviço simpático e despachado.
Quanto a vinhos é que o panorama não é brilhante. Lista curta e nada imaginativa, sem datas de colheita, copos na mesa desadequados. A pedido vieram outros aceitáveis, mas com a marca de um produtor. Serviço de vinhos a condizer. Mas 2 boas notícias : os vinhos são baratíssimos e podem-se levar as bombas que tivermos em casa, sem custos.
Bebeu-se o branco Adega de Vila Real Reserva 09. Muito frutado, alguma complexidade aromática, belíssima acidez, boa presença na boca. Nota 16+. Acompanhou bem o caril e o peixe grelhado. É dificil não gostar. Preço de saldo. Um achado.
Aconselha-se vivamente o Fiorde, mas convém marcar e levar GPS!
Quanto a vinhos é que o panorama não é brilhante. Lista curta e nada imaginativa, sem datas de colheita, copos na mesa desadequados. A pedido vieram outros aceitáveis, mas com a marca de um produtor. Serviço de vinhos a condizer. Mas 2 boas notícias : os vinhos são baratíssimos e podem-se levar as bombas que tivermos em casa, sem custos.
Bebeu-se o branco Adega de Vila Real Reserva 09. Muito frutado, alguma complexidade aromática, belíssima acidez, boa presença na boca. Nota 16+. Acompanhou bem o caril e o peixe grelhado. É dificil não gostar. Preço de saldo. Um achado.
Aconselha-se vivamente o Fiorde, mas convém marcar e levar GPS!
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Almoço na Tia Alice
Já há algum tempo que não entrava nesta "catedral", que continua nas mãos da família (apenas um dos filhos na sala enquanto que os outros 2 já estão na cozinha). A vertente gastronómica continua com muita qualidade. Degustaram-se os pratos emblemáticos que fizeram desta casa uma referência nacional, o bacalhau gratinado e o arroz à transmontana. Excelentes, ambos.
A carta de vinhos melhorou imenso e está ao nível das melhores que conheço. Bem organizada, muito didáctica, extensa, excelente selecção de vinhos, incluindo champanhe e generosos, tudo datado, e uma invulgar colecção de whiskies e aguardentes velhas. Ponto fraco : oferta reduzida de vinhos a copo. Preços acessíveis em geral, embora com alguns (poucos) exageros. Bons copos (Riedel), embora me tivesse parecido que nem todas as mesas tiveram essa "benesse". O restaurante tem os tintos a uma temperatura controlada de 18º, o que me parece excessivo. Explicação do responsável : os clientes já se queixam que os vinhos vêm frios para a mesa! O serviço cumpriu os mínimos (penso que durante a semana é mais cuidado).
Resta esclarecer que fui no fim de semana e que tive que optar por um dos turnos, 12h30 ou 14h30 , o que não é do meu agrado mas compreendo. E tem mais uma sala. Pudera, os fiéis são muitos! Fico com a preocupação que o Tia Alice poderá estar à beira de se industrializar. Oxalá que não.
Bebeu-se o Churchill Reserva 07 - aroma discreto, frutos vermelhos, boa acidez, guloso, com algum corpo e bom final de boca. Boa relação preço/qualidade. Recomendo vivamente. Nota 17.
A carta de vinhos melhorou imenso e está ao nível das melhores que conheço. Bem organizada, muito didáctica, extensa, excelente selecção de vinhos, incluindo champanhe e generosos, tudo datado, e uma invulgar colecção de whiskies e aguardentes velhas. Ponto fraco : oferta reduzida de vinhos a copo. Preços acessíveis em geral, embora com alguns (poucos) exageros. Bons copos (Riedel), embora me tivesse parecido que nem todas as mesas tiveram essa "benesse". O restaurante tem os tintos a uma temperatura controlada de 18º, o que me parece excessivo. Explicação do responsável : os clientes já se queixam que os vinhos vêm frios para a mesa! O serviço cumpriu os mínimos (penso que durante a semana é mais cuidado).
Resta esclarecer que fui no fim de semana e que tive que optar por um dos turnos, 12h30 ou 14h30 , o que não é do meu agrado mas compreendo. E tem mais uma sala. Pudera, os fiéis são muitos! Fico com a preocupação que o Tia Alice poderá estar à beira de se industrializar. Oxalá que não.
Bebeu-se o Churchill Reserva 07 - aroma discreto, frutos vermelhos, boa acidez, guloso, com algum corpo e bom final de boca. Boa relação preço/qualidade. Recomendo vivamente. Nota 17.
domingo, 24 de outubro de 2010
Adega dos Frades revisitada
Este restaurante do Hotel Villa Batalha merece uma visita, não só pelo espaço como também pela gastronomia e pelos vinhos. O único defeito que lhe apontei (ver crónica de 31/8) já foi corrigido. A quantidade de vinhos a copo aumentou e inclui, além de brancos, tintos e rosés, champanhe, espumantes, portos e colheitas tardias. Quem lá for peça ajuda ao Rafael que é impecável no serviço de vinhos.
Para quando uma visita da Revista de Vinhos?
Para quando uma visita da Revista de Vinhos?
Influências políticas?
Influências políticas na Fundação Batalha de Aljubarrota? Eu explico a minha dúvida : em visita recente ao respectivo Centro de Interpretação (atenção : é obrigatório conhecer), estranhei ao verificar que na loja está à venda um único vinho, o Regional Alentejano "Fundação Batalha de Aljubarrota Reserva 2008" da Casa Agrícola Alexandre Relvas (preço 4,95). Não faria mais sentido um vinho da região?
Uma Garrafaria (sic) a ter em conta
Chama-se A Casa, fica em frente ao Mosteiro de Alcobaça e é uma espécie de 4 em 1, pois é em simultâneo restaurante, cafetaria, wine bar e garrafeira (ou garrafaria segundo os donos). Além das novidades aposta, também, nos vinhos velhos, portos, moscateis e madeiras. De aplaudir a considerável colecção de vinhos da Madeira "Artur Barros e Sousa", uma autêntica raridade. À atenção do João Paulo Martins e do João Afonso que não a incluiram nos seus livros.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Grupo de Prova dos 3 (7ª sessão)
Os vinhos foram da minha garrafeira e o restaurante escolhido, o Assinatura, foi da minha responsabilidade. A qualidade gastronómica foi, mais uma vez, alta, e o serviço eficiente e profissional como sempre.
A entrada, salmão fumado, acompanhou o branco Qtª da Pellada Primus 09, um dos vencedores do painel de brancos organizado pela RV. Aroma frutado algo contido com notas de baunilha, acidez pronunciada, madeira discreta, algum tostado, profundidade e bom final. Vai seguramente durar ainda uns anos. Nota 17,5+.
O prato, vitela estufada com castanhas, acompanhou bem 2 tintos de gama alta :
.Kompassus Private Selection Baga 05 - muito elegante, notas florais, excelente acidez, boa profundidade de boca e final longo. Um dos grandes vinhos portugueses. Nota 18 (noutras situações 18,5/18,5+/18,5).
.Aalto PS 05 - aroma muito complexo com notas de tabaco e couro, boca potente com taninos domados e final longo. Nota 18,5 (noutra situação igual nota).
Veio ainda para a mesa, a pedido de um elemento mais esfomeado, um prato de vitela maronesa na sertã, excelente segundo o testemunho daquele amigo.
Com a sobremesa, tarte de limão e merengue, avançou um ice wine canadiano, o Inniskylin Vidal 06. Aroma exuberante com notas de citrinos, gordura equilibrada com excelente acidez, grande boca e final longo. Nota 18.
Uma grande jornada eno-gastronómica.
A entrada, salmão fumado, acompanhou o branco Qtª da Pellada Primus 09, um dos vencedores do painel de brancos organizado pela RV. Aroma frutado algo contido com notas de baunilha, acidez pronunciada, madeira discreta, algum tostado, profundidade e bom final. Vai seguramente durar ainda uns anos. Nota 17,5+.
O prato, vitela estufada com castanhas, acompanhou bem 2 tintos de gama alta :
.Kompassus Private Selection Baga 05 - muito elegante, notas florais, excelente acidez, boa profundidade de boca e final longo. Um dos grandes vinhos portugueses. Nota 18 (noutras situações 18,5/18,5+/18,5).
.Aalto PS 05 - aroma muito complexo com notas de tabaco e couro, boca potente com taninos domados e final longo. Nota 18,5 (noutra situação igual nota).
Veio ainda para a mesa, a pedido de um elemento mais esfomeado, um prato de vitela maronesa na sertã, excelente segundo o testemunho daquele amigo.
Com a sobremesa, tarte de limão e merengue, avançou um ice wine canadiano, o Inniskylin Vidal 06. Aroma exuberante com notas de citrinos, gordura equilibrada com excelente acidez, grande boca e final longo. Nota 18.
Uma grande jornada eno-gastronómica.
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