"Oito minutos e dezoito segundos é o tempo médio para a luz do Sol atravessar o espaço e chegar à Terra" é a frase omnipresente neste novo restaurante, propriedade do semanário Sol e localizado na Rua São Nicolau, em plena baixa lisboeta. Está em todo o lado, na ementa, na lista de vinhos, na parede, etc.
É um espaço moderno e bem simpático, com as mesas bem aparelhadas e um serviço eficiente. O menú do dia, em tempo de crise,é um achado. Por 8,50 € come-se uma sopa e um prato (infelizmente sem direito de opção, é aquele e pronto; no dia da minha visita era secretos, em dose generosa). Couvert, bebidas e café são pagos à parte.
A lista de vinhos está desequilibrada, com algumas boas sugestões no Douro e Alentejo, mas fraca na Região dos Vinhos Verdes e paupérrima nos generosos. A Bairrada nem sequer está representada. Pior ainda, é omissa quanto a anos de colheita.
Quanto a vinhos a copo, apostaram forte na logística, com o investimento em 2 armários térmicos que, simultaneamente, conservam as garrafas já abertas (8 brancos e 8 tintos). Lamentavelmente não há uma lista destes vinhos e respectivos preços, o que obrigou o empregado a papaguear as marcas, os anos e os preços dos 8 vinhos. Se todos os clientes fossem com eu, o desgraçado não fazia mais nada! A corrigir urgentemente! Copos com qualidade e preços nem por isso (há mesmo discrepâncias nalguns preços, com alguns vinhos mais acessíveis a custarem mais do que alguns da gama acima!?).
Bebi um copo do tinto Qtª Carmo 06 (4,00 €) - fruta vermelha, alguma acidez, taninos algo destapados, bom final de boca, gastronómico (acompanhou bem os secretos de porco), a consumir nos próximos 3/4 anos. Nota 16,5+.
Em conclusão, um espaço a revisitar, mas que necessita urgentemente corrigir as anomalias referidas.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Rescaldo da ida a Tavira
Com a maior parte do tempo passado em família, não ficaram muitas oportunidades para ir a restaurantes. Mesmo assim, deu para ir ao Primo dos Caracóis (na 125, perto de Olhão, para quem vem de Tavira) e confirmar tudo aquilo que disse em crónicas anteriores (ver "A troika algarvia", em 6/6).
A convite de um amigo, tive a oportunidade de conhecer o "Sem Espinhas", na Manta Rota, que mudou de mãos recentemente. Ementa cuidada e uma boa lista de vinhos, com alguns a copo, mas desgraçadamente sem indicação dos anos de colheita. Um ponto negativo a corrigir. Copos adequados e serviço a condizer. A voltar.
Bebeu-se o Morgado Santa Catherina Reserva 07. Muito gastronómico, está em grande estilo, ainda sem ponta de oxidação. Nota 17,5.
Em casa, foram só brancos, por ordem de preferência, Qtª Alorna Reserva Arinto/Chardonnay 10, CARM Reserva 09, Prova Régia Premium 10, CARM 10 e Avidagos 09. É o que me apetece beber nesta altura do ano a acompanhar, a maioria das vezes, peixe e saladas. Que me perdoem os carnívoros indefectíveis.
A convite de um amigo, tive a oportunidade de conhecer o "Sem Espinhas", na Manta Rota, que mudou de mãos recentemente. Ementa cuidada e uma boa lista de vinhos, com alguns a copo, mas desgraçadamente sem indicação dos anos de colheita. Um ponto negativo a corrigir. Copos adequados e serviço a condizer. A voltar.
Bebeu-se o Morgado Santa Catherina Reserva 07. Muito gastronómico, está em grande estilo, ainda sem ponta de oxidação. Nota 17,5.
Em casa, foram só brancos, por ordem de preferência, Qtª Alorna Reserva Arinto/Chardonnay 10, CARM Reserva 09, Prova Régia Premium 10, CARM 10 e Avidagos 09. É o que me apetece beber nesta altura do ano a acompanhar, a maioria das vezes, peixe e saladas. Que me perdoem os carnívoros indefectíveis.
Vinhos em família (XVIII)
A última vez que juntei a família de Lisboa e arredores (a restante está em Tavira), tivemos o prazer de provar (e beber, pois claro!) os néctares :
.Blandy Terrantez 75 - já referido em Vinhos em família (XVII), em 2/8. Nota 19.
.Diálogo 10 Branco (garrafa ainda não rotulada, gentil oferta do Dirk) - muito frutado, algo mineral, belíssima acidez, elegante e equilibrado, bom final; uma boa estreia e, para o meu gosto, uns furos acima do tinto. Nota 16,5+.
.Herdade do Peso Icon 07 (garrafa nº 1224 de 3700, assinada pelo enólogo Miguel Pessanha e comercializada pelo Clube 1500) - com base em Alicante, a que se juntaram Aragonês e Alfrocheiro; complexidade aromática, especiado, notas de pimenta, tabaco e cacau, madeira discreta, boca poderosa, acidez equilibrada, final longo. Em forma mais 5/6 anos. É claramente um grande alentejano, com entrada directa para o meu Quadro de Honra. Nota 18,5.
.FMA Bual 64 - também já citado em Vinhos em família, em 2/3. Nota 18,5.
Noutras ocasiões :
.Qtª Seara d'Ordens Reserva 09 Branco - floral, acidez equilibrada, frescura e elegância, madeira bem casada, bom final ; personalidade e originalidade. A beber durante todo o ano, aguenta-se mais 3/4 anos. Excelente relação preço/qualidade e dificil de encontrar no mercado. Nota 17,5.
.S de Soberanas 05 - 100% Alicante, estagiou 32 meses em barricas novas de carvalho francês e 12 em garrafa; fruta preta, notas de cacau e tabaco, alguma acidez, ainda marcado pela madeira, boca poderosa e final longo; vai melhorar na garrafa nos próximos 5 anos ; pede um prato de carne no forno. Nota 17,5+ (noutras situações 18/18+/17,5/18).
.Blandy Terrantez 75 - já referido em Vinhos em família (XVII), em 2/8. Nota 19.
.Diálogo 10 Branco (garrafa ainda não rotulada, gentil oferta do Dirk) - muito frutado, algo mineral, belíssima acidez, elegante e equilibrado, bom final; uma boa estreia e, para o meu gosto, uns furos acima do tinto. Nota 16,5+.
.Herdade do Peso Icon 07 (garrafa nº 1224 de 3700, assinada pelo enólogo Miguel Pessanha e comercializada pelo Clube 1500) - com base em Alicante, a que se juntaram Aragonês e Alfrocheiro; complexidade aromática, especiado, notas de pimenta, tabaco e cacau, madeira discreta, boca poderosa, acidez equilibrada, final longo. Em forma mais 5/6 anos. É claramente um grande alentejano, com entrada directa para o meu Quadro de Honra. Nota 18,5.
.FMA Bual 64 - também já citado em Vinhos em família, em 2/3. Nota 18,5.
Noutras ocasiões :
.Qtª Seara d'Ordens Reserva 09 Branco - floral, acidez equilibrada, frescura e elegância, madeira bem casada, bom final ; personalidade e originalidade. A beber durante todo o ano, aguenta-se mais 3/4 anos. Excelente relação preço/qualidade e dificil de encontrar no mercado. Nota 17,5.
.S de Soberanas 05 - 100% Alicante, estagiou 32 meses em barricas novas de carvalho francês e 12 em garrafa; fruta preta, notas de cacau e tabaco, alguma acidez, ainda marcado pela madeira, boca poderosa e final longo; vai melhorar na garrafa nos próximos 5 anos ; pede um prato de carne no forno. Nota 17,5+ (noutras situações 18/18+/17,5/18).
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Ainda o "Prazer na Esplanada"
Na abordagem que fiz a este assunto (ver crónica de 26/6) transcrevi "(...) Saborear um copo de vinho na esplanada é um dos recém-adquiridos prazeres dos lisboetas amigos da boa vida(...)". Faltou-me transcrever que "Fomos em busca dos melhores sítios(...)". Um dos locais seleccionados foi o bistrot "Soul Devotion", situado na Rua 4 de Infantaria, em Campo de Ourique.
Estou em completo desacordo com esta afirmação, pois o "Soul Devotion" não encaixa nesta definição. Nem a esplanada é digna de tal nome, nem o conceito de vinho a copo, tal como o concebo, sequer existe.
Vamos por partes. A esplanada, com 7 mesas (onde cabem apenas 14 pessoas), fica em cima do passeio, que é público, e entalada entre o prédio e os automóveis ali estacionados. Já não falando no trânsito a fluir constantemente. Como um dos melhores locais de Lisboa, estamos conversados!
Quanto aos vinhos para degustar, há de facto uma lista, onde se podem verificar alguns erros crassos, com uma trintena de vinhos a copo e respectivo preço, aliás bem acessível. No entanto, pasmai ó gentes, só tinham 1 disponível (e por especial deferência do chefe, mais 2 ou 3), pois as garrafas das outras referências estam fechadas e não as iam abrir!?!?!?
Conclusão, a evitar absolutamente!
Estou em completo desacordo com esta afirmação, pois o "Soul Devotion" não encaixa nesta definição. Nem a esplanada é digna de tal nome, nem o conceito de vinho a copo, tal como o concebo, sequer existe.
Vamos por partes. A esplanada, com 7 mesas (onde cabem apenas 14 pessoas), fica em cima do passeio, que é público, e entalada entre o prédio e os automóveis ali estacionados. Já não falando no trânsito a fluir constantemente. Como um dos melhores locais de Lisboa, estamos conversados!
Quanto aos vinhos para degustar, há de facto uma lista, onde se podem verificar alguns erros crassos, com uma trintena de vinhos a copo e respectivo preço, aliás bem acessível. No entanto, pasmai ó gentes, só tinham 1 disponível (e por especial deferência do chefe, mais 2 ou 3), pois as garrafas das outras referências estam fechadas e não as iam abrir!?!?!?
Conclusão, a evitar absolutamente!
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Almoço no Outro Rio
Confesso ter sido um grande entusiasta deste restaurante quando ainda se chamava Xico's Rio (ver crónicas de 26/4, 21/7 e 26/9, todas de 2010). A ementa era à base de excelentes tapas (muitas e variadas) e, nos pratos principais, a aposta era nos bacalhaus e nos entrecote.
Agora a filosofia da carta foi alterada, tendo aumentado a oferta dos pratos principais e diminuido radicalmente o sector das tapas, que era o ex-libris da casa. Lamento, mas a minha aposta era no antigo formato.
Quanto aos vinhos, a lista actual poderia ser melhor e não há uma filosofia para os vinhos a copo. Mais grave, os anos de colheita estão omissos, o que é indesculpável. O serviço, esse, continua profissional.
Levei o branco Aneto Reserva 09 - muito mineral, bela acidez, complexidade média, madeira discreta; precisa de mais tempo de garrafa para dar o salto. Nota 17.
Agora a filosofia da carta foi alterada, tendo aumentado a oferta dos pratos principais e diminuido radicalmente o sector das tapas, que era o ex-libris da casa. Lamento, mas a minha aposta era no antigo formato.
Quanto aos vinhos, a lista actual poderia ser melhor e não há uma filosofia para os vinhos a copo. Mais grave, os anos de colheita estão omissos, o que é indesculpável. O serviço, esse, continua profissional.
Levei o branco Aneto Reserva 09 - muito mineral, bela acidez, complexidade média, madeira discreta; precisa de mais tempo de garrafa para dar o salto. Nota 17.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Vinhos em família (XVII)
Mais uns tantos vinhos provados com a garrafa à vista, descontraidamente em família ou com amigos. Momentos bem passados e nenhum desgosto.
.Qtª Alderiz Alvarinho 10 - muito mineral, belíssima acidez, fresco e elegante, óptimo para beber em dias quentes, vai melhorar com mais uns tempos de garrafa. Nota 17.
.Adega Vila Real Reserva 10 - na linha das edições anteriores( 08 e 09) aqui já comentadas, embora com a madeira mais visível; relação preço/qualidade imbatível, é um branco que se pode beber durante todo o ano. Nota 15,5.
.Krohn Colheita 66 (engarrafado em 2010) - nariz exuberante, notas de figos e frutos secos, acidez no ponto, profundidade, final extenso; todo ele muito equilibrado. Um grande Colheita e uma grande marca. Nota 18,5 (noutras situações e com diferentes datas de engarrafamento : 17,5+/18+).
.Krohn Colheita 68 (engarrafado em 2004) - notas de melão maduro, figos e frutos secos, déficite de acidez que lhe retira complexidade, taninos finos e bom final de boca. Nota 17,5 (noutras situações e com outras datas de engarrafamento : 17,5/17,5+/18,5/17).
.Blandy Terrantez 75 (engarrafado em 2004) - muito fino e subtil, presença de frutos secos, notas de iodo, vinagrinho bem pronunciado mas sem excessos, boca poderosa e final interminável. É o tipo de vinho que levaria para a tal ilha deserta! Nota 19 (noutras situações e com datas de engarrafamento diferentes : 19/19,5).
.Qtª Alderiz Alvarinho 10 - muito mineral, belíssima acidez, fresco e elegante, óptimo para beber em dias quentes, vai melhorar com mais uns tempos de garrafa. Nota 17.
.Adega Vila Real Reserva 10 - na linha das edições anteriores( 08 e 09) aqui já comentadas, embora com a madeira mais visível; relação preço/qualidade imbatível, é um branco que se pode beber durante todo o ano. Nota 15,5.
.Krohn Colheita 66 (engarrafado em 2010) - nariz exuberante, notas de figos e frutos secos, acidez no ponto, profundidade, final extenso; todo ele muito equilibrado. Um grande Colheita e uma grande marca. Nota 18,5 (noutras situações e com diferentes datas de engarrafamento : 17,5+/18+).
.Krohn Colheita 68 (engarrafado em 2004) - notas de melão maduro, figos e frutos secos, déficite de acidez que lhe retira complexidade, taninos finos e bom final de boca. Nota 17,5 (noutras situações e com outras datas de engarrafamento : 17,5/17,5+/18,5/17).
.Blandy Terrantez 75 (engarrafado em 2004) - muito fino e subtil, presença de frutos secos, notas de iodo, vinagrinho bem pronunciado mas sem excessos, boca poderosa e final interminável. É o tipo de vinho que levaria para a tal ilha deserta! Nota 19 (noutras situações e com datas de engarrafamento diferentes : 19/19,5).
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
"Borbulhas" em S.Francº da Serra
Foi mais um encontro e prova cega do Núcleo Duro. As "borbulhas" (7 espumantes, 2 champanhes e 1 cava) vieram da garrafeira do Juca, que ofereceu o almoço e a sua casa no Alentejo. Dos duríssimos estava o Jorge de Sousa (um dos fundadores), o João Quintela, a Paula Costa, o Pedro Brandão e, é claro, o Juca. Eu fui como convidado do anfitrião. Faltou o Rui Miguel (Pingas no Copo), o outro fundador, algures em trabalho de parto...
O menú consistiu em diversas e agradáveis entradas e saídas, mas o ponto altíssimo do repasto foi um fabuloso leitão à Bairrada, saído dos fornos de um restaurante/café/casa de hóspedes, que dá pelo nome de Solar dos Leitões e fica numa terreola chamada Roncão que nem sequer vem no mapa. Meus amigos, este leitão do Roncão está muito acima dos mais afamados restaurantes da Mealhada! O único que lhe pode dar luta é o nosso conhecido Mugasa. Só por isso, vale a pena dar um salto ao Roncão, mas convém levar as coordenadas GPS bem estudadas.
Voltando ao painel, as surpresas foram o último lugar do cava e o 2º alcançado pelo vinho com "borbulhas" mais barato em prova. A minha classificação, que não coincide com a do painel :
1º Vértice Cuvée Reserva 06 - complexidade aromática, boca poderosa, elegância e personalidade (nota 17).
2º Qtª Poço do Lobo 06 - aroma a pão, bolha fina, fresco e estruturado (16,5).
3º Vértice Gouveio 04 - notas de pão quente, boa acidez, boca afirmativa, equilibrado (16+).
4º ex-aequo Filipa Pato 3 B Rosé - bolha finíssima, mousse autêntica na boca que o valorizou (16).
4º ex-aequo Champagne Jacquesson Millésime 02 - complexidade aromática, boca poderosa, prejudicado pelo gás em excesso (16).
6º ex-aequo Murganheira Assemblage 95 - saúde incrivel, aroma e boca medianos, ligeiramente adocicado desiludiu (15,5).
6º ex-aequo Murganheira Rosé - salmonado, aroma e boca interessantes (15,5)
8º Champagne Perrier-Jouêt - boa arquitectura de boca, prejudicado pelo excesso de gás e espuma (15).
9º Kompassus 08 Rosé - morto no nariz, melhor na boca, desequilibrado (13,5).
10º Cava Kripta 05 - mofo, borracha queimada, desagradável (13 com benevolência).
Com as sobremesas e, também, às cegas, foram provadas 3 "jeropigas", assim alinhadas, de acordo com o prazer que me deram :
.Artur Barros e Sousa Malvasia 86 (engarrafado em 2010) - muito
.Moscatel Alambre JMF 20 Anos (também engarrafado em 2010) - muito
.Noval Colheita 74 (engarrafado em 85) - desilusão
Obrigado Juca pelo convite, pela prova, pelos vinhos, pelo leitão e pela hospitalidade!
O menú consistiu em diversas e agradáveis entradas e saídas, mas o ponto altíssimo do repasto foi um fabuloso leitão à Bairrada, saído dos fornos de um restaurante/café/casa de hóspedes, que dá pelo nome de Solar dos Leitões e fica numa terreola chamada Roncão que nem sequer vem no mapa. Meus amigos, este leitão do Roncão está muito acima dos mais afamados restaurantes da Mealhada! O único que lhe pode dar luta é o nosso conhecido Mugasa. Só por isso, vale a pena dar um salto ao Roncão, mas convém levar as coordenadas GPS bem estudadas.
Voltando ao painel, as surpresas foram o último lugar do cava e o 2º alcançado pelo vinho com "borbulhas" mais barato em prova. A minha classificação, que não coincide com a do painel :
1º Vértice Cuvée Reserva 06 - complexidade aromática, boca poderosa, elegância e personalidade (nota 17).
2º Qtª Poço do Lobo 06 - aroma a pão, bolha fina, fresco e estruturado (16,5).
3º Vértice Gouveio 04 - notas de pão quente, boa acidez, boca afirmativa, equilibrado (16+).
4º ex-aequo Filipa Pato 3 B Rosé - bolha finíssima, mousse autêntica na boca que o valorizou (16).
4º ex-aequo Champagne Jacquesson Millésime 02 - complexidade aromática, boca poderosa, prejudicado pelo gás em excesso (16).
6º ex-aequo Murganheira Assemblage 95 - saúde incrivel, aroma e boca medianos, ligeiramente adocicado desiludiu (15,5).
6º ex-aequo Murganheira Rosé - salmonado, aroma e boca interessantes (15,5)
8º Champagne Perrier-Jouêt - boa arquitectura de boca, prejudicado pelo excesso de gás e espuma (15).
9º Kompassus 08 Rosé - morto no nariz, melhor na boca, desequilibrado (13,5).
10º Cava Kripta 05 - mofo, borracha queimada, desagradável (13 com benevolência).
Com as sobremesas e, também, às cegas, foram provadas 3 "jeropigas", assim alinhadas, de acordo com o prazer que me deram :
.Artur Barros e Sousa Malvasia 86 (engarrafado em 2010) - muito
.Moscatel Alambre JMF 20 Anos (também engarrafado em 2010) - muito
.Noval Colheita 74 (engarrafado em 85) - desilusão
Obrigado Juca pelo convite, pela prova, pelos vinhos, pelo leitão e pela hospitalidade!
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