Esta é a 3ª e última crónica dedicada ao Guia 2012 do JPM. Enquanto as primeiras poderiam ser consideradas com algum grau de subjectividade, esta é muito objectiva e tem a haver com a compra de vinhos em Portugal. Considere-se mais como uma achega para eventuais alterações em futuras edições ( alguns dos encerramentos já tinham sido anunciados neste blogue).
1.Lojas/Garrafeiras já encerradas
.Adivinho (ver crónica de 12/12/2010)
.Garrafeira de São Bento (crónica de 10/11/2010)
.Les Goûts du Vin (não cheguei a noticiar, mas encerrou há mais de 1 ano)
.Lx Gourmet (crónica de 1/2/2011)
2.Lojas/Garrafeiras com condições para serem consideradas nos guias
.Garrafeira da Sé (junto à Sé de Lisboa)
.Garrafeira São João (R.Reinaldo Santos, Benfica)
.Garrafeira The Wine Company (R.José Purificação Chaves, Benfica)
.Living Wines Gourmet (C.C.Roma)
.BG Bar (Monte Estoril)
.Garrafeira D.Nuno (Grândola)
.Sé Gourmet (Lamego)
.Museu do Douro (Régua)
.Vital (Tavira, uma das melhores garrafeiras algarvias)
terça-feira, 11 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
O Guia 2012 do João Paulo Martins (II)
À semelhança da análise feita há 1 ano (ver crónica de 5/10/2010), pareceu-me interessante proceder à comparação dos "Melhores do Ano" dos últimos 3 guias, 2010, 2011 e 2012, por esta ordem.
BRANCOS
.Espumantes 0 / 1 / 0
.Alvarinhos 2 / 0 / 1
.Douro 0 / 2 / 1
.Dão 1 / 1 / 2
TINTOS
.Douro 7 / 6 / 5
.Dão 1 / 0 / 1
.Bairrada 0 / 0 / 0
.Lx/Estrem. 1 / 1 / 2
.Tejo/Riba. 1 / 0 / 0
.Setubal 1 / 0 / 0
.Alentejo 2 / 5 / 5
FORTIFICADOS
.Vintage 4 / 1 / 2
.Tawny/Colh. 2 / 5 / 3
.Moscatel 1 / 1 / 0
.Madeira 0 / 0 / 1
Olhando friamente para estes números, posso adiantar (pese embora a carga de subjectividade que possa ter):
a) a inexpressividade dos espumantes (embora haja Murganheiras com notas iguais aos brancos eleitos)
b) a consolidação dos brancos, nomeadamente o Dão a estar presente em todos os guias
c) a ligeira descida do Douro, beneficiando o Alentejo
d) a gritante ausência da Bairrada/Beiras (há pelo menos 4 vinhos com a mesma classificação do Dão eleito)
e) peso excessivo da Lx/Estremadura em comparação com o Tejo/Ribatejo (neste guia 2012 há 4 vinhos Tejo com a mesma nota de um de Lisboa)
f) ultrapassagem dos tawnies de idade e colheitas, em relação aos vintages
g) finalmente um Madeira!
Em relação às escolhas do JPM no Guia 2012, há algumas situações que não consigo entender. São vinhos que ficaram de fora, embora tenham obtido notas mais elevadas do que alguns dos eleitos. Concretamente e a título de exemplo, o Aneto Grande Reserva 09 e o CV 09 (curiosamente as versões anteriores também ficaram de fora no Guia 2011). Serão os desígnios insondáveis do JPM.
BRANCOS
.Espumantes 0 / 1 / 0
.Alvarinhos 2 / 0 / 1
.Douro 0 / 2 / 1
.Dão 1 / 1 / 2
TINTOS
.Douro 7 / 6 / 5
.Dão 1 / 0 / 1
.Bairrada 0 / 0 / 0
.Lx/Estrem. 1 / 1 / 2
.Tejo/Riba. 1 / 0 / 0
.Setubal 1 / 0 / 0
.Alentejo 2 / 5 / 5
FORTIFICADOS
.Vintage 4 / 1 / 2
.Tawny/Colh. 2 / 5 / 3
.Moscatel 1 / 1 / 0
.Madeira 0 / 0 / 1
Olhando friamente para estes números, posso adiantar (pese embora a carga de subjectividade que possa ter):
a) a inexpressividade dos espumantes (embora haja Murganheiras com notas iguais aos brancos eleitos)
b) a consolidação dos brancos, nomeadamente o Dão a estar presente em todos os guias
c) a ligeira descida do Douro, beneficiando o Alentejo
d) a gritante ausência da Bairrada/Beiras (há pelo menos 4 vinhos com a mesma classificação do Dão eleito)
e) peso excessivo da Lx/Estremadura em comparação com o Tejo/Ribatejo (neste guia 2012 há 4 vinhos Tejo com a mesma nota de um de Lisboa)
f) ultrapassagem dos tawnies de idade e colheitas, em relação aos vintages
g) finalmente um Madeira!
Em relação às escolhas do JPM no Guia 2012, há algumas situações que não consigo entender. São vinhos que ficaram de fora, embora tenham obtido notas mais elevadas do que alguns dos eleitos. Concretamente e a título de exemplo, o Aneto Grande Reserva 09 e o CV 09 (curiosamente as versões anteriores também ficaram de fora no Guia 2011). Serão os desígnios insondáveis do JPM.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
O Guia 2012 do João Paulo Martins (I)
Já está no mercado o guia "Vinhos de Portugal 2012" do JPM que se publica desde 1995, sem interrupções. É de facto, como se pode ler na capa, "o guia de vinhos de maior sucesso em Portugal". O JPM é uma instituição e a consulta deste guia obrigatória. Mas não é "o guia mais antigo do país", como consta na contra-capa e que pode induzir os leitores em erro. Deveriam ter acrescentado que é, sim, o mais antigo dos que ainda se publicam. O pioneiro foi o "Guia de Vinhos Portugueses 1990", mais conhecido por Guia da Comporta, saído para o mercado em 1989. Da responsabilidade de Ponte Fernandes e Nelson Heitor, publicou-se até à versão de 1994. Seguiu-se, um ano depois, o "Roteiro dos vinhos portugueses 1991" do José António Salvador (JAS), que se despediu dos seus leitores com o roteiro de 2003. Só em 1994 é que foi publicado o 1º guia do JPM, que chegou a colaborar com o JAS no "Jornal à Mesa", separata do saudoso semanário "O Jornal". Está feito o devido esclarecimento.
A ideia corrente de um guia é que deve ser de fácil de consulta e transportável no bolso ou debaixo do braço. Lembro-me de ver clientes das CAV que entravam na loja para fazer compras já com o guia do JPM na mão.
Mas, agora, o guia é um pesadelo. Nos últimos anos aumentou mais de 50%. Das 419 páginas do Guia 2010, passou para 636 neste Guia 2012, ou seja um aumento de cerca de 52% ! Para quem não se lembre ou ainda não se interessava por vinhos, os guias do JPM tiveram as seguintes páginas : 291 (Guia 95), 282 (96), 305 (97), 251 (98), 272 (99), 325 (00), 364 (01), 355 (02), 456 (03), 384 (04), 342 (05), 382 (06), 415 (07), 463 (08), 444 (09), 419 (10), 556 (11) e agora 636 (12).
Eu entendo que cada vez há mais vinhos que o JPM tem que provar, mas sendo assim tem que cortar noutros lados, sob pena de guias futuros se tornarem inconsultáveis. Manter as notas de prova de 2009 e anos anteriores não me parece fazer sentido. O capítulo "Perguntas e respostas sobre os vinhos" igualmente. Hoje em dia, quem compra o guia é suficientemente esclarecido e dispensa o "b a bá" para principiantes. Quanto á "Magia dos vinhos velhos", considerando, segundo o próprio autor :
a) "...interessa a pouca gente..."
b) "...são vinhos aparentemente fora do circuito comercial..."
c) "A variação de garrafa para garrafa aumenta com a idade..."
é perfeitamente dispensável, pois se tivermos alguns dos vinhos apreciados pelo JPM, a nossa garrafa será concerteza diferente.
Há que cortar as gorduras para precaver o futuro. Ó JPM chame os senhores do FMI, eles andam por aí!
Mas estes reparos não invalidam que eu continue a comprar o Guia e considere o JPM o crítico da Revista de Vinhos com quem mais me identifico.
A ideia corrente de um guia é que deve ser de fácil de consulta e transportável no bolso ou debaixo do braço. Lembro-me de ver clientes das CAV que entravam na loja para fazer compras já com o guia do JPM na mão.
Mas, agora, o guia é um pesadelo. Nos últimos anos aumentou mais de 50%. Das 419 páginas do Guia 2010, passou para 636 neste Guia 2012, ou seja um aumento de cerca de 52% ! Para quem não se lembre ou ainda não se interessava por vinhos, os guias do JPM tiveram as seguintes páginas : 291 (Guia 95), 282 (96), 305 (97), 251 (98), 272 (99), 325 (00), 364 (01), 355 (02), 456 (03), 384 (04), 342 (05), 382 (06), 415 (07), 463 (08), 444 (09), 419 (10), 556 (11) e agora 636 (12).
Eu entendo que cada vez há mais vinhos que o JPM tem que provar, mas sendo assim tem que cortar noutros lados, sob pena de guias futuros se tornarem inconsultáveis. Manter as notas de prova de 2009 e anos anteriores não me parece fazer sentido. O capítulo "Perguntas e respostas sobre os vinhos" igualmente. Hoje em dia, quem compra o guia é suficientemente esclarecido e dispensa o "b a bá" para principiantes. Quanto á "Magia dos vinhos velhos", considerando, segundo o próprio autor :
a) "...interessa a pouca gente..."
b) "...são vinhos aparentemente fora do circuito comercial..."
c) "A variação de garrafa para garrafa aumenta com a idade..."
é perfeitamente dispensável, pois se tivermos alguns dos vinhos apreciados pelo JPM, a nossa garrafa será concerteza diferente.
Há que cortar as gorduras para precaver o futuro. Ó JPM chame os senhores do FMI, eles andam por aí!
Mas estes reparos não invalidam que eu continue a comprar o Guia e considere o JPM o crítico da Revista de Vinhos com quem mais me identifico.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Vinhos em família (XXI)
Mais alguns vinhos provados em família ou com amigos, ainda maioritariamente brancos. Logo que termine este verão fora da época, a situação inverte-se e os tintos entrarão em força.
.Adega Vila Real Grande Reserva 09 - côr algo carregada, fruta madura, citrinos, acidez equilibrada, madeira discreta, algo untuoso na boca, bom final. Este produtor está a trabalhar muito bem os brancos, embora o título de Grande Reserva seja uma presunção algo desajustada. Nota 16,5+.
.Morgado Stª Catherina 09 - estagiou 10 meses em carvalho francês e mais uns tantos na garrafa, acabando de chegar ao mercado; frutado com notas de citrinos e melão, boa acidez, mineralidade, madeira discreta, estruturado, bom final de boca; ainda abaixo do 2008, mas com potencial para lá chegar; acompanha bem pratos de peixe. Nota 16,5+.
.CARM Reserva 09 - a partir de vinhas velhas no Douro Superior, estagiou 8 meses em barricas de carvalho francês; notas de melão e citrinos, boa acidez, fresco e mineral, madeira bem casada, alguma gordura na boca, bom final; muito gastronómico e cheio de personalidade, pede um peixe no forno. Um belo branco. Nota 17,5+.
.Marquesa de Alorna Reserva 09 - no rótulo aparece um poema de Leonor de Almeida, poetisa do séc.XVIII e 4ª Marquesa de Alorna; mas quanto a informações de interesse para o consumidor (castas, estágio em madeira, responsável pela enologia, etc) nem uma palavra; aroma complexo, notas de melão e pêssego, acidez equilibrada, madeira discreta, boca com alguma pujança, ainda terá alguns anos pela frente; muito gastronómico, acompanhou bem roupa velha. Nota 17,5.
.Vallado T.Nacional 05 - por ocasião do International Wine Challenge 2007, foi-lhe atribuido o Gold Douro Trophy, o que quer dizer alguma coisa; estagiou 16 meses em meias pipas de carvalho francês; aroma exuberante e complexo, especiado, notas de tabaco e cacau, bela acidez, estrutura, profundidade e bom final de boca; mereceu o prémio e vai estar em forma mais meia dúzia de anos. Nota 18,5.
.Adega Vila Real Grande Reserva 09 - côr algo carregada, fruta madura, citrinos, acidez equilibrada, madeira discreta, algo untuoso na boca, bom final. Este produtor está a trabalhar muito bem os brancos, embora o título de Grande Reserva seja uma presunção algo desajustada. Nota 16,5+.
.Morgado Stª Catherina 09 - estagiou 10 meses em carvalho francês e mais uns tantos na garrafa, acabando de chegar ao mercado; frutado com notas de citrinos e melão, boa acidez, mineralidade, madeira discreta, estruturado, bom final de boca; ainda abaixo do 2008, mas com potencial para lá chegar; acompanha bem pratos de peixe. Nota 16,5+.
.CARM Reserva 09 - a partir de vinhas velhas no Douro Superior, estagiou 8 meses em barricas de carvalho francês; notas de melão e citrinos, boa acidez, fresco e mineral, madeira bem casada, alguma gordura na boca, bom final; muito gastronómico e cheio de personalidade, pede um peixe no forno. Um belo branco. Nota 17,5+.
.Marquesa de Alorna Reserva 09 - no rótulo aparece um poema de Leonor de Almeida, poetisa do séc.XVIII e 4ª Marquesa de Alorna; mas quanto a informações de interesse para o consumidor (castas, estágio em madeira, responsável pela enologia, etc) nem uma palavra; aroma complexo, notas de melão e pêssego, acidez equilibrada, madeira discreta, boca com alguma pujança, ainda terá alguns anos pela frente; muito gastronómico, acompanhou bem roupa velha. Nota 17,5.
.Vallado T.Nacional 05 - por ocasião do International Wine Challenge 2007, foi-lhe atribuido o Gold Douro Trophy, o que quer dizer alguma coisa; estagiou 16 meses em meias pipas de carvalho francês; aroma exuberante e complexo, especiado, notas de tabaco e cacau, bela acidez, estrutura, profundidade e bom final de boca; mereceu o prémio e vai estar em forma mais meia dúzia de anos. Nota 18,5.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Lisboa Restaurant Week (III)
O 3º e último almoço, que decorreu na Estufa Real no âmbito do LRW, foi um pouco desilusão. Este espaço e o fantástico meio envolvente mereciam mais. Pratos correctos mas sem imaginação, serviço eficiente mas frio, copos ultrapassados (continuam a pôr a água no maior e o vinho branco num ridiculamente pequeno).
Por 19+1 € tem-se direito a entrada, prato, sobremesa, couvert e café.
Comi "salada de queijo de cabra", "filetes de peixe-galo" (seriam?) e "tulipa de fruta exótica".
Acompanhou um copo do Qtª de Camarate 2010 branco (2 €), também ele correcto e sem brilhar, servido no copo já referido. A quantidade servida é a olho e devia andar pelos 10/12 cl, o que é manifestamente insuficiente.
A lista de vinhos é heterogénea na selecção e nos preços, alternando bons preços com outros excessivos. A oferta de vinhos a copo pareceu-me sem critério, pois mistura o Qtª de Camarate com o Barca Velha! São uma dúzia e inclui 1 champanhe, 2 ou 3 brancos e 8 ou 9 tintos.
Como mais valia possui um sistema para conservar e manter a temperatura correcta nas garrafas abertas.
Fica a perder de vista da Casa da Comida e está uns furos abaixo do que já foi no passado. E é pena.
Por 19+1 € tem-se direito a entrada, prato, sobremesa, couvert e café.
Comi "salada de queijo de cabra", "filetes de peixe-galo" (seriam?) e "tulipa de fruta exótica".
Acompanhou um copo do Qtª de Camarate 2010 branco (2 €), também ele correcto e sem brilhar, servido no copo já referido. A quantidade servida é a olho e devia andar pelos 10/12 cl, o que é manifestamente insuficiente.
A lista de vinhos é heterogénea na selecção e nos preços, alternando bons preços com outros excessivos. A oferta de vinhos a copo pareceu-me sem critério, pois mistura o Qtª de Camarate com o Barca Velha! São uma dúzia e inclui 1 champanhe, 2 ou 3 brancos e 8 ou 9 tintos.
Como mais valia possui um sistema para conservar e manter a temperatura correcta nas garrafas abertas.
Fica a perder de vista da Casa da Comida e está uns furos abaixo do que já foi no passado. E é pena.
domingo, 2 de outubro de 2011
Lisboa Restaurant Week (II)
Este 2º almoço, na Casa da Comida, foi um êxito e serviu para compensar o desastre do primeiro. A Casa da Comida é um restaurante clássico e muito requintado, mas acolhedor. Não tem nada a haver com o que era há uns anos atrás. A cozinha modernizou-se, graças ao trabalho do Bertílio Gomes (ex-Vírgula) e uma maior atenção na área dos vinhos. Nos tachos está o jóvem Bruno Salvado, antigo braço direito do Bertílio no Vírgula e também aqui na Casa da Comida, e na sala a Silvia Martins, discreta, mas eficiente e simpática. Pelo que me apercebi, tudo rola sobre esferas.
A ementa, no âmbito do LRW, custa 19 € (o euro de apoio era pago àparte) com direito a entrada, prato, sobremesa, couvert e água. Comi um belo "Tártaro de bacalhau com espuma de abacate..." e uma surpreendente "Alhada de raia avinagrada...". Houve quem comesse "Mozzarela assada com presunto..." e "Coxa de pato assada em vinho do porto...". A sobremesa, sem direito a opção, era "Parfait de damasco...". Estava tudo com elevada qualidade e, por este preço, foi um luxo!
Bebi um copo de Qtª da Giesta 2010 (5,50 €), do Nuno Cancella de Abreu, um especialista em brancos. Muito frutado, notas de citrinos, fresco, elegante, mas a encher a boca, gastronómico e bom final. Acompanha bem entradas e pratos leves. Nota 16,5.
A carta de vinhos está bem construida e alargada a estrangeiros e generosos. Tem, ainda, uma dúzia de vinhos a copo. Preços puxadotes, o que pode afastar alguns consumidores. No entanto, para compensar, pode levar-se vinho de casa, pagando-se uma taxa de rolha de 7,50 €, o que não é caro.
O serviço é profissional, com bons copos Schott e temperaturas correctas (tem armários térmicos, o que é uma mais valia).
Aconselho vivamente e tenciono voltar a esta Casa da Comida!
A ementa, no âmbito do LRW, custa 19 € (o euro de apoio era pago àparte) com direito a entrada, prato, sobremesa, couvert e água. Comi um belo "Tártaro de bacalhau com espuma de abacate..." e uma surpreendente "Alhada de raia avinagrada...". Houve quem comesse "Mozzarela assada com presunto..." e "Coxa de pato assada em vinho do porto...". A sobremesa, sem direito a opção, era "Parfait de damasco...". Estava tudo com elevada qualidade e, por este preço, foi um luxo!
Bebi um copo de Qtª da Giesta 2010 (5,50 €), do Nuno Cancella de Abreu, um especialista em brancos. Muito frutado, notas de citrinos, fresco, elegante, mas a encher a boca, gastronómico e bom final. Acompanha bem entradas e pratos leves. Nota 16,5.
A carta de vinhos está bem construida e alargada a estrangeiros e generosos. Tem, ainda, uma dúzia de vinhos a copo. Preços puxadotes, o que pode afastar alguns consumidores. No entanto, para compensar, pode levar-se vinho de casa, pagando-se uma taxa de rolha de 7,50 €, o que não é caro.
O serviço é profissional, com bons copos Schott e temperaturas correctas (tem armários térmicos, o que é uma mais valia).
Aconselho vivamente e tenciono voltar a esta Casa da Comida!
sábado, 1 de outubro de 2011
Lisboa Restaurant Week (I)
A 1ª incursão neste Lisboa Restaurant Week (LRW) não foi a mais feliz. Escolhi o Petra Rio, que fica no Parque das Nações, mesmo nas traseiras do Casino. Instalado num 1º andar, numa sala moderna com as paredes todas em vidro e com uma esplanada no exterior, tem todas as condições para ser um restaurante de referência, mas lamentavelmente não o é, apesar de ter um serviço eficiente e simpático.
O menú tipo do LRW consta de 1 entrada, prato e 1 sobremesa, pelo preço fixo de 19+1 € (este euro é para apoiar instituições, como é o caso da Cais). Este preço incluiu o couvert e a água.
Além de um shot à base de frutas (oferta da casa), vieram para a mesa umas estimáveis entradas, sendo uma trilogia de patés e a outra camarão com castanhas. Os pratos principais foram decepcionantes, um bife de atum seco e carregado de especiarias algo agressivas acompanhado de puré de batata doce, e um belo naco de vitela que conseguiram estragar com queijo e massa de pimentão em doses excessivas. Se o responsável da cozinha fosse ao Master Chef e eu estivesse no júri, levava um grande chumbo! A sobremesa, mascarpone com frutos vermelhos, foi o melhor do almoço.
Quanto a vinhos, a lista pareceu-me equilibrada e com preços acessíveis. No entanto era omissa quanto a datas de colheita e a oferta de vinhos a copo resumia-se aos vinhos da casa. Bebi água, pois claro.
Um desastre, esta estreia no LRW.
O menú tipo do LRW consta de 1 entrada, prato e 1 sobremesa, pelo preço fixo de 19+1 € (este euro é para apoiar instituições, como é o caso da Cais). Este preço incluiu o couvert e a água.
Além de um shot à base de frutas (oferta da casa), vieram para a mesa umas estimáveis entradas, sendo uma trilogia de patés e a outra camarão com castanhas. Os pratos principais foram decepcionantes, um bife de atum seco e carregado de especiarias algo agressivas acompanhado de puré de batata doce, e um belo naco de vitela que conseguiram estragar com queijo e massa de pimentão em doses excessivas. Se o responsável da cozinha fosse ao Master Chef e eu estivesse no júri, levava um grande chumbo! A sobremesa, mascarpone com frutos vermelhos, foi o melhor do almoço.
Quanto a vinhos, a lista pareceu-me equilibrada e com preços acessíveis. No entanto era omissa quanto a datas de colheita e a oferta de vinhos a copo resumia-se aos vinhos da casa. Bebi água, pois claro.
Um desastre, esta estreia no LRW.
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