Faz hoje precisamente 2 anos que ocorreu o último evento organizado pelas Coisas do Arco do Vinho. Por circunstâncias que já não recordo bem, foi almoço a um sábado e não um dos habituais jantares à 6ª feira. E para fechar com chave de ouro, o derradeiro evento foi com a presença e participação activa dos Douro Boys e teve lugar no restaurante do CCB, "A Commenda".
Foram servidos 10 vinhos, 2 brancos, 6 tintos e 2 fortificados. Para que fique registado para a posteriedade, foram apresentados, provados e bebidos os brancos Vallado Reserva 08 e VZ Van Zellers 08, os tintos Crasto 08, Vale Meão 07, Vallado Reserva 07, Batuta 07, Crasto Vinhas Velhas 07 e Vale D.Maria 07 e, ainda, os Porto Vintage Niepoort 07 e Vale Meão 07.
Foi uma grande jornada e uma tarde inesquecível para quem nela participou. Creio, muito sinceramente, não ser nada fácil a repetição deste evento com estes ou outros personagens.
E, dois anos depois, reiteramos o nosso agradecimento a estes grandes senhores do mundo do vinho que são os Douro Boys.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Qtª da Fonte Santa revisitada
A convite do amigo Alfredo Penetra, voltámos a almoçar no Refeitório da Qtª da Fonte Santa, propriedade do Banco de Portugal. O chefe Nuno Canilho (ver crónica de 14/3/2011) já não trabalha ali, tendo sido substituido pelo nº2, Filipe Marques, que passou a pontificar na cozinha, mas sem largar a orientação da sala, aqui ajudado pela Vanessa, a sua simpática cara metade.
Os vinhos eram da garrafeira do Alfredo, champanhe, branco e generoso e portaram-se todos bem.
O repasto iniciou-se com o President Germain Bruto não datado, completamente desconhecido entre nós, com base nas castas Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay. Bolha fina e persistente, aroma a lembrar pão fresco, notas florais, fresco e estruturado. Uma boa surpresa. Nota 17,5. Acompanhou um agradável cocktail de camarão.
Seguiu-se o Val d'Algares Alvarinho 09, um bom exemplar da casta, embora longe do seu berço de origem. Exuberante no nariz, presença de citrinos e notas tropicais, fresco e elegante, mas também a sentir-se alguma gordura na boca, final prolongado. Mais uma boa surpresa. Este produtor ribatejano está a fazer brancos consistentes e com muita qualidade. Nota 17,5+.
Bateu-se bem com uma inesquecível garoupa no forno. Comeu-se, repetiu-se e, ainda, levámos as sobras para casa.
Finalmente, encerrámos com o Dalva 30 Anos (eng. em 2009). Aroma complexo, com frutos secos em evidência, taninos firmes, profundidade de boca e final interminável. Não o troco por vintages com a mesma idade. Nota 18. Foi a companhia ideal para a sobremesa, um strudell de maçã com gelado de baunilha. O Filipe Marques está de parabéns e à altura das novas responsabilidades.
Mais uma boa jornada. Obrigado Alfredo!
Os vinhos eram da garrafeira do Alfredo, champanhe, branco e generoso e portaram-se todos bem.
O repasto iniciou-se com o President Germain Bruto não datado, completamente desconhecido entre nós, com base nas castas Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay. Bolha fina e persistente, aroma a lembrar pão fresco, notas florais, fresco e estruturado. Uma boa surpresa. Nota 17,5. Acompanhou um agradável cocktail de camarão.
Seguiu-se o Val d'Algares Alvarinho 09, um bom exemplar da casta, embora longe do seu berço de origem. Exuberante no nariz, presença de citrinos e notas tropicais, fresco e elegante, mas também a sentir-se alguma gordura na boca, final prolongado. Mais uma boa surpresa. Este produtor ribatejano está a fazer brancos consistentes e com muita qualidade. Nota 17,5+.
Bateu-se bem com uma inesquecível garoupa no forno. Comeu-se, repetiu-se e, ainda, levámos as sobras para casa.
Finalmente, encerrámos com o Dalva 30 Anos (eng. em 2009). Aroma complexo, com frutos secos em evidência, taninos firmes, profundidade de boca e final interminável. Não o troco por vintages com a mesma idade. Nota 18. Foi a companhia ideal para a sobremesa, um strudell de maçã com gelado de baunilha. O Filipe Marques está de parabéns e à altura das novas responsabilidades.
Mais uma boa jornada. Obrigado Alfredo!
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Provas no CCB
Voltei, no princípio desta semana, à minha antiga casa, o CCB, a convite da distribuidora Heritage Wines (HW), na qualidade de bloguista. É o que está a dar! A HW é já uma distribuidora de referência, com um reduzido portefólio, mas de grande qualidade. Tudo o que provei era muito bom, não havendo desilusões a lamentar. Registei os clássicos Qtª do Crasto Vinha da Ponte 05 e Maria Teresa 07 (servida em dupla magnum ?), a novidade Mouchão Colheitas Antigas 02 (em magnum), Roda Reserva 07 e 06 (Rioja), Fonseca Vintage 85 (ainda muito jóvem), Fonseca 40 Anos (eng. em 2010), Taylor's 30 Anos (eng. em 2011), Romariz Vintage 00 e o surpreendente Romariz Colheita 88 (eng. em 2010). Finalmente 2 ou 3 gotas do Scion, rigorosamente controladas. Mas, francamente, pela décima ou vigésima parte daquele preço (ver crónica Imoralidades de 3/12/2010) tenho provado algumas dezenas de vinhos fortificados com uma qualidade semelhante.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Evento Wine Bloggers na José Maria da Fonseca (JMF)
1.Preliminares
A JMF está triplamente de parabens. Antes de mais nada, por ter sido a 1ª empresa produtora de vinhos, que eu saiba, a organizar uma visita e prova de vinhos, exclusivamente dedicada aos autores dos blogues nacionais e afins. A Herdade das Servas já tinha organizado, no principio do ano, um evento similar, onde alguns bloguistas foram convidados nessa qualidade (ver crónica "A Herdade das Servas e a Blogosfera" de 22 e 23 de Janeiro 2011). Mas não foi em exclusivo, embora representassem cerca de 1/3 dos convidados.
Em 2º lugar, por nos ter sido proporcionada uma extensa e didáctica prova, uma das mais interessantes em que participei nos últimos anos. Foram provados e bebidos 24 vinhos 24!
Em 3º e último, por a família Soares Franco se ter envolvido de alma e coração, a Sofia (7ª geração) e o meu confrade Domingos (6ª geração). Obrigado e bem hajam!
2.Os participantes : bloguistas e afins
Para que conste, participaram no evento 15 bloguistas e afins, tendo outros 3 sido convidados mas que não poderam comparecer :
.Abílio Neto
.Art Meets Bacchus
.Comer, Beber, Lazer
.Copo de 3
.Enófilo Militante
.E tudo o vinho levou
.Magna Casta
.Nuno Gonçalves
.O vinho é efémero
.Os Vinhos
.Pingamor
.Pingas no Copo
.Prazeres Requintados
.Saca-a-Rolha
.Wine & Lifestyle Report
3.Recepção e Visita
Na recepção dos convidados, a Sofia referiu, muito acertadamente, o papel e a importância dos "bloggers" para a difusão da informação descomprometida dos vinhos nacionais. A JMF inteligentemente percebeu isto, contrastando com algumas vozes institucionais que não perceberam ou não querem perceber a importância da blogosfera. Posturas...
A visita foi feita à imagem e semelhança do que é habitual fazer-se com os turistas que vão conhecer a JMF. Nem mais nem menos...
4.A prova
A degustação dos primeiros 4 vinhos, foi orientada pelo Miguel Remédio (?), responsável pela área de marketing da JMF. 2 brancos Qtª de Camarate 2010, ambos a partir das castas Alvarinho e Loureiro, um seco (tropical, elegante, fresco, estruturado, o mais interessante para o meu gosto) e o outro doce (discreto, pouco expressivo, embora fino) e 2 tintos, o Qtª de Camarate 08 (floral, corpo e final médios, discreto mas agradável) e o Pasmados 08 (mais exuberante no nariz, boca mais vigorosa, guloso e bom final).
A parte mais interessante veio a seguir, sendo a prova orientada pelo responsável máximo da enologia, Domingos Soares Franco, que quis partilhar connosco algumas das experiências em que tem trabalhado. Tudo muito didáctico. Primeira surpresa, os 2 brancos de 2011, um Verdelho e o outro Verdejo, são completamente diferentes, o 1º ainda em construção e o 2º já feito, muito tropical, muita frescura e equilibrado.
Outra experiência que serviu como exercício pedagógico foi a prova da Grand Noir, fermentada de 3 maneiras diferentes, em talha, em lagares e em cuba (inox). Pareceu-me a versão fermentada em talha com o aroma mais expressivo e os taninos mais macios, a versão lagar mais rústica e os taninos algo agressivos e a versão inox a mais equilibrada. Acabei por não me aperceber o que é que o autor pensa das suas experiências.
Seguiu-se a prova de 4 vinhos de gama alta, Domini Plus 08 (floral, requintado, acidez equilibrada, estruturado e bom final de boca, o "terroir" Douro bem marcado), FSF 07 (aromático, frutos vermelhos, notas de couro, fresco, taninos macios, final médio), Periquita Superyor 08 ( provado em Maio numa outra grande jornada na JMF mantém o nível, fruta ainda presente, especiado, alguma acidez, redondo, bom final de boca) e J de José de Sousa 09 (exuberante e complexo no nariz, fino e elegante, boa arquitectura de boca e final longo; o João Paulo Martins atribuiu-lhe a nota 18, mas não o seleccionou para os melhores do ano, sabe-se lá porquê).
Seguiram-se 3 moscatéis da Colecção Privada Domingos Soares Franco, já nossos conhecidos, com o "Armagnac" 98 a passar por cima do "Cognac" 99, uma experiência polémica e pouco consensual. O Roxo 03 mostrou-se à altura dos seus pergaminhos. Finalmente, o grande Moscatel Roxo 20 Anos, engarrafamento de 2010 - um festival de aromas e sabores, melado, boca potente, embora pudesse ter um pouco mais de acidez. Ainda houve 2 Bastardinhos (2009 e 2011), mas nesta altura do campeonato é coisa para pedófilos.
5.O almoço
Foi, antes de mais, um são e bem disposto convívio entre os donos da casa e seus convidados. Em relação ao almoço em si, nada de novidades. Já conheço esta agradável ementa desde há algum tempo. Mas, no entanto, há algo que discordo frontalmente, a introdução do queijo no início do repasto, como se fosse um aperitivo. Infelizmente não é caso único, pois na restauração há este hábito de porem em cima da mesa, como couvert, queijo de entorna, seja Azeitão, Serra ou Serpa. Não funciona. Mais vale apresentá-lo no fim e acompanhá-lo com um branco untuoso, com uma ligeira oxidação e pleno de acidez. Fica a matar. Experimentem. Este branco, Pasmados 08, já o tinha provado na JMF há cerca de meio ano. Está fabuloso e tem um perfil de branco que adoro. Pena é que nalgumas garrafas esteja completamente oxidado e praticamente imbebível. O Hexagon 03, servido em magnum, é o menos interessante dos vinhos de topo da JMF e pareceu-me com uma acidez volatil excessiva. O Bastardinho 30 Anos, engarrafado em 2008, sedutor no aroma, tem uma boa acidez, boca poderosa e final muito longo. Finalmente, a surpresa da tarde, o Moscatel Superior 55, engarrafado em 2011 - muito complexo no nariz e na boca, notas de frutos secos, iodo e caril, estrutura, profundidade e final interminável.Para beber com todo o respeito. Foi uma das 50 garrafas da reserva do produtor, as outras 100 vão ser leiloadas.
Embora seja meu hábito pontuar os vinhos que provo e registá-los para os hierarquizar e comparações futuras, nem sempre as difundo. Mas, no caso deste 1955, não resisto. Nota 19,5.
Mais uma grande e louvável jornada. Parabens à JMF pela aposta na blogosfera. Obrigado confrade Domingos.
A JMF está triplamente de parabens. Antes de mais nada, por ter sido a 1ª empresa produtora de vinhos, que eu saiba, a organizar uma visita e prova de vinhos, exclusivamente dedicada aos autores dos blogues nacionais e afins. A Herdade das Servas já tinha organizado, no principio do ano, um evento similar, onde alguns bloguistas foram convidados nessa qualidade (ver crónica "A Herdade das Servas e a Blogosfera" de 22 e 23 de Janeiro 2011). Mas não foi em exclusivo, embora representassem cerca de 1/3 dos convidados.
Em 2º lugar, por nos ter sido proporcionada uma extensa e didáctica prova, uma das mais interessantes em que participei nos últimos anos. Foram provados e bebidos 24 vinhos 24!
Em 3º e último, por a família Soares Franco se ter envolvido de alma e coração, a Sofia (7ª geração) e o meu confrade Domingos (6ª geração). Obrigado e bem hajam!
2.Os participantes : bloguistas e afins
Para que conste, participaram no evento 15 bloguistas e afins, tendo outros 3 sido convidados mas que não poderam comparecer :
.Abílio Neto
.Art Meets Bacchus
.Comer, Beber, Lazer
.Copo de 3
.Enófilo Militante
.E tudo o vinho levou
.Magna Casta
.Nuno Gonçalves
.O vinho é efémero
.Os Vinhos
.Pingamor
.Pingas no Copo
.Prazeres Requintados
.Saca-a-Rolha
.Wine & Lifestyle Report
3.Recepção e Visita
Na recepção dos convidados, a Sofia referiu, muito acertadamente, o papel e a importância dos "bloggers" para a difusão da informação descomprometida dos vinhos nacionais. A JMF inteligentemente percebeu isto, contrastando com algumas vozes institucionais que não perceberam ou não querem perceber a importância da blogosfera. Posturas...
A visita foi feita à imagem e semelhança do que é habitual fazer-se com os turistas que vão conhecer a JMF. Nem mais nem menos...
4.A prova
A degustação dos primeiros 4 vinhos, foi orientada pelo Miguel Remédio (?), responsável pela área de marketing da JMF. 2 brancos Qtª de Camarate 2010, ambos a partir das castas Alvarinho e Loureiro, um seco (tropical, elegante, fresco, estruturado, o mais interessante para o meu gosto) e o outro doce (discreto, pouco expressivo, embora fino) e 2 tintos, o Qtª de Camarate 08 (floral, corpo e final médios, discreto mas agradável) e o Pasmados 08 (mais exuberante no nariz, boca mais vigorosa, guloso e bom final).
A parte mais interessante veio a seguir, sendo a prova orientada pelo responsável máximo da enologia, Domingos Soares Franco, que quis partilhar connosco algumas das experiências em que tem trabalhado. Tudo muito didáctico. Primeira surpresa, os 2 brancos de 2011, um Verdelho e o outro Verdejo, são completamente diferentes, o 1º ainda em construção e o 2º já feito, muito tropical, muita frescura e equilibrado.
Outra experiência que serviu como exercício pedagógico foi a prova da Grand Noir, fermentada de 3 maneiras diferentes, em talha, em lagares e em cuba (inox). Pareceu-me a versão fermentada em talha com o aroma mais expressivo e os taninos mais macios, a versão lagar mais rústica e os taninos algo agressivos e a versão inox a mais equilibrada. Acabei por não me aperceber o que é que o autor pensa das suas experiências.
Seguiu-se a prova de 4 vinhos de gama alta, Domini Plus 08 (floral, requintado, acidez equilibrada, estruturado e bom final de boca, o "terroir" Douro bem marcado), FSF 07 (aromático, frutos vermelhos, notas de couro, fresco, taninos macios, final médio), Periquita Superyor 08 ( provado em Maio numa outra grande jornada na JMF mantém o nível, fruta ainda presente, especiado, alguma acidez, redondo, bom final de boca) e J de José de Sousa 09 (exuberante e complexo no nariz, fino e elegante, boa arquitectura de boca e final longo; o João Paulo Martins atribuiu-lhe a nota 18, mas não o seleccionou para os melhores do ano, sabe-se lá porquê).
Seguiram-se 3 moscatéis da Colecção Privada Domingos Soares Franco, já nossos conhecidos, com o "Armagnac" 98 a passar por cima do "Cognac" 99, uma experiência polémica e pouco consensual. O Roxo 03 mostrou-se à altura dos seus pergaminhos. Finalmente, o grande Moscatel Roxo 20 Anos, engarrafamento de 2010 - um festival de aromas e sabores, melado, boca potente, embora pudesse ter um pouco mais de acidez. Ainda houve 2 Bastardinhos (2009 e 2011), mas nesta altura do campeonato é coisa para pedófilos.
5.O almoço
Foi, antes de mais, um são e bem disposto convívio entre os donos da casa e seus convidados. Em relação ao almoço em si, nada de novidades. Já conheço esta agradável ementa desde há algum tempo. Mas, no entanto, há algo que discordo frontalmente, a introdução do queijo no início do repasto, como se fosse um aperitivo. Infelizmente não é caso único, pois na restauração há este hábito de porem em cima da mesa, como couvert, queijo de entorna, seja Azeitão, Serra ou Serpa. Não funciona. Mais vale apresentá-lo no fim e acompanhá-lo com um branco untuoso, com uma ligeira oxidação e pleno de acidez. Fica a matar. Experimentem. Este branco, Pasmados 08, já o tinha provado na JMF há cerca de meio ano. Está fabuloso e tem um perfil de branco que adoro. Pena é que nalgumas garrafas esteja completamente oxidado e praticamente imbebível. O Hexagon 03, servido em magnum, é o menos interessante dos vinhos de topo da JMF e pareceu-me com uma acidez volatil excessiva. O Bastardinho 30 Anos, engarrafado em 2008, sedutor no aroma, tem uma boa acidez, boca poderosa e final muito longo. Finalmente, a surpresa da tarde, o Moscatel Superior 55, engarrafado em 2011 - muito complexo no nariz e na boca, notas de frutos secos, iodo e caril, estrutura, profundidade e final interminável.Para beber com todo o respeito. Foi uma das 50 garrafas da reserva do produtor, as outras 100 vão ser leiloadas.
Embora seja meu hábito pontuar os vinhos que provo e registá-los para os hierarquizar e comparações futuras, nem sempre as difundo. Mas, no caso deste 1955, não resisto. Nota 19,5.
Mais uma grande e louvável jornada. Parabens à JMF pela aposta na blogosfera. Obrigado confrade Domingos.
domingo, 23 de outubro de 2011
Almoço na Tosca
Em tempo de crise convém saber onde se pode comer sem desequilibrar o orçamento, mais a mais se for funcionário público. A Tosca - Taberna de S.Paulo, na praça com o mesmo nome, ao Cais do Sodré, pratica de 2ª a 6ª um menu a 8,50 €, com direito a sopa, prato, bebida e café.
A Tosca é um espaço moderno com amplas janelas envidraçadas e uma agradável esplanada com capacidade para 24 mastigantes, embora prejudicada com a passagem de alguns carros. Mas com estas chuvadas que chegaram hoje, não há qualquer hipótese de usufruirmos da dita.
Lista de vinhos equilibrada com algumas referências a preços pouco meigos e aposta nos vinhos a copo (2 espumantes, 7 brancos, 3 rosés e 9 tintos, o que é uma oferta de elogiar). Copos Schott e serviço de vinhos profissional (a garrafa vem à mesa e o vinho é dado a provar). Bebi um copo de branco Fafide Reserva 09 - frutado, bela acidez, simples, fresco e agradável. Acompanha bem pratos leves. Nota 15,5.
Espaço agradável que se recomenda, apesar da lentidão na cozinha. Para quem não tenha pressa, tudo bem.
A Tosca é um espaço moderno com amplas janelas envidraçadas e uma agradável esplanada com capacidade para 24 mastigantes, embora prejudicada com a passagem de alguns carros. Mas com estas chuvadas que chegaram hoje, não há qualquer hipótese de usufruirmos da dita.
Lista de vinhos equilibrada com algumas referências a preços pouco meigos e aposta nos vinhos a copo (2 espumantes, 7 brancos, 3 rosés e 9 tintos, o que é uma oferta de elogiar). Copos Schott e serviço de vinhos profissional (a garrafa vem à mesa e o vinho é dado a provar). Bebi um copo de branco Fafide Reserva 09 - frutado, bela acidez, simples, fresco e agradável. Acompanha bem pratos leves. Nota 15,5.
Espaço agradável que se recomenda, apesar da lentidão na cozinha. Para quem não tenha pressa, tudo bem.
sábado, 22 de outubro de 2011
Almoço no Gspot Gastronomia
Fica em Sintra e dele já falei (ver crónica de 14/5/2010). Na criação dos pratos está o João Sá e na sala o Manuel Moreira, escanção com provas dadas, coadjuvado pelo André Simões. Uma boa equipa num espaço simpático. Ao almoço, de 2ª a 6ª, é possivel usufruir de um menú de 10 €, entrada+prato ou prato+sobremesa, sendo o couvert e uma bebida por conta da casa. Um achado, em tempo de crise.
Comi uma saladinha de batata e ovo com ventresca de atum, a acompanhar um copo do branco Attis 2010 (Lisboa), com base nas castas Fernão Pires e Arinto - muito frutado, presença de citrinos, acidez qb, frescura e elegância. Pensado para acompanhar entradas frias. Nota 16,5.
Com o lombinho de porco estufado em vinho tinto, bebi um copo do tinto Attis 07 - austero no nariz, neutro na boca, pouco interessante, fica uns furos abaixo do branco. Nota 14.
Óptimo serviço de vinhos (nem outra coisa seria de esperar), copos à altura e quantidades generosas. A lista é bastante original, com algumas propostas invulgares, mas a preços puxadotes. Ponto fraco : a oferta de vinhos a copo é escassa.
Por amabilidade de um amigo presente no restaurante, ainda provei o Qtª San Joanne 2000, um Regional Minho fermentado em madeira - côr evoluida, ligeira oxidação, untuoso, boa acidez, boca poderosa e final longo. Aguenta bem pratos pesados. Bebido em copo largo é uma boa surpresa. Nota 17,5+.
Quem andar por perto e não queira gastar muito dinheiro aposte no Gspot. Recomendo e tenciono voltar.
Comi uma saladinha de batata e ovo com ventresca de atum, a acompanhar um copo do branco Attis 2010 (Lisboa), com base nas castas Fernão Pires e Arinto - muito frutado, presença de citrinos, acidez qb, frescura e elegância. Pensado para acompanhar entradas frias. Nota 16,5.
Com o lombinho de porco estufado em vinho tinto, bebi um copo do tinto Attis 07 - austero no nariz, neutro na boca, pouco interessante, fica uns furos abaixo do branco. Nota 14.
Óptimo serviço de vinhos (nem outra coisa seria de esperar), copos à altura e quantidades generosas. A lista é bastante original, com algumas propostas invulgares, mas a preços puxadotes. Ponto fraco : a oferta de vinhos a copo é escassa.
Por amabilidade de um amigo presente no restaurante, ainda provei o Qtª San Joanne 2000, um Regional Minho fermentado em madeira - côr evoluida, ligeira oxidação, untuoso, boa acidez, boca poderosa e final longo. Aguenta bem pratos pesados. Bebido em copo largo é uma boa surpresa. Nota 17,5+.
Quem andar por perto e não queira gastar muito dinheiro aposte no Gspot. Recomendo e tenciono voltar.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Uma volta pela Beira
Embora não tivesse sido uma grande jornada em termos gastronómicos e vínicos, não vou deixar de partilhar as minhas experiências na zona de Pedrogão Pequeno (onde ficámos instalados no Hotel da Montanha,com uma localização invejável, pessoal super simpático, mas a necessitar de algumas obras de manutenção), Sertã, Figueiró dos Vinhos e Proença-a-Nova.
Deu para actualizar leituras, tendo despachado o livro "Grande Reserva - as melhores histórias do vinho português" da autoria do bloguista João Barbosa (ver link para "joão à mesa"), edição Oficina do Livro. Oportunamente, dedicar-lhe-ei uma crónica.
Por sugestão do hotel, fomos visitar a aldeia de xisto Casal São Simão, bem próximo de Figueiró dos Vinhos. Almoçámos na Varanda do Casal, restaurante perfeitamente integrado na aldeia. Mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano (surpresa), típica cozinha regional, serviço eficiente e simpático. Por sugestão do empregado, comemos 3 belíssimos e bem servidos petiscos : sonhos de bacalhau, cogumelos silvestres e cachola da matança, ao preço de 2,50 € por pessoa, uma pechincha. Seguiu-se 1 dose de truta com presunto, que deu o que pode dar o peixe de "aviário".
Carta de vinhos com base nos alentejanos, preços cordatos, copos adequados e serviço a cumprir. Como nota negativa, extensiva a toda a jornada, ausência de vinhos a copo. E também, um grupo de motards espanhois, em alta rotação de poluição sonora.
Bebeu-se meia garrafa de tinto Monte das Servas Escolha 08 (já no jantar da véspera, no hotel, tinha-se bebido a versão branca 2010 da mesma marca). Simples, correctos, apelativos e com bom preço, uma boa solução enquanto não tiverem vinho a copo. À atenção da Viniportugal.
A outra jornada foi no Famado, em Vale d'Urso, Proença-a-Nova, já conhecido noutra ocasião há 5 ou 6 anos. Desilusão, os donos (2 amigos na sala e as mulheres ,por sinal irmãs, nos tachos) mudaram-se de armas e bagagens para Vila de Rei, Albergaria D.Diniz, segundo informação colhida no local. Comemos maranhos e bucho recheado e, ainda, cabrito assado no forno. Nada de especial. A cozinha está uns furos abaixo.
Quanto a vinhos, tem uma boa carta, copos a condizer, armários térmicos, preços acessíveis nalguns e exorbitantes noutros. Vinhos a copo, zero. Serviço simpático a cumprir os mínimos. Bebeu-se meia garrafa do tinto Duas Quintas 07, que surpreendeu pela positiva. Tem pernas para andar mais 4/5 anos.
Fica a intenção de, numa próxima, ir a Vila de Rei.
Deu para actualizar leituras, tendo despachado o livro "Grande Reserva - as melhores histórias do vinho português" da autoria do bloguista João Barbosa (ver link para "joão à mesa"), edição Oficina do Livro. Oportunamente, dedicar-lhe-ei uma crónica.
Por sugestão do hotel, fomos visitar a aldeia de xisto Casal São Simão, bem próximo de Figueiró dos Vinhos. Almoçámos na Varanda do Casal, restaurante perfeitamente integrado na aldeia. Mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano (surpresa), típica cozinha regional, serviço eficiente e simpático. Por sugestão do empregado, comemos 3 belíssimos e bem servidos petiscos : sonhos de bacalhau, cogumelos silvestres e cachola da matança, ao preço de 2,50 € por pessoa, uma pechincha. Seguiu-se 1 dose de truta com presunto, que deu o que pode dar o peixe de "aviário".
Carta de vinhos com base nos alentejanos, preços cordatos, copos adequados e serviço a cumprir. Como nota negativa, extensiva a toda a jornada, ausência de vinhos a copo. E também, um grupo de motards espanhois, em alta rotação de poluição sonora.
Bebeu-se meia garrafa de tinto Monte das Servas Escolha 08 (já no jantar da véspera, no hotel, tinha-se bebido a versão branca 2010 da mesma marca). Simples, correctos, apelativos e com bom preço, uma boa solução enquanto não tiverem vinho a copo. À atenção da Viniportugal.
A outra jornada foi no Famado, em Vale d'Urso, Proença-a-Nova, já conhecido noutra ocasião há 5 ou 6 anos. Desilusão, os donos (2 amigos na sala e as mulheres ,por sinal irmãs, nos tachos) mudaram-se de armas e bagagens para Vila de Rei, Albergaria D.Diniz, segundo informação colhida no local. Comemos maranhos e bucho recheado e, ainda, cabrito assado no forno. Nada de especial. A cozinha está uns furos abaixo.
Quanto a vinhos, tem uma boa carta, copos a condizer, armários térmicos, preços acessíveis nalguns e exorbitantes noutros. Vinhos a copo, zero. Serviço simpático a cumprir os mínimos. Bebeu-se meia garrafa do tinto Duas Quintas 07, que surpreendeu pela positiva. Tem pernas para andar mais 4/5 anos.
Fica a intenção de, numa próxima, ir a Vila de Rei.
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