Foi mais um jantar que resultou da parceria da garrafeira Néctar das Avenidas com o restaurante Assinatura e contou, desta vez, com a presença sempre estimável do Jorge Serôdio Borges (JSB). Sala completamente lotada, estando presentes 42 militantes, dos quais 32 pertenciam ou estavam próximo do antigo núcleo duro das CAV.
O repasto iniciou-se com uma pequena mas deliciosa porção de "Carapau de escabeche", servida numa lata tipo sardinha de conserva. Ideia original, mas pouco prática, que originou um certo receio de deixar cair o carapau em cima da toalha. Na próxima ponham um prato por baixo, ó senhores do Assinatura. Tem uma dupla vantagem, pois não se suja a toalha, nem se desperdiça pitada. Acompanhou lindamente o escabeche, o branco Passadouro 10 - nariz exuberante, notas florais, mineralidade e acidez q.b., versátil e gastronómico, bom final de boca. Já a ligação com a entrada de "Bacalhau gratinado com queijo", não funcionou tão bem, pois falta-lhe peso para aguentar o queijo. De qualquer modo, um belíssimo branco que vai envelhecer dignamente. Nota 17.
O prato principal, "Vitela, pêra e feijão", foi o menos consensual, pois não me pareceu linear que os elementos componentes interagissem muito bem, com o feijão a impor-se e a abafar os restantes. Entrou em cena o Passadouro Reserva 09, uma marca já consolidada - complexidade aromática, muita fruta e juventude, acidez equilibrada, notas de tabaco e chocolate, taninos macios, arquitectura de boca e final longo. Embora já esteja bebível, é melhor esperar mais 4/5 anos. Nota 18+.
Com a 1ª sobremesa, "Chocolate, queijo de cabra e pimenta", original experimentação do chefe Henrique Mouro, aliás muito bem conseguida, avançou o Qtª da Manoella Vinhas Velhas 09 - aroma ainda fechado, muito fresco, acidez no ponto, grande potência de boca com os taninos ainda por domar, final longo; apesar de tudo mostra elegância e personalidade. Um vinho para o futuro (beber daqui por 10 anos). Nota 18,5.
A 2ª sobremesa, uma belíssima "Tarte de maçã com gelado", teve por companhia o Porto Wine & Soul 10 Anos (engarrafado em 2011) - frescura e elegância, complexidade aromática e gustativa que não são normais em vinhos com esta idade. O meu palpite : tem pelo menos 15 anos.Nota 17,5.
Mais uma grande jornada, a que não foi alheia a presença do JSB.
Nota final : foi no decorrer do jantar que soube por ele próprio que nunca lhe fora atribuido o prémio de Enólogo do Ano, apesar da colecção de Prémios Excelência atribuidos a vinhos feitos por ele. Mais uma situação surrealista!
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Rescaldo dos Prémios 2011 da Revista de Vinhos (RV)
Finalmente fez-se justiça : o Francisco Albuquerque, embora tardiamente, acabou por receber o prémio do Enólogo do Ano (Vinhos Generosos)! Parabens Francisco! Fico duplamente satisfeito, por ele, mas também por mim, pois desde há algum tempo que venho anunciando a injustiça só agora reparada (ver crónicas de 21/2/2011 "Francisco Albuquerque : mais uma vez injustiçado" e de 12/7/2011 "Blandy e Francisco Albuquerque : os incompreendidos").
Quanto às restantes pessoas e instituições premiadas, só acertei na Susana Esteban. Mas, diga-se em abono da verdade, que só incluí o seu nome porque estava, sincera e plenamente convencido, que o Jorge Serôdio Borges já tinha sido agraciado no passado. Puro engano, este enólogo de excepção, com provas dadas há uma série de anos, ficou esquecido. Tal é a contradição, pois praticamente todos os anos tem vinhos premiados (ainda agora teve 2 Prémios Excelência!). Surrealismo puro...
Finalmente, ao não acertar em mais nenhum dos premiados, concluo não ter entendido de todo os critérios insondáveis da RV. Mea culpa...
Quanto às restantes pessoas e instituições premiadas, só acertei na Susana Esteban. Mas, diga-se em abono da verdade, que só incluí o seu nome porque estava, sincera e plenamente convencido, que o Jorge Serôdio Borges já tinha sido agraciado no passado. Puro engano, este enólogo de excepção, com provas dadas há uma série de anos, ficou esquecido. Tal é a contradição, pois praticamente todos os anos tem vinhos premiados (ainda agora teve 2 Prémios Excelência!). Surrealismo puro...
Finalmente, ao não acertar em mais nenhum dos premiados, concluo não ter entendido de todo os critérios insondáveis da RV. Mea culpa...
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Novo Formato+ (2ª sessão)
Esta 2ª sessão do grupo Novo Formato+ (sobre a 1ª ver crónica de 10/12/2011), decorreu no restaurante principal do Corte Inglês, a convite do casal Lena/Juca Azevedo que também ofereceu os vinhos.
O tema era uma vertical de Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas (2006 a 2010), provada às cegas. O repasto, depois de um entretem de boca, foi cabeça de cherne no forno, acolitada por batatinhas, legumes e grelos, da responsabilidade do chefe Luis Filipe. Se há prato que vale a pena comer neste restaurante é cabeça de peixe. Mais uma vez estava divinal.
Quanto a vinhos, os convivas foram recebidos com um copo de Olho no Pé Colheita Tardia 07 - complexidade aromática, doçura, gordo na boca, persistência final. Com mais acidez teria ficado na área da excelência. Nota 17.
Seguiu-se a vertical do 1ª Vinhas. Os 5 vinhos provados dividiram-se em 2 grupos, os mais recentes (2010, 09 e 08) mais frescos e aromáticos, fruta tropical, belíssima acidez, estrutura e bom final de boca, estando o 09 ligeiramente abaixo dos outros 2. Estão ainda muito jovens e vão se complexificar nos próximos 2/3 anos. Notas 17,5+ (10 e 08) e 17,5 (09).
Os irmãos mais velhos têm um estilo semelhante, mas estão mais evoluidos e têm outra potência de boca, acompanhando melhor o peixe no forno. O 06, praticamente desconhecido, foi uma boa surpresa, e o 07 aproxima-se a passos gigantes do excelente Reserva do mesmo ano. Notas 18+ (07) e 18 (06).
Finalmente, a terminar com chave de ouro, o Cossart Bual 58 (engarrafado em 2006) - nariz discreto, iodo, notas de caril, vinagrinho, taninos vigorosos e final muito longo. É um Bual atípico, pouco doce e com uma secura bem evidente. Ligou muito bem com uma panqueca de maçã. Nota 18,5.
Bela, interessante e didáctica jornada. Obrigado Lena e Juca!
O tema era uma vertical de Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas (2006 a 2010), provada às cegas. O repasto, depois de um entretem de boca, foi cabeça de cherne no forno, acolitada por batatinhas, legumes e grelos, da responsabilidade do chefe Luis Filipe. Se há prato que vale a pena comer neste restaurante é cabeça de peixe. Mais uma vez estava divinal.
Quanto a vinhos, os convivas foram recebidos com um copo de Olho no Pé Colheita Tardia 07 - complexidade aromática, doçura, gordo na boca, persistência final. Com mais acidez teria ficado na área da excelência. Nota 17.
Seguiu-se a vertical do 1ª Vinhas. Os 5 vinhos provados dividiram-se em 2 grupos, os mais recentes (2010, 09 e 08) mais frescos e aromáticos, fruta tropical, belíssima acidez, estrutura e bom final de boca, estando o 09 ligeiramente abaixo dos outros 2. Estão ainda muito jovens e vão se complexificar nos próximos 2/3 anos. Notas 17,5+ (10 e 08) e 17,5 (09).
Os irmãos mais velhos têm um estilo semelhante, mas estão mais evoluidos e têm outra potência de boca, acompanhando melhor o peixe no forno. O 06, praticamente desconhecido, foi uma boa surpresa, e o 07 aproxima-se a passos gigantes do excelente Reserva do mesmo ano. Notas 18+ (07) e 18 (06).
Finalmente, a terminar com chave de ouro, o Cossart Bual 58 (engarrafado em 2006) - nariz discreto, iodo, notas de caril, vinagrinho, taninos vigorosos e final muito longo. É um Bual atípico, pouco doce e com uma secura bem evidente. Ligou muito bem com uma panqueca de maçã. Nota 18,5.
Bela, interessante e didáctica jornada. Obrigado Lena e Juca!
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Os vencedores s(er)ão...(II)
Continuando a divulgar os meus palpites para os melhores do ano 2011, concluo com os Prémios Excelência :
BRANCOS
.Murganheira Pinot Blanc Bruto 05
.Vértice Millésime Bruto 07
.Muros de Melgaço Alvarinho 10 (V.Verdes)
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 10 (V.Verdes)
.Carvalhas (RCV) 10 (Douro)
.Conceito 10 (Douro)
.Guru 10 (Douro)
.Paço dos Cunhas de Santar V.Contador 10 (Dão)
.Pedro & Inês 09 (Dão)
.Qtª da Pellada Primus 10 (Dão)
.Qtª das Bageiras Garrafeira 09 (Bairrada)
.PL/PR 09 (Alentejo/Douro)
TINTOS
.Antónia Adelaide Ferreira 08 (Douro)
.Batuta 09 (Douro)
.Duorum Vinhas Velhas Reserva 09 (Douro)
.Passadouro Reserva 09 (Douro)
.Pintas 09 (Douro)
.Poeira 09 (Douro)
.Qtª do Crasto Maria Teresa 09 (Douro)
.Qtª de La Rosa Reserva 09 (Douro)
.Qtª Nova Nossa Srª do Carmo Referência 08 (Douro)
.Qtª da Touriga Chã 08 (Douro)
.Qtª do Vale Meão 09 (Douro)
.DODA 08 (Douro/Dão)
.Carrocel 08 (Dão)
.Ribeiro Santo Grande Escolha 08 (Dão)
.Qtª da Pellada 07 (Dão)
.Qtª Monte d'Oiro Syrah-24 07 (Lisboa)
.IPO (Qtª do Alqueve) 08 (Tejo)
.Blog 09 (Alentejo)
.Cortes de Cima Reserva 08 (Alentejo)
.Esporão Private Seleccion Garrafeira 08 (Alentejo)
.Esporão Touriga Nacional 08 (Alentejo)
.Mouchão 06 (Alentejo)
.Scala Coeli 09 (Alentejo)
.Solar dos Lobos Grande Escolha 09(Alentejo)
FORTIFICADOS
.Dow's Qtª Senhora da Ribeira Vintage 09
.Fonseca Vintage 09
.Qtª do Vesúvio Vintage 09
.Taylor's Vargellas Vinha Velha Vintage 09
.Warre Vintage 09
.Calém Colheita 61
.Poças 30 Anos
.Barbeito Sercial Frasqueira 78
.Blandy Bual Frasqueira 1920
.Blandy Bual Frasqueira 68
.Blandy Sercial Frasqueira 66
.Moscatel Roxo 20 Anos JMF
.Moscatel Roxo 00 Bacalhôa
.Moscatel Superior 55 JMF
ESPIRITUOSAS
.Aguardente Vinica Velha Alvarinha
.Aguardente Vinica Velha Ferreirinha
BRANCOS
.Murganheira Pinot Blanc Bruto 05
.Vértice Millésime Bruto 07
.Muros de Melgaço Alvarinho 10 (V.Verdes)
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 10 (V.Verdes)
.Carvalhas (RCV) 10 (Douro)
.Conceito 10 (Douro)
.Guru 10 (Douro)
.Paço dos Cunhas de Santar V.Contador 10 (Dão)
.Pedro & Inês 09 (Dão)
.Qtª da Pellada Primus 10 (Dão)
.Qtª das Bageiras Garrafeira 09 (Bairrada)
.PL/PR 09 (Alentejo/Douro)
TINTOS
.Antónia Adelaide Ferreira 08 (Douro)
.Batuta 09 (Douro)
.Duorum Vinhas Velhas Reserva 09 (Douro)
.Passadouro Reserva 09 (Douro)
.Pintas 09 (Douro)
.Poeira 09 (Douro)
.Qtª do Crasto Maria Teresa 09 (Douro)
.Qtª de La Rosa Reserva 09 (Douro)
.Qtª Nova Nossa Srª do Carmo Referência 08 (Douro)
.Qtª da Touriga Chã 08 (Douro)
.Qtª do Vale Meão 09 (Douro)
.DODA 08 (Douro/Dão)
.Carrocel 08 (Dão)
.Ribeiro Santo Grande Escolha 08 (Dão)
.Qtª da Pellada 07 (Dão)
.Qtª Monte d'Oiro Syrah-24 07 (Lisboa)
.IPO (Qtª do Alqueve) 08 (Tejo)
.Blog 09 (Alentejo)
.Cortes de Cima Reserva 08 (Alentejo)
.Esporão Private Seleccion Garrafeira 08 (Alentejo)
.Esporão Touriga Nacional 08 (Alentejo)
.Mouchão 06 (Alentejo)
.Scala Coeli 09 (Alentejo)
.Solar dos Lobos Grande Escolha 09(Alentejo)
FORTIFICADOS
.Dow's Qtª Senhora da Ribeira Vintage 09
.Fonseca Vintage 09
.Qtª do Vesúvio Vintage 09
.Taylor's Vargellas Vinha Velha Vintage 09
.Warre Vintage 09
.Calém Colheita 61
.Poças 30 Anos
.Barbeito Sercial Frasqueira 78
.Blandy Bual Frasqueira 1920
.Blandy Bual Frasqueira 68
.Blandy Sercial Frasqueira 66
.Moscatel Roxo 20 Anos JMF
.Moscatel Roxo 00 Bacalhôa
.Moscatel Superior 55 JMF
ESPIRITUOSAS
.Aguardente Vinica Velha Alvarinha
.Aguardente Vinica Velha Ferreirinha
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Os vencedores s(er)ão...(I)
Passados a pente fino todos os nº da revista de Vinhos (RV), referentes ao último ano, e a uma semana da cerimónia, vou arriscar dar o meu palpite quanto aos melhores de 2011, de acordo com os critérios da própria RV, deixando apenas de fora restaurantes, loja gourmet e gastronomia. Se para os vinhos é fácil, pois basta destacar aqueles que obtiveram notas mais altas, já em relação às empresas e personagens a premiar, tem sempre alguma carga de subjectividade. Começarei por aqui.
.Produtor Revelação do Ano - Qtª de Sant'Ana ou Qtª de Lemos, pela postura e qualidade dos vinhos apresentados;
.Produtor do Ano - Pinhal da Torre (Alqueve), pelo dinamismo numa região mal amada;
.Cooperativa do Ano - não atribuido (não se vislumbra nenhuma)
.Empresa do Ano - Real Companhia Velha, pela mudança e aposta numa nova estratégia, a que não será alheio o regresso do Jorge Moreira;
.Empresa do Ano (Vinhos Generosos) - Blandy, pelo seu 200º aniversário e invejável portefólio;
.Enólogo do Ano - António Maçanita ou Susana Esteban, pelo trabalho desenvolvido e resultados alcançados, alguns na área da excelência;
.Enólogo do Ano (Vinhos Generosos) - Francisco Albuquerque, para reparação de uma enorme injustiça, ao premiá-lo (tardiamente) em Portugal;
.Viticultura do Ano - Hans Kristian Jorgensen, pela investigação de castas e actividade desenvolvida na vinha;
.Organização Vitivinícola - ViniPortugal, pela aposta na divulgação do consumo de vinho a copo;
.Enoturismo do Ano - Old Blandy Wine Lodge, o único organismo do sector a atingir a nota máxima em todos os parâmetro avaliados;
.Garrafeira do Ano - Garrafeira d'Almada, pela postura e carinho no tratamento e comercialização dos vinhos;
.Escanção do Ano - Marco Alexandre, pelas responsabilidades assumidas ao mais alto nível nos restaurantes Sem Dúvida e Casa da Comida;
.Senhor do Vinho - Hernani Verdelho, a título póstumo.
.Produtor Revelação do Ano - Qtª de Sant'Ana ou Qtª de Lemos, pela postura e qualidade dos vinhos apresentados;
.Produtor do Ano - Pinhal da Torre (Alqueve), pelo dinamismo numa região mal amada;
.Cooperativa do Ano - não atribuido (não se vislumbra nenhuma)
.Empresa do Ano - Real Companhia Velha, pela mudança e aposta numa nova estratégia, a que não será alheio o regresso do Jorge Moreira;
.Empresa do Ano (Vinhos Generosos) - Blandy, pelo seu 200º aniversário e invejável portefólio;
.Enólogo do Ano - António Maçanita ou Susana Esteban, pelo trabalho desenvolvido e resultados alcançados, alguns na área da excelência;
.Enólogo do Ano (Vinhos Generosos) - Francisco Albuquerque, para reparação de uma enorme injustiça, ao premiá-lo (tardiamente) em Portugal;
.Viticultura do Ano - Hans Kristian Jorgensen, pela investigação de castas e actividade desenvolvida na vinha;
.Organização Vitivinícola - ViniPortugal, pela aposta na divulgação do consumo de vinho a copo;
.Enoturismo do Ano - Old Blandy Wine Lodge, o único organismo do sector a atingir a nota máxima em todos os parâmetro avaliados;
.Garrafeira do Ano - Garrafeira d'Almada, pela postura e carinho no tratamento e comercialização dos vinhos;
.Escanção do Ano - Marco Alexandre, pelas responsabilidades assumidas ao mais alto nível nos restaurantes Sem Dúvida e Casa da Comida;
.Senhor do Vinho - Hernani Verdelho, a título póstumo.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Vinhos em família (XXVIII)
Mais alguns vinhos provados recatadamente em casa, em família, todos a portarem-se bem :
.Konzelmann Vidal 07 Icewine - exuberância aromática, citrinos, mel, acidez a equilibrar o conjunto, grande potência de boca, final longo. Boa surpresa, pois não conhecia esta marca. Nota 18.
.Pintas 04 - uma das 5500 produzidas; complexidade aromática, especiarias, tabaco, acidez equilibrada, elegante e sofisticado, estrutura e bom final de boca. Em forma mais 6/7 anos. Nota 18,5.
.Vale Meão 04 - notas florais, especiado, tabaco e chocolate, elegante e equilibrado, acidez no ponto, madeira discreta, taninos finos, profundidade e final longo. Aguenta bem mais 7/8 anos. Nota 18,5+.
.Qtª das Bageiras Pai Abel 09 - nariz original e complexo, fruta ainda presente, notas florais, um toque de baunilha, madeira discreta, belíssima acidez,estruturado, final muito longo. Todo ele equilibrio e personalidade. Um dos grandes brancos portugueses! Nota 18+.
.Qtª de Pancas Grande Escolha 08 - um dos preferidos do JPM; algo fechado, notas florais, acidez q.b., especiado, concentrado, madeira presente mas sem se impor, alguma rusticidade, bom final de boca. Vai melhorar nos próximos 4/5 anos. Nota 17,5.
.Konzelmann Vidal 07 Icewine - exuberância aromática, citrinos, mel, acidez a equilibrar o conjunto, grande potência de boca, final longo. Boa surpresa, pois não conhecia esta marca. Nota 18.
.Pintas 04 - uma das 5500 produzidas; complexidade aromática, especiarias, tabaco, acidez equilibrada, elegante e sofisticado, estrutura e bom final de boca. Em forma mais 6/7 anos. Nota 18,5.
.Vale Meão 04 - notas florais, especiado, tabaco e chocolate, elegante e equilibrado, acidez no ponto, madeira discreta, taninos finos, profundidade e final longo. Aguenta bem mais 7/8 anos. Nota 18,5+.
.Qtª das Bageiras Pai Abel 09 - nariz original e complexo, fruta ainda presente, notas florais, um toque de baunilha, madeira discreta, belíssima acidez,estruturado, final muito longo. Todo ele equilibrio e personalidade. Um dos grandes brancos portugueses! Nota 18+.
.Qtª de Pancas Grande Escolha 08 - um dos preferidos do JPM; algo fechado, notas florais, acidez q.b., especiado, concentrado, madeira presente mas sem se impor, alguma rusticidade, bom final de boca. Vai melhorar nos próximos 4/5 anos. Nota 17,5.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Madeiras do século XIX no Gambrinus
O melhor fim de tarde em Lisboa, que se possa imaginar, é passar pelo Gambrinus e beber um cálice ou mais dos Madeiras que este restaurante de luxo tem à prova. Em recente visita, degustei algumas das relíquias da Adega do Torrão, concretamente o Bual 1856 e o Malvasia 1875. Ainda me deram a provar outro Malvasia sem data. Puro prazer, pois estão todos na área da excelência. Ficou por provar, entre mais uns tantos Madeiras, um Bastardo que me disseram ser imperdível.
Uma dica ao Miguel Pires, autor do guia "Lisboa à Mesa" : no Factor X relativo ao Gambrinus, para além do crepe suzete ao vivo, acrescentar a degustação destes Madeiras, raridades praticamente impossiveis de encontrar noutros espaços.
Uma dica ao Miguel Pires, autor do guia "Lisboa à Mesa" : no Factor X relativo ao Gambrinus, para além do crepe suzete ao vivo, acrescentar a degustação destes Madeiras, raridades praticamente impossiveis de encontrar noutros espaços.
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