Os elogios feitos por mim à equipa responsável pelo espaço de restauração da Qtª da Fonte Santa (ver crónica de 29/1/2012), mantêm-se com toda a justiça. O acento tónico incidiu no robalo grelhado e garoupa no forno. Sublimes! Também brilharam as entradas de navalhas e cocktail de camarão e, ainda, as sobremesas de strudel e pudim de queijo da Serra, ambas com gelado de baunilha.
Os vinhos vieram directamente da garrafeira do nosso amigo Alfredo Penetra, a saber :
.Champagne Marquis de Vauzelle - bolha fina e persistente, notas de pão cozido, acidez equilibrada, frescura e bom final de boca, gastronómico. Nota 17,5.
.Cerro das Mouras Grande Escolha 09 - a partir de vinhas velhas, fermentou em barricas novas de carvalho francês, fruta madura, ligeira oxidação, madeira discreta, acidez equilibrada, elegante e gastronómico; aguenta bem mais 5/6 anos. Nota 17,5.
.Condessa de Santar 09 - complexidade aromática, acidez q.b., fumado, madeira ainda presente, alguma gordura, estruturado, final longo; original e cheio de personalidade: melhor daqui a 2/3 anos. Nota 18.
.Taylors 40 Anos (engarrafado em 1989, com o nº 367) - frutos secos, canela, caril, iodo, boca poderosa, final muito longo. Uma delícia. Nota 18,5.
Mais uma grande jornada. Obrigado, Alfredo!
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
A lista negra continua
Mais duas garrafeiras que encerraram as portas :
.Wine & Flavours (em Telheiras), em finais de 2011, apesar de situada na zona de Lisboa com mais doutores e engenheiros por metro quadrado
.VINOdiVINO (à Praça da Ribeira), já em 2012 (definitiva ou temporariamente?), apesar (ou por causa?) de ser também enoteca/restaurante
Efeitos do FMI?
.Wine & Flavours (em Telheiras), em finais de 2011, apesar de situada na zona de Lisboa com mais doutores e engenheiros por metro quadrado
.VINOdiVINO (à Praça da Ribeira), já em 2012 (definitiva ou temporariamente?), apesar (ou por causa?) de ser também enoteca/restaurante
Efeitos do FMI?
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Painel de prova com luta renhida ganha pelo garrafeira RA 85!
O Garrafeira RA 85 foi o grande vencedor, deixando o 2º lugar para o Barca Velha 85. Esta notícia deu brado na altura, já lá vão 21 anos. O painel de prova onde isto aconteceu, teve lugar no restaurante Isaura e foi noticiado em 21 de Fevereiro de 1991 no "à Mesa", separata do semanário "O Jornal". Esta separata de "Vinhos & Gastronomia" era coordenada pelo José Salvador, sendo um dos colaboradores o João Paulo Martins. Além destes dois, participaram no painel os engenheiros Dias Cardoso (Estação Vitivinícola da Bairrada), Cancela de Abreu (agrónomo em Bucelas), João Nicolau de Almeida (Ramos Pinto) e José Gaspar (Caves Velhas).
Resultados da prova :
1º - Garrafeira RA 85 da JMF
2º ex-aequo - Barca Velha 85 e Luis Pato 88
4º - Qtª do Poço do Lobo 88
5º - Qtª do Carmo Garrafeira 86
6º - Qtª da Bacalhôa 88
7º - Qtª do Cotto Grande Escolha 87
De realçar a prestação dos vinhos de 88, considerada, na altura, uma colheita maldita.
Como curiosidade, o Luis Pato 88 foi o único vinho que se manteve nas prateleiras das CAV, ao longo de 13 anos e meio. É obra!
Resultados da prova :
1º - Garrafeira RA 85 da JMF
2º ex-aequo - Barca Velha 85 e Luis Pato 88
4º - Qtª do Poço do Lobo 88
5º - Qtª do Carmo Garrafeira 86
6º - Qtª da Bacalhôa 88
7º - Qtª do Cotto Grande Escolha 87
De realçar a prestação dos vinhos de 88, considerada, na altura, uma colheita maldita.
Como curiosidade, o Luis Pato 88 foi o único vinho que se manteve nas prateleiras das CAV, ao longo de 13 anos e meio. É obra!
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Almoço n' A Paz
Este restaurante, ao longo dos anos, tem sido um feudo do Eusébio e demais benfiquistas, bem expresso numa fotografia e busto da "pantera" e, ainda, em 2 cartazes antigos com a equipa do Benfica. Mas como os donos são democratas, ainda se pode ver na sala de entrada uma foto antiga da equipa do Belenenses e uma de um jogador do Sporting, em formato reduzido. E há também um relógio cujos ponteiros são o equipamento do Porto. Estão lá todos!
Depois do periodo do Eusébio, quem por lá circula são gestores, com o Mega Ferreira, recentemente afastado do CCB, à cabeça.
Sala pouco confortável e algo barulhenta, mas com toalhas e guardanapos de pano, a compensar. Aposta forte nos pratos de peixe, com a garoupa grelhada, no forno ou em filetes à cabeça. Carta de vinhos pouco interessante, cheia de falhas e cruzinhas a assinalar os faltosos, datas omissas e praticamente sem vinhos a copo. Perfeitamente fora do contexto, a carta inclui Barca Velha e Reserva Especial. Bons copos e serviço a cumprir os mínimos.
A acompanhar uma saborosa garoupa no forno e, também, grelhada, bebeu-se o tinto duriense Qtª dos Poços 08 (Medalha de Prata no Concurso Mundial de Bruxelas 2011) - muito frutado, notas vegetais desagradáveis, magro, estrutura mediana e final curto. Nota 14.
Respeito os benfiquistas que ajudaram a fazer esta casa, mas não saí de lá estusiasmado, apesar da garoupa e da fotografia do Belenenses (o meu malfadado clube).
Depois do periodo do Eusébio, quem por lá circula são gestores, com o Mega Ferreira, recentemente afastado do CCB, à cabeça.
Sala pouco confortável e algo barulhenta, mas com toalhas e guardanapos de pano, a compensar. Aposta forte nos pratos de peixe, com a garoupa grelhada, no forno ou em filetes à cabeça. Carta de vinhos pouco interessante, cheia de falhas e cruzinhas a assinalar os faltosos, datas omissas e praticamente sem vinhos a copo. Perfeitamente fora do contexto, a carta inclui Barca Velha e Reserva Especial. Bons copos e serviço a cumprir os mínimos.
A acompanhar uma saborosa garoupa no forno e, também, grelhada, bebeu-se o tinto duriense Qtª dos Poços 08 (Medalha de Prata no Concurso Mundial de Bruxelas 2011) - muito frutado, notas vegetais desagradáveis, magro, estrutura mediana e final curto. Nota 14.
Respeito os benfiquistas que ajudaram a fazer esta casa, mas não saí de lá estusiasmado, apesar da garoupa e da fotografia do Belenenses (o meu malfadado clube).
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Porque deixei de ir ao Vin Rouge
Esta é mais uma história passada comigo há já alguns anos, enquanto sócio gerente das CAV. Por indicação de alguém, cujo nome não recordo (David Lopes Ramos? José Quitério?), "descobri" o Vin Rouge, perdido nos confins do Monte Estoril e nada fácil de encontrar à primeira.
Gostámos (eu e a minha mulher) francamente e passámos a frequentar este pequeno mas apelativo restaurante. Cozinha imaginativa da responsabilidade do chefe João Antunes, espaço acolhedor dirigido pela Rita Caldas, sua mulher. Mais ainda, tinhamos no balcão das CAV cartões do restaurante para recomendar aos nossos clientes e amigos.
Numa das nossas visitas, a Rita Caldas pediu-me se lhe fornecia 1 ou 2 garrafas de um Porto de 1958. Arranjo-lhe o Valriz Colheita 1958 e se não o tiver na loja, encomendo de imediato, disse-lhe.
Logo que o vinho chegou, passados 3 ou 4 dias, entrei em contacto com a senhora que, na maior das calmas, me respondeu que o marido já tinha arranjado o Porto 1958 que me tinham encomendado.
Resultado : os cartões do Vin Rouge foram para o lixo e nunca mais lá pusémos os pés! Não havia necessidade...
Gostámos (eu e a minha mulher) francamente e passámos a frequentar este pequeno mas apelativo restaurante. Cozinha imaginativa da responsabilidade do chefe João Antunes, espaço acolhedor dirigido pela Rita Caldas, sua mulher. Mais ainda, tinhamos no balcão das CAV cartões do restaurante para recomendar aos nossos clientes e amigos.
Numa das nossas visitas, a Rita Caldas pediu-me se lhe fornecia 1 ou 2 garrafas de um Porto de 1958. Arranjo-lhe o Valriz Colheita 1958 e se não o tiver na loja, encomendo de imediato, disse-lhe.
Logo que o vinho chegou, passados 3 ou 4 dias, entrei em contacto com a senhora que, na maior das calmas, me respondeu que o marido já tinha arranjado o Porto 1958 que me tinham encomendado.
Resultado : os cartões do Vin Rouge foram para o lixo e nunca mais lá pusémos os pés! Não havia necessidade...
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Vinhos em família (XXIX)
Mais uns tantos vinhos bebidos ultimamente em família. Tudo nas calmas sem o stresse das provas às cegas.
.Olho no Pé Grande Reserva 09 - complexidade aromática, notas de alperce, boa acidez, mais frescura e menos gordura do que as colheitas anteriores, mais equilibrado portanto, gastronómico e bom final; muito fechado no 1º dia, abriu no dia seguinte. Gosto muito deste branco, mas chamar-se Grande Reserva é algo pomposo. Nota 17,5 (noutra situação também 17,5).
.Guru 09 - aroma muito complexo, fumado, tosta bem presente, acidez no ponto, estruturado e bom final; gastronómico e pleno de personalidade. Nota 17,5+.
.Gouvyas Vinhas Velhas 05 (garrafa nº 1530 de 2490) - fermentou em lagar e estagiou parcialmente em barricas de carvalho francês usadas, durante 2 anos; austero, alguma rusticidade, boa acidez, pouca elegância, taninos ainda muito presentes e final prolongado; ainda longe da reforma, mas a rusticidade já não vai desaparecer. Nota 17+ (noutra 18+).
.Batuta 05 - todo ele elegância e equilibrio, acidez q.b., frescura, arquitectura de boca e final muito longo; no ponto para beber, mas aguenta bem mais 4/5 anos com boa saúde. Nota 18+ (noutras 18,5/18,5).
.CH by Chocapalha 08 - um touriga nacional de vinhas velhas, muito bem trabalhado pela Sandra Tavares da Silva; muita fruta, especiado, boa acidez, boca potente e final longo; melhor daqui a 5/6 anos. Já quando do último EVS, este vinho me impressionou, considerando-o na altura a maior surpresa em tintos. Nota 18.
.Olho no Pé Grande Reserva 09 - complexidade aromática, notas de alperce, boa acidez, mais frescura e menos gordura do que as colheitas anteriores, mais equilibrado portanto, gastronómico e bom final; muito fechado no 1º dia, abriu no dia seguinte. Gosto muito deste branco, mas chamar-se Grande Reserva é algo pomposo. Nota 17,5 (noutra situação também 17,5).
.Guru 09 - aroma muito complexo, fumado, tosta bem presente, acidez no ponto, estruturado e bom final; gastronómico e pleno de personalidade. Nota 17,5+.
.Gouvyas Vinhas Velhas 05 (garrafa nº 1530 de 2490) - fermentou em lagar e estagiou parcialmente em barricas de carvalho francês usadas, durante 2 anos; austero, alguma rusticidade, boa acidez, pouca elegância, taninos ainda muito presentes e final prolongado; ainda longe da reforma, mas a rusticidade já não vai desaparecer. Nota 17+ (noutra 18+).
.Batuta 05 - todo ele elegância e equilibrio, acidez q.b., frescura, arquitectura de boca e final muito longo; no ponto para beber, mas aguenta bem mais 4/5 anos com boa saúde. Nota 18+ (noutras 18,5/18,5).
.CH by Chocapalha 08 - um touriga nacional de vinhas velhas, muito bem trabalhado pela Sandra Tavares da Silva; muita fruta, especiado, boa acidez, boca potente e final longo; melhor daqui a 5/6 anos. Já quando do último EVS, este vinho me impressionou, considerando-o na altura a maior surpresa em tintos. Nota 18.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Coisas de Comer
"Coisas de Comer" é um restaurante situado paredes meias com o Palácio de Belém, recentemente visitado pelo José Quitério que escreveu uma crítica, aliás positiva, na Revista do Expresso.
A história que se segue já tem alguns anos. Agora não sei como está a componente vínica, mas nessa altura era uma desgraça. A pedido do restaurante, as CAV elaboraram uma carta de vinhos, não muito extensa mas equilibrada, com uma série de referências que não era habitual encontrar na concorrência. A proposta de carta de vinhos, na qual se gastaram-se algumas horas de trabalho a custo zero, nunca chegou a ter uma resposta concreta.
A única coisa que aconteceu, foi um pedido de fornecimento de algumas caixas do branco Vale da Judia (um vinho barato, mas com alguma qualidade, que na altura não se vendia nas grandes superfícies), à consignação. Enviada a conta à dona do restaurante, foi um sarilho para sermos reembolsados de uma quantia irrisória. O pagamento durou uma eternidade. Não havia necessidade...
A história que se segue já tem alguns anos. Agora não sei como está a componente vínica, mas nessa altura era uma desgraça. A pedido do restaurante, as CAV elaboraram uma carta de vinhos, não muito extensa mas equilibrada, com uma série de referências que não era habitual encontrar na concorrência. A proposta de carta de vinhos, na qual se gastaram-se algumas horas de trabalho a custo zero, nunca chegou a ter uma resposta concreta.
A única coisa que aconteceu, foi um pedido de fornecimento de algumas caixas do branco Vale da Judia (um vinho barato, mas com alguma qualidade, que na altura não se vendia nas grandes superfícies), à consignação. Enviada a conta à dona do restaurante, foi um sarilho para sermos reembolsados de uma quantia irrisória. O pagamento durou uma eternidade. Não havia necessidade...
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