Penso que passou um pouco ao lado dos enófilos, o painel de prova com tintos de 2002, organizado pela Revista de Vinhos (RV), cuja reportagem, com o elucidativo título "Pérolas de uma vindima difícil", foi publicada em Fevereiro deste ano, com resultados surpreendentes. Mas como este nº da RV era dedicado, quase em exclusivo, aos Melhores do Ano 2011, aquele painel ficou algo marginalizado. Talvez fosse melhor publicar estes paineis em meses mais pacatos, que não em Fevereiro.
Eu também alinhei na desconfiança em relação à colheita de 2002 e não investi em vinhos deste ano. Pelos vistos fiz mal. Da minha garrafeira provei no decorrer do ano 2011: Charme (nota 18,5 ver crónica de 2/4), Qtª do Vale Meão (nota 18 crónica de 18/3) e Pintas (nota 18 crónica de 9/6).
Tenho andado a consumir regularmente as colheitas de 2000, 2001, 2002, 2003 e anteriores. De quando em vez não resisto aos tintos de 2004 e vou testando a 2005. A fabulosa colheita de 2007 ainda terá que aguardar algum tempo e considero impensável abrir as minhas garrafas de 2008 ou 2009.
Mesmo nos brancos prefiro-os com algum tempo de garrafa, apostando nas colheitas de 2008 e 2009.
quinta-feira, 8 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
Novo Formato+ (3ª sessão)
Mais uma sessão de convívio entre os amigos que compõem este grupo. Os convites foram feitos pelo Alfredo Penetra que ofereceu os vinhos e o almoço, que decorreu na Qtª da Fonte Santa.
O repasto iniciou-se com uma das 3200 garrafas do espumante Vinha Formal 08, criação do Luis Pato, a partir das castas T.Nacional e Bical, em partes iguais - nariz discreto, bolha não muito fina, acidez, mas falta-lhe elegância e estrutura de boca. Nota 15,5 (noutra situação 15,5). Acompanhou ima entrada de meloa com cocktail de camarão.
O tema do almoço foi o confronto entre 2 tintos de 2005 e 2 de 2008, tudo às cegas como é norma nestes encontros. Estes 4 tintos, com 3 a portarem-se muito bem e 1 completamente irreconhecivel, bateram-se bem com um cabrito no forno, batata assada e migas de couve.
.Qtª do Carmo Reserva 05 - estagiou 18 meses em barricas novas de carvalho francês; algo evoluido para a idade, muito floral, algumas notas vegetais, fresco na boca, elegante, estruturado e final longo. Nota 18 (noutras 17,5/18).
.Kompassus Private Seleccion 05 - muito complexo, especiado, notas de tabaco, acidez equilibrada, taninos firmes mas polidos, arquitectura de boca e final extenso. Mais uma vez este Bairrada não dá hipótese à concorrência. Um dos vinhos da minha vida. Nota 18,5 (noutras 18,5/18,5+/18,5/18/18,5+/18,5).
.Qtª de Pancas Grande Escolha 08 - com base nas castas Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e T.Nacional, estagiou 20 meses em barricas novas de carvalho francês; fumo acetuado no nariz, notas metálicas, agressivo, corpo e final médios. O que teria acontecido a esta garrafa? Nota 13 (noutra 17,5).
.Antónia Adelaide Ferreira 08 - aroma intenso, muito fino, notas florais, acidez no ponto, profundidade e bom final de boca. Muito bom, mas sem esmagar. Nota 17,5+ (noutra 18,5).
.Dalva Colheita 68 (engarrafado em 2009) - iodo, brandy, taninos poderosos, final longo, mas não muita complexidade para um Porto com mais de 40 anos. Nota 17,5. Acompanhou uma mousse de chocolate com frutos silvestres.
Mais uma grande jornada de são convívio. Obrigado Alfredo!
O repasto iniciou-se com uma das 3200 garrafas do espumante Vinha Formal 08, criação do Luis Pato, a partir das castas T.Nacional e Bical, em partes iguais - nariz discreto, bolha não muito fina, acidez, mas falta-lhe elegância e estrutura de boca. Nota 15,5 (noutra situação 15,5). Acompanhou ima entrada de meloa com cocktail de camarão.
O tema do almoço foi o confronto entre 2 tintos de 2005 e 2 de 2008, tudo às cegas como é norma nestes encontros. Estes 4 tintos, com 3 a portarem-se muito bem e 1 completamente irreconhecivel, bateram-se bem com um cabrito no forno, batata assada e migas de couve.
.Qtª do Carmo Reserva 05 - estagiou 18 meses em barricas novas de carvalho francês; algo evoluido para a idade, muito floral, algumas notas vegetais, fresco na boca, elegante, estruturado e final longo. Nota 18 (noutras 17,5/18).
.Kompassus Private Seleccion 05 - muito complexo, especiado, notas de tabaco, acidez equilibrada, taninos firmes mas polidos, arquitectura de boca e final extenso. Mais uma vez este Bairrada não dá hipótese à concorrência. Um dos vinhos da minha vida. Nota 18,5 (noutras 18,5/18,5+/18,5/18/18,5+/18,5).
.Qtª de Pancas Grande Escolha 08 - com base nas castas Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e T.Nacional, estagiou 20 meses em barricas novas de carvalho francês; fumo acetuado no nariz, notas metálicas, agressivo, corpo e final médios. O que teria acontecido a esta garrafa? Nota 13 (noutra 17,5).
.Antónia Adelaide Ferreira 08 - aroma intenso, muito fino, notas florais, acidez no ponto, profundidade e bom final de boca. Muito bom, mas sem esmagar. Nota 17,5+ (noutra 18,5).
.Dalva Colheita 68 (engarrafado em 2009) - iodo, brandy, taninos poderosos, final longo, mas não muita complexidade para um Porto com mais de 40 anos. Nota 17,5. Acompanhou uma mousse de chocolate com frutos silvestres.
Mais uma grande jornada de são convívio. Obrigado Alfredo!
terça-feira, 6 de março de 2012
Não há fome que não dê em fartura
Vem isto a propósito de uns tantos restaurantes estarem a organizar jantares de vinhos, depois do vazio deixado pelas CAV. Que eu saiba, para além da parceria da Garrafeira Néctar das Avenidas com o restaurante Assinatura, têm feito pontualmente jantares em Lisboa o Corte Inglês, o Sessenta, o Faz Figura, a Casa da Comida e o Rubro, este já com alguma regularidade. O Cimas English Bar, onde há muitos anos a Revista de Vinhos organizava estes eventos, marcou para o dia 10 de Março uma sessão com o Celso Pereira. Também o Olivier anunciou pretender levar a cabo jantares de vinhos, num dos seus restaurantes, todas as quintas feiras, já neste mês de Março. Não há fome que não dê em fartura!
segunda-feira, 5 de março de 2012
Perplexidades (VI)
Num dos Jantares de Vinhos organizados pelas CAV, há já uma série de anos, uma figura pública no mundo do vinho ( na altura ainda não o era), apareceu quase no final do evento, sem ser convidada. Abancou numa mesa onde estavam produtores e enólogos, provou vinhos, bebeu café, mas esqueceu-se de cumprimentar os anfitriões (o Juca e eu). Era elementar! No mínimo, foi falta de cortesia e de educação.
Desabafando eu com o Dirk, que participou no Jantar, na sua tripla qualidade de produtor, enólogo e nosso amigo, respondeu-me, pondo água na fervura : "Faça de conta que ele é meu convidado...".
Sem comentários...
Desabafando eu com o Dirk, que participou no Jantar, na sua tripla qualidade de produtor, enólogo e nosso amigo, respondeu-me, pondo água na fervura : "Faça de conta que ele é meu convidado...".
Sem comentários...
domingo, 4 de março de 2012
Almoço na Tasca República
Este restaurante, que de tasca não tem nada, fica no nº 312 da Rua de São Bento e pertence aos mesmos donos da Tasca Urso, instalada na Rua Monte Olivete nº 32-A, ao Príncipe Real.
É uma sala aconchegada, bem aparelhada, com guardanapos de pano, serviço eficiente e profissional, feminino e super simpático. De referir o pormenor de um cliente que, ao levantar-se da mesa para atender uma chamada, deixou cair no chão o guardanapo que tinha no colo. Rapidamente, uma das empregadas, sem que o cliente se tivesse apercebido, apanhou o guardanapo e substituiu-o de imediato. É assim que se vê o profissionalismo de cada um (neste caso, de cada uma).
A Tasca República parece ser uma antena do Parlamento, tal a quantidade de deputados e ex-ministros que por lá almoçam. Todos da oposição, a avaliar por umas caras bem conhecidas. Os deputados da maioria e os actuais governantes devem estar mais preocupados, em consonância com o FMI, em congeminar mais medidas para apertarmos o cinto. Nem têm tempo para almoçar fora da Assembleia!
Mas voltando ao que interessa, optei pelo Menú da semana; por 10 € tem-se direito a couvert, sopa, 1 prato (a escolher entre 4), sobremesa e 1 bebida (o café é à parte). Estava tudo com qualidade, especialmente o Bacalhau à Braz, saboroso e sem vir a pingar gordura, como é habitual noutras paragens.
Mas nem tudo são rosas. A componente vínica tem que dar uma grande volta. Lista mal estruturada, sem anos de colheita e sem vinho a copo (só estava disponível o da casa, francamente desinteressante; já no final do almoço, descobri que, afinal, havia como vinho do mês, o Altas Quintas Crescendo, a 2,50 €, que teria sido uma boa solução se me tivessem informado). Ainda por cima, os preços eram altos. Quanto a copos, havia de várias espécies e feitios, tendo ficado com a impressão que o modelo posto na mesa tinha a haver com a atitude de cada cliente. A mim, calhou-me um copo dos bons.
Por simpatia do dono, acabei por beber o tinto Maritávora 07, aberta a garrafa na altura e tendo pago apenas o correspondente ao que consumira. O Maritávora estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês e mostrou fruta vermelha, acidez, alguma rusticidade, taninos vigorosos e um bom final de boca. Nota 16,5+.
Finalmente, à 5ª feira têm leitão vindo expressamente da Bairrada. Hei-de voltar.
É uma sala aconchegada, bem aparelhada, com guardanapos de pano, serviço eficiente e profissional, feminino e super simpático. De referir o pormenor de um cliente que, ao levantar-se da mesa para atender uma chamada, deixou cair no chão o guardanapo que tinha no colo. Rapidamente, uma das empregadas, sem que o cliente se tivesse apercebido, apanhou o guardanapo e substituiu-o de imediato. É assim que se vê o profissionalismo de cada um (neste caso, de cada uma).
A Tasca República parece ser uma antena do Parlamento, tal a quantidade de deputados e ex-ministros que por lá almoçam. Todos da oposição, a avaliar por umas caras bem conhecidas. Os deputados da maioria e os actuais governantes devem estar mais preocupados, em consonância com o FMI, em congeminar mais medidas para apertarmos o cinto. Nem têm tempo para almoçar fora da Assembleia!
Mas voltando ao que interessa, optei pelo Menú da semana; por 10 € tem-se direito a couvert, sopa, 1 prato (a escolher entre 4), sobremesa e 1 bebida (o café é à parte). Estava tudo com qualidade, especialmente o Bacalhau à Braz, saboroso e sem vir a pingar gordura, como é habitual noutras paragens.
Mas nem tudo são rosas. A componente vínica tem que dar uma grande volta. Lista mal estruturada, sem anos de colheita e sem vinho a copo (só estava disponível o da casa, francamente desinteressante; já no final do almoço, descobri que, afinal, havia como vinho do mês, o Altas Quintas Crescendo, a 2,50 €, que teria sido uma boa solução se me tivessem informado). Ainda por cima, os preços eram altos. Quanto a copos, havia de várias espécies e feitios, tendo ficado com a impressão que o modelo posto na mesa tinha a haver com a atitude de cada cliente. A mim, calhou-me um copo dos bons.
Por simpatia do dono, acabei por beber o tinto Maritávora 07, aberta a garrafa na altura e tendo pago apenas o correspondente ao que consumira. O Maritávora estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês e mostrou fruta vermelha, acidez, alguma rusticidade, taninos vigorosos e um bom final de boca. Nota 16,5+.
Finalmente, à 5ª feira têm leitão vindo expressamente da Bairrada. Hei-de voltar.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Comemorar os 50 Anos (versão 2012)
Está na altura de se comemorar os 50 anos de qualquer coisa, seja aniversário de nascimento, anos de casado ou do divórcio, quando o Belenenses (o meu clube) era um dos grandes ou quando o Sporting foi campeão nacional. Para isso é preciso encontrar um vinho de 1962, o que não é nada fácil. No entanto, encontrei as seguintes hipóteses :
1ª - Niepoort Colheita (a marca mais credenciada)
.Garrafeira Nacional 230 €
.Gn Cellar 250 €
.Casa Macário 360 €
.Manuel Tavares 635 € !?
2ª - Ramos Pinto Colheita
.Gn Cellar 102 €
3ª - Qtª do Castelinho (a mais modesta)
.Garrafeira Nacional 95 €
.Snack Baiana (Av.Liberdade) 300 € !?
De registar, ainda, o facto de o Solar do Vinho do Porto, em Lisboa, não ter no seu catálogo qualquer Porto de 1962 para venda.
1ª - Niepoort Colheita (a marca mais credenciada)
.Garrafeira Nacional 230 €
.Gn Cellar 250 €
.Casa Macário 360 €
.Manuel Tavares 635 € !?
2ª - Ramos Pinto Colheita
.Gn Cellar 102 €
3ª - Qtª do Castelinho (a mais modesta)
.Garrafeira Nacional 95 €
.Snack Baiana (Av.Liberdade) 300 € !?
De registar, ainda, o facto de o Solar do Vinho do Porto, em Lisboa, não ter no seu catálogo qualquer Porto de 1962 para venda.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Jantar com Vinhos da Madeira (4ª sessão)
O núcleo duríssimo dos Vinhos da Madeira reuniu, mais uma vez, para jantar na Enoteca de Belém. As sessões anteriores estão descritas nas crónicas de 17/12/2010, 27/2/2011 e 1/11/2011, para quem tiver a curiosidade de saber o que temos andado a beber.
Esta última sessão correu muitíssimo bem, com a equipa da casa (Ângelo, Nelson e companhia) super afinada. As iguarias que vieram para a mesa (e foram muitas) estiveram ao melhor nível e o serviço de vinhos foi impecável. Só copos foram mais de 100! Não creio que haja muitos espaços em Lisboa e arredores que suportem uma logística desta dimensão. Para os mais distraidos recomendo a leitura da última Revista de Vinhos, que dedica 5 páginas, bem merecidas, à Enoteca de Belém.
Mas chega de conversa e vamos aos vinhos que trouxemos das nossas garrafeiras (antes da sessão foi servido o espumante 3B Rosé, da Filipa Pato, uma simpática oferta da casa, que acompanhou bem um dueto de atum):
.ABS Verdelho 84 (engarrafado em 97 e trazido pelo Alfredo Penetra) - complexidade aromática, frutos secos, notas de iodo e caril, boa acidez, elegância e potência, alguma gordura, final longo; tem um estilo mais aproximado dos vinhos da Blandy e está uns furos acima do que tenho provado da casa Artur Barros e Sousa. Nota 18,5 (noutra situação 18).
.ABS Verdelho Reserva Velha (engarrafado em 07 com cerca de 30/40 anos de casco, veio da casa do José Rosa) - mais seco, mais acidez e iodo, mas menos complexo e gordo; apesar de menos impressionante, ligou melhor com a salada de salmão com cebolinho e funcho. Nota 18 (noutra 18,5+, desconhecendo-se a data de engarrafamento).
.Batuta 04 (da responsabilidade do Juca) - muito fechado, alguma acidez e elegância, taninos ainda presentes, mas menos complexidade em relação a outras garrafas provadas em situações anteriores; ainda longe da reforma (pode ser guardado mais 5/6 anos). A desilusão (relativa) da noite. Nota 17,5+ (noutras 17+/18,5/18/18+).
.Qtª do Além Tanha Vinhas Velhas 04 (da garrafeira do João Quitela) - notas florais, elegante e equilibrado, boa acidez, madeira fina, estrutura de boca, bom final; também ainda longe da reforma. Nota 18 (noutras 16,5+/17,5+).
.S de Soberanas 04 (veio com o Modesto Pereira) - nariz exuberante, grande complexidade, acidez no ponto, boca poderosa, final longo e muito gastronómico; também aguenta mais uns anos em forma. A surpresa da noite. Nota 18,5 (noutras 18+/17,5/16/17/17,5+ ou seja alguma irregularidade entre garrafas).
Os 3 tintos acompanharam um naco de novilho com risotto porcini e molho de café.
.Leacock Bual 66 (sem data perceptivel de engarrafamento, foi trazido por mim) - complexidade aromática, elegância e acidez, grande estrutura de boca e final longo. Nota 18,5.
.Miles Bual 34 (mais uma pérola do Adelino de Sousa) - aroma exuberante, iodo e vinagrinho bem presentes, boca potente e final interminavel; grande personalidade e prémio para o vinho da noite. Nota 19 (noutra 19,5).
Acompanharam estes 2 últimos Madeiras, tábua de queijos, doçaria e fruta.
Grande jornada, comida de muita qualidade, vinhos quase todos ao nível da excelência, serviço eficiente e profissional e, sobretudo, um bom ambiente de amizade deste núcleo duro de Vinhos da Madeira. Parabens a todos!
Esta última sessão correu muitíssimo bem, com a equipa da casa (Ângelo, Nelson e companhia) super afinada. As iguarias que vieram para a mesa (e foram muitas) estiveram ao melhor nível e o serviço de vinhos foi impecável. Só copos foram mais de 100! Não creio que haja muitos espaços em Lisboa e arredores que suportem uma logística desta dimensão. Para os mais distraidos recomendo a leitura da última Revista de Vinhos, que dedica 5 páginas, bem merecidas, à Enoteca de Belém.
Mas chega de conversa e vamos aos vinhos que trouxemos das nossas garrafeiras (antes da sessão foi servido o espumante 3B Rosé, da Filipa Pato, uma simpática oferta da casa, que acompanhou bem um dueto de atum):
.ABS Verdelho 84 (engarrafado em 97 e trazido pelo Alfredo Penetra) - complexidade aromática, frutos secos, notas de iodo e caril, boa acidez, elegância e potência, alguma gordura, final longo; tem um estilo mais aproximado dos vinhos da Blandy e está uns furos acima do que tenho provado da casa Artur Barros e Sousa. Nota 18,5 (noutra situação 18).
.ABS Verdelho Reserva Velha (engarrafado em 07 com cerca de 30/40 anos de casco, veio da casa do José Rosa) - mais seco, mais acidez e iodo, mas menos complexo e gordo; apesar de menos impressionante, ligou melhor com a salada de salmão com cebolinho e funcho. Nota 18 (noutra 18,5+, desconhecendo-se a data de engarrafamento).
.Batuta 04 (da responsabilidade do Juca) - muito fechado, alguma acidez e elegância, taninos ainda presentes, mas menos complexidade em relação a outras garrafas provadas em situações anteriores; ainda longe da reforma (pode ser guardado mais 5/6 anos). A desilusão (relativa) da noite. Nota 17,5+ (noutras 17+/18,5/18/18+).
.Qtª do Além Tanha Vinhas Velhas 04 (da garrafeira do João Quitela) - notas florais, elegante e equilibrado, boa acidez, madeira fina, estrutura de boca, bom final; também ainda longe da reforma. Nota 18 (noutras 16,5+/17,5+).
.S de Soberanas 04 (veio com o Modesto Pereira) - nariz exuberante, grande complexidade, acidez no ponto, boca poderosa, final longo e muito gastronómico; também aguenta mais uns anos em forma. A surpresa da noite. Nota 18,5 (noutras 18+/17,5/16/17/17,5+ ou seja alguma irregularidade entre garrafas).
Os 3 tintos acompanharam um naco de novilho com risotto porcini e molho de café.
.Leacock Bual 66 (sem data perceptivel de engarrafamento, foi trazido por mim) - complexidade aromática, elegância e acidez, grande estrutura de boca e final longo. Nota 18,5.
.Miles Bual 34 (mais uma pérola do Adelino de Sousa) - aroma exuberante, iodo e vinagrinho bem presentes, boca potente e final interminavel; grande personalidade e prémio para o vinho da noite. Nota 19 (noutra 19,5).
Acompanharam estes 2 últimos Madeiras, tábua de queijos, doçaria e fruta.
Grande jornada, comida de muita qualidade, vinhos quase todos ao nível da excelência, serviço eficiente e profissional e, sobretudo, um bom ambiente de amizade deste núcleo duro de Vinhos da Madeira. Parabens a todos!
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