Primeira decepção: as estrelas não estiveram presentes, nem o Dirk que se fez representar pelo José Teles, director geral da Niepoort, nem o José Cordeiro, o badalado chefe do Feitoria (Hotel Altis, Belém), onde decorreu o evento.
Segunda decepção: faltou calor humano ao evento, ninguém se aproximou, ninguém conviveu, ninguém curtiu à volta do vinho, uma frieza quase glacial. Estavam 9 mesas apenas com 2 pessoas, 2 com 3 (uma delas da Niepoort) e 2 com 4, num total de 32 manducantes. Isto faz algum sentido?
Terceira decepção: o menu degustação não esteve à altura dos vinhos. Pelo preço que pagaram, os participantes mereciam melhor.
Marcado para as 20 h, o repasto só começou verdadeiramente 1 hora depois e acusou algumas quebras no ritmo. De notar que puseram na mesa um copo para cada vinho, uns melhores que outros, logística não muito fácil, com destaque para o serviço sempre muito profissional.
Antes do vento ter início, foi servido champanhe Mumm, simpática oferta da casa. Mas vamos aos comes e bebes:
.Niepoort Projectos Riesling Dócil 09 - subtil, elegante e delicado, inicialmente fechado, desenvolveu bem aromas tropicais, adocicado, mostrou frescura e bom final. Nota 17. Acompanhou "Mi-cuit de foi, cujo biscoito estava seco.
.Niepoort Dócil Loureiro 10 - mais seco e fresco, mas menos exuberante e expressivo, final pouco persistente. Nota 16. Acompanhou um duo de salmão, correcto mas sem entusiasmar.
.Redoma Reserva 10 - notas florais, acidez equilibrada, potência de boca e final prolongado. Nota 17,5. Bebeu-se com um belíssimo lagostim com espargos e caviar.
.Batuta 09 - muita fruta, exuberância, fresco, potência de boca, mas ainda demasiado jovem, a precisar de tempo de garrafa; é pedofilia bebê-lo agora. Nota 17,5.
.Batuta 05 - muito fino, fresco e elegante, sofisticado, especiado, notas de tabaco e chocolate, estruturado, bom final de boca. Belíssimo. Nota 18,5. Os 2 Batuta acompanharam um tamboril sem sabor com um saborosíssimo xerém de berbigão.
.Charme 09 - notas florais, fino e elegante, harmonioso, boa acidez, porfundidade e equilibrio. Merecia um copo melhor. Nota 18. Bebeu-se com uma excelente bochecha de porco com puré de batata e trufa.
.Niepoort Bioma Vintage 08 - exuberante, muita fruta, taninos omnipresentes, final longo, mas falta-lhe complexidade. Nota 17.
.Niepoort Vintage 05 - ainda na fase estúpida, algo agressivo e final interminável. Nota 17,5. A combinação com a sobremesa, toucinho do céu com sorvete, foi um desastre.
Em conclusão, o preço pago por este jantar não compensou a alta qualidade dos vinhos. Uma pena!
sábado, 31 de março de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Francisco Olazabal (Vito) : 17 anos depois
Esta é mais uma pequena história para partilhar com os leitores deste blogue. Conheci o Vito (não, confundir com o Xito, o filho com o mesmo nome do pai) há praticamente 17 anos. Ou, para ser mais preciso, conheci-o em 28 de Abril de 1995, no Jantar "Casa Ferreirinha", organizado pela Revista de Vinhos no Restaurante English Bar (hoje Cimas), no Monte Estoril.
Eu, na altura, já era sócio do Reserva 1500, clube de vinhos da Sogrape. E, nessa qualidade, tinha encomendado alguns vinhos experimentais da Casa Ferreira, concretamente Casco 27 e Moscatel Quinta do Seixo, de colheitas que já não recordo, que não me foram enviados por ruptura de stock. Dei conhecimento ao Vito (como é carinhosamente conhecido) desta minha frustação, tendo-me pedido o contacto. Que iria ver, foi a resposta. E não pensei mais no assunto.
Um mês depois, qual foi a minha surpresa ao receber em minha casa, uma garrafa de cada um dos vinhos, acompanhada por uma carta da Administração da A.A.Ferreira,S.A., assinada pelo Francisco Olazabal. Não estava nada à espera, pois tinhamos acabado de conhecer. Embora já tivesse alguma militância enófila, não estava no meu projecto de vida profissionalizar-me. Uma atitude destas, só vinda de um grande senhor, que ele é!
Nessa carta, o Vito confessava que tinha obtido as garrafas por "métodos inconfessáveis" e dizia "peço-lhe que não envolva o meu nome nesta aquisição!". Ó Vito, desculpe lá a inconfidência, mas já passaram tantos anos e já ninguém pode levar a mal. Bem haja pela sua atitude!
Todos fossem assim e este mundo seria bem melhor.
Para memória futura, passo a transcrever a ementa e os vinhos provados nesse jantar :
.Porto Ferreira Branco Doce c/ aperitivos
.Qtª dos Carvalhais Branco 1993 c/ vol au vent de gambas com cogumelos
.Reserva Especial 1986 c/ costela de vaca na grelha
.Ferreira Vintage 1982 c/ queijo da Serra
.Qtª do Porto 10 Anos c/ tarte de maçã
.Aguardente Velha Chancella c/ café
Eu, na altura, já era sócio do Reserva 1500, clube de vinhos da Sogrape. E, nessa qualidade, tinha encomendado alguns vinhos experimentais da Casa Ferreira, concretamente Casco 27 e Moscatel Quinta do Seixo, de colheitas que já não recordo, que não me foram enviados por ruptura de stock. Dei conhecimento ao Vito (como é carinhosamente conhecido) desta minha frustação, tendo-me pedido o contacto. Que iria ver, foi a resposta. E não pensei mais no assunto.
Um mês depois, qual foi a minha surpresa ao receber em minha casa, uma garrafa de cada um dos vinhos, acompanhada por uma carta da Administração da A.A.Ferreira,S.A., assinada pelo Francisco Olazabal. Não estava nada à espera, pois tinhamos acabado de conhecer. Embora já tivesse alguma militância enófila, não estava no meu projecto de vida profissionalizar-me. Uma atitude destas, só vinda de um grande senhor, que ele é!
Nessa carta, o Vito confessava que tinha obtido as garrafas por "métodos inconfessáveis" e dizia "peço-lhe que não envolva o meu nome nesta aquisição!". Ó Vito, desculpe lá a inconfidência, mas já passaram tantos anos e já ninguém pode levar a mal. Bem haja pela sua atitude!
Todos fossem assim e este mundo seria bem melhor.
Para memória futura, passo a transcrever a ementa e os vinhos provados nesse jantar :
.Porto Ferreira Branco Doce c/ aperitivos
.Qtª dos Carvalhais Branco 1993 c/ vol au vent de gambas com cogumelos
.Reserva Especial 1986 c/ costela de vaca na grelha
.Ferreira Vintage 1982 c/ queijo da Serra
.Qtª do Porto 10 Anos c/ tarte de maçã
.Aguardente Velha Chancella c/ café
segunda-feira, 26 de março de 2012
Petit d' Algés revisitado
Voltei, recentemente, a este restaurante taberna, um porto seguro para quem mora em Belém, como é o meu caso. Oferta alargada, com 7 peixes, 7 carnes, 9 mariscos, 10 entradas/petiscos e 8 sugestões do dia. Aviso aos militantes da lampreia : o Petit d' Algés ainda a tem na ementa (à Bordalesa), embora me pareça que já está fora do prazo aconselhável à sua degustação. Comeu-se, nesta última visita, sopa rica de peixe, chocos à algarvia e atum à portimonense, tudo bem confeccionado e em doses fartas. Serviço simpático, mas por vezes atrapalhado.
É pena que não levem muito a sério a componente viníca. Há meia dúzia de tintos a copo e, nos brancos, apenas o da casa, o que não se entende de todo, pois é muito mais fácil conservar brancos do que tintos. Os copos também não ajudam, são estéticamente bonitos, mas pouco práticos. A quantidade servida, essa é generosa.
Bebi um copo do tinto Herdade dos Grous 09 - muito frutado, um pouco verde, taninos ainda por domar, final presistente; vinho descomplicado, para beber nos próximos 3 anos. Nota 16.
Duas notas, a fechar :
.toda a área do restaurante é para fumadores, o que pode ser desagradável para quem não tenha esse hábito;
.a sala estava completamente lotada : a crise não passou por aqui!
É pena que não levem muito a sério a componente viníca. Há meia dúzia de tintos a copo e, nos brancos, apenas o da casa, o que não se entende de todo, pois é muito mais fácil conservar brancos do que tintos. Os copos também não ajudam, são estéticamente bonitos, mas pouco práticos. A quantidade servida, essa é generosa.
Bebi um copo do tinto Herdade dos Grous 09 - muito frutado, um pouco verde, taninos ainda por domar, final presistente; vinho descomplicado, para beber nos próximos 3 anos. Nota 16.
Duas notas, a fechar :
.toda a área do restaurante é para fumadores, o que pode ser desagradável para quem não tenha esse hábito;
.a sala estava completamente lotada : a crise não passou por aqui!
domingo, 25 de março de 2012
Irritante falta de informação (II)
Mais 2 restaurantes que estão convencidos que todo o mundo sabe em que dias encerram, se só servem jantares ou só almoços. O que lhes custa afixar essa informação junto das ementas, no exterior? Não será um pouco de falta de consideração pelos potenciais clientes? Ou será uma acção concertada, pois estão encostados um ao outro?
Estou a falar do Largo e do Belcanto. Idiossincrasias!
Estou a falar do Largo e do Belcanto. Idiossincrasias!
sábado, 24 de março de 2012
Reclamar, sempre! (I)
Na "Declaração de Princípios" que assumi (ver crónica de 30/1/2012), deixei a porta aberta para abordar assuntos externos ao mundo do vinho, desde que considerasse importante partilhá-los com os leitores deste blogue.
Ao longo da minha vida, pessoal e profissional, nunca tive dúvidas em reclamar ou protestar, sempre que os meus direitos fossem postos em causa, estando a razão do meu lado. Foram pequenas, médias e grandes reclamações. Vou ficar pelas grandes. A primeira, que agora relato, foi um conflito de consumo contra a firma Linea Mare - Comércio de Vestuário, representantes em Portugal da marca Paul & Shark.
1.Em 16/1/2006, adquiri uma parka em tecido impermeável, com aplicações em pele, da referida marca.
2.Em Julho desse ano, desloquei-me à Islândia, em gozo de férias, tendo levado vestida esta parka. Choveu durante quase toda a semana, o que provocou que as aplicações em pele tivessem manchado o tecido, inutilizando-o.
3.Contactado por diversas vezes o representante da marca, através da sua loja em Lisboa, em Janeiro de 2007 fui informado que a respectiva administração se recusara a solucionar o problema, pelo que apresentei uma reclamação escrita no respectivo livro. Uma das cópias foi endereçada à ASAE, sem que até esta data se tivesse pronunciado.
4.O passo seguinte foi apresentar uma queixa no Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo (Rua dos Douradores,108 em Lisboa), que marcou um Julgamento Arbitral. Realizado em 1/3/2007, nada se concluiu por falta de comparência da Linea Mare.
5.Com a ajuda de um advogado amigo, recorreu-se ao Julgado de Paz de Lisboa (Rua Professor Vieira de Almeida,3) que marcou para 6/2/2008 uma sessão de Pré-Mediação, igualmente sem resultados práticos por recusa da Linea Mare em comparecer.
6.Não cruzámos os braços e o meu advogado submeteu o processo a tribunal.
Finalmente, o 3º Juizo do Tribunal de Pequena Instância Cível de Lisboa, marcou para o dia 7/2/2011, uma Audiência de Discussão e Julgamento.
7.Na véspera do julgamento, o advogado da Linea Mare entrou em contacto com o meu advogado propondo solucionar o problema. Se tivéssemos de acordo viria uma parka nova de Itália, ficando o julgamento sem efeito.
8.Finalmente, passados quase 5 anos, fez-se justiça!
Moral da história : reclamar, sempre!
Ao longo da minha vida, pessoal e profissional, nunca tive dúvidas em reclamar ou protestar, sempre que os meus direitos fossem postos em causa, estando a razão do meu lado. Foram pequenas, médias e grandes reclamações. Vou ficar pelas grandes. A primeira, que agora relato, foi um conflito de consumo contra a firma Linea Mare - Comércio de Vestuário, representantes em Portugal da marca Paul & Shark.
1.Em 16/1/2006, adquiri uma parka em tecido impermeável, com aplicações em pele, da referida marca.
2.Em Julho desse ano, desloquei-me à Islândia, em gozo de férias, tendo levado vestida esta parka. Choveu durante quase toda a semana, o que provocou que as aplicações em pele tivessem manchado o tecido, inutilizando-o.
3.Contactado por diversas vezes o representante da marca, através da sua loja em Lisboa, em Janeiro de 2007 fui informado que a respectiva administração se recusara a solucionar o problema, pelo que apresentei uma reclamação escrita no respectivo livro. Uma das cópias foi endereçada à ASAE, sem que até esta data se tivesse pronunciado.
4.O passo seguinte foi apresentar uma queixa no Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo (Rua dos Douradores,108 em Lisboa), que marcou um Julgamento Arbitral. Realizado em 1/3/2007, nada se concluiu por falta de comparência da Linea Mare.
5.Com a ajuda de um advogado amigo, recorreu-se ao Julgado de Paz de Lisboa (Rua Professor Vieira de Almeida,3) que marcou para 6/2/2008 uma sessão de Pré-Mediação, igualmente sem resultados práticos por recusa da Linea Mare em comparecer.
6.Não cruzámos os braços e o meu advogado submeteu o processo a tribunal.
Finalmente, o 3º Juizo do Tribunal de Pequena Instância Cível de Lisboa, marcou para o dia 7/2/2011, uma Audiência de Discussão e Julgamento.
7.Na véspera do julgamento, o advogado da Linea Mare entrou em contacto com o meu advogado propondo solucionar o problema. Se tivéssemos de acordo viria uma parka nova de Itália, ficando o julgamento sem efeito.
8.Finalmente, passados quase 5 anos, fez-se justiça!
Moral da história : reclamar, sempre!
quinta-feira, 22 de março de 2012
Pasmem-se, enófilos de todo o mundo!
Leio o Expresso de 17 de Março, concretamente a página 14 do caderno Economia, e não quero acreditar. O meu pasmo é o artigo "Nova marca desafia a indústria do vinho", assinado pela jornalista Conceição Antunes. A nova marca que dá pelo nome Wine with Spirit, foi concebida por 2 portugueses e, segundo um dos sócios, tem como objectivo "Viemos desafiar os senhores da indústria do vinho, e temos a mente aberta. No limite, se alguém quiser um vinho azul ou com sabor a banana, podemos fazê-lo.". Pasmem-se enófilos com este dislate!
Já foram lançados, no mercado nacional, o rosé Bastardo! 2010 (V.R.Setúbal) e o tinto Dine With Me Tonight 2008 (V.R.Alentejano) e, no mercado brasileiro, o Feijoada & Co. Estão para sair mais uns tantos, o Marry Me Today e outros. Os nomes são mais ou menos folclóricos, mas o que mais me pasma é o IVV, através da C.V.R.Setubal, no caso do Bastardo!, autorizar como marca o nome de uma casta, que nem sequer entra na composição deste vinho. Qualquer dia, encontramos nas prateleiras das garrafeiras, lojas gourmet ou mercados, um tinto Alvarinho produzido no Algarve, com Castelão ou um branco Touriga Nacional engarrafado na Bairrada, a partir da Baga!
Mas há mais. O sócio que deu a cara no artigo do Expresso, confessa "Sou um entusiasta do vinho, mas não percebo nada de vinhos (...)". Está na hora de aprender alguma coisa, nomeadamente a pegar correctamente no copo.
Ó senhores da Wine With Spirit, a Academia Revista de Vinhos tem um curso agendado para o dia 31 de Março. Inscrevam-se que bem precisam!
Já foram lançados, no mercado nacional, o rosé Bastardo! 2010 (V.R.Setúbal) e o tinto Dine With Me Tonight 2008 (V.R.Alentejano) e, no mercado brasileiro, o Feijoada & Co. Estão para sair mais uns tantos, o Marry Me Today e outros. Os nomes são mais ou menos folclóricos, mas o que mais me pasma é o IVV, através da C.V.R.Setubal, no caso do Bastardo!, autorizar como marca o nome de uma casta, que nem sequer entra na composição deste vinho. Qualquer dia, encontramos nas prateleiras das garrafeiras, lojas gourmet ou mercados, um tinto Alvarinho produzido no Algarve, com Castelão ou um branco Touriga Nacional engarrafado na Bairrada, a partir da Baga!
Mas há mais. O sócio que deu a cara no artigo do Expresso, confessa "Sou um entusiasta do vinho, mas não percebo nada de vinhos (...)". Está na hora de aprender alguma coisa, nomeadamente a pegar correctamente no copo.
Ó senhores da Wine With Spirit, a Academia Revista de Vinhos tem um curso agendado para o dia 31 de Março. Inscrevam-se que bem precisam!
terça-feira, 20 de março de 2012
Vinhos em família (XXX)
Mais meia dúzia de vinhos, 3 brancos e 3 tintos, provados em família ou com amigos. Com excepção de 1 tinto, estavam todos em grande forma.
.Morgado Stª Catherina Reserva 08 - estagiou 9 meses em barricas de carvalho francês; complexidade aromática, notas tropicais, melão e alperce, madeira discreta, acidez equilibrada, alguma mineralidade, estrutura e bom final de boca, gastronómico, no apogeu mas aguenta bem mais 3/4 anos; para mim, o melhor branco português em relação preço/qualidade e não só. Nota 18 (noutras situações 14,5 (garrafa avariada?)/17/17,5+/17,5+/17,5+/17,5+/18)
.Passagem 10 - um branco resultante da parceria do Jorge Moreira com a Qtª de La Rosa, a partir de uma vinha velha; aromático, frutado, mineral, fresco, elegante e equilibrado, com alguma gordura e bom final; bom para a meia estação, aguenta mais uns anos. Nota 17,5+.
.Muros Antigos Alvarinho 10 - nariz exuberante, notas tropicais, presença de citrinos, muito fresco, bom final; bebido no restaurante Mar do Inferno, com uma travessa do mar. Nota 17,5 (noutra 16,5+)
.Qtª de Roriz Reserva 05 - estagiou 10 meses em cascos novos de carvalho francês; complexidade aromática, ainda com fruta vermelha, especiado,fresco e elegante, madeira discreta, taninos finos, estrutura e bom final de boca; ainda está longe da reforma; uma aposta segura, excelente relação preço/qualidade. Nota 18.
.Pintas 05 - vinificado em lagar, a partir de vinhas velhas; fino e legante, especiado, notas de tabaco, couro e chocolate, acidez equilibrada, taninos ainda presentes mas polidos, arquitectura e bom final de boca; rolha excepcional; a beber com prazer mais 4/5 anos. Nota 18+ (noutras 18/17,5/18,5).
.Qtª do Soque 08 - um tinto do Douro simples e descomplexado; fruta, acidez equilibrada, taninos algo rugosos, corpo e final médios; para despachar. Nota 15.
.Morgado Stª Catherina Reserva 08 - estagiou 9 meses em barricas de carvalho francês; complexidade aromática, notas tropicais, melão e alperce, madeira discreta, acidez equilibrada, alguma mineralidade, estrutura e bom final de boca, gastronómico, no apogeu mas aguenta bem mais 3/4 anos; para mim, o melhor branco português em relação preço/qualidade e não só. Nota 18 (noutras situações 14,5 (garrafa avariada?)/17/17,5+/17,5+/17,5+/17,5+/18)
.Passagem 10 - um branco resultante da parceria do Jorge Moreira com a Qtª de La Rosa, a partir de uma vinha velha; aromático, frutado, mineral, fresco, elegante e equilibrado, com alguma gordura e bom final; bom para a meia estação, aguenta mais uns anos. Nota 17,5+.
.Muros Antigos Alvarinho 10 - nariz exuberante, notas tropicais, presença de citrinos, muito fresco, bom final; bebido no restaurante Mar do Inferno, com uma travessa do mar. Nota 17,5 (noutra 16,5+)
.Qtª de Roriz Reserva 05 - estagiou 10 meses em cascos novos de carvalho francês; complexidade aromática, ainda com fruta vermelha, especiado,fresco e elegante, madeira discreta, taninos finos, estrutura e bom final de boca; ainda está longe da reforma; uma aposta segura, excelente relação preço/qualidade. Nota 18.
.Pintas 05 - vinificado em lagar, a partir de vinhas velhas; fino e legante, especiado, notas de tabaco, couro e chocolate, acidez equilibrada, taninos ainda presentes mas polidos, arquitectura e bom final de boca; rolha excepcional; a beber com prazer mais 4/5 anos. Nota 18+ (noutras 18/17,5/18,5).
.Qtª do Soque 08 - um tinto do Douro simples e descomplexado; fruta, acidez equilibrada, taninos algo rugosos, corpo e final médios; para despachar. Nota 15.
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