Esta 4ª e última incursão na Bairrada, está exclusivamente centrada no Museu Berardo, instalado nas Caves Aliança em Sangalhos, que dá pelo sugestivo nome Aliança Underground Museum. Foram aproveitadas e adaptadas da melhor maneira, galerias com algumas centenas de metros, no sub-solo das Caves Aliança.
Paredes meias com a Galeria do Espumante ou com a Cave das Aguardentes, encontramos milhares de peças e obras de arte, organizadas nas Colecções de Minerais, Azulejos, Escultura Contemporânea do Zimbabué, Fósseis, Arqueológica, Cerâmica das Caldas e Arte Etnográfica Africana.
Embora eu não goste do estilo nem da pessoa, tenho que lhe tirar o chapéu. Onde quer que passe deixa obra. Sensibilidade, bom gosto e "feeling" para estas coisas, não lhe faltam. Obrigatório visitar quem for à Bairrada. Há visitas guiadas todos os dias, mediante marcação (234732045/916482226). Uma nota simpática, no final da visita é oferecido aos participantes um flute de espumante.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Páscoa na Bairrada (III)
Tenho como referência para comer leitão na Bairrada, o restaurante Mugasa, a umas escassas centenas de metros da Qtª das Bágeiras. Ou no próprio restaurante ou em casa de produtores bairradinos, tive a ocasião de comer Leitão à Bairrada de grande qualidade. Desta vez não foi bem assim. O leitão até estava saboroso, a pele estaladiça, mas havia pedaços, especialmente da parte da cabeça, que indiciavam tamanhos superiores aos recomendados. A sala é desconfortável, fria e com a televisão acesa. O serviço, a despachar e pouco atento, poderia ser mais cuidado. Soubemos que o pessoal que trabalha no restaurante estava a preparar as encomendas para a Páscoa, aposta forte do dono, deixando os clientes na sala um tanto abandonados.
Além do leitão, salada e batatas fritas, veio para a mesa cabidela de miúdos de leitão que estava agradável. Mas não veio o tradicional molho. Esquecimento ou não o fizeram?
Por amabilidade do Carlos Campolargo, levámos uma garrafa de espumante Borga 08, que acompanhou bem o reco. A propósito de vinhos, a lista do Mugasa só tem referências do século passado! Estará desactualizada? Mistérios...
Para compensar este relativo desaire, tivémos uma bela refeição no Manjar do Marquês, em Pombal, já de regresso a Lisboa. Com mais de cem pessoas no restaurante, em pleno Domingo de Páscoa, o serviço foi despachado, atento e profissional, sob a batuta do Paulo Graça, um senhor. No seguimento de uns aprazíveis petiscos, comemos uma belíssima posta de garoupa, impecavelmente grelhada.
Mas o melhor estava para vir. Da garrafeira do Paulo Graça, saltou para a nossa mesa um Borgonha Bouchard Père et Fils, Grand Cru Clos Vougeot 08, Domaine Chateau de Beaume - evoluido, elegante, equilibrado, boa acidez, taninos macios e final longo; todo ele sofisticado. Nota 18.
Obrigado Paulo Graça, pela sua atenção. Jamais esqueceremos!
Além do leitão, salada e batatas fritas, veio para a mesa cabidela de miúdos de leitão que estava agradável. Mas não veio o tradicional molho. Esquecimento ou não o fizeram?
Por amabilidade do Carlos Campolargo, levámos uma garrafa de espumante Borga 08, que acompanhou bem o reco. A propósito de vinhos, a lista do Mugasa só tem referências do século passado! Estará desactualizada? Mistérios...
Para compensar este relativo desaire, tivémos uma bela refeição no Manjar do Marquês, em Pombal, já de regresso a Lisboa. Com mais de cem pessoas no restaurante, em pleno Domingo de Páscoa, o serviço foi despachado, atento e profissional, sob a batuta do Paulo Graça, um senhor. No seguimento de uns aprazíveis petiscos, comemos uma belíssima posta de garoupa, impecavelmente grelhada.
Mas o melhor estava para vir. Da garrafeira do Paulo Graça, saltou para a nossa mesa um Borgonha Bouchard Père et Fils, Grand Cru Clos Vougeot 08, Domaine Chateau de Beaume - evoluido, elegante, equilibrado, boa acidez, taninos macios e final longo; todo ele sofisticado. Nota 18.
Obrigado Paulo Graça, pela sua atenção. Jamais esqueceremos!
terça-feira, 10 de abril de 2012
Páscoa na Bairrada (II)
Na ida para a Bairrada, uma sugestão de paragem para almoço é nas Caldas da Rainha, concretamente no restaurante Sabores d' Itália, um dos meus eleitos a nivel nacional, já aqui referido por mais de uma vez. Casa requintada e confortável, cozinha segura e criativa, a situar-se num patamar alto de qualidade, boa selecção de vinhos, copos apropriados, serviço gentil e muito profissional. Como ponto ainda a afinar, é a oferta de vinho a copo, ainda reduzida. É caro, mas dou por bem empregados todos os euros ali gastos.
Em relação á minha última visita, houve uma alteração bem visível: a responsabilidade da cozinha passou para a Maria João, continuando o marido na sala. Tudo o que comi, sopa de peixe e marisco, risoto de sapateira e sopa de amoras com gelado, estava divinal e recomendo vivamente.
Bebeu-se o branco DFJ Alvarinho 10 - nariz discreto, ligeira oxidação, acidez equilibrada e bom final de boca; gastronómico, acompanhou bem todo o almoço. Nota 16,5.
Foi ainda provado, por sugestão do dono, Norberto de seu nome, o tinto biológico Humus Reserva 09 (V.R.Lisboa) - com base na Touriga Nacional, embora a casta não esteja muito presente, mostrou-se exuberante no nariz, frutos vermelhos, boca pujante, guloso, bom final. Fácil de gostar, e uma boa surpresa e com um pouco mais de acidez seria um caso sério. Nota 17.
A terminar, bebeu-se com muito agrado o Blandy Malvasia 10 Anos, simpática oferta da casa.
Recomendação final a quem viaje pela A8: paragem obrigatória nos Sabores d' Itália. Sempre!
Em relação á minha última visita, houve uma alteração bem visível: a responsabilidade da cozinha passou para a Maria João, continuando o marido na sala. Tudo o que comi, sopa de peixe e marisco, risoto de sapateira e sopa de amoras com gelado, estava divinal e recomendo vivamente.
Bebeu-se o branco DFJ Alvarinho 10 - nariz discreto, ligeira oxidação, acidez equilibrada e bom final de boca; gastronómico, acompanhou bem todo o almoço. Nota 16,5.
Foi ainda provado, por sugestão do dono, Norberto de seu nome, o tinto biológico Humus Reserva 09 (V.R.Lisboa) - com base na Touriga Nacional, embora a casta não esteja muito presente, mostrou-se exuberante no nariz, frutos vermelhos, boca pujante, guloso, bom final. Fácil de gostar, e uma boa surpresa e com um pouco mais de acidez seria um caso sério. Nota 17.
A terminar, bebeu-se com muito agrado o Blandy Malvasia 10 Anos, simpática oferta da casa.
Recomendação final a quem viaje pela A8: paragem obrigatória nos Sabores d' Itália. Sempre!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Páscoa na Bairrada (I)
Aproveitei este fim de semana pascal e rumei à Bairrada, concretamente a Mogofores, onde me instalei, mais uma vez, no Turismo de Habitação da família Campolargo, cujos anfitriões (Maria da Glória e Carlos Campolargo) praticam uma hospitalidade de 5 estrelas.
Para além de uns simpáticos pequenos almoços, com produtos de primeira qualidade, fizemos um jantar leve na 1ª noite e, na 2ª noite, outro mais completo no espaço em frente da casa, que será no futuro o restaurante Campolargo. Neste último, comemos uma cabeça de xara feita em casa pela Maria da Glória, que tem uma mão para a cozinha deveras invejável, ovos mexidos com pimentos, abóbora e tomate, bacalhau à Conde da Guarda e umas tantas sobremesas. Tudo regado com vinhos que o Carlos Campolargo ia pondo na mesa, um espumante Campolargo, Rol de Coisas Antigas 08, Termeão Pássaro Vermelho 09 e Catchorro Tinto Cão 09?. Todos a acompanhar bem o repasto, com destaque para o Termeão que estará noutro patamar.
A fechar o mítico FEM Verdelho Muito Velho que o Alfredo Penetra levou e partilhou connosco e com os familiares do casal anfitrião. Obrigado a todos!
Aconselho vivamente a estadia neste Turismo de Habitação e o convívio, altamente gratificante, com o casal anfitrião.
Para além de uns simpáticos pequenos almoços, com produtos de primeira qualidade, fizemos um jantar leve na 1ª noite e, na 2ª noite, outro mais completo no espaço em frente da casa, que será no futuro o restaurante Campolargo. Neste último, comemos uma cabeça de xara feita em casa pela Maria da Glória, que tem uma mão para a cozinha deveras invejável, ovos mexidos com pimentos, abóbora e tomate, bacalhau à Conde da Guarda e umas tantas sobremesas. Tudo regado com vinhos que o Carlos Campolargo ia pondo na mesa, um espumante Campolargo, Rol de Coisas Antigas 08, Termeão Pássaro Vermelho 09 e Catchorro Tinto Cão 09?. Todos a acompanhar bem o repasto, com destaque para o Termeão que estará noutro patamar.
A fechar o mítico FEM Verdelho Muito Velho que o Alfredo Penetra levou e partilhou connosco e com os familiares do casal anfitrião. Obrigado a todos!
Aconselho vivamente a estadia neste Turismo de Habitação e o convívio, altamente gratificante, com o casal anfitrião.
Problemas com o blogue
Desde a passada 5ª feira que este blogue tem-me dado problemas e muitas dores de cabeça. Não me permite escrever novas mensagens, nem tão pouco consultar as estatísticas ou os comentários. Para publicar esta mensagem, tive que ir por um atalho, através do draft.blogger.com.
Aos mais entendidos da blogosfera : algum palpite sobre o que me aconteceu? Respostas para o meu e-mail
efbcunha@gmail.com
Obrigado!
Aos mais entendidos da blogosfera : algum palpite sobre o que me aconteceu? Respostas para o meu e-mail
efbcunha@gmail.com
Obrigado!
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Jantar Qtª do Perdigão
A Garrafeira Néctar das Avenidas organizou mais um Jantar de Vinhos, desta vez em parceria com o Restaurante Colunas. O produtor convidado foi a Qtª do Perdigão (Dão), que foi representada pelo seu proprietário, arquitecto José Perdigão. Participaram cerca de 40 pessoas, sentadas numa mesa corrida, em franca convivência, contrastando com o que se passou no Jantar Niepoort (ver crónica de 31/3).
Foram provados 6 vinhos deste produtor, dos quais se destacaram o Touriga Nacional e, muito especialmente, o Encruzado 2010 - ligeira oxidação, acidez bem presente, alguma gordura, tosta da madeira ainda presente, estrutura, personalidade e bom final. Precisa de tempo em garrafa; gostava de o voltar a provar daqui a 2/3 anos. Nota 17,5+.
Dos tintos sobressaiu o Touriga 08 - aroma complexo e exuberante, notas florais, acidez equilibrada, elegante, arquitectura e bom final de boca. Nota 18.
Bebeu-se, ainda:
.Rosé 2010 - fresco e seco, simplesmente agradável. Nota 14,5
.Colheita 08 - fresco, especiado, algumas notas metálicas, taninos polidos, final médio. Uns furos abaixo do 2007. Nota 16,5.
.Alfrocheiro 08 - nariz exuberante, fresco e elegante, taninos poderosos, bom final; prevejo-lhe alguma longevidade. Nota 17+.
.Reserva 05 - notas de couro, um toque animal, algo desequilibrado, taninos ainda presentes, evolução pouco harmoniosa. A decepção da noite. Nota 14,5.
Quanto a comes, após o introito com pasteis de massa tenra e requeijão de Seia, veio para a mesa uma caldeirada de lulas, simplesmente agradável. As lulas dão o que podem dar. Seguiu-se um "Entretém Misto", com as carnes muito bem temperadas e grelhadas. Nota alta para este petisco. O prato de substância foi um muito saboroso "Arroz malandrinho de vitela Barrosã".
Nos finalmentes, foi servido queijo de ovelha amanteigado que casou muito mal com o Reserva e muito bem com o Encruzado que, avisadamente, guardei para o final do repasto. Os crepes de chocolate com morangos, cuja ligação com o Touriga não foi nada feliz, mereciam um generoso. Porque não convidar um pequeno produtor de Porto, quando a empresa convidada não possuir vinhos de sobremesa no seu portefólio?
Finalmente, o Colunas está de parabens por ter conseguido sair-se airosamente do complicado problema logístico que tinha pela frente, copos para os 6 vinhos servidos e mais 1 para a água. É obra!
Foram provados 6 vinhos deste produtor, dos quais se destacaram o Touriga Nacional e, muito especialmente, o Encruzado 2010 - ligeira oxidação, acidez bem presente, alguma gordura, tosta da madeira ainda presente, estrutura, personalidade e bom final. Precisa de tempo em garrafa; gostava de o voltar a provar daqui a 2/3 anos. Nota 17,5+.
Dos tintos sobressaiu o Touriga 08 - aroma complexo e exuberante, notas florais, acidez equilibrada, elegante, arquitectura e bom final de boca. Nota 18.
Bebeu-se, ainda:
.Rosé 2010 - fresco e seco, simplesmente agradável. Nota 14,5
.Colheita 08 - fresco, especiado, algumas notas metálicas, taninos polidos, final médio. Uns furos abaixo do 2007. Nota 16,5.
.Alfrocheiro 08 - nariz exuberante, fresco e elegante, taninos poderosos, bom final; prevejo-lhe alguma longevidade. Nota 17+.
.Reserva 05 - notas de couro, um toque animal, algo desequilibrado, taninos ainda presentes, evolução pouco harmoniosa. A decepção da noite. Nota 14,5.
Quanto a comes, após o introito com pasteis de massa tenra e requeijão de Seia, veio para a mesa uma caldeirada de lulas, simplesmente agradável. As lulas dão o que podem dar. Seguiu-se um "Entretém Misto", com as carnes muito bem temperadas e grelhadas. Nota alta para este petisco. O prato de substância foi um muito saboroso "Arroz malandrinho de vitela Barrosã".
Nos finalmentes, foi servido queijo de ovelha amanteigado que casou muito mal com o Reserva e muito bem com o Encruzado que, avisadamente, guardei para o final do repasto. Os crepes de chocolate com morangos, cuja ligação com o Touriga não foi nada feliz, mereciam um generoso. Porque não convidar um pequeno produtor de Porto, quando a empresa convidada não possuir vinhos de sobremesa no seu portefólio?
Finalmente, o Colunas está de parabens por ter conseguido sair-se airosamente do complicado problema logístico que tinha pela frente, copos para os 6 vinhos servidos e mais 1 para a água. É obra!
terça-feira, 3 de abril de 2012
De regresso a casa
Já cá estou depois de um princípio de semana passado em Tavira. A registar um almoço no "Primo dos Caracois" (no lugar Quatrim, à entrada de Olhão, para quem vem de Tavira) e outro no "Noélia e Jerónimo" (Cabanas), os meus preferidos naquela zona.
No "Primo dos Caracois" comemos, pela enésima vez, enguias fritas, ovas de choco e canja de ameijoas, com a qualidade de sempre. Saímos do restaurante sempre satisfeitos, mas não surpreendidos.
No "Noélia e Jerónimo" há sempre um prato que nos surpreende. Desta vez foi uma entrada de "muxama de atum, com azeite e alho", com as fatias de atum finíssimas e nada agressivas, e um prato de "lingueirão com batata doce" de fazer subir aos céus. A Noélia no seu melhor!
Não se bebeu vinho, que não é o forte de ambos os restaurantes. Marcharam umas imperiais que nos souberam muito bem.
No "Primo dos Caracois" comemos, pela enésima vez, enguias fritas, ovas de choco e canja de ameijoas, com a qualidade de sempre. Saímos do restaurante sempre satisfeitos, mas não surpreendidos.
No "Noélia e Jerónimo" há sempre um prato que nos surpreende. Desta vez foi uma entrada de "muxama de atum, com azeite e alho", com as fatias de atum finíssimas e nada agressivas, e um prato de "lingueirão com batata doce" de fazer subir aos céus. A Noélia no seu melhor!
Não se bebeu vinho, que não é o forte de ambos os restaurantes. Marcharam umas imperiais que nos souberam muito bem.
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