Mais uma série de vinhos provados, com o S de Soberanas e o Vale Meão a confirmarem a excelência.
.Casal Figueira Vinhas Velhas 10 - nariz discreto, notas de citrinos, acidez equilibrada, madeira discreta, estilo austero, alguma estrutura e final de boca; gastronómico, pode beber-se daqui a mais 3/4 anos. Fico satisfeito por este projecto não ter morrido e ser uma boa homenagem ao saudoso António Carvalho. Nota 17,5.
.Qtª dos Carvalhais Encruzado 09 - estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês, futa tropical madura, notas abaunilhadas, acidez presente, equilibrio e elegância, madeira sem se impor, fresco e gastronómico; um bom exemplo de brancos do Dão. Nota 17,5+ (noutras situações 17,5+/17,5+, uma regularidade impressionante).
.Qtª Vale Meão 05 - ainda com fruta, notas florais, algum vegetal, acidez q.b., boca poderosa, taninos ainda rugosos, a precisarem de tempo para se harmonizarem, final interminável e muito gastronómico; uma referência no Douro, em forma mais 7/8 anos. Nota 18,5.
S de Soberanas 05 - com base na casta Alicante Bouschet, estagiou 32 meses em barricas novas de carvalho francês e mais 1 ano em garrafa (tiro o meu chapéu ao produtor, por pôr este vinho à venda já com alguma idade), nariz complexo, notas de chocolate, e tabaco, especiado, arquitectura de boca, final longo; gastronómico e harmonioso; um dos grandes vinhos ao sul do Tejo, meio sadino, meio alentejano, embora seja oficialmente Peninsula de Setúbal; aguenta bem mais 5/6 anos. Nota 18,5 (noutras 18/18+/17,5/18/17,5+).
.Moscatel Roxo Bacalhôa 2000 - aroma complexo, citrinos, figos secos e notas de mel, estruturado, bom final de boca; elegante e harmonioso; óptimo para fechar qualquer repasto em beleza. Nota 17,5.
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sábado, 12 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Uma volta pelo Chiado (III)
A fechar este périplo pelo Chiado, poisei no Tágide Wine & Tapas Bar. O Restaurante Tágide é um clássico que conheci já à alguns anos, mas este Wine & Tapas, aberto há muito pouco tempo, é uma agradável surpresa. Ambiente informal e descontraido, mas confortável, mesas sem as habituais toalhas, onde se pode almoçar, de 3ª a 6ª feira, o menú do chefe Luis Santos. Por 12,50 € temos direito a uma sopa, duas tapas (entrada e prato), uma bebida, pastel de nata (aliás excelente; teria entrado no concurso realizado no âmbito do Peixe em Lisboa?) e café, tudo em boas porções. Ao Sábado também se pode almoçar, mas com as tapas da lista (preços a variar entre 4,50 e 9,00).
No dia em que lá fui almoçar, a sopa era um saboroso caldo verde e as tapas gaspacho com gambas e bochecha de porco com umas deliciosas migas. Veio tudo ao mesmo tempo, numa mesma travessa, o que pode acarretar algum inconveniente, como por exemplo, as tapas arrefecerem, caso nos demoremos na conversa.
Bebi um copo de vinho branco que fazia parte do menú: Raízes (Qtª da Abrigada) 2010 - nariz austero, fruta discreta, corpo e final médios; gastronómico, a cumprir a sua função. Nota 14,5.
Serviço profissional, tendo a garrafa vindo à mesa e o vinho dado a provar. Temperatura correcta (dispõe de armários térmicos) e bons copos.
Com excepção do vinho da casa, todos os que fazem parte da carta pertencem ao mundo Sogrape (Portugal, Chile, Argentina e Nova Zelândia), com a qual têm uma parceria. Dentro desta exclusividade, a lista é abrangente e contempla 11 espumantes/champanhes, 13 brancos, 30 tintos (inclui algumas magnum), 25 portos e 2 colheitas tardias. Uma mais valia: 48 destas referências podem ser bebidas a copo. Pena é que os preços, de um modo geral, não sejam muito amigáveis, o que não se entende, face à parceria constituída.
Em conclusão, tenciono voltar e recomendo este espaço, onde se pode almoçar ou beber um copo ao final do dia. Falta dizer que, da minha mesa, tinha uma bela panorâmica do Tejo.
No dia em que lá fui almoçar, a sopa era um saboroso caldo verde e as tapas gaspacho com gambas e bochecha de porco com umas deliciosas migas. Veio tudo ao mesmo tempo, numa mesma travessa, o que pode acarretar algum inconveniente, como por exemplo, as tapas arrefecerem, caso nos demoremos na conversa.
Bebi um copo de vinho branco que fazia parte do menú: Raízes (Qtª da Abrigada) 2010 - nariz austero, fruta discreta, corpo e final médios; gastronómico, a cumprir a sua função. Nota 14,5.
Serviço profissional, tendo a garrafa vindo à mesa e o vinho dado a provar. Temperatura correcta (dispõe de armários térmicos) e bons copos.
Com excepção do vinho da casa, todos os que fazem parte da carta pertencem ao mundo Sogrape (Portugal, Chile, Argentina e Nova Zelândia), com a qual têm uma parceria. Dentro desta exclusividade, a lista é abrangente e contempla 11 espumantes/champanhes, 13 brancos, 30 tintos (inclui algumas magnum), 25 portos e 2 colheitas tardias. Uma mais valia: 48 destas referências podem ser bebidas a copo. Pena é que os preços, de um modo geral, não sejam muito amigáveis, o que não se entende, face à parceria constituída.
Em conclusão, tenciono voltar e recomendo este espaço, onde se pode almoçar ou beber um copo ao final do dia. Falta dizer que, da minha mesa, tinha uma bela panorâmica do Tejo.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Uma volta pelo Chiado (II)
O Faz Gostos nasceu e fez nome no Algarve, primeiro em Olhão, depois em Castro Marim, onde eu o conheci, e finalmente em Faro. O dono, Duval Pestana, com nome já feito, resolveu rumar à capital e estabelecer-se no antigo Convento da Trindade, quase em frente à Cervejaria da Trindade. A decoração foi da responsabilidade de Paulo Lobo, creio que o mesmo que fez uma bela intervenção no Solar do Vinho do Porto, em Lisboa. De momento, o restaurante está encerrado para obras. Ganhar espaço, é a intenção do dono. Só espero que a colecção de azulejos se mantenha.
O Faz Gostos não é um restaurante para o dia a dia, pois situa-se num patamar superior e pratica preços a condizer. No entanto, agora tem uma modalidade mais democrática, pois permite que de 2ª a 6ª feira se almoce por 15 € + IVA = 18,45, com direito a couvert, sopa/entrada, prato principal, sobremesa, água, café e um copo do vinho da casa. O serviço é profissional, a garrafa veio à mesa e o vinho foi dado a provar, o que nem sempre acontece. A cozinha é tradicional, mas com um toque de modernidade.
Bebeu-se, a copo, o branco Folha da Vinha 2010 (Terra d' Alter) - exuberante no nariz, muito frutado, fresco e elegante, gastronómico, com alguma complexidade e fácil de gostar. Para um vinho de gama de entrada, que penso que seja, é uma boa surpresa. Nota 16,5. Acompanhou bem uma sopa de legumes e lasquinhas de pescada com uma agradabilíssima açorda de coentros.
Os meus votos para que as obras corram bem e o restaurante reabra ainda antes de terminar o Lisbon Restaurant Week, de que é aderente.
O Faz Gostos não é um restaurante para o dia a dia, pois situa-se num patamar superior e pratica preços a condizer. No entanto, agora tem uma modalidade mais democrática, pois permite que de 2ª a 6ª feira se almoce por 15 € + IVA = 18,45, com direito a couvert, sopa/entrada, prato principal, sobremesa, água, café e um copo do vinho da casa. O serviço é profissional, a garrafa veio à mesa e o vinho foi dado a provar, o que nem sempre acontece. A cozinha é tradicional, mas com um toque de modernidade.
Bebeu-se, a copo, o branco Folha da Vinha 2010 (Terra d' Alter) - exuberante no nariz, muito frutado, fresco e elegante, gastronómico, com alguma complexidade e fácil de gostar. Para um vinho de gama de entrada, que penso que seja, é uma boa surpresa. Nota 16,5. Acompanhou bem uma sopa de legumes e lasquinhas de pescada com uma agradabilíssima açorda de coentros.
Os meus votos para que as obras corram bem e o restaurante reabra ainda antes de terminar o Lisbon Restaurant Week, de que é aderente.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Uma volta pelo Chiado (I)
Numa recente incursão pelo Chiado, abanquei no Spot São Luiz, cuja responsabilidade gastronómica pertence ao chefe Fausto Airoldi, já com provas dadas noutros espaços, nomeadamente no Casino de Lisboa.
Por 9,90 €, de 2ª a 6ª feira, pode-se almoçar no São Luiz, com direito a couvert, sopa/entrada, prato, bebida e café. Um bom preço para aquele espaço, muito moderno e confortável.
Comi uma bela sopa de abóbora e perca frita com arroz de grelos, este demasiado malandrinho para o meu gosto. Acompanhei com o branco da casa, Adega de Pegões 2011, Vinho Regional da Peninsula de Setubal - fruta exuberante, com a casta moscatel a impor-se, bem feito e descomplicado, déficite de acidez, boca e final medianos, indicado para acompanhar saladas ou entradas ligeiras ou para beber a solo. Nota 15. Uma curiosidade: o contra rótulo indica-nos o prazo de validade estimado "a beber em 3 anos". Não me lembro de ter encontrado indicação similar em qualquer outro vinho. É um caminho a seguir.
O copo era razoável (para os tintos, são mesmo bons) e a tempertura correcta . O vinho, em quantidade generosa, foi servido no balcão, um pouco afastado da mesa em que me encontrava. Foi necessário solicitar ao empregado que me mostrasse a garrafa, o que não deveria ter sido necessário. Uma falha a corrigir.
A selecção de vinhos é abrangente, incluindo champanhes, espumantes, generosos e colheitas tardias. Lamentavelmente sem datas, oferta diminuta de vinhos a copo e preços um tanto elevados. Serviço a cumprir os mínimos.
Em conclusão, boa relação preço/qualidade, com alguns pormenores a rectificar.
Por 9,90 €, de 2ª a 6ª feira, pode-se almoçar no São Luiz, com direito a couvert, sopa/entrada, prato, bebida e café. Um bom preço para aquele espaço, muito moderno e confortável.
Comi uma bela sopa de abóbora e perca frita com arroz de grelos, este demasiado malandrinho para o meu gosto. Acompanhei com o branco da casa, Adega de Pegões 2011, Vinho Regional da Peninsula de Setubal - fruta exuberante, com a casta moscatel a impor-se, bem feito e descomplicado, déficite de acidez, boca e final medianos, indicado para acompanhar saladas ou entradas ligeiras ou para beber a solo. Nota 15. Uma curiosidade: o contra rótulo indica-nos o prazo de validade estimado "a beber em 3 anos". Não me lembro de ter encontrado indicação similar em qualquer outro vinho. É um caminho a seguir.
O copo era razoável (para os tintos, são mesmo bons) e a tempertura correcta . O vinho, em quantidade generosa, foi servido no balcão, um pouco afastado da mesa em que me encontrava. Foi necessário solicitar ao empregado que me mostrasse a garrafa, o que não deveria ter sido necessário. Uma falha a corrigir.
A selecção de vinhos é abrangente, incluindo champanhes, espumantes, generosos e colheitas tardias. Lamentavelmente sem datas, oferta diminuta de vinhos a copo e preços um tanto elevados. Serviço a cumprir os mínimos.
Em conclusão, boa relação preço/qualidade, com alguns pormenores a rectificar.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Jantar Esporão
Mais um evento, resultante da parceria da Garrafeira Néctar das Avenidas com o Restaurante Assinatura, que decorreu muito bem. Bons vinhos de um modo geral, alguns casamentos perfeitos com os pratos servidos (só não resultou a ligação com o Private Selection branco, mas a culpa não foi do prato) e ambiente enófilo a condizer. Mais uma vez, o antigo núcleo duro das CAV marcou presença (45% dos participantes). Os vinhos eram do mundo Esporão, isto é, Herdade do Esporão e Qtª dos Murças e foram apresentados pelo enólogo responsável David Baverstock. Foi servida, ainda, uma aguardente vínica da Qtª do Rol, que, confesso, não apanhei a ligação ao Esporão. Culpa minha.
Depois das boas vindas com o espumante Esporão 09, desfilaram:
.Verdelho 11 - nariz exuberante, presença de citrinos, boa acidez, elegante e equilibrado, gastronómico. Nota 15,5+. Ligou muito bem com "Queijo de cabra, morangos, espargos e sal", um belíssimo entretem de boca .
.Private Selection Branco 10 - com base na casta sémillon, estagiou 6 meses em carvalho francês; ainda muito marcado pela madeira, com o álcool muito evidente, fumado, notas de brandy, untuoso, alguma acidez, boca poderosa; algo desequilibrado. Nota 16. Não casou bem com "A sopa do chefe, salsa, batata e açafrão". O excesso de madeira não o permitiu.
.Qtª dos Murças Reserva 08 - nariz afirmativo e complexo, frutos vermelhos, um toque floral, madeira discreta, elegância e equilibrio, austero, estruturado, taninos bem comportados, bom final de boca. Nota 18. Acompanhou na perfeição o "Pivete de touro, com uma arrozada brava". Uma grande surpresa, este tinto.
.Private Selection Garrafeira 08 - ainda com alguma fruta, notas especiadas, acidez q.b., estruturado, taninos macios, final algo adocicado. Nota 17,5+. Bebido a solo. Foi pena que não tivesse tido a oportunidade de competir com o Murças.
.Qtª dos Murças 10 Anos - fruta ainda presente, notas de mel, frutos secos, figo em passa, boa acidez, alguma complexidade, bom final de boca. Um 10 Anos muito interessante. Nota 17. Fez um casamento perfeito com "Parfait de gelado de ananás, maracujá e cajus".
.Aguardente Vínica Magistra, com origem na Lourinhã, uma das 3 Regiões Demarcadas no mundo, para este tipo de bebidas, a par de Cognac e Armagnac, e resultante de uma selecção de aguardentes de 89, 90, 95 e 96, que estagiaram até 2008. Óptima para acompanhar o café, em final de refeição.
Mais uma boa jornada, a comprovar que a parceria está bem afinada.
Depois das boas vindas com o espumante Esporão 09, desfilaram:
.Verdelho 11 - nariz exuberante, presença de citrinos, boa acidez, elegante e equilibrado, gastronómico. Nota 15,5+. Ligou muito bem com "Queijo de cabra, morangos, espargos e sal", um belíssimo entretem de boca .
.Private Selection Branco 10 - com base na casta sémillon, estagiou 6 meses em carvalho francês; ainda muito marcado pela madeira, com o álcool muito evidente, fumado, notas de brandy, untuoso, alguma acidez, boca poderosa; algo desequilibrado. Nota 16. Não casou bem com "A sopa do chefe, salsa, batata e açafrão". O excesso de madeira não o permitiu.
.Qtª dos Murças Reserva 08 - nariz afirmativo e complexo, frutos vermelhos, um toque floral, madeira discreta, elegância e equilibrio, austero, estruturado, taninos bem comportados, bom final de boca. Nota 18. Acompanhou na perfeição o "Pivete de touro, com uma arrozada brava". Uma grande surpresa, este tinto.
.Private Selection Garrafeira 08 - ainda com alguma fruta, notas especiadas, acidez q.b., estruturado, taninos macios, final algo adocicado. Nota 17,5+. Bebido a solo. Foi pena que não tivesse tido a oportunidade de competir com o Murças.
.Qtª dos Murças 10 Anos - fruta ainda presente, notas de mel, frutos secos, figo em passa, boa acidez, alguma complexidade, bom final de boca. Um 10 Anos muito interessante. Nota 17. Fez um casamento perfeito com "Parfait de gelado de ananás, maracujá e cajus".
.Aguardente Vínica Magistra, com origem na Lourinhã, uma das 3 Regiões Demarcadas no mundo, para este tipo de bebidas, a par de Cognac e Armagnac, e resultante de uma selecção de aguardentes de 89, 90, 95 e 96, que estagiaram até 2008. Óptima para acompanhar o café, em final de refeição.
Mais uma boa jornada, a comprovar que a parceria está bem afinada.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Aditamento ao grupo dos 3 (22ª sessão)
1.Segundo informação do director geral do Hotel Bussaco Palace, que agora me chegou via e-mail :
.Responsáveis pela enologia: António Rocha e Simão Póvoa
.Vinhos brancos: com base nas castas Maria Gomes e Bical (Bairrada) e Encruzado (Dão), estagiam 1 ano em carvalho francês e o mínimo de 2 anos na garrafa
.Vinhos tintos: a partir da Baga (Bairrada) e Touriga Nacional (Dão), também estão 1 ano em carvalho francês e estagiam em garrafa, pelo menos, 3 anos
.Os vinhos Buçaco podem ser comprados na rede de hoteis Alexandre de Almeida: Palace Hotel do Bussaco e da Curia e, ainda, nos hoteis Astória (Coimbra), Praia Mar (Carcavelos), Metrópole (Rossio) e Jerónimos 8 (Belém)
.Também podem ser adquiridos directamente a Projectos Niepoort
2.No âmbito da crítica de vinhos, o grande divulgador dos vinhos Buçaco foi o José António Salvador. No seu livro "Roteiro de Vinhos da Bairrada" ,editado pela Terramar em 1993, dedicou-lhes todo um capítulo com o sugestivo título "Bussaco, a catedral da Bairrada". No mínimo, esta arrumação na Bairrada é polémica, uma vez que estes vinhos são construidos a partir de lotes da Bairrada e do Dão.
Não me consta que os diversos guias de vinhos que se têm vindo a publicar entre nós, nomeadamente do João Paulo Martins e do Rui Falcão, refiram os vinhos Buçaco.
Alguém quer comentar? Agradeço.
.Responsáveis pela enologia: António Rocha e Simão Póvoa
.Vinhos brancos: com base nas castas Maria Gomes e Bical (Bairrada) e Encruzado (Dão), estagiam 1 ano em carvalho francês e o mínimo de 2 anos na garrafa
.Vinhos tintos: a partir da Baga (Bairrada) e Touriga Nacional (Dão), também estão 1 ano em carvalho francês e estagiam em garrafa, pelo menos, 3 anos
.Os vinhos Buçaco podem ser comprados na rede de hoteis Alexandre de Almeida: Palace Hotel do Bussaco e da Curia e, ainda, nos hoteis Astória (Coimbra), Praia Mar (Carcavelos), Metrópole (Rossio) e Jerónimos 8 (Belém)
.Também podem ser adquiridos directamente a Projectos Niepoort
2.No âmbito da crítica de vinhos, o grande divulgador dos vinhos Buçaco foi o José António Salvador. No seu livro "Roteiro de Vinhos da Bairrada" ,editado pela Terramar em 1993, dedicou-lhes todo um capítulo com o sugestivo título "Bussaco, a catedral da Bairrada". No mínimo, esta arrumação na Bairrada é polémica, uma vez que estes vinhos são construidos a partir de lotes da Bairrada e do Dão.
Não me consta que os diversos guias de vinhos que se têm vindo a publicar entre nós, nomeadamente do João Paulo Martins e do Rui Falcão, refiram os vinhos Buçaco.
Alguém quer comentar? Agradeço.
O grupo dos 3 (22ª sessão)
Mais uma prova às cegas, com os meus amigos Juca (ex-CAV) e João Quintela (Garrafeira Néctar das Avenidas). Esta 22ª sessão foi da minha inteira responsabilidade. Os vinhos sairam da minha garrafeira e o espaço foi escolhido por mim. Optei pelo Bg Bar, já aqui referido (ver crónica de 20/12/2011), que sucedeu ao Nariz de Vinho Tinto, A Commenda, Assinatura, Xico's (entretanto encerrado), Manifesto, Sem Dúvida e Casa da Comida (temporariamente fechada). Todos com um serviço de vinhos de qualidade.
O Bg Bar é gerido pelo Pedro Batista ( primo do nosso amigo Rui Miguel, responsável pelo blogue Pingas no Copo), que dirige uma equipa muito profissional. Como mais valia, conta com a colaboração do Rodolfo Tristão que, aliás, apoiou tecnicamente a nossa prova. O Rodolfo, professor na Escola Hoteleira do Estoril, é consultor enogastronómico do grupo, já representou Portugal no Concurso Mundial de Escanções, em 2010, publicou o livro "À Descoberta do Vinho" e é o responsável pelo blogue Poetas do Vinho. Um currículo invejável.
Ó responsáveis da Revista de Vinhos, para quando o selo de restaurante amigo do vinho? Eles merecem!
Mas vamos à prova. Escolhi 2 vinhos do Buçaco (1 branco e 1 tinto), completamente desconhecidos para todos nós. Aposta arriscada, mas aposta ganha. Veio ainda outro tinto do mesmo ano, este já consagrado e um Madeira de grande classe.
.Buçaco Reservado Branco 07 - frutos secos, notas abaunilhadas, untuoso e fresco, acidez bem presente, austero, seco na boca, notas fumadas, estruturado e bom final de boca; muito gastronómico e com grande personalidade; talvez o melhor branco provado este ano; aguenta mais uns anos em forma. Nota 18. Acompanhou uma série de pequenas entradas (quenelles de requeijão, saladinha de polvo, meia desfeita de grão e bacalhau e cogumelos aveludados no forno).
.Buçaco Reservado Tinto 06 - discreto no nariz, muito seco na boca, especiado, pouco concentrado, acidez equilibrada, final longo. Prevejo-lhe longevidade, talvez mais 7/8 anos. Nota 17,5.
.Qtª do Mouro Rótulo Dourado 06 - mais exuberante no nariz, especiado, notas de chocolate e tabaco, boa acidez, taninos bem presentes, arquitectura e bom final de boca. Em forma mais 5/6 anos. É sempre um prazer beber este alentejano. Nota 18,5. Os 2 tintos foram acompanhados por um bife da vazia bem suculento.
.Cossart Gordon Bual 69 (exemplar nº 1516 de 2000, engarrafado em 2004) - aroma exuberante, frutos secos, figos, iodo, vinagrinho, estrutura e final interminável; elegância e personalidade. Nota 18,5+. Bem acompanado por crumble de maçã.
Oportunamente darei notícia mais detalhada sobre estes vinhos do Buçaco.
A concluir, recomendo este Bg Bar, pela situação, simpatia e competência profissional. Estejam atentos, pois organizam provas e jantares vínicos.
O Bg Bar é gerido pelo Pedro Batista ( primo do nosso amigo Rui Miguel, responsável pelo blogue Pingas no Copo), que dirige uma equipa muito profissional. Como mais valia, conta com a colaboração do Rodolfo Tristão que, aliás, apoiou tecnicamente a nossa prova. O Rodolfo, professor na Escola Hoteleira do Estoril, é consultor enogastronómico do grupo, já representou Portugal no Concurso Mundial de Escanções, em 2010, publicou o livro "À Descoberta do Vinho" e é o responsável pelo blogue Poetas do Vinho. Um currículo invejável.
Ó responsáveis da Revista de Vinhos, para quando o selo de restaurante amigo do vinho? Eles merecem!
Mas vamos à prova. Escolhi 2 vinhos do Buçaco (1 branco e 1 tinto), completamente desconhecidos para todos nós. Aposta arriscada, mas aposta ganha. Veio ainda outro tinto do mesmo ano, este já consagrado e um Madeira de grande classe.
.Buçaco Reservado Branco 07 - frutos secos, notas abaunilhadas, untuoso e fresco, acidez bem presente, austero, seco na boca, notas fumadas, estruturado e bom final de boca; muito gastronómico e com grande personalidade; talvez o melhor branco provado este ano; aguenta mais uns anos em forma. Nota 18. Acompanhou uma série de pequenas entradas (quenelles de requeijão, saladinha de polvo, meia desfeita de grão e bacalhau e cogumelos aveludados no forno).
.Buçaco Reservado Tinto 06 - discreto no nariz, muito seco na boca, especiado, pouco concentrado, acidez equilibrada, final longo. Prevejo-lhe longevidade, talvez mais 7/8 anos. Nota 17,5.
.Qtª do Mouro Rótulo Dourado 06 - mais exuberante no nariz, especiado, notas de chocolate e tabaco, boa acidez, taninos bem presentes, arquitectura e bom final de boca. Em forma mais 5/6 anos. É sempre um prazer beber este alentejano. Nota 18,5. Os 2 tintos foram acompanhados por um bife da vazia bem suculento.
.Cossart Gordon Bual 69 (exemplar nº 1516 de 2000, engarrafado em 2004) - aroma exuberante, frutos secos, figos, iodo, vinagrinho, estrutura e final interminável; elegância e personalidade. Nota 18,5+. Bem acompanado por crumble de maçã.
Oportunamente darei notícia mais detalhada sobre estes vinhos do Buçaco.
A concluir, recomendo este Bg Bar, pela situação, simpatia e competência profissional. Estejam atentos, pois organizam provas e jantares vínicos.
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