Mais um evento resultante da parceria da Garrafeira Néctar das Avenidas com o restaurante As Colunas, cujo tema foram os vinhos Campolargo. A presença do produtor Carlos Campolargo, sempre muito solto e bem disposto, contribuiu para o bom ambiente em que decorreu a sessão. Sobre este produtor e amigo, foram-lhe dedicadas 2 crónicas neste blogue, cuja leitura se recomenda:
.Campolargo: a Bairrada moderna (25/11/2010)
.Páscoa na Bairrada (I) (9/4/2012)
Foram apresentados e provados:
.Entre II Santos Pinot Noir 2010 Rosé com pasteis de vitela barrosã e requeijão com doce de abóbora
.Campolargo Tonel 2010 Branco com lombo de bacalhau em cama de grelos
.Termeão Pássaro Vermelho 2007 e
.Campolargo Pinot Noir 2007 com galo do campo com puré de batata
.Diga? 2008 Branco versão magnum com queijo da Serra amanteigado Quintas de Seia
.Espumante Pinot Noir Rosé Bruto 2009 com tarteletes bairradinas
Os vinhos portaram-se bem, com destaque para o Campolargo Pinot Noir a casar lindamente com o galo.
Quanto às outras maridagens, foram geralmente pacíficas, com excepção do espumante que não ligou, mesmo nada, com a sobremesa.
Copos Riedel, boas temperaturas e a Joana a fazer milagres no serviço, onde esteve pouco apoiada
Um reparo final: ainda se estava a provar o último vinho e já se estava a fumar na sala. A evitar no futuro!
quinta-feira, 31 de maio de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Grupo dos 3 (23ª sessão)
Esta sessão foi da responsabildade do Juca, com vinhos da sua garrafeira (1 branco, 2 tintos e 1 "jeropiga"). O restaurante escolhido foi o Tacho da Memória, localizado em Odivelas próximo dos Bombeiros, que eu não conhecia. O dono é o Rui Dantas, que também explora a "cantina" do Banco de Portugal, na Quinta da Fonte Santa, já aqui referida em diversas ocasiões.
Sala moderna, bem aparelhada, copos à altura, serviço profissional e traquejo no serviço de vinhos, pois têm organizado alguns jantares vínicos. Cozinha com qualidade, embora um pouco pesada para a época. Além das entradas que não ligaram muito bem com o branco, vieram 2 pratos deliciosos (cataplana de bacalhau com grão e um excelente naco de vitela com grelos). Um restaurante a recomendar, sem dúvida. Pena que não fique na minha rota.
A carta de vinhos tem algumas boas propostas, todas datadas, mas é pouco arrojada, está demasiado centrada no Alentejo e a oferta de vinhos fortificados é demasiado curta, pontos que podem e devem ser corrigidos. Tem, ainda, meia dúzia de vinhos a copo a preços aceitáveis.
Mas é altura de passar para os vinhos provados:
.Parcela Única Alvarinho 09 - austero no nariz, fruta madura, notas fumadas, madeira discreta, boa acidez, elegante e equilibrado. A beber nos próximos 3/4 anos. Nota 17+ (noutras situações 18/17,5+).
.Três Bagos Grande Escolha 05 - muito fino e floral, acidez no ponto, equilibrado, boa estrutura e final muito longo; todo ele de grande complexidade, um dos meus favoritos do Douro. Em forma mais 6/7 anos. Nota 18,5 (noutras 18/17,5/18,5).
.Vallado Reserva 05 - ainda com fruta, alguma acidez, carnudo, algo guloso, bom final de boca; falta-lhe complexidade; no ponto óptimo de consumo, embora admita que este vinho tivesse ficado prejudicado por um ligeiro toque de rolha. Nota 17,5 (noutras 17,5+/17,5).
.Cossart Gordon Bual 76 (sem data de engarrafamento!?) - notas de caril e brandy, vinagrinho, potência de boca, final longo. Nota 18 (noutras 16,5/16/18,5); ou seja, este Bual tem mostrado grandes diferenças de garrafa para garrafa. Acompanhou uma excelente tarte de amêndoa com gelado de manga.
Grande jornada. Obrigado, Juca!
Sala moderna, bem aparelhada, copos à altura, serviço profissional e traquejo no serviço de vinhos, pois têm organizado alguns jantares vínicos. Cozinha com qualidade, embora um pouco pesada para a época. Além das entradas que não ligaram muito bem com o branco, vieram 2 pratos deliciosos (cataplana de bacalhau com grão e um excelente naco de vitela com grelos). Um restaurante a recomendar, sem dúvida. Pena que não fique na minha rota.
A carta de vinhos tem algumas boas propostas, todas datadas, mas é pouco arrojada, está demasiado centrada no Alentejo e a oferta de vinhos fortificados é demasiado curta, pontos que podem e devem ser corrigidos. Tem, ainda, meia dúzia de vinhos a copo a preços aceitáveis.
Mas é altura de passar para os vinhos provados:
.Parcela Única Alvarinho 09 - austero no nariz, fruta madura, notas fumadas, madeira discreta, boa acidez, elegante e equilibrado. A beber nos próximos 3/4 anos. Nota 17+ (noutras situações 18/17,5+).
.Três Bagos Grande Escolha 05 - muito fino e floral, acidez no ponto, equilibrado, boa estrutura e final muito longo; todo ele de grande complexidade, um dos meus favoritos do Douro. Em forma mais 6/7 anos. Nota 18,5 (noutras 18/17,5/18,5).
.Vallado Reserva 05 - ainda com fruta, alguma acidez, carnudo, algo guloso, bom final de boca; falta-lhe complexidade; no ponto óptimo de consumo, embora admita que este vinho tivesse ficado prejudicado por um ligeiro toque de rolha. Nota 17,5 (noutras 17,5+/17,5).
.Cossart Gordon Bual 76 (sem data de engarrafamento!?) - notas de caril e brandy, vinagrinho, potência de boca, final longo. Nota 18 (noutras 16,5/16/18,5); ou seja, este Bual tem mostrado grandes diferenças de garrafa para garrafa. Acompanhou uma excelente tarte de amêndoa com gelado de manga.
Grande jornada. Obrigado, Juca!
terça-feira, 29 de maio de 2012
À volta da colheita 2004 com o Núcleo Duro
A convite do João Quintela, juntei-me aos meus amigos do Núcleo Duro (Rui Miguel e Jorge de Sousa, os fundadores, e ainda, João Quintela, Paula Costa, Juca e Pedro Brandão). Com estes amigos, provei regularmente até finais de 2010. Foram cerca de 60 sessões e perto de 500 vinhos provados, às cegas, em conjunto. Esta prova desenrolou-se no restaurante As Colunas e o tema foi a colheita de 2004.
Antes da ordem do dia, avançaram 2 garrafas de Porto Branco, com perfis totalmente distintos. O 1º mais austero, seco e com o álcool mais evidente e o 2º mais exuberante, doce e untuoso. Descodificados os vinhos, ficámos na presença de 2 garrafas de Qtª da Casa Amarela, o último engarrafamento (2011) versus o primeiro (2004?). Uma prova muito didáctica, com as garrafas separadas por 7 anos e a marcarem a diferença. Seguiu-se-lhes um Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2010, versão magnum, a acompanhar bem uns deliciosos cogumelos grelhados.
Passámos, de seguida, para o confronto entre 5 tintos da colheita 2004, bem acolitados por um excelente borrego assado no forno. Ei-los:
.Qtª da Dôna - exuberante no nariz, notas florais, algum vegetal, boa acidez, não muito elegante, mas com grande personalidade, boca poderosa e final longo, em crescendo; precisa sempre de um prato forte por companhia. Penso que é o 1º Qtª da Dôna da responsabilidade das Caves Aliança (as versões anteriores eram do Ataíde Semedo). Nota 18,5 (noutra situação 17,5).
.Qtª Monte d' Oiro Reserva - notas adocicadas, especiadas, alguma sobrematuração, final muito guloso; falta-lhe acidez e elegância. Nota 16,5 (noutra 15,5+).
.Qtª dos Carvalhais T.Nacional - aroma discreto, notas florais e alguma fruta, muito fresco, elegante, equilibrado e harmonioso, com muitos anos ainda pela frente. Nota 18.
.S de Soberanas - nariz exuberante, fumado, notas de couro, boa acidez, taninos ainda por domar, estrutura e bom final de boca. Nota 17,5+ (noutras 18+/17,5/16/17/17,5+/18,5).
.Poeira em versão magnum - notas florais, alguma mineralidade, estrutura média, final longo, mas não muito complexo; alguma desilusão em relação ao passado. Nota 17 (noutras 18+/18/18,5/18/18,5).
E, para terminar em beleza, mais uma garrafa de Blandy Bual 77, em grande forma.
Gostei de estar convosco, ò duríssimos. Obrigado João!
Antes da ordem do dia, avançaram 2 garrafas de Porto Branco, com perfis totalmente distintos. O 1º mais austero, seco e com o álcool mais evidente e o 2º mais exuberante, doce e untuoso. Descodificados os vinhos, ficámos na presença de 2 garrafas de Qtª da Casa Amarela, o último engarrafamento (2011) versus o primeiro (2004?). Uma prova muito didáctica, com as garrafas separadas por 7 anos e a marcarem a diferença. Seguiu-se-lhes um Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2010, versão magnum, a acompanhar bem uns deliciosos cogumelos grelhados.
Passámos, de seguida, para o confronto entre 5 tintos da colheita 2004, bem acolitados por um excelente borrego assado no forno. Ei-los:
.Qtª da Dôna - exuberante no nariz, notas florais, algum vegetal, boa acidez, não muito elegante, mas com grande personalidade, boca poderosa e final longo, em crescendo; precisa sempre de um prato forte por companhia. Penso que é o 1º Qtª da Dôna da responsabilidade das Caves Aliança (as versões anteriores eram do Ataíde Semedo). Nota 18,5 (noutra situação 17,5).
.Qtª Monte d' Oiro Reserva - notas adocicadas, especiadas, alguma sobrematuração, final muito guloso; falta-lhe acidez e elegância. Nota 16,5 (noutra 15,5+).
.Qtª dos Carvalhais T.Nacional - aroma discreto, notas florais e alguma fruta, muito fresco, elegante, equilibrado e harmonioso, com muitos anos ainda pela frente. Nota 18.
.S de Soberanas - nariz exuberante, fumado, notas de couro, boa acidez, taninos ainda por domar, estrutura e bom final de boca. Nota 17,5+ (noutras 18+/17,5/16/17/17,5+/18,5).
.Poeira em versão magnum - notas florais, alguma mineralidade, estrutura média, final longo, mas não muito complexo; alguma desilusão em relação ao passado. Nota 17 (noutras 18+/18/18,5/18/18,5).
E, para terminar em beleza, mais uma garrafa de Blandy Bual 77, em grande forma.
Gostei de estar convosco, ò duríssimos. Obrigado João!
segunda-feira, 28 de maio de 2012
O 50º aniversário do António Saramago
Não. Não falo da idade do António Saramago, embora ele talvez não se importasse que fosse verdade. Estes 50 anos referem-se a meio século de trabalho deste grande senhor. É obra!
Não vou falar do seu percurso. Quem quiser saber, aconselho a leitura do blogue "Copo de 3", onde o João Pedro Carvalho lhe presta uma merecida e sentida homenagem (em 12/5). Nem vou entrar nas áreas técnicas. Quem tiver curiosidade, procure no Forum da Revista de Vinhos a entrada "Perguntas a António Saramago", publicada por iniciativa do Luis Antunes (11/5 e seguintes).
O que vou aqui partilhar convosco é o facto de as nossas vidas (a dele e a do Juca e minha, enquanto responsáveis das CAV) se terem entrecruzado, por diversas vezes, ao longo de uma série de anos.
Esteve connosco num jantar vínico, organizado por nós, em 24/10/2003, no Restaurante A Commenda, onde apresentou uma série de vinhos da sua autoria.
Esteve connosco numa prova de vinhos em 23/9/2006, orientada por ele, no âmbito das Comemorações do 10º aniversário das CAV, a que se quis juntar.
Esteve connosco num almoço vínico, organizado por nós, em 28/10/2006, no restaurante da Quinta de Catralvos. Os vinhos eram da sua responsabilidade, tendo o prestigiado chefe Luis Baena criado um menú degustação especificamente para esse evento. Se bem me lembro, o ponto alto foi a apresentação de um moscatel, trabalhado pelo António Saramago e só posto à venda passados uns tantos anos. Os nomes envolvidos (António Saramago e Luis Baena), provocaram uma enorme procura, tendo participado 140/150 pessoas. Um êxito!
Esteve connosco, quando o antigo núcleo duro das CAV foi visitar a inesquecível Herdade dos Coelheiros, em 12/6/2009, juntando-se à proprietária (Teresa Silveira) para nos receber. Foi o culminar de uma grande jornada no Alentejo, a última antes de nos termos retirado da vida activa.
Voltámos a estar juntos numa prova e apresentação de Vinhos da Madeira, orientada pelo enólogo Francisco Albuquerque. Esta sessão, que decorreu no Clube de Jornalistas, foi organizada pelo Rui Lourenço Pereira (Quinta Wine Guide) e dela falei numa crónica em 15/7/2010. É mais um ponto que nos une: a paixão pelos néctares da Madeira.
Por tudo isto, um grande abraço de parabéns. Obrigado, António Saramago, por ter estado connosco!
.
Não vou falar do seu percurso. Quem quiser saber, aconselho a leitura do blogue "Copo de 3", onde o João Pedro Carvalho lhe presta uma merecida e sentida homenagem (em 12/5). Nem vou entrar nas áreas técnicas. Quem tiver curiosidade, procure no Forum da Revista de Vinhos a entrada "Perguntas a António Saramago", publicada por iniciativa do Luis Antunes (11/5 e seguintes).
O que vou aqui partilhar convosco é o facto de as nossas vidas (a dele e a do Juca e minha, enquanto responsáveis das CAV) se terem entrecruzado, por diversas vezes, ao longo de uma série de anos.
Esteve connosco num jantar vínico, organizado por nós, em 24/10/2003, no Restaurante A Commenda, onde apresentou uma série de vinhos da sua autoria.
Esteve connosco numa prova de vinhos em 23/9/2006, orientada por ele, no âmbito das Comemorações do 10º aniversário das CAV, a que se quis juntar.
Esteve connosco num almoço vínico, organizado por nós, em 28/10/2006, no restaurante da Quinta de Catralvos. Os vinhos eram da sua responsabilidade, tendo o prestigiado chefe Luis Baena criado um menú degustação especificamente para esse evento. Se bem me lembro, o ponto alto foi a apresentação de um moscatel, trabalhado pelo António Saramago e só posto à venda passados uns tantos anos. Os nomes envolvidos (António Saramago e Luis Baena), provocaram uma enorme procura, tendo participado 140/150 pessoas. Um êxito!
Esteve connosco, quando o antigo núcleo duro das CAV foi visitar a inesquecível Herdade dos Coelheiros, em 12/6/2009, juntando-se à proprietária (Teresa Silveira) para nos receber. Foi o culminar de uma grande jornada no Alentejo, a última antes de nos termos retirado da vida activa.
Voltámos a estar juntos numa prova e apresentação de Vinhos da Madeira, orientada pelo enólogo Francisco Albuquerque. Esta sessão, que decorreu no Clube de Jornalistas, foi organizada pelo Rui Lourenço Pereira (Quinta Wine Guide) e dela falei numa crónica em 15/7/2010. É mais um ponto que nos une: a paixão pelos néctares da Madeira.
Por tudo isto, um grande abraço de parabéns. Obrigado, António Saramago, por ter estado connosco!
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domingo, 27 de maio de 2012
Crónicas em atraso
Por isto ou por aquilo, embora na situação de reformado, tem-me faltado o tempo para ir cronicando.
É minha intenção, logo que possível, partilhar com os amigos e leitores:
.Os 50 anos de actividade do António Saramago
.À volta da colheita 2004 com o Núcleo Duro
.Grupo dos 3 (23ª sessão)
.Jantar Campolargo
.João Portugal Ramos e a blogosfera
Mas, como dizia o outro, de boas intenções está o inferno cheio...
É minha intenção, logo que possível, partilhar com os amigos e leitores:
.Os 50 anos de actividade do António Saramago
.À volta da colheita 2004 com o Núcleo Duro
.Grupo dos 3 (23ª sessão)
.Jantar Campolargo
.João Portugal Ramos e a blogosfera
Mas, como dizia o outro, de boas intenções está o inferno cheio...
quarta-feira, 23 de maio de 2012
O 1º Jantar de Vinhos das CAV : 13 anos depois
Faz precisamente, no próximo dia 28 de Maio, 13 anos que as CAV organizaram o seu 1º Jantar de Vinhos, que nos veio a dar grandes dores de cabeça (na altura, o Juca e eu éramos os responsáveis, na qualidade de sócios-gerentes).
Isto passa-se em 1999. A Revista de Vinhos (RV) tinha deixado de organizar jantares vínicos periódicos, já há algum tempo. Ficou um enorme vazio e nós fomos "empurrados", pelos nossos amigos e clientes, para ocupar esse espaço. Fizemos uns tantos contactos, inclusivé com a própria RV, e decidimos avançar.
O anúncio do evento, publicado nas Notícias Breves de Abril 99, rezava assim: "Temos o prazer de anunciar o 1º JANTAR DE VINHOS organizado por C.A.V., com o mesmo espírito dos jantares da Revista de Vinhos. Este evento realizar-se-á no restaurante "A COMMENDA", no CENTRO CULTURAL DE BELÉM, com vinhos QUINTA das BAGEIRAS. Estarão presentes o produtor/engarrafador Sr. Mário SérgioAlves Nuno e o enólogo Rui Moura Alves. Aceitam-se desde já inscrições (...)". Isto foi dito com a melhor das intenções, embora talvez com a maior das ingenuidades.
A reacção foi deveras desproporcionada, tendo daí resultado o recúo do enólogo, o que provocou a do produtor, qual castelo de cartas em derrocada. Verdade seja dita que esta retirada do produtor, não beliscou, minimamente, a amizade e o apreço que sempre tivemos por ele, o que ficou bem expresso quando do jantar vínico no Assinatura (ver crónica Jantar Qtª Bágeiras, de 15/1/2012).
Passámos um mau bocado, o Juca e eu que, entretanto, tinha ido passar uns dias de descanço fora de Lisboa. É claro que a palavra descanço desapareceu do meu dicionário e esgotámo-nos em inúmeros contactos. Perante esta situação, só havia duas soluções: ou recuávamos anulando o jantar, devolvendo o dinheiro a quem já tinha formalizado e pago a respectiva inscrição, ou saíamos por cima, avançando com os nossos stocks e assumindo o prejuizo inerente.
E foi isso que fizemos, decidindo mantendo os vinhos Qtª das Bageiras que tivéssemos na altura.
Para memória futura, este nosso 1º jantar vínico constou de:
.Espumante Qtª das Bageiras Bruto 1996 com os aperitivos
.Casal das Covas Arinto 1997 (Bucelas) com as entradas (bacalhau albardado, carapaus alimados e espadarte de Sesimbra)
.Passadouro 1994 (ainda do tempo da Niepoort) com o prato (lombo de novilho)
.Vila Santa 1997 com queijos (hoje não teríamos feito esta ligação)
.Taylor's LBV 1994 com doces e fruta
.Aguardente Vínica Velha Qtª das Bageiras com o café
Resta dizer que o jantar, depois do susto inicial, correu muitíssimo bem e foi o primeiro duma longa série que só terminou em Outubro de 2009, pouco tempo antes de nos termos retirado da vida activa. Não exagerarei, se disser que as marcas mais importantes e os enólogos mais prestigiados passaram todos pelas CAV. Missão cumprida, apesar dos obstáculos iniciais que nos puseram pelo caminho. Francamente, não havia necessidade...
Isto passa-se em 1999. A Revista de Vinhos (RV) tinha deixado de organizar jantares vínicos periódicos, já há algum tempo. Ficou um enorme vazio e nós fomos "empurrados", pelos nossos amigos e clientes, para ocupar esse espaço. Fizemos uns tantos contactos, inclusivé com a própria RV, e decidimos avançar.
O anúncio do evento, publicado nas Notícias Breves de Abril 99, rezava assim: "Temos o prazer de anunciar o 1º JANTAR DE VINHOS organizado por C.A.V., com o mesmo espírito dos jantares da Revista de Vinhos. Este evento realizar-se-á no restaurante "A COMMENDA", no CENTRO CULTURAL DE BELÉM, com vinhos QUINTA das BAGEIRAS. Estarão presentes o produtor/engarrafador Sr. Mário SérgioAlves Nuno e o enólogo Rui Moura Alves. Aceitam-se desde já inscrições (...)". Isto foi dito com a melhor das intenções, embora talvez com a maior das ingenuidades.
A reacção foi deveras desproporcionada, tendo daí resultado o recúo do enólogo, o que provocou a do produtor, qual castelo de cartas em derrocada. Verdade seja dita que esta retirada do produtor, não beliscou, minimamente, a amizade e o apreço que sempre tivemos por ele, o que ficou bem expresso quando do jantar vínico no Assinatura (ver crónica Jantar Qtª Bágeiras, de 15/1/2012).
Passámos um mau bocado, o Juca e eu que, entretanto, tinha ido passar uns dias de descanço fora de Lisboa. É claro que a palavra descanço desapareceu do meu dicionário e esgotámo-nos em inúmeros contactos. Perante esta situação, só havia duas soluções: ou recuávamos anulando o jantar, devolvendo o dinheiro a quem já tinha formalizado e pago a respectiva inscrição, ou saíamos por cima, avançando com os nossos stocks e assumindo o prejuizo inerente.
E foi isso que fizemos, decidindo mantendo os vinhos Qtª das Bageiras que tivéssemos na altura.
Para memória futura, este nosso 1º jantar vínico constou de:
.Espumante Qtª das Bageiras Bruto 1996 com os aperitivos
.Casal das Covas Arinto 1997 (Bucelas) com as entradas (bacalhau albardado, carapaus alimados e espadarte de Sesimbra)
.Passadouro 1994 (ainda do tempo da Niepoort) com o prato (lombo de novilho)
.Vila Santa 1997 com queijos (hoje não teríamos feito esta ligação)
.Taylor's LBV 1994 com doces e fruta
.Aguardente Vínica Velha Qtª das Bageiras com o café
Resta dizer que o jantar, depois do susto inicial, correu muitíssimo bem e foi o primeiro duma longa série que só terminou em Outubro de 2009, pouco tempo antes de nos termos retirado da vida activa. Não exagerarei, se disser que as marcas mais importantes e os enólogos mais prestigiados passaram todos pelas CAV. Missão cumprida, apesar dos obstáculos iniciais que nos puseram pelo caminho. Francamente, não havia necessidade...
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Lisbon Restaurant Week (III)
A 3ª e última jornada foi no Papa Açorda, onde também não ia há muitos anos. Está na mesma; ambiente simpático, espaço acolhedor, serviço rápido, eficiente e simpático, tudo isto com algum requinte. Para além dos 19+1 €, foi facturado o couver, água, café e copo de vinho (3,90). Dos 3 restaurantes visitados, o Papa Açorda foi o único que nos entregou os postais alusivos ao LRW que referiam "Leve este postal, só desta forma fica garantido o seu contributo a favor das instituições beneficiárias." Dá que pensar, então e os outros que não nos entregaram os postais? Aquele 1 € não chegará ao destino? Quem souber que responda.
Carta de vinhos demasiado centrada nos alentejanos, deixando o Douro reduzido a 3 ou 4 brancos e tintos. A lista inclui, ainda, vinhos do Porto. Tudo a preços nada meigos. Oferta razoável de vinhos a copo, com preços mais em conta. Os copos que estão nas mesas, são tipo banquete, mas foram trocados quando o vinho foi pedido. A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar.
O escolhido foi o branco Qtª de Camarate Seco 11 - nariz exuberante, notas tropicais, belíssima acidez, estilo moderno, elegante e equilibrado; para beber em novo. Nota 16,5.
Os tachos estão a cargo da Manuela Brandão, que deu boa conta do serviço. Comi Paté de santola, filetes de pescada com arroz de berbigão e tarte de ameixas pretas. Tudo com muita qualidade.
Gostei, francamente, de ter revisitado o Papa Açorda e recomendo-o.
Quanto ao LRW, deverá haver nova oportunidade lá para Setembro. Aproveitemo-la!
Carta de vinhos demasiado centrada nos alentejanos, deixando o Douro reduzido a 3 ou 4 brancos e tintos. A lista inclui, ainda, vinhos do Porto. Tudo a preços nada meigos. Oferta razoável de vinhos a copo, com preços mais em conta. Os copos que estão nas mesas, são tipo banquete, mas foram trocados quando o vinho foi pedido. A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar.
O escolhido foi o branco Qtª de Camarate Seco 11 - nariz exuberante, notas tropicais, belíssima acidez, estilo moderno, elegante e equilibrado; para beber em novo. Nota 16,5.
Os tachos estão a cargo da Manuela Brandão, que deu boa conta do serviço. Comi Paté de santola, filetes de pescada com arroz de berbigão e tarte de ameixas pretas. Tudo com muita qualidade.
Gostei, francamente, de ter revisitado o Papa Açorda e recomendo-o.
Quanto ao LRW, deverá haver nova oportunidade lá para Setembro. Aproveitemo-la!
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