Passados 2 anos voltei a este simpático e requintado restaurante (visita inicial na crónica de 4/6/2010), situado na praia da Manta Rota, entre Tavira e Monte Gordo. Mantém o conceito de cozinha de autor, onde o novo chefe, Marco Jacó de seu nome, recria as receitas tradicionais do Algarve. Serviço atento e profissional. Comi "Gaspacho com juliana de muxama e azeite de coentros (?)" e "Naco de atum grelhado com ratatouille de legumes, polenta de coentros e crocante de chalota", que atingiram um bom patamar de qualidade, especialmente o naco de atum.
A lista de vinhos melhorou, embora continue sem fortificados e colheitas tardias, e a oferta de vinho a copo ser diminuta e desinteressante. Bebemos o Barranco Longo Grande Escolha Arinto/Chardonnay 10 (curiosamente, há 2 anos, consumimos o 2008) - fruta madura, notas fumadas, fresco e untuoso, estruturado e bom final de boca; muito gastronómico, a beber nos próximos 2/3 anos. É sempre uma aposta segura. Nota 16,5+. De referir que o contra-rótulo, ao contrário de certas marcas consagradas, tem muita informação útil ao consumidor.
Mas, no melhor pano cai a nódoa. Esgotada a garrafa, uma das pessoas do meu grupo pediu um copo de branco (não fixei qual), que veio já servido. Ó senhores do Chá com Água Salgada, não podem ter deslizes deste tipo num restaurante de qualidade, que continuo a recomendar. Não me deixem ficar mal!
quinta-feira, 14 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
Vinhos em família (XXXIII)
No último repasto com filhos e noras, bebemos:
.Blandy Verdelho 68 (sem data de engarrafamento visível) - frutos secos, notas de iodo, acidez pronunciada, fino, elegante, austero, estrutura de boca e final longo. Nota 18.
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 10 - em relação à prova aqui relatada em 7/2, continua fresco e aromático, acidez equilibrada, estruturado e bom final de boca; no espaço de 4 meses, ficou mais complexo e com maior complexidade; um branco que facilmente nos conquista. Nota 18 (noutras situações 17,5+/17,5+/17,5).
.CARM Reserva 07 - exuberância aromática, fruta ainda presente, notas especiadas, bela acidez, taninos presentes mas civilizados, final longo; excelente relação preço/qualidade, foi incluido no TOP da Wine Spectator. Nota 17,5+.
.Moscatel Roxo Bacalhôa 00 - a mesma garrafa já aqui comentada em 12/5. Nota 17,5.
Ora, digam-me, se os não tratei bem, isto é, como merecem.
Mais vinhos partilhados, em família:
.Adega Vila Real Grande Escolha 07 - perdoe-se-lhes a mania das grandezas (o Grande Escolha era escusado), mas este produtor é muito consistente; ainda com alguma fruta, notas achocolatadas, alguma acidez, descomplicado, corpo mediano, bom final de boca; em forma mais 2/3 anos. Nota 16,5.
.Poeira 04 - nariz complexo, notas florais, bela acidez, equilibrado e harmonioso, boa arquitectura e final muito longo; em forma mais 6/7 anos. Um dos grandes vinhos do Douro. Nota 18,5 (noutras 18+/18/18,5/18/18,5/17). Curiosamente a garrafa que obteve a nota mais fraca era uma magnum.
.Blandy Verdelho 68 (sem data de engarrafamento visível) - frutos secos, notas de iodo, acidez pronunciada, fino, elegante, austero, estrutura de boca e final longo. Nota 18.
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 10 - em relação à prova aqui relatada em 7/2, continua fresco e aromático, acidez equilibrada, estruturado e bom final de boca; no espaço de 4 meses, ficou mais complexo e com maior complexidade; um branco que facilmente nos conquista. Nota 18 (noutras situações 17,5+/17,5+/17,5).
.CARM Reserva 07 - exuberância aromática, fruta ainda presente, notas especiadas, bela acidez, taninos presentes mas civilizados, final longo; excelente relação preço/qualidade, foi incluido no TOP da Wine Spectator. Nota 17,5+.
.Moscatel Roxo Bacalhôa 00 - a mesma garrafa já aqui comentada em 12/5. Nota 17,5.
Ora, digam-me, se os não tratei bem, isto é, como merecem.
Mais vinhos partilhados, em família:
.Adega Vila Real Grande Escolha 07 - perdoe-se-lhes a mania das grandezas (o Grande Escolha era escusado), mas este produtor é muito consistente; ainda com alguma fruta, notas achocolatadas, alguma acidez, descomplicado, corpo mediano, bom final de boca; em forma mais 2/3 anos. Nota 16,5.
.Poeira 04 - nariz complexo, notas florais, bela acidez, equilibrado e harmonioso, boa arquitectura e final muito longo; em forma mais 6/7 anos. Um dos grandes vinhos do Douro. Nota 18,5 (noutras 18+/18/18,5/18/18,5/17). Curiosamente a garrafa que obteve a nota mais fraca era uma magnum.
domingo, 10 de junho de 2012
Vinhos na inauguração da estátua de D. José I
Fez no passado dia 6 de Junho, 237 anos que a estátua equestre de D. José I foi inaugurada, precisamente no 61º aniversário do monarca. A escultura foi feita por Joaquim Machado de Castro (1731/1822), cuja obra está exposta no Museu Nacional de Arte Antiga, até 30/9. Um familiar fez-me chegar às mãos um artigo intitulado "Vinhos na Inauguração da Estátua Equestre de D. José I", da autoria de Fernando Castelo-Branco, publicado na Revista Municipal de Lisboa, 2º trimestre de 1983.
O evento originou festa rija e dinheiros públicos esbanjados à tripa forra, como é a nossa tradição. Há uma curiosa folha arquivada na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, com o sugestivo título "Lista dos Vinhos, e Licores, que servirão na cea, que o Senado deo na primeira noute, em que se festejou a collocaçao da Estátua Equestre".
A lista abre com 22 vinhos estrangeiros (franceses, espanhois e italianos), nos quais se incluiam néctares de Champagne e Jerez.
Continua com 7 Madeiras (Malvasia, branco doce, tinto seco, branco seco, branco mais claro, palheto e palheto mais claro) e 1 da Ilha de S. Jorge. Curiosa a quantidade de vinhos com origem na Madeira, embora, à excepção do Malvasia, impossíveis de identificar.
Segue com Vinhos do Termo de Lisboa, onde constam Carcavelos, Lavradio (tinto e branco), Barra (barra de uva marota e barra doce), Moscatel de Setúbal, Golegã e Chave Dourada (?!). De estranhar a não inclusão de Colares, cujos vinhos, na altura, eram consumidos regularmente.
Depois de Lisboa, a lista contempla os Vinhos do Alto Douro, em sentido muito lato, pois são incluídos outros algo fora da região demarcada, com se conhece agora. Constam Monção (tinto e branco), Feitoria (Porto 5 anos, primeira, segunda, terceira, quarta e quinta forte), Taboado (tinto, branco e doce). É, para mim, um mistério, estas designações, nomeadamente os Feitoria.
Finalmente, foram ainda servidos 13 licores!
Estranha-se a ausência de qualquer referência às Beiras, em sentido lato, ou a vinhos provenientes do Dão ou de terras bairradinas. Mais ainda, a lista não contempla qualquer vinho alentejano, quando se sabe ser corrente beber-se vinho de Borba. Mistério...
Ó João Paulo Martins, v. que é, também, historiador, quer comentar?
O evento originou festa rija e dinheiros públicos esbanjados à tripa forra, como é a nossa tradição. Há uma curiosa folha arquivada na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, com o sugestivo título "Lista dos Vinhos, e Licores, que servirão na cea, que o Senado deo na primeira noute, em que se festejou a collocaçao da Estátua Equestre".
A lista abre com 22 vinhos estrangeiros (franceses, espanhois e italianos), nos quais se incluiam néctares de Champagne e Jerez.
Continua com 7 Madeiras (Malvasia, branco doce, tinto seco, branco seco, branco mais claro, palheto e palheto mais claro) e 1 da Ilha de S. Jorge. Curiosa a quantidade de vinhos com origem na Madeira, embora, à excepção do Malvasia, impossíveis de identificar.
Segue com Vinhos do Termo de Lisboa, onde constam Carcavelos, Lavradio (tinto e branco), Barra (barra de uva marota e barra doce), Moscatel de Setúbal, Golegã e Chave Dourada (?!). De estranhar a não inclusão de Colares, cujos vinhos, na altura, eram consumidos regularmente.
Depois de Lisboa, a lista contempla os Vinhos do Alto Douro, em sentido muito lato, pois são incluídos outros algo fora da região demarcada, com se conhece agora. Constam Monção (tinto e branco), Feitoria (Porto 5 anos, primeira, segunda, terceira, quarta e quinta forte), Taboado (tinto, branco e doce). É, para mim, um mistério, estas designações, nomeadamente os Feitoria.
Finalmente, foram ainda servidos 13 licores!
Estranha-se a ausência de qualquer referência às Beiras, em sentido lato, ou a vinhos provenientes do Dão ou de terras bairradinas. Mais ainda, a lista não contempla qualquer vinho alentejano, quando se sabe ser corrente beber-se vinho de Borba. Mistério...
Ó João Paulo Martins, v. que é, também, historiador, quer comentar?
sexta-feira, 8 de junho de 2012
A Confraria do Periquita
Do portal da José Maria da Fonseca, transcrevo "Criada em 1993, a Confraria do Periquita homenageia todos aqueles que se destacaram na divulgação e na consolidação do prestígio deste vinho". É possivel que tenha sido o meu caso, ao ser entronizado Confrade em 2001, por sinal o mesmo ano que as CAV foram consideradas, pela Revista de Vinhos, a Garrafeira do Ano.
Estive presente no Vigésimo Grande Capítulo Anual, reunido no passado dia 31 de Maio, em que foram entronizados mais uns tantos Confrades e Confreiras, nacionais e estrangeiros. A título de curiosidade, um dos entronizados foi o Rui Falcão, na qualidade de crítico de vinhos.
Durante a cerimónia foi apresentado e provado o Periquita tinto 2011, não se esgotando neste vinho as bebidas que fomos usufruindo, ao longo da sessão. Iniciei as actividades com o Domingos Soares Franco Verdelho 2011 e, no decorrer do animado jantar, foram servidos Qtª de Camarate Branco Seco 2011 (mais ao meu gosto) com a tradicional Sopa de Ervilhas à Soares Franco, Domingos Touriga Nacional & Syrah 2009 (está muito ao gosto internacional e só se vende nos EUA) com Lombo de Novilho à alsaciana do antigo Belcanto, da responsabilidade do chefe José Avillez, Periquita Superyor 2008 (um belíssimo castelão) com Queijo de Azeitão (aliás de muita qualidade, mas não subscrevo esta ligação), Bastardinho de Azeitão 30 Anos (o vinho da noite, para mim) com uma Triologia de Sobremesas, e, a fechar, Aguardente Espírito (que não provei) com o café.
Um desabafo: doeu-me a alma ao ver alguns confrades a continuarem com o tinto, quando tinham à sua frente um excelente Bastardinho, que menosprezaram.
A história repete-se e, daqui por um ano, lá estarei para o Vigésimo Primeiro.
Estive presente no Vigésimo Grande Capítulo Anual, reunido no passado dia 31 de Maio, em que foram entronizados mais uns tantos Confrades e Confreiras, nacionais e estrangeiros. A título de curiosidade, um dos entronizados foi o Rui Falcão, na qualidade de crítico de vinhos.
Durante a cerimónia foi apresentado e provado o Periquita tinto 2011, não se esgotando neste vinho as bebidas que fomos usufruindo, ao longo da sessão. Iniciei as actividades com o Domingos Soares Franco Verdelho 2011 e, no decorrer do animado jantar, foram servidos Qtª de Camarate Branco Seco 2011 (mais ao meu gosto) com a tradicional Sopa de Ervilhas à Soares Franco, Domingos Touriga Nacional & Syrah 2009 (está muito ao gosto internacional e só se vende nos EUA) com Lombo de Novilho à alsaciana do antigo Belcanto, da responsabilidade do chefe José Avillez, Periquita Superyor 2008 (um belíssimo castelão) com Queijo de Azeitão (aliás de muita qualidade, mas não subscrevo esta ligação), Bastardinho de Azeitão 30 Anos (o vinho da noite, para mim) com uma Triologia de Sobremesas, e, a fechar, Aguardente Espírito (que não provei) com o café.
Um desabafo: doeu-me a alma ao ver alguns confrades a continuarem com o tinto, quando tinham à sua frente um excelente Bastardinho, que menosprezaram.
A história repete-se e, daqui por um ano, lá estarei para o Vigésimo Primeiro.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Jantar com vinhos da Madeira (5ª sessão)
O núcleo duríssimo dos vinhos da Madeira, voltou a juntar-se na Enoteca de Belém para mais um repasto temático. As sessões anteriores, com este mesmo formato, podem ser consultadas nas crónicas de 17/12/2010, 27/2/2011, 1/11/2011 e 1/3/2012. Este núcleo é composto pelo Adelino de Sousa, madeirense de origem, Juca, João Quintela, Alfredo Penetra, Paula Costa, Modesto Pereira, José Rosa e eu próprio. Desta vez, o grupo foi reforçado com o João Rosa, vindo de Londres, onde reside.
A equipa da Enoteca, teve mais uma boa prestação. Só copos foram 143 para 13 participantes (1 flute para o espumante, 5 Siza Vieira para os Madeiras, 4 tipo bordéus para os tintos e 1 para água. Como vai sendo habitual, a Enoteca ofereceu-nos o espumante, Aliança Reserva Bruto 09, a portar-se muito bem.
Entrando na parte mais séria, os Madeiras:
.Blandy Sercial 74, engarrafado em 2004 (trazido pelo Juca) - frutos secos, caril iodo, vinagrinho, delicado e complexo, boca impressionante e final interminável. Uma grande surpresa. Nota 18,5+.
.Blandy Verdelho 68, data de engarrafamento desconhecida (João Quintela) - nariz com alguma intensidade, iodo bem presente, equilibrado, estrutura e bom final; ficou prejudicado pelo confronto com o Sercial. Nota 17,5.
Estes 2 primeiros Madeiras acompanharam um bem conseguido tártaro de salmão com puré de feijão preto.
.Listrão 43, engarrafado em 46 (Adelino) - madeira atípico, mais próximo de um tawny velho; uma curiosidade que fez de separador, a meio do jantar, entre os mais secos e os mais doces.
.Companhia Vinícola da Madeira Malmsey 1880, sem data de engarrafamento (Adelino) - nariz e boca estranhos, caramelo queimado?; pura desilusão.
.Blandy Bual 77, engarrafado em 2009 (Modesto) - nariz exuberante, frutos secos, notas de mel, caril e iodo, estruturado e final muito longo; todo ele pleno de complexidade, foi para mim o vinho da noite. Nota 19.
Estes 2 últimos foram servidos com queijos, bolo de mel madeirense, outros doces e fruta.
Com um naco de vitela e migas de espargos, foram servidos 3 tintos da colheita 2007, um CV (José Rosa) em grande forma, a precisar de tempo para se revelar, Foz de Arouce Vinhas Velhas (a minha pessoa), um baga muito elegante e fresco e o Poliphonia Signature (Alfredo), muito aquém das expectativas criadas pelo prémio atribuído ao 2008. O João Rosa teve a gentileza de ter trazido o Forey Pére et Fils, Grand Cru 05 AOC Echezeau, todo ele muito equilibrado, complexo, acidez bem presente e final muito longo.
Mais uma grande jornada com Madeiras. Obrigado a todos!
Nota final: soube ontem que o Francisco Albuquerque fará hoje uma apresentação de vinhos da Madeira Wine, no Via Graça, seguida de jantar. Tão em cima da hora, não houve qualquer hipótese de nos organizarmos para o efeito. Não sei de quem é a culpa, mas, francamente, alguém não fez o que deveria ter feito!
A equipa da Enoteca, teve mais uma boa prestação. Só copos foram 143 para 13 participantes (1 flute para o espumante, 5 Siza Vieira para os Madeiras, 4 tipo bordéus para os tintos e 1 para água. Como vai sendo habitual, a Enoteca ofereceu-nos o espumante, Aliança Reserva Bruto 09, a portar-se muito bem.
Entrando na parte mais séria, os Madeiras:
.Blandy Sercial 74, engarrafado em 2004 (trazido pelo Juca) - frutos secos, caril iodo, vinagrinho, delicado e complexo, boca impressionante e final interminável. Uma grande surpresa. Nota 18,5+.
.Blandy Verdelho 68, data de engarrafamento desconhecida (João Quintela) - nariz com alguma intensidade, iodo bem presente, equilibrado, estrutura e bom final; ficou prejudicado pelo confronto com o Sercial. Nota 17,5.
Estes 2 primeiros Madeiras acompanharam um bem conseguido tártaro de salmão com puré de feijão preto.
.Listrão 43, engarrafado em 46 (Adelino) - madeira atípico, mais próximo de um tawny velho; uma curiosidade que fez de separador, a meio do jantar, entre os mais secos e os mais doces.
.Companhia Vinícola da Madeira Malmsey 1880, sem data de engarrafamento (Adelino) - nariz e boca estranhos, caramelo queimado?; pura desilusão.
.Blandy Bual 77, engarrafado em 2009 (Modesto) - nariz exuberante, frutos secos, notas de mel, caril e iodo, estruturado e final muito longo; todo ele pleno de complexidade, foi para mim o vinho da noite. Nota 19.
Estes 2 últimos foram servidos com queijos, bolo de mel madeirense, outros doces e fruta.
Com um naco de vitela e migas de espargos, foram servidos 3 tintos da colheita 2007, um CV (José Rosa) em grande forma, a precisar de tempo para se revelar, Foz de Arouce Vinhas Velhas (a minha pessoa), um baga muito elegante e fresco e o Poliphonia Signature (Alfredo), muito aquém das expectativas criadas pelo prémio atribuído ao 2008. O João Rosa teve a gentileza de ter trazido o Forey Pére et Fils, Grand Cru 05 AOC Echezeau, todo ele muito equilibrado, complexo, acidez bem presente e final muito longo.
Mais uma grande jornada com Madeiras. Obrigado a todos!
Nota final: soube ontem que o Francisco Albuquerque fará hoje uma apresentação de vinhos da Madeira Wine, no Via Graça, seguida de jantar. Tão em cima da hora, não houve qualquer hipótese de nos organizarmos para o efeito. Não sei de quem é a culpa, mas, francamente, alguém não fez o que deveria ter feito!
terça-feira, 5 de junho de 2012
Notícias avulsas
1.Complementando a crónica sobre o António Saramago, de 28/5:
Faltou-me referir o excelente artigo da autoria do Manuel Carvalho "Meio século depois, o enólogo do Castelão ainda faz grandes vinhos", publicado no Fugas em 19/5. Omissão reparada.
2.Idem sobre o João Portugal Ramos (JPR), em 3/6:
Não incluí a referência ao projecto "Wine Element - vinhos e tapas", resultante de uma parceria da J.Portugal Ramos com a beBUSINESS, cujo primeiro Wine Bar abriu há cerca de 1 ano na Lx-Factory (livraria Ler Devagar). Recentemente nasceu outro no nº 72 da Braancamp, ali ao Marquês de Pombal, que ainda não tive a oportunidade de visitar. Escusado será dizer que nestes locais só se podem provar vinhos do JPR, um rigoroso exclusivo.
3.Restaurante Farol da Torre:
Avisam-se os órfãos deste espaço, encerrado há cerca de 2 anos no Largo da Princesa (Belém), por o edifício ameaçar ruina, que o Farol da Torre renasceu em Linda-a-Velha, na Rua Marcelino Mesquita,13 - loja 5 (tel 213011338), bem perto da Galp. Continua com javali e outras peças de caça, que lhe deram fama. E, ainda, caracóis e caracoletas, imperdíveis!
Faltou-me referir o excelente artigo da autoria do Manuel Carvalho "Meio século depois, o enólogo do Castelão ainda faz grandes vinhos", publicado no Fugas em 19/5. Omissão reparada.
2.Idem sobre o João Portugal Ramos (JPR), em 3/6:
Não incluí a referência ao projecto "Wine Element - vinhos e tapas", resultante de uma parceria da J.Portugal Ramos com a beBUSINESS, cujo primeiro Wine Bar abriu há cerca de 1 ano na Lx-Factory (livraria Ler Devagar). Recentemente nasceu outro no nº 72 da Braancamp, ali ao Marquês de Pombal, que ainda não tive a oportunidade de visitar. Escusado será dizer que nestes locais só se podem provar vinhos do JPR, um rigoroso exclusivo.
3.Restaurante Farol da Torre:
Avisam-se os órfãos deste espaço, encerrado há cerca de 2 anos no Largo da Princesa (Belém), por o edifício ameaçar ruina, que o Farol da Torre renasceu em Linda-a-Velha, na Rua Marcelino Mesquita,13 - loja 5 (tel 213011338), bem perto da Galp. Continua com javali e outras peças de caça, que lhe deram fama. E, ainda, caracóis e caracoletas, imperdíveis!
domingo, 3 de junho de 2012
João Portugal Ramos e a Blogosfera
O João Portugal Ramos (JPR), apoiado pela sua competente equipa, lembrou-se da blogosfera, convidou uns tantos, recebeu-os em grande estilo, na sua adega em Estremoz, orientou uma prova de alguns dos seus vinhos, convidou-os para um grande almoço, conviveu, partilhou histórias e contou uma série de anedotas (ele é quase tão bom a contar anedotas como a fazer vinhos).
É sempre de louvar quem se lembra da blogosfera e lhe dá estatuto. Já tinha sido com a Herdade das Servas (ver crónica "A Herdade das Servas e a Blogosfera" em 22/1/2011) e a José Maria da Fonseca ("Evento Wine Bloggers na José Maria da Fonseca" em 25/10/2011). Acho que houve mais produtores nesta mesma onda, mas não tive conhecimento directo. Estes convites compensam, de algum modo, certas críticas mordazes dirigidas aos bloguistas.
Para memória do futuro, além do Enófilo Militante, compareceram à chamada os blogues:
.Adegga - André Ribeirinho e André Cid
.Air Diogo num copo - Diogo Rodrigues
.E Tudo o Vinho Levou - João Chambel e Gustavo Fernandes
.João à Mesa - João Barbosa
.Mesa Marcada - Miguel Pires
.Nova Crítica - Pedro Gomes
.Os Vinhos - Pedro Barata
.Pingas no Copo - Rui Miguel Massa
.Sapo Gastronomia - Ana Costa
Depois de uma visita guiada à adega, o JPR apresentou e comentou 11 Vinhos (Loios 2011 branco e tinto, Marquês de Borba 2011 branco e tinto, Vila Santa Reserva 2011 branco, Vila Santa Reserva 2010, Trincadeira, Aragonês e Syrah, Qtª da Viçosa e Marquês de Borba Reserva, todos de 2009. Ficou-me na memória o Trincadeira, o Syrah e, muito particularmente, o excepcional Marquês de Borba Reserva.
Mas, a maior surpresa, estava reservada para o almoço (escabeche de perdiz e lombo de porco com migas de brócolos, a brilharem), altura em que foram servidos 2 brancos e 2 tintos de eleição, mas já fora do mercado:
.Vila Santa Reserva 2009 e 2008 brancos - evoluídos na côr, ainda com uma bela acidez, harmoniosos e gastronómicos, mais fumado e untuoso o 2008. Notas 17,5 e 17,5+.
.Marquês de Borba Reserva 2000, em dupla magnum - especiado, notas de couro, acidez bem presente, boca poderosa e grande final; em forma mais 6/7 anos (quem disse que não há tintos alentejanos de guarda?). Nota 18,5.
.Marquês de Borba Reserva 1997 - um estilo semelhante, a tipicidade alentejana bem presente, grande equilibrio entre nariz e boca, no ponto de consumo, embora possa aguentar mais 2/3 anos. Nota 18.
Uma grande jornada de convívio e um anfitrião de mão cheia. Obrigado João Portugal Ramos!
É sempre de louvar quem se lembra da blogosfera e lhe dá estatuto. Já tinha sido com a Herdade das Servas (ver crónica "A Herdade das Servas e a Blogosfera" em 22/1/2011) e a José Maria da Fonseca ("Evento Wine Bloggers na José Maria da Fonseca" em 25/10/2011). Acho que houve mais produtores nesta mesma onda, mas não tive conhecimento directo. Estes convites compensam, de algum modo, certas críticas mordazes dirigidas aos bloguistas.
Para memória do futuro, além do Enófilo Militante, compareceram à chamada os blogues:
.Adegga - André Ribeirinho e André Cid
.Air Diogo num copo - Diogo Rodrigues
.E Tudo o Vinho Levou - João Chambel e Gustavo Fernandes
.João à Mesa - João Barbosa
.Mesa Marcada - Miguel Pires
.Nova Crítica - Pedro Gomes
.Os Vinhos - Pedro Barata
.Pingas no Copo - Rui Miguel Massa
.Sapo Gastronomia - Ana Costa
Depois de uma visita guiada à adega, o JPR apresentou e comentou 11 Vinhos (Loios 2011 branco e tinto, Marquês de Borba 2011 branco e tinto, Vila Santa Reserva 2011 branco, Vila Santa Reserva 2010, Trincadeira, Aragonês e Syrah, Qtª da Viçosa e Marquês de Borba Reserva, todos de 2009. Ficou-me na memória o Trincadeira, o Syrah e, muito particularmente, o excepcional Marquês de Borba Reserva.
Mas, a maior surpresa, estava reservada para o almoço (escabeche de perdiz e lombo de porco com migas de brócolos, a brilharem), altura em que foram servidos 2 brancos e 2 tintos de eleição, mas já fora do mercado:
.Vila Santa Reserva 2009 e 2008 brancos - evoluídos na côr, ainda com uma bela acidez, harmoniosos e gastronómicos, mais fumado e untuoso o 2008. Notas 17,5 e 17,5+.
.Marquês de Borba Reserva 2000, em dupla magnum - especiado, notas de couro, acidez bem presente, boca poderosa e grande final; em forma mais 6/7 anos (quem disse que não há tintos alentejanos de guarda?). Nota 18,5.
.Marquês de Borba Reserva 1997 - um estilo semelhante, a tipicidade alentejana bem presente, grande equilibrio entre nariz e boca, no ponto de consumo, embora possa aguentar mais 2/3 anos. Nota 18.
Uma grande jornada de convívio e um anfitrião de mão cheia. Obrigado João Portugal Ramos!
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