Não, não foi uma prova aberta. Estas raridades e outros vinhos que adiante darei fé, foram provados (e bebidos) ao longo de uma grande jornada em casa do casal Natalina/Modesto Pereira, em Porto Covo, que tiveram a amabilidade de convidar o núcleo duro dos Vinhos da Madeira, que se junta periodicamente para apreciar alguns destes fortificados. Os privilegiados deste grupo são o Adelino de Sousa , que esteve na base destas sessões, Juca, João Quintela, Paula Costa, Alfredo Penetra, José Rosa, Modesto Pereira, eu próprio e, por arrastamento, as nossas caras metades.
Foi um autêntico banquete, organizado de um modo muito profissional, não tendo sido sequer esquecido imprimir o menu do almoço, com a respectiva lista de vinhos. Mas também foi uma memorável sessão de convívio, onde todos apreciaram a qualidade dos comeres e beberes. Nota alta para a Natalina e o Modesto. Eles esmeraram-se!
O repasto iniciou-se com um vinho de Porto Santo (levado pelo João), colheita particular e em cujo rótulo alguém escreveu à mão 1979, desconhecendo-se se esta data corresponde ao ano de colheita, de engarrafamento ou qualquer outra coisa. A casta poderá ser a Listrão, mas é só um palpite. O vinho, servido a uma temperatura algo inadequada, mostrou uma secura um tanto agressiva e é uma curiosidade. Ligou bem com frutos secos.
Com as entradas (peixinhos da horta, rissóis, casquinha de sapateira, cogumelos recheados e presunto Joselito Gran Reserva) foram servidos o espumante Vértice Millésime (que não provei) e o Soalheiro Alvarinho 2010, algo evoluído para a idade. Uma referência para o pão da D.Ercília (Vila Nova de Mil Fontes?). Não me lembro de comer pão tão bom na minha vida.
Com a canja de garoupa e ameijoas, avançou o Soalheiro Alvarinho 2011, versão magnum, mais fresco e mineral.
A lebre com grão foi acompanhada por 3 tintos, versão magnum:
.Esporão Reserva 09 - estagiou em carvalho americano e francês, tendo sido engarrafado em Abril 2010; rótulo da autoria do artista plástico Rui Sanches; frutos vermelhos, alguma exuberância, acidez equilibrada, taninos macios, bom final de boca, muito guloso, a consumir em 4/5 anos. Nota 17,5.
.Qtª Poço do Lobo Reserva 09 - medalha de ouro no concurso Melhores Vinhos da Bairrada; tem 50% de Touriga Nacional, 35% de Baga e 15% de Cabernet; estagiou 12 meses em carvalho francês; fruta discreta, notas florais, frescura e acidez no ponto, taninos equilibrados, estrutura e bom final de boca. Em forma mais 7/8 anos. Nota 17,5+.
.Qtª Mouro Rótulo Dourado 07 - 96 pontos na escala Parker; tipicidade alentejana bem patente, complexidade, alguma fruta, notas de tabaco, chocolate preto e couro, acidez equilibrada, boca poderosa, final longo; gastronómico e com personalidade. Pode ser guardado mais 5/6 anos. Nota 18,5.
Com as sobremesas (tábua de queijos, tarte de amêndoa, bolo chifon, pinhoadas e salada de frutas), apresentaram-se o clássico Blandy Bual 77 (engarrafamento de 2007), sempre ao nível da excelência, e 2 raridades do século XIX:
.Vinho Velho do Porto 1881, engarrafado para a Imobiliária Construtora Grão Pará - frutos secos, notas de iodo, doce mas equilibrado com alguma acidez, estruturado, bom final de boca; cheio de saúde. Nota 17,5.
.Artur Barros e Sousa Boal 1880 P.J.L.* (levada pelos nossos amigos Adelino e J.Rosa) - côr cristalina, frutos secos, notas de iodo e caril, excelente acidez, final longo; saúde invejável. Nota 17,5+.
* Leio em "A Vinha e o Vinho na História da Madeira - Séculos XV a XX", de Alberto Vieira, que P.J.L. significa Pedro José Lomelino, fundador da adega, tendo-a passado ao seu sobrinho Artur Barros e Sousa, avô dos actuais proprietários, Artur e Edmundo.
Grande jornada. Obrigado Natalina e Modesto!
.
terça-feira, 31 de julho de 2012
domingo, 29 de julho de 2012
À descoberta do novo Terreiro do Paço (I)
O Terreiro do Paço, a sala de visitas dos alfacinhas, levou uma grande volta. Depois dos carros terem ido para outros lados, há já alguns anos, agora foi a vez da burocracia dos ministérios. No lado poente já existiam os restaurantes Terreiro do Paço e o Aura e, agora, chegou a vez da remodelação do lado nascente. Aí estão o Museu da Cerveja, o Nosolo Itália, o Ministerium, o Can the Can e o Populi. Não há fome que não dê em fartura. Obrigatório visitar este renascido Terreiro do Paço. E já agora, porque não um saltinho ao Martim Moniz e ao Intendente, que nada têm a haver com os respectivos passados?
O primeiro espaço visitado foi o Populi, que apostou forte nos vinhos, a começar com uma montra dos ditos que ocupa praticamente os dois pisos do restaurante. Acresce, ainda, uma série de armários térmicos para que as temperaturas de serviço sejam as mais correctas. Como mais valia, uma bela esplanada a poucos metros do Tejo.
A lista de vinhos, criteriosamente elaborada, inclui 2 preços, sendo o mais acessível para venda e o mais caro para consumo no restaurante. De um modo geral,ambos os preços são amigáveis. No entanto, lamentavelmente, não constam os anos de colheita e não contempla vinhos fortificados, embora inclua algumas referências estrangeiras. A copo, constam 8 tintos, 7 brancos, 1 espumante e 1 champanhe, também a preços cordatos.
Além do serviço à lista e duma boa oferta de petiscos, tem um menú executivo (de 2ª a 6ª feira) que inclui couver (pão, azeite, azeitonas, manteiga), prato, bebida (água, sumo ou vinho) e café, tudo isto por 11,50 €. Uma boa proposta, portanto.
A acompanhar um saboroso linguini com mexilhão, bebi o Qtª de Bacalhôa 2010 branco, que tive a oportunidade de escolher entre 7 possíveis a copo - fruta madura, acidez no ponto, madeira discreta,alguma estrutura, bom final de boca, gastronómico a ligar muito bem com o prato. Nota 17. Copo Schott e dose generosa servida a olho. No entanto, o copo já vinha servido e a garrafa só foi mostrada a pedido! Uma enorme gafe, a corrigir rapidamente. Quem aposta forte no vinho, não pode ter deslizes deste tipo.
A gerir a sala está o José Maria Azevedo, que eu já conhecia do Outro Rio (ex-Chico's), e nos tachos o chefe Luis Rodrigues, com passagem por vários espaços de referência.
Tenciono voltar e recomendo-o, sem reservas, esperando que os aspectos menos positivos já se encontrem resolvidos.
O primeiro espaço visitado foi o Populi, que apostou forte nos vinhos, a começar com uma montra dos ditos que ocupa praticamente os dois pisos do restaurante. Acresce, ainda, uma série de armários térmicos para que as temperaturas de serviço sejam as mais correctas. Como mais valia, uma bela esplanada a poucos metros do Tejo.
A lista de vinhos, criteriosamente elaborada, inclui 2 preços, sendo o mais acessível para venda e o mais caro para consumo no restaurante. De um modo geral,ambos os preços são amigáveis. No entanto, lamentavelmente, não constam os anos de colheita e não contempla vinhos fortificados, embora inclua algumas referências estrangeiras. A copo, constam 8 tintos, 7 brancos, 1 espumante e 1 champanhe, também a preços cordatos.
Além do serviço à lista e duma boa oferta de petiscos, tem um menú executivo (de 2ª a 6ª feira) que inclui couver (pão, azeite, azeitonas, manteiga), prato, bebida (água, sumo ou vinho) e café, tudo isto por 11,50 €. Uma boa proposta, portanto.
A acompanhar um saboroso linguini com mexilhão, bebi o Qtª de Bacalhôa 2010 branco, que tive a oportunidade de escolher entre 7 possíveis a copo - fruta madura, acidez no ponto, madeira discreta,alguma estrutura, bom final de boca, gastronómico a ligar muito bem com o prato. Nota 17. Copo Schott e dose generosa servida a olho. No entanto, o copo já vinha servido e a garrafa só foi mostrada a pedido! Uma enorme gafe, a corrigir rapidamente. Quem aposta forte no vinho, não pode ter deslizes deste tipo.
A gerir a sala está o José Maria Azevedo, que eu já conhecia do Outro Rio (ex-Chico's), e nos tachos o chefe Luis Rodrigues, com passagem por vários espaços de referência.
Tenciono voltar e recomendo-o, sem reservas, esperando que os aspectos menos positivos já se encontrem resolvidos.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Almoço na 1300 Taberna
O conceito da Taberna 2780, em Oeiras (ver crónica de 5/6/2010), foi adaptado ao espaço, muito maior e de inspiração industrial, na Lx Factory. A cozinha, de grandes dimensões é aberta, as mesas são corridas, mas as cadeiras muito confortáveis. Com o conceito veio, também, o seu criador, chefe Nuno Barros, que me parece ter-se desligado da 2780. O que me atraiu, para além da curiosidade de quem conhecia a 2780, foi o menú almoço a 15 €, que inclui couver (pão, azeite e manteigas), sopa ou sobremesa, prato principal, bebida (água, sumo ou copo de vinho) e café Nexpresso. Uma boa sugestão, mas cujo único inconveniente é não haver alternativas ao prato. Eu tive sorte, pois no dia da minha visita era cozido, com boa matéria prima e um toque criativo do chefe, que me soube muito bem. E acabei por pagar apenas 11,50 €, por se terem enganado no serviço (eu pedi sopa, que não veio, e acabou por ser substituida pela sobremesa), uma atenção que registo.
A lista de vinhos é alargada e a arrumação por características é bem intencionada, mas resulta confusa. Contabilizei 3 espumantes, 3 champanhes, 27 brancos, mais de 30 tintos, 2 rosés, 6 Portos, 1 Madeira, 1 Moscatel e 1 Carcavelos, que é um generoso que nunca faz parte das listas que conheço. Uma surpresa, portanto. Têm, ainda, 8 vinhos a que chamam icónicos, mas cujo conceito não entendi de todo. Então um Qtª da Estação, que se situa num dos patamares mais baixos do portefólio do produtor Domingos Alves de Sousa é um vinho icónico? Que grande confusão!
Quanto a vinhos a copo são 10 (5 tintos, 3 brancos, 1 rosé e 1 espumante), o que não sendo uma grande oferta parece-me adequada ao espírito daquele espaço. Os copos são Ridel, marcados com a capacidade 14 cl, mas gravados com a marca de um produtor, que será parceiro neste projecto, segundo me informaram. Serviço de vinhos profissional, com temperaturas adequadas, contando para isso com armários térmicos, uma mais valia.
Bebi, a copo, o tinto Quatro Caminhos 2009, 1º Prémio da Confraria dos Enófilos do Alentejo e portador do selo Boa Compra 2011, atribuido pela Revista de Vinhos - frutos vermelhos, exuberante, déficite de acidez, taninos vigorosos, guloso, estilo moderno e no ponto para consumir; falta-lhe tipicidade. Nota 16,5+.
A lista de vinhos é alargada e a arrumação por características é bem intencionada, mas resulta confusa. Contabilizei 3 espumantes, 3 champanhes, 27 brancos, mais de 30 tintos, 2 rosés, 6 Portos, 1 Madeira, 1 Moscatel e 1 Carcavelos, que é um generoso que nunca faz parte das listas que conheço. Uma surpresa, portanto. Têm, ainda, 8 vinhos a que chamam icónicos, mas cujo conceito não entendi de todo. Então um Qtª da Estação, que se situa num dos patamares mais baixos do portefólio do produtor Domingos Alves de Sousa é um vinho icónico? Que grande confusão!
Quanto a vinhos a copo são 10 (5 tintos, 3 brancos, 1 rosé e 1 espumante), o que não sendo uma grande oferta parece-me adequada ao espírito daquele espaço. Os copos são Ridel, marcados com a capacidade 14 cl, mas gravados com a marca de um produtor, que será parceiro neste projecto, segundo me informaram. Serviço de vinhos profissional, com temperaturas adequadas, contando para isso com armários térmicos, uma mais valia.
Bebi, a copo, o tinto Quatro Caminhos 2009, 1º Prémio da Confraria dos Enófilos do Alentejo e portador do selo Boa Compra 2011, atribuido pela Revista de Vinhos - frutos vermelhos, exuberante, déficite de acidez, taninos vigorosos, guloso, estilo moderno e no ponto para consumir; falta-lhe tipicidade. Nota 16,5+.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Petiscos em Lisboa (IV)
Já tem quase 1 ano a minha 1ª crónica à volta dos petiscos em Lisboa (ver em 11/9/2011), referindo o conceito WE Wine Element, com o primeiro wine bar a abrir na Lx Factory, dentro da Livraria Ler Devagar, neste momento já descontinuado. Entretanto abriram mais 2, um junto da Estação do Rossio e o outro na Rua Braancamp, 72.
Visitei este último há pouco mais de um mês. Espaço muito agradável e aconchegado, especialmente no piso superior, aposta forte nos petiscos com uma boa oferta de tapas combinadas, queijos, enchidos, etc. Mas também tem, de 2ª a 6ª feira, um menú a 7,50 €, com direito a sopa, prato (a escolher entre 2), bebida (água, sumo ou copo de vinho) e café. Serviço profissional, com a garrafa a vir à mesa e o vinho dado a provar. Copo de qualidade, marcado com 15 cl (uma boa medida), evitando que se sirva a olho como é habitual na maior parte dos locais com vinho a copo.
A lista, normalizada, inclui todos os vinhos em que o João Portugal Ramos participa, sendo neste momento 23 que abrangem as regiões Alentejo, Douro, Tejo e Beiras. Fora deste universo, aparecem alguns vinhos fortificados (Burmester Tawny e Extra Dry, Madeira Henriques e Henriques e, ainda, Moscateis de Favaios e de Setúbal) e o Muralhas (não poderiam ter sido mais originais?). Lamentavelmente, os vinhos aparecem sem indicação do ano de colheita, e os preços, da garrafa e a copo, poderiam e deveriam ser mais acessíveis, uma vez que a J.Portugal Ramos é parceira no projecto.
O vinho da casa, que acompanhou o menú, foi o Conde Vimioso 2011 branco - simplesmente correcto, pouca acidez, algo pesado e curto na boca. Nota 13.
Em conclusão, um espaço simpático onde se pode almoçar ou petiscar e beber um copo ao final da tarde.
Visitei este último há pouco mais de um mês. Espaço muito agradável e aconchegado, especialmente no piso superior, aposta forte nos petiscos com uma boa oferta de tapas combinadas, queijos, enchidos, etc. Mas também tem, de 2ª a 6ª feira, um menú a 7,50 €, com direito a sopa, prato (a escolher entre 2), bebida (água, sumo ou copo de vinho) e café. Serviço profissional, com a garrafa a vir à mesa e o vinho dado a provar. Copo de qualidade, marcado com 15 cl (uma boa medida), evitando que se sirva a olho como é habitual na maior parte dos locais com vinho a copo.
A lista, normalizada, inclui todos os vinhos em que o João Portugal Ramos participa, sendo neste momento 23 que abrangem as regiões Alentejo, Douro, Tejo e Beiras. Fora deste universo, aparecem alguns vinhos fortificados (Burmester Tawny e Extra Dry, Madeira Henriques e Henriques e, ainda, Moscateis de Favaios e de Setúbal) e o Muralhas (não poderiam ter sido mais originais?). Lamentavelmente, os vinhos aparecem sem indicação do ano de colheita, e os preços, da garrafa e a copo, poderiam e deveriam ser mais acessíveis, uma vez que a J.Portugal Ramos é parceira no projecto.
O vinho da casa, que acompanhou o menú, foi o Conde Vimioso 2011 branco - simplesmente correcto, pouca acidez, algo pesado e curto na boca. Nota 13.
Em conclusão, um espaço simpático onde se pode almoçar ou petiscar e beber um copo ao final da tarde.
terça-feira, 24 de julho de 2012
A grande festa do vinho a copo (versão 2012)
À semelhança do que se passou em 2011 (ver crónica de 5/11/2011), este ano a ViniPortugal, com o apoio da Revista de Vinhos, voltou a promover o vinho a copo nalguns restaurantes e bares do Bairro Alto, a festa transvasou para a rua e foi um êxito.
Em relação ao ano passado, pareceu-me que a ViniPortugal teve mais cuidado na elaboração dos cartazes de promoção do evento. Os cartazes que vi estavam correctos e os respectivos figurantes foram ensinados a pegar no copo. Já é um avanço.
Quanto aos participantes, a avaliar pelas fotografias que a RV publicou, ainda têm muito a aprender, mas faço votos para que nos próximos anos haja sinais positivos nessa área. No entanto e a respeito do wine bar Bairru's Bodega, quando se afirma "Aqui o rei é senhor, até porque as sócias são conhecedoras (...)" fico algo perplexo, pois as ditas nem sequer sabem pegar no copo! São profissionais e, como tal, não têm desculpa, ficaram mesmo mal na fotografia! Nada que não se corrija com uma formação adequada.
Como contraponto dos aspectos menos positivos, foi a presença de uma equipa da campanha Wine in Moderation que controlava o nível de alcoolemia a quem o solicitasse. Uma mais valia do evento.
A terminar, pena foi que a reportagem da RV fosse omissa quanto aos vinhos em prova. Seria interessante sabermos regiões, castas e marcas envolvidas. A rever, futuramente.
Em relação ao ano passado, pareceu-me que a ViniPortugal teve mais cuidado na elaboração dos cartazes de promoção do evento. Os cartazes que vi estavam correctos e os respectivos figurantes foram ensinados a pegar no copo. Já é um avanço.
Quanto aos participantes, a avaliar pelas fotografias que a RV publicou, ainda têm muito a aprender, mas faço votos para que nos próximos anos haja sinais positivos nessa área. No entanto e a respeito do wine bar Bairru's Bodega, quando se afirma "Aqui o rei é senhor, até porque as sócias são conhecedoras (...)" fico algo perplexo, pois as ditas nem sequer sabem pegar no copo! São profissionais e, como tal, não têm desculpa, ficaram mesmo mal na fotografia! Nada que não se corrija com uma formação adequada.
Como contraponto dos aspectos menos positivos, foi a presença de uma equipa da campanha Wine in Moderation que controlava o nível de alcoolemia a quem o solicitasse. Uma mais valia do evento.
A terminar, pena foi que a reportagem da RV fosse omissa quanto aos vinhos em prova. Seria interessante sabermos regiões, castas e marcas envolvidas. A rever, futuramente.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
O blogue está de regresso
Após uma semana de férias na Maragota, algures entre Tavira e Olhão, o enófilo militante está de regresso. Período bem aproveitado para leituras e provas de vinhos brancos, que foram o que me apeteceu beber. Nas leituras, destaque para uma segunda apreciação de "O Ano da Morte de Ricardo Reis", um dos três livros mais empolgantes do José Saramago, o nosso Nobel da literatura (os outros são, para mim, "Ensaio sobre a Cegueira" e "Memorial do Convento"). Apenas 2 referências a vinhos, no primeiro dos livros citados, uma a Colares e a outra a um espumante da Bairrada, que teria sido utilizado no lançamento à água do navio João de Lisboa.
Esta semana de férias deu para provar alguns brancos, de que passo a dar notícia, embora sem desenvolvimento, pois férias são férias. Apenas um reduzido apontamento, por ordem cronológica:
.Qtª de Camarate Seco 2010, já aqui referido quando do Evento Wine Bloggers, na José Maria da Fonseca (25/10/2011)
.Morgado de Bucelas Arinto 2011 e
.Herdade da Gâmbia 2011 (V.R.Península de Setúbal), este com as castas Moscatel e Fernão Pires. São 2 brancos correctos, próprios para esta altura do ano e ambos produzidos pela Sociedade Agrícola Boas Quintas, ou seja, Nuno Cancella de Abreu.
.Qtª da Pedra Escrita 2010 (Regional Duriense), produzido por VDS e elaborado pelo Rui Reboredo Madeira. Foi a grande surpresa da semana. Recomendo-o vivamente.
.Ninfa Escolha Sauvignon Blanc 2011 (Vinho Regional Tejo), produção de João M. Barbosa. Outra boa surpresa, mas que pede um prato com algum peso, para aguentar o estágio de 6 meses em carvalho francês.
Nunca o vi à venda.
.Palato do Côa 2010 (Douro), produzido por 5 Bagos, a partir de vinhas velhas com destaque para as castas Rabigato e Viosinho.
.Casa da Atela Gewurztraminer 2010 (V.R. Tejo), um branco correcto à nossa escala, mas longe do original.
Estes brancos foram bebidos em Tavira, em casa de um filho meu, com excepção do Ninfa, consumido no restaurante "Bate que eu abro" (que raio de nome!), situado em Altura (entre Manta Rota e Praia Verde), que considero um digno representante da da cozinha algarvia.
Esta semana de férias deu para provar alguns brancos, de que passo a dar notícia, embora sem desenvolvimento, pois férias são férias. Apenas um reduzido apontamento, por ordem cronológica:
.Qtª de Camarate Seco 2010, já aqui referido quando do Evento Wine Bloggers, na José Maria da Fonseca (25/10/2011)
.Morgado de Bucelas Arinto 2011 e
.Herdade da Gâmbia 2011 (V.R.Península de Setúbal), este com as castas Moscatel e Fernão Pires. São 2 brancos correctos, próprios para esta altura do ano e ambos produzidos pela Sociedade Agrícola Boas Quintas, ou seja, Nuno Cancella de Abreu.
.Qtª da Pedra Escrita 2010 (Regional Duriense), produzido por VDS e elaborado pelo Rui Reboredo Madeira. Foi a grande surpresa da semana. Recomendo-o vivamente.
.Ninfa Escolha Sauvignon Blanc 2011 (Vinho Regional Tejo), produção de João M. Barbosa. Outra boa surpresa, mas que pede um prato com algum peso, para aguentar o estágio de 6 meses em carvalho francês.
Nunca o vi à venda.
.Palato do Côa 2010 (Douro), produzido por 5 Bagos, a partir de vinhas velhas com destaque para as castas Rabigato e Viosinho.
.Casa da Atela Gewurztraminer 2010 (V.R. Tejo), um branco correcto à nossa escala, mas longe do original.
Estes brancos foram bebidos em Tavira, em casa de um filho meu, com excepção do Ninfa, consumido no restaurante "Bate que eu abro" (que raio de nome!), situado em Altura (entre Manta Rota e Praia Verde), que considero um digno representante da da cozinha algarvia.
sábado, 14 de julho de 2012
O blogue vai de férias
O blogue vai emigrar, pelo que na próxima semana não haverá crónicas para ninguém. Ficam por publicar umas tantas crónicas:
.Mais petiscos em Lisboa (WE - Wine Element e 1300 Taberna)
.Uma volta pelo novo Terreiro do Paço (restaurante Populi)
.Rescaldo da ida ao Norte (Vidago e Melgaço)
.Mais petiscos em Lisboa (WE - Wine Element e 1300 Taberna)
.Uma volta pelo novo Terreiro do Paço (restaurante Populi)
.Rescaldo da ida ao Norte (Vidago e Melgaço)
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