Depois de, há cerca de 1 mês, ter falado sobre o Populi, a crónica de hoje é sobre o Can the Can, ali mesmo ao lado. É um espaço de grandes contrastes que ou se ama ou se odeia. Para quem goste de conservas de qualidade, como eu, o menú deste restaurante, muito original e imaginativo, vem mesmo ao nosso encontro. Para quem venha por engano, há sempre 1 prato de bacalhau e 1 bife.
O espaço é, todo ele, dedicado e inspirado nas nossas conservas. Logo à entrada, um enorme candeeiro de tecto, feito com dezenas de latas de conserva, paira sobre as nossas cabeças. No final, até a conta vem numa destas latas ! Já no início do repasto o pão veio em latas redondas, onde se pode ler "filetes de atum", que pode ser molhado no azeite em lata posta em cima da mesa. Há, ainda, expositores dentro do restaurante e fora (na esplanada) com diversos tipos e marcas de conservas.
Voltando à ementa, constatamos haver 7 entradas (com base em anchovas, muxama, bacalhau, peixe espada preto, cavala alimada, truta fumada e, ainda, uma tábua de degustação das ditas), diversas tibornas, saladas e massas, onde a conserva é praticamente omnipresente. Já tinha anteriormente provado uma excelente salada de ventresca de atum com favinhas mas, desta vez, optei por carpaccio de beterraba com cavala fumada, não tão bem conseguida (a cavala dá só aquilo que pode dar e a mais não é obrigada).
Mas, onde este curioso projecto claudica é no sector dos vinhos. A lista é curta, desequilibrada e desinteressante, inclui 11 brancos, 5 tintos (zero Douro!), 2 rosés, 2 espumantes, 2 moscateis e 3 portos de baixa gama. Com excepção dos mais caros, os preços são exagerados e poderão afastar potenciais clientes.
A copo, apenas os da casa (JP branco e tinto a 3,60 €) e o Ninfa, também nas versões branco e tinto, a 5,80 €, um preço especulativo que não se entende. Bebi o JP branco (simples e correcto, mas sem deixar recordações), em copo generosamente servido, que não foi dado a provar nem sequer mostrada a garrafa.
Em conclusão, vale a pena a visita ao Can the Can pela ementa, lamentando-se que a componente vínica não acompanhe a gastronómica (já agora, senhores responsáveis pelo restaurante, não podem dar uma espreitadela ao vosso vizinho Populi?).
Nota final, as conservas podem ser aqui compradas, mas também no "Sol e Pesca" (R.Nova do Carvalho, ao Cais Sodré) ou na "Loja PortueZa da Baixa" (esquina da R.Fanqueiros com a R.Comércio).
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
domingo, 26 de agosto de 2012
Quadro de Honra de Vinhos Fortificados (III)
3. Moscatel de Setúbal
Comparado com os restantes fortificados, o Moscatel tem apenas 12 eleitos, pelo que publico a lista completa, para memória futura (incluo aqui o Bastardinho, com características semelhantes ao Moscatel e tratado do mesmo modo):
.com 19,5 - 3 (1952, Superior 1955 e Roxo 1960)
.com 19 - 2 (Roxo 1900 e Trilogia)
.com 18,5+ - 4 (1967, 1973, Roxo Superior 1971 e Superior 1962)
.com 18 - 3 (Roxo 20 Anos, Alambre 20 Anos e Bastardinho 30 Anos)
A José Maria da Fonseca está de parabens, pois todos os eleitos são da sua produção.
Comparado com os restantes fortificados, o Moscatel tem apenas 12 eleitos, pelo que publico a lista completa, para memória futura (incluo aqui o Bastardinho, com características semelhantes ao Moscatel e tratado do mesmo modo):
.com 19,5 - 3 (1952, Superior 1955 e Roxo 1960)
.com 19 - 2 (Roxo 1900 e Trilogia)
.com 18,5+ - 4 (1967, 1973, Roxo Superior 1971 e Superior 1962)
.com 18 - 3 (Roxo 20 Anos, Alambre 20 Anos e Bastardinho 30 Anos)
A José Maria da Fonseca está de parabens, pois todos os eleitos são da sua produção.
Quadro de Honra de Vinhos Fortificados (II)
2. Vinhos da Madeira
a)Por casta
.Bual - 17 (46 % destes eleitos)
.Verdelho - 9 (24 %)
.Malvasia - 4 (11 %)
.Terrantez - 4 (11%)
.Sercial - 3 (8 %)
As castas que mais aprecio são a Bual (meio doce) e a Verdelho (meio seco), ou seja 70 % dos Madeira com 18,5 pontos ou mais. A Sercial (seco) e a Malvasia (doce) são as menos apreciadas por mim, enquanto que a reduzida quantidade de vinhos Terrantez se deve à sua raridade.
b)Por Produtor/Marca
.Madeira Wine - 27 (19 Blandy, 6 Cossart Gordon), 1 Leacock e 1 Miles)
.Artur Barros e Sousa - 5
.FEM - 2
.FMA - 1
.Adega do Torreão - 1
Há ainda o produtor do Malvasia 1879, cujo nome não retive.
A minha iniciação aos Madeira foi com a marca Artur Barros e Sousa, mas quando "descobri" a Blandy foi amor à primeira degustação. Mais de 50 % dos seleccionados é obra!
c)Por anos de colheita
.século XIX - 3 (1814, 1879 e 1891)
.1ª metade do séc.XX (mais ou menos) - 5 (1905, 1920, 1934, 1948 e 1958)
.década de 60 - 8 (60, 63, 64, 66, 68 e 69)
.década de 70 - 9 (71, 73, 74, 75, 76 e 77)
.década de 80 - 4 (80, 81, 84 e 85)
.40 Anos - 2
.sem data, mas com algumas dezenas de anos - 5
d)Os mais de sempre
.com 19,5 - 6 (Adega do Torreão Terrantez 1905, Blandy Solera Bual 1891, Blandy Bual 1920, 1948, 1964 e Miles Bual 1934)
.com 19+ - 1 (Blandy Bual 1977)
.com 19 - 8 (Blandy Terrantez 1975, Cossart Terrantez 1977, Blandy Verdelho Solera, FEM Verdelho, Blandy Bual 1963, 1968, 1969 e 1971)
De realçar a presença da marca Bual (10 em 15), a ausência da Sercial e da Malvasia, enquanto que a Terrantez quase faz o pleno (3 em 4).
a)Por casta
.Bual - 17 (46 % destes eleitos)
.Verdelho - 9 (24 %)
.Malvasia - 4 (11 %)
.Terrantez - 4 (11%)
.Sercial - 3 (8 %)
As castas que mais aprecio são a Bual (meio doce) e a Verdelho (meio seco), ou seja 70 % dos Madeira com 18,5 pontos ou mais. A Sercial (seco) e a Malvasia (doce) são as menos apreciadas por mim, enquanto que a reduzida quantidade de vinhos Terrantez se deve à sua raridade.
b)Por Produtor/Marca
.Madeira Wine - 27 (19 Blandy, 6 Cossart Gordon), 1 Leacock e 1 Miles)
.Artur Barros e Sousa - 5
.FEM - 2
.FMA - 1
.Adega do Torreão - 1
Há ainda o produtor do Malvasia 1879, cujo nome não retive.
A minha iniciação aos Madeira foi com a marca Artur Barros e Sousa, mas quando "descobri" a Blandy foi amor à primeira degustação. Mais de 50 % dos seleccionados é obra!
c)Por anos de colheita
.século XIX - 3 (1814, 1879 e 1891)
.1ª metade do séc.XX (mais ou menos) - 5 (1905, 1920, 1934, 1948 e 1958)
.década de 60 - 8 (60, 63, 64, 66, 68 e 69)
.década de 70 - 9 (71, 73, 74, 75, 76 e 77)
.década de 80 - 4 (80, 81, 84 e 85)
.40 Anos - 2
.sem data, mas com algumas dezenas de anos - 5
d)Os mais de sempre
.com 19,5 - 6 (Adega do Torreão Terrantez 1905, Blandy Solera Bual 1891, Blandy Bual 1920, 1948, 1964 e Miles Bual 1934)
.com 19+ - 1 (Blandy Bual 1977)
.com 19 - 8 (Blandy Terrantez 1975, Cossart Terrantez 1977, Blandy Verdelho Solera, FEM Verdelho, Blandy Bual 1963, 1968, 1969 e 1971)
De realçar a presença da marca Bual (10 em 15), a ausência da Sercial e da Malvasia, enquanto que a Terrantez quase faz o pleno (3 em 4).
sábado, 25 de agosto de 2012
Quadro de Honra de Vinhos Fortificados (I)
1.Vinho do Porto
a) Por tipo
Estão contabilizados 33 (mínimo 18,5 pontos), desdobrados do seguinte modo:
.Tawnies - 24 (73 % dos fortificados), sendo 16 Colheitas e 7 de idade (30 e 40 Anos)
.Vintage - 8 (24 %)
.Branco Velho -1
Ou seja, uma clara apetência pelos tawnies com alguns anos em cima, em desfavor do Vintage (os ingleses que me perdoem).
b) Por Produtor/Marca e Ano
Em relação aos tawnies:
.Krohn - 6 (60, 61, 66, 68, 78 e 30 Anos)
.Burmester - 5 (20, 37, 44, 55 e Tordiz 40 Anos)
.Noval - 4 (37, 64, 71 e 40 Anos)
.Dalva - 2 (85 e 30 Anos)
.Kopke - 2 (41 e 60)
.Alfarella - 1 (40 Anos)
.Barros - 1 (35; o branco muito velho, com um perfil próximo dos tawnies, também é Barros)
.Ferreirinha - 1 (Dona Antónia 1877?)
.Poças - 1 (40 Anos)
.Taylor's - 1 (40 Anos)
Quanto aos Vintage:
.Fonseca - 2 (03 e Fonseca Guimaraes 76)
.Burmester (63), Dow's (80), Noval (94), Qtª Roriz (03), Ramos Pinto (55) e Taylor's (94) - 1
c) Os mais de sempre
Os melhores, entre os melhores, com classificações de 19, foram, por ordem alfabética:
.Barros Colheita 1935
.Burmester Colheita 1937,1944 e 1955 e, ainda, o Novidade 1920 (este com 19+)
.Fonseca Guimaraes Vintage 1976
.Krohn Colheita 1961
.Noval Colheita 1971
Na continuação desta crónica, a próxima será dedicada aos Vinhos da Madeira e aos Moscatel de Setúbal.
a) Por tipo
Estão contabilizados 33 (mínimo 18,5 pontos), desdobrados do seguinte modo:
.Tawnies - 24 (73 % dos fortificados), sendo 16 Colheitas e 7 de idade (30 e 40 Anos)
.Vintage - 8 (24 %)
.Branco Velho -1
Ou seja, uma clara apetência pelos tawnies com alguns anos em cima, em desfavor do Vintage (os ingleses que me perdoem).
b) Por Produtor/Marca e Ano
Em relação aos tawnies:
.Krohn - 6 (60, 61, 66, 68, 78 e 30 Anos)
.Burmester - 5 (20, 37, 44, 55 e Tordiz 40 Anos)
.Noval - 4 (37, 64, 71 e 40 Anos)
.Dalva - 2 (85 e 30 Anos)
.Kopke - 2 (41 e 60)
.Alfarella - 1 (40 Anos)
.Barros - 1 (35; o branco muito velho, com um perfil próximo dos tawnies, também é Barros)
.Ferreirinha - 1 (Dona Antónia 1877?)
.Poças - 1 (40 Anos)
.Taylor's - 1 (40 Anos)
Quanto aos Vintage:
.Fonseca - 2 (03 e Fonseca Guimaraes 76)
.Burmester (63), Dow's (80), Noval (94), Qtª Roriz (03), Ramos Pinto (55) e Taylor's (94) - 1
c) Os mais de sempre
Os melhores, entre os melhores, com classificações de 19, foram, por ordem alfabética:
.Barros Colheita 1935
.Burmester Colheita 1937,1944 e 1955 e, ainda, o Novidade 1920 (este com 19+)
.Fonseca Guimaraes Vintage 1976
.Krohn Colheita 1961
.Noval Colheita 1971
Na continuação desta crónica, a próxima será dedicada aos Vinhos da Madeira e aos Moscatel de Setúbal.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Quadro de Honra de Vinhos Brancos
1.Por Região
.Vinhos Verdes - 14 (Alvarinho 13 e Loureiro 1)
.Douro - 17 (inclui 2 Colheita Tardia)
.Dão - 4
.Bairrada/Beiras - 5
.Ribatejo/Tejo - 1
.Estremadura/Lisboa - 3
.Bucelas - 2
.Colares - 1
.Península de Setúbal - 1
.Alentejo - 1
.Austria - 1 (Late Harvest)
.Canadá - 2 (Late Harvest)
.Nova Zelândia - 1
De realçar a hegemonia dos brancos mais a Norte (perto dos 60 %), com 32 % dos eleitos situados no Douro e 27 % de Vinhos Verdes.
2.Por ano de colheita
Não tendo a mesma importância em relação aos tintos, refira-se no entanto:
.1999 - 1
.2000 - 1
.2004 - 4
.2005 - 2
.2006 - 2
.2007 - 9
.2008 - 8
.2009 - 17 (33 % dos eleitos)
.2010 - 7
.2011 - 2
3.Por Produtor/Marca
.Soalheiro - 10 (1ª Vinhas 6, Reserva 3 e colheita 1)
.Niepoort - 5 (Redoma Reserva 3, Projectos Chardonnay e Projectos Riesling 1 de cada)
.Qtª Bageiras - 5 (Garrafeira 3 e Pai Abel 2)
.Anselmo Mendes - 3 (Muros de Melgaço 2 e Parcela Única 1)
Seguem-se mais 27 produtores com 1 ou 2 vinhos.
De notar a minha clara apetência pela casta Alvarinho, destinguindo os vinhos Soalheiro, os meus preferidos.
4.Os mais de sempre
Lista, por ordem alfabética, dos brancos classificados com 18 pontos, com excepção do Soalheiro Alvarinho Reserva 2007, o único branco a que atribui 18,5:
.Buçaco Reservado 2007
.Condessa de Santar 2009
.Madrigal Viognier 2009
.Maritávora Reserva 2008
.Morgado Stª Catherina 2008
.Muros de Melgaço Alvarinho 2008 e 2009
.Parcela Única Alvarinho 2009
.Projectos Niepoort Chardonnay e Riesling, ambos de 2004
.Qtª Bageiras Garrafeira 07 e Pai Abel 2009 e 2010
.Redoma Reserva 2000 e 2005
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2007 e 2008 e 1ª Vinhas 2006 e 2007.
.Vinhos Verdes - 14 (Alvarinho 13 e Loureiro 1)
.Douro - 17 (inclui 2 Colheita Tardia)
.Dão - 4
.Bairrada/Beiras - 5
.Ribatejo/Tejo - 1
.Estremadura/Lisboa - 3
.Bucelas - 2
.Colares - 1
.Península de Setúbal - 1
.Alentejo - 1
.Austria - 1 (Late Harvest)
.Canadá - 2 (Late Harvest)
.Nova Zelândia - 1
De realçar a hegemonia dos brancos mais a Norte (perto dos 60 %), com 32 % dos eleitos situados no Douro e 27 % de Vinhos Verdes.
2.Por ano de colheita
Não tendo a mesma importância em relação aos tintos, refira-se no entanto:
.1999 - 1
.2000 - 1
.2004 - 4
.2005 - 2
.2006 - 2
.2007 - 9
.2008 - 8
.2009 - 17 (33 % dos eleitos)
.2010 - 7
.2011 - 2
3.Por Produtor/Marca
.Soalheiro - 10 (1ª Vinhas 6, Reserva 3 e colheita 1)
.Niepoort - 5 (Redoma Reserva 3, Projectos Chardonnay e Projectos Riesling 1 de cada)
.Qtª Bageiras - 5 (Garrafeira 3 e Pai Abel 2)
.Anselmo Mendes - 3 (Muros de Melgaço 2 e Parcela Única 1)
Seguem-se mais 27 produtores com 1 ou 2 vinhos.
De notar a minha clara apetência pela casta Alvarinho, destinguindo os vinhos Soalheiro, os meus preferidos.
4.Os mais de sempre
Lista, por ordem alfabética, dos brancos classificados com 18 pontos, com excepção do Soalheiro Alvarinho Reserva 2007, o único branco a que atribui 18,5:
.Buçaco Reservado 2007
.Condessa de Santar 2009
.Madrigal Viognier 2009
.Maritávora Reserva 2008
.Morgado Stª Catherina 2008
.Muros de Melgaço Alvarinho 2008 e 2009
.Parcela Única Alvarinho 2009
.Projectos Niepoort Chardonnay e Riesling, ambos de 2004
.Qtª Bageiras Garrafeira 07 e Pai Abel 2009 e 2010
.Redoma Reserva 2000 e 2005
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2007 e 2008 e 1ª Vinhas 2006 e 2007.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Quadro de Honra de Vinhos Tintos
1.Por Região
.Douro - 77 (70 % dos tintos)
.Dão - 3
.Bairrada/Beiras - 10
.Estremadura/Lisboa - 1
.Península de Setúbal - 1
.Alentejo - 8
.Dão /Douro - 1
.Estrangeiros - 9 (Espanha 8 e Austrália 1)
Em resumo:
.uma clara apetência pelos tintos do Douro, os mais provados e apreciados;
.chauvinismo puro e duro da minha parte, que assumo, embora aceite que possa ser criticado pela pouca importância que os estrangeiros ocupam no QH (e 8 são Ribera del Duero, região muito aparentada com o nosso Douro).
2.Ano de Colheita
.2004 - 25 (22 % do total dos tintos do QH)
.2005 - 20 (18 %)
.2007 - 17 (15,5 %)
.2003 - 11
.2001 - 9
.2000 - 8
.década de 90 - 6
.2006 - 6
.2002 - 3
.2008 - 3
.década de 80 - 1
.2009 - 1
De realçar o ano 2004, a colheita do século, seguido do 2005 e 2007. O 2008, considerado de excepção, é demasiado jovem para andar a provar os vinhos produzidos nesse ano. Há que esperar mais algum tempo.
3.Por Produtor/Marca
.Qtª do Crasto - 13 (Vinha da Ponte 4, Maria Teresa 4, T.Nacional 3, Vinhas Velhas 1 e Xisto 1)
.Niepoort - 11,5 (Batuta 6, Charme 4, Robustus 1 e Doda 1/2)
.Casa Ferreirinha - 7 (Barca Velha 3, Reserva Especial 2, Vinhas Velhas 1 e Antónia Adelaide Ferreira 1)
.Qtª Vale Meão - 7
.Aalto - 7 (PS 4 e colheita 3)
.Qtª do Vallado - 6 (Reserva 3, Adelaide 2 e T.Nacional 1)
.Wine & Soul - 6 (Pintas 5 e Qtª da Manoella 1)
.Lavradores de Feitoria - 4 (Três Bagos Grande Escolha)
.Campolargo - 3 (Calda Bordaleza)
.Domingos Alves de Sousa - 3 (Abandonado 2 e Vinha Lordelo 1)
.Poeira - 3
.Qtª Vale D.Maria - 3 (CV)
E, ainda, 21 produtores com 1 ou 2 referências.
.De notar:
.que destes 12, 10 são Douro e 1 Ribera del Duero;
.o único produtor que impediu a hegemonia do Douro, foi Campolargo com vinhos da Bairrada moderna;
.o produtor mais consistente é a Qtª Vale Meão, representado exclusivamente por uma marca.
4. Os mais de sempre
Lista por ordem alfabética dos tintos classificados com 19 pontos. Deram-me um grande prazer quando os provei e ficaram-me na memória. Eles, ainda andam por aí...
.Aalto PS 2001
.Barca Velha 1995, 1999 e 2004
.Pintas 2001
.Qtª Crasto Vinha da Ponte 1998 e 2003
.Qtª Crasto T.Nacional 2001
.Qtª Vale Meão 2004
.Robustus 2004
.Três Bagos Grande Escolha 2004
Mais uma vez o Douro e a Ribera del Duero; a Qtª Crasto e a Ferreirinha em força e um empate técnico entre as colheitas de 2001 e 2004.
.Douro - 77 (70 % dos tintos)
.Dão - 3
.Bairrada/Beiras - 10
.Estremadura/Lisboa - 1
.Península de Setúbal - 1
.Alentejo - 8
.Dão /Douro - 1
.Estrangeiros - 9 (Espanha 8 e Austrália 1)
Em resumo:
.uma clara apetência pelos tintos do Douro, os mais provados e apreciados;
.chauvinismo puro e duro da minha parte, que assumo, embora aceite que possa ser criticado pela pouca importância que os estrangeiros ocupam no QH (e 8 são Ribera del Duero, região muito aparentada com o nosso Douro).
2.Ano de Colheita
.2004 - 25 (22 % do total dos tintos do QH)
.2005 - 20 (18 %)
.2007 - 17 (15,5 %)
.2003 - 11
.2001 - 9
.2000 - 8
.década de 90 - 6
.2006 - 6
.2002 - 3
.2008 - 3
.década de 80 - 1
.2009 - 1
De realçar o ano 2004, a colheita do século, seguido do 2005 e 2007. O 2008, considerado de excepção, é demasiado jovem para andar a provar os vinhos produzidos nesse ano. Há que esperar mais algum tempo.
3.Por Produtor/Marca
.Qtª do Crasto - 13 (Vinha da Ponte 4, Maria Teresa 4, T.Nacional 3, Vinhas Velhas 1 e Xisto 1)
.Niepoort - 11,5 (Batuta 6, Charme 4, Robustus 1 e Doda 1/2)
.Casa Ferreirinha - 7 (Barca Velha 3, Reserva Especial 2, Vinhas Velhas 1 e Antónia Adelaide Ferreira 1)
.Qtª Vale Meão - 7
.Aalto - 7 (PS 4 e colheita 3)
.Qtª do Vallado - 6 (Reserva 3, Adelaide 2 e T.Nacional 1)
.Wine & Soul - 6 (Pintas 5 e Qtª da Manoella 1)
.Lavradores de Feitoria - 4 (Três Bagos Grande Escolha)
.Campolargo - 3 (Calda Bordaleza)
.Domingos Alves de Sousa - 3 (Abandonado 2 e Vinha Lordelo 1)
.Poeira - 3
.Qtª Vale D.Maria - 3 (CV)
E, ainda, 21 produtores com 1 ou 2 referências.
.De notar:
.que destes 12, 10 são Douro e 1 Ribera del Duero;
.o único produtor que impediu a hegemonia do Douro, foi Campolargo com vinhos da Bairrada moderna;
.o produtor mais consistente é a Qtª Vale Meão, representado exclusivamente por uma marca.
4. Os mais de sempre
Lista por ordem alfabética dos tintos classificados com 19 pontos. Deram-me um grande prazer quando os provei e ficaram-me na memória. Eles, ainda andam por aí...
.Aalto PS 2001
.Barca Velha 1995, 1999 e 2004
.Pintas 2001
.Qtª Crasto Vinha da Ponte 1998 e 2003
.Qtª Crasto T.Nacional 2001
.Qtª Vale Meão 2004
.Robustus 2004
.Três Bagos Grande Escolha 2004
Mais uma vez o Douro e a Ribera del Duero; a Qtª Crasto e a Ferreirinha em força e um empate técnico entre as colheitas de 2001 e 2004.
domingo, 19 de agosto de 2012
Actualização dos meus Quadros de Honra (QH)
Foi em Maio de 2010, um mês após ter iniciado este blogue, que fiz um primeiro balanço dos vinhos provados, registados e classificados, a partir de 1997/98, balanço este actualizado em Dezembro de 2010 e 2011. Eram vinhos provados em serviço ou em sessões privadas (em família, com o Núcleo Duro, Grupo dos 3, Grupo dos 3+4, Novo Formato, etc). Inventariei, até agora, cerca de 3300 vinhos e, se calhar, outros tantos foram provados mas não registados (foi o caso das visitas anuais às mostras organizadas pela Revista de Vinhos e pela Wine, entre outras).
Os critérios que estabeleci para a entrada nos QH, exigiam uma classificação de 18,5 o que, mais tarde, considerei injusto para os brancos. Assim, alterei o critério relativo à excelência dos brancos, baixando-o para 17,5. Como consequência, os vinhos eleitos passaram dos 115 iniciais (3,8 % do total registado) para os actuais 243 (7,4 %), o que dá uma média de 20 por ano, quantidade inferior aos Prémios Excelência atribuídos anualmente pela revista de Vinhos ou aos Melhores do Ano seleccionados pelo João Paulo Martins no seu guia Vinhos de Portugal. Nada de mais, portanto...
Nesta última actualização, contabilizei 163 vinhos de mesa/consumo (67,1 % dos eleitos) e 80 fortificados (32,9 %). Dos 163, 110 são tintos (45,3 %) e 53 brancos (21,8 %). Quanto aos fortificados, 32 são Porto (13,2 %), 37 Madeira (15,2 %) e 11 Moscatel de Setúbal (4,5 %).
Em próximas crónicas, tratarei destes números em pormenor, para melhor se perceber as minhas preferências, nomeadamente quanto a tipos de vinho, marcas/produtores e anos de colheita. É um exercício deveras interessante que os enófilos organizados poderiam fazer, a partir dos seus registos e anotações. Chegarão, pela certa, a conclusões bem diferentes das minhas ou não tanto. Fica aqui o desafio.
Os critérios que estabeleci para a entrada nos QH, exigiam uma classificação de 18,5 o que, mais tarde, considerei injusto para os brancos. Assim, alterei o critério relativo à excelência dos brancos, baixando-o para 17,5. Como consequência, os vinhos eleitos passaram dos 115 iniciais (3,8 % do total registado) para os actuais 243 (7,4 %), o que dá uma média de 20 por ano, quantidade inferior aos Prémios Excelência atribuídos anualmente pela revista de Vinhos ou aos Melhores do Ano seleccionados pelo João Paulo Martins no seu guia Vinhos de Portugal. Nada de mais, portanto...
Nesta última actualização, contabilizei 163 vinhos de mesa/consumo (67,1 % dos eleitos) e 80 fortificados (32,9 %). Dos 163, 110 são tintos (45,3 %) e 53 brancos (21,8 %). Quanto aos fortificados, 32 são Porto (13,2 %), 37 Madeira (15,2 %) e 11 Moscatel de Setúbal (4,5 %).
Em próximas crónicas, tratarei destes números em pormenor, para melhor se perceber as minhas preferências, nomeadamente quanto a tipos de vinho, marcas/produtores e anos de colheita. É um exercício deveras interessante que os enófilos organizados poderiam fazer, a partir dos seus registos e anotações. Chegarão, pela certa, a conclusões bem diferentes das minhas ou não tanto. Fica aqui o desafio.
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