Teria sido mais oportuno ter escrito esta crónica precisamente no dia 27 de Setembro, data da inauguração das CAV. Mas não consegui, pois estava de partida para Douro, a convite da Qtª do Crasto, como já relatei. Mas, como mais vale tarde do que nunca, irei lembrar as comemorações do 10º aniversário da loja, que tiveram algum impacto no mundo do vinho.
Após longas reflexões e troca de opiniões com alguns amigos, acordámos (o Juca e eu):
1.solicitar o apoio do CCB, para a realização de uma exposição de artes plásticas, cujo tema seria a vinha e o vinho (entre outros, lembrámo-nos dos cartazes da Ramos-Pinto e dos rótulos da Herdade do Esporão);
2.organizar um jantar de vinhos, convidando algumas figuras públicas apoiantes do nosso projecto e, ainda, a imprensa especializada e também alguma generalista; por cortesia incluimos o presidente do CCB, dr. António Mega Ferreira, com convidado de honra;
3.solicitar o apoio e presença neste jantar, dos produtores Álvaro de Castro e Dirk Niepoort, amigos desde a 1ª hora;
4."fabricar" um tinto, a partir de vinhos base da colheita de 2004, do produtor CARM, cujo lote final seria da nossa responsabilidade e baptisá-lo de BOCA (anagrama das iniciais dos nossos nomes: Barão/Oliveira/Cunha/Azevedo)
5.organizar uma prova de vinhos, aberta, onde seriam apresentados o BOCA e um lote especial do Hero da Machoca Grande Escolha 2001, engarrafado expressamente para nós, por proposta do produtor (Artur Oliveira) e do enólogo (António Saramago);
6.elaborar uma brochura comemorativa, que seria um balanço das nossas actividades, ao longo de 10 anos, e que incluiria uma série de depoimentos de amigos, produtores e enólogos;
7.convidar o nosso cliente e amigo dr. António Barreto, para escrever o respectivo prefácio.
Na 2ª parte desta crónica, a publicar na próxima semana, darei notícia de como correram todas estas actividades acima referidas e consequentes alegrias e tristezas, por nós vividas.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Assim se vê a força da TV !
Mais uma história passada no tempo das CAV, para partilhar com os leitores deste blogue. A loja sempre foi muito procurada por jornalistas de vinhos que nos pediam emprestados alguns dos produtos que comercializávamos (vinhos, livros e, muito especialmente, acessórios para o serviço do vinho), para ilustrarem as crónicas que publicavam não só nas revistas especializadas, com também nas generalistas. Foi o caso do José Salvador, João Paulo Martins, Duarte Calvão, Manuel Gonçalves da Silva, Vasco d'Avillez, entre outros menos conhecidos. Cedíamos com todo o gosto os produtos solicitados, com uma condição: uma referência às CAV e indicação do preço de venda.
Um dos pedidos foi do Manuel Gonçalves da Silva (MGS), na altura cronista de vinhos na revista Exame (está agora na Visão, mas mais virado para a gastronomia), que nos solicitou uma série de garrafas de champanhe, para ilustrar um artigo a sair antes do Natal de um ano que já não recordo. Entretanto a crónica foi publicada, mas a referência às CAV ficou na tipografia. Perante a nossa decepção, o MGS teve uma ideia genial e saíu por cima. Propôs à Maria Elisa a nossa presença num programa sobre o vinho a ir para o ar no canal 1 da RTP, sugerindo que levássemos alguns dos acessórios mais emblemáticos. E assim fizémos.
Acabei por ser eu a dar a cara pelas CAV e a fazer uma pequena demonstração com um saca rolhas de alavanca Screwpull, na altura ainda pouco conhecido.
Foi um êxito e, no dia seguinte, quando chegámos à loja, já havia "bicha" á porta. A própria Maria Elisa também apareceu. Como resultado, a existência daquele tipo de saca rolhas ficou a zero. Assim se vê a força da TV!
Um dos pedidos foi do Manuel Gonçalves da Silva (MGS), na altura cronista de vinhos na revista Exame (está agora na Visão, mas mais virado para a gastronomia), que nos solicitou uma série de garrafas de champanhe, para ilustrar um artigo a sair antes do Natal de um ano que já não recordo. Entretanto a crónica foi publicada, mas a referência às CAV ficou na tipografia. Perante a nossa decepção, o MGS teve uma ideia genial e saíu por cima. Propôs à Maria Elisa a nossa presença num programa sobre o vinho a ir para o ar no canal 1 da RTP, sugerindo que levássemos alguns dos acessórios mais emblemáticos. E assim fizémos.
Acabei por ser eu a dar a cara pelas CAV e a fazer uma pequena demonstração com um saca rolhas de alavanca Screwpull, na altura ainda pouco conhecido.
Foi um êxito e, no dia seguinte, quando chegámos à loja, já havia "bicha" á porta. A própria Maria Elisa também apareceu. Como resultado, a existência daquele tipo de saca rolhas ficou a zero. Assim se vê a força da TV!
domingo, 7 de outubro de 2012
O novo Terreiro do Paço revisitado
Algum tempo depois de ter visitado o Populi (crónica de 29/7) e o Can the Can (30/8), revisitei-os, não só porque tinha apreciado aqueles espaços, como também para me inteirar se os meus reparos não tinham caído em saco roto.
O Can the Can continua com uma oferta gastronómica original e a confeccionar bem os pratos com base em conservas. Quanto à carta de vinhos e serviço de vinhos a copo, está tudo na mesma, isto é, mal. Mesmo todo o serviço, de um modo geral, é atrapalhado e pouco simpático. Cartão amarelo!
Quanto ao Populi, com uma oferta gastronómica menos interessante, continua na mesma, apesar da aposta forte (falhada) no sector dos vinhos. Escrevi na crónica acima referida que "Tenciono voltar e recomendo-o sem reservas, esperando que os aspectos menos positivos já se encontrem resolvidos". Afinal a carta continua sem os anos de colheita e os vinhos a copo já vêm servidos, sem que seja dada a oportunidade ao cliente de provar o vinho ou, no mínimo, ver a garrafa. Mais ainda, a única pessoa que percebia alguma coisa de vinhos, já se foi embora, não chegando a aquecer o lugar. Cartão vermelho!
O Can the Can continua com uma oferta gastronómica original e a confeccionar bem os pratos com base em conservas. Quanto à carta de vinhos e serviço de vinhos a copo, está tudo na mesma, isto é, mal. Mesmo todo o serviço, de um modo geral, é atrapalhado e pouco simpático. Cartão amarelo!
Quanto ao Populi, com uma oferta gastronómica menos interessante, continua na mesma, apesar da aposta forte (falhada) no sector dos vinhos. Escrevi na crónica acima referida que "Tenciono voltar e recomendo-o sem reservas, esperando que os aspectos menos positivos já se encontrem resolvidos". Afinal a carta continua sem os anos de colheita e os vinhos a copo já vêm servidos, sem que seja dada a oportunidade ao cliente de provar o vinho ou, no mínimo, ver a garrafa. Mais ainda, a única pessoa que percebia alguma coisa de vinhos, já se foi embora, não chegando a aquecer o lugar. Cartão vermelho!
sábado, 6 de outubro de 2012
Rescaldo da ida ao Norte (VII)
Para terminar a incursão em terras nortenhas, um salto a Melgaço, onde a casta Alvarinho é rainha. Abancámos no restaurante Foral de Melgaço, pertencente ao Hotel Monte do Prado. Sala ampla, moderna, luminosa, mesas bem aparelhadas, um grande terraço com esplanada e um meio envolvente de se lhe tirar o chapéu.
A lista de vinhos tem uma oferta excepcional de referências da Região de Vinhos Verdes, com especial incidência nos Alvarinhos, todos a preços muito aceitáveis. São 17 Alvarinhos, 9 brancos, 2 tintos, 5 espumantes e 2 aguardentes desta região. Acresce ainda uma boa oferta de champanhes, espumantes de outras regiões e 6 fortificados (3 Portos, 2 Madeiras e 1 Moscatel). Tem, ainda, brancos e tintos de outras regiões. O ponto fraco desta lista é a diminuta oferta de vinhos do Douro, que deveria merecer uma melhor atenção por parte dos responsáveis do restaurante.
A copo, pode-se escolher entre meia dúzia de referências, sendo os preços condizentes com a quantidade solicitada, 3, 6 ou 12 cl !? (confesso que não percebi bem a intenção desta diversidade). Nos vinhos a copo, a temperatura e quantidade são controladas por um equipamento tipo Enomatic (não fixei a marca). Paradoxalmente, não têm armários térmicos para controlo das temperaturas dos vinhos que se vendam à garrafa.
Bebeu-se o Qtª do Regueiro Reserva Alvarinho 2011 - fruta exuberante com notas e citrino e tropicais, mineral, belíssima acidez, estrutura e final de boca ligeiramente adocicado; o melhor elogio que lhe posso fazer é que não fica a perder com o Soalheiro. Nota 17,5. Este produtor engarrafou em 2006 um Alvarinho estagiado em madeira, situação esta que o responsável pelos vinhos ignorava e que nos levou a uma civilizada discussão.
Estou a chegar ao fim da crónica e ainda não referi a parte gastronómica. Comemos um delicioso "Polvo da Feira".
Quem for para aqueles lados, é obrigatório conhecer o Foral de Melgaço e/ou o Monte do Prado.
A lista de vinhos tem uma oferta excepcional de referências da Região de Vinhos Verdes, com especial incidência nos Alvarinhos, todos a preços muito aceitáveis. São 17 Alvarinhos, 9 brancos, 2 tintos, 5 espumantes e 2 aguardentes desta região. Acresce ainda uma boa oferta de champanhes, espumantes de outras regiões e 6 fortificados (3 Portos, 2 Madeiras e 1 Moscatel). Tem, ainda, brancos e tintos de outras regiões. O ponto fraco desta lista é a diminuta oferta de vinhos do Douro, que deveria merecer uma melhor atenção por parte dos responsáveis do restaurante.
A copo, pode-se escolher entre meia dúzia de referências, sendo os preços condizentes com a quantidade solicitada, 3, 6 ou 12 cl !? (confesso que não percebi bem a intenção desta diversidade). Nos vinhos a copo, a temperatura e quantidade são controladas por um equipamento tipo Enomatic (não fixei a marca). Paradoxalmente, não têm armários térmicos para controlo das temperaturas dos vinhos que se vendam à garrafa.
Bebeu-se o Qtª do Regueiro Reserva Alvarinho 2011 - fruta exuberante com notas e citrino e tropicais, mineral, belíssima acidez, estrutura e final de boca ligeiramente adocicado; o melhor elogio que lhe posso fazer é que não fica a perder com o Soalheiro. Nota 17,5. Este produtor engarrafou em 2006 um Alvarinho estagiado em madeira, situação esta que o responsável pelos vinhos ignorava e que nos levou a uma civilizada discussão.
Estou a chegar ao fim da crónica e ainda não referi a parte gastronómica. Comemos um delicioso "Polvo da Feira".
Quem for para aqueles lados, é obrigatório conhecer o Foral de Melgaço e/ou o Monte do Prado.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
A Qtª do Crasto, a Blogosfera e a Bo Derek (II)
Continuando a crónica anterior...
4.A prova
Em ambiente recatado foram provados 8 vinhos, 1 branco e 7 tintos, sendo 3 da colheita de 2010 e estando os restantes já fora do mercado. De salientar que, no meu entender:
.a grande surpresa da prova foi o branco, a ter uma evolução surpreendente
.o teor alcoólico subiu acentuadamente das colheitas mais antigas, com excepção do Tinta Roriz, para a mais recente, passando dos 12 a 13 % vol. para os actuais 14 % vol.
.o mais velho deste painel (Reserva 94) ainda está cheio de saúde
Vejamos, então, as minhas impressões em versão telegráfica:
.Crasto 07 Branco (12,5 % vol.) - fruta madura, notas abaunilhadas, boa acidez, estruturado e equilibrado; evoluiu muito bem e está no ponto para ser consumido, mas aguenta mais 3/4 anos. Nota 17,5 (noutra situação 15,5+).
.Qtª do Crasto 98 (12,5 % vol.) - engarrafado em Junho 99, com base nas castas T.Roriz (30 %), T.Barroca (20 %) e T.Nacional (50 %); nuances atijoladas, aromas terciários, boca delicada, está na curva descendente; a despachar rapidamente. Nota 12,5.
.Qtª do Crasto T.Nacional 96 (12 % vol.) - engarrafado em Novembro 97, estagiou 1 ano em barricas de carvalho francês; côr ainda viva, especiado, chocolate preto, notas florais, acidez no ponto, elegante e equilibrado, taninos macios e bom final. Nota 17.
.Qtª do Crasto Reserva 94 (13 % vol.) - engarrafado em Novembro 95, estagiou 1 ano em barricas de carvalho francês; exuberância aromática, especiado, notas de tabaco e couro, taninos aveludados, final extenso; ainda está longe da reforma. Nota 17,5.
.Qtª do Crasto T.Roriz 97 (14 % vol.) - engarrafado em Novembro 98, estagiou 14 meses em carvalho americano; ainda com alguma fruta madura, redondo, algo marcado pela madeira, já passou pela fase mais interessante. Nota 16+.
.Crasto 10 (13,5 % vol.) - muito frutado, acidez e taninos discretos, algo chato na boca, moderno e fácil de beber, indicado para se beber enquanto novo. Nota 15 (noutra 15,5+).
.Crasto Superior 10 (14 % vol.) - produzido a partir de uvas do Douro Superior, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; aroma intenso, fruta vermelha, taninos macios e um final doce; fácil de beber, não é um vinho de guarda. Nota 16+ (noutra 16,5).
.Qtª do Crasto Vinhas Velhas 10 (14 % vol.) - estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês e americano; alguma complexidade aromática, acidez no ponto, elegante e equilibrado, profundidade e final extenso; tem tudo no sítio e aguenta mais 7/8 anos. Nota 17,5+.
5.O almoço
Antes de irmos para a mesa, junto à piscina, bebemos o Crasto 11 Branco (terá uma evolução tão boa como o 07, interrogo-me) a acompanhar uns aperitivos. Obrigatório contemplar o rio e os vinhedos à volta. Uma paisagem deslumbrante, a preparar os espíritos e os corpos para o almoço. Só lá faltava a Bo Derek...
O repasto correu em ambiente de são convívio e na companhia do Pedro Almeida. Comemos o prato típico das vindimas, ou seja, uma bela feijoada, bem regada com uma série de pingas que foram desfilando pela mesa. Começámos pelo Crasto Superior 07 e continuámos com os tintos Vinhas Velhas 04 (em grande forma), Tinta Roriz 09 (ainda demasiado novo, para ser bebido agora) e Vinha da Ponte 04, versão magnum (a colheita da década e um grande vinho, do melhor que tenho bebido nos últimos anos). Depois, com a sobremesa, vieram o Porto Reserva (um rubi superior), o LBV 07 e o Vintage 87, a portarem-se bem.
Aproveito para dar uma boa notícia aos apreciadores do estilo tawny, onde eu me incluo: a Qtª do Crasto vai lançar um Colheita 97, ainda não engarrafado. Aguardemos, então...
6.A fechar
Contabilizados os vinhos provados à séria (8) e os bebidos descontraidamente no almoço (8), chegamos ao total de 16, o que já é uma quantidade de respeito. O pessoal da Qtª do Crasto esmerou-se. Fomos mesmo bem tratados!
A propósito e consultado o meu Quadro de Honra de Vinhos Tintos (vinhos registados e classificados com 18,5 ou mais), balanço feito em 21/8/2012, constato que a Qtª do Crasto está em 1º lugar com 13 referências (4 Vinha da Ponte, 4 Maria Teresa, 3 T.Nacional, 1 Vinhas Velhas e 1 Xisto). É, pois o produtor da minha preferência.
Finalmente, não resisto a repetir o que já escrevi em crónica anterior: "(...) as nossas relações pessoais e institucionais com as pessoas da Qtª do Crasto, foram sempre exemplares. Eles são uns grandes Senhores! (...)".
4.A prova
Em ambiente recatado foram provados 8 vinhos, 1 branco e 7 tintos, sendo 3 da colheita de 2010 e estando os restantes já fora do mercado. De salientar que, no meu entender:
.a grande surpresa da prova foi o branco, a ter uma evolução surpreendente
.o teor alcoólico subiu acentuadamente das colheitas mais antigas, com excepção do Tinta Roriz, para a mais recente, passando dos 12 a 13 % vol. para os actuais 14 % vol.
.o mais velho deste painel (Reserva 94) ainda está cheio de saúde
Vejamos, então, as minhas impressões em versão telegráfica:
.Crasto 07 Branco (12,5 % vol.) - fruta madura, notas abaunilhadas, boa acidez, estruturado e equilibrado; evoluiu muito bem e está no ponto para ser consumido, mas aguenta mais 3/4 anos. Nota 17,5 (noutra situação 15,5+).
.Qtª do Crasto 98 (12,5 % vol.) - engarrafado em Junho 99, com base nas castas T.Roriz (30 %), T.Barroca (20 %) e T.Nacional (50 %); nuances atijoladas, aromas terciários, boca delicada, está na curva descendente; a despachar rapidamente. Nota 12,5.
.Qtª do Crasto T.Nacional 96 (12 % vol.) - engarrafado em Novembro 97, estagiou 1 ano em barricas de carvalho francês; côr ainda viva, especiado, chocolate preto, notas florais, acidez no ponto, elegante e equilibrado, taninos macios e bom final. Nota 17.
.Qtª do Crasto Reserva 94 (13 % vol.) - engarrafado em Novembro 95, estagiou 1 ano em barricas de carvalho francês; exuberância aromática, especiado, notas de tabaco e couro, taninos aveludados, final extenso; ainda está longe da reforma. Nota 17,5.
.Qtª do Crasto T.Roriz 97 (14 % vol.) - engarrafado em Novembro 98, estagiou 14 meses em carvalho americano; ainda com alguma fruta madura, redondo, algo marcado pela madeira, já passou pela fase mais interessante. Nota 16+.
.Crasto 10 (13,5 % vol.) - muito frutado, acidez e taninos discretos, algo chato na boca, moderno e fácil de beber, indicado para se beber enquanto novo. Nota 15 (noutra 15,5+).
.Crasto Superior 10 (14 % vol.) - produzido a partir de uvas do Douro Superior, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; aroma intenso, fruta vermelha, taninos macios e um final doce; fácil de beber, não é um vinho de guarda. Nota 16+ (noutra 16,5).
.Qtª do Crasto Vinhas Velhas 10 (14 % vol.) - estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês e americano; alguma complexidade aromática, acidez no ponto, elegante e equilibrado, profundidade e final extenso; tem tudo no sítio e aguenta mais 7/8 anos. Nota 17,5+.
5.O almoço
Antes de irmos para a mesa, junto à piscina, bebemos o Crasto 11 Branco (terá uma evolução tão boa como o 07, interrogo-me) a acompanhar uns aperitivos. Obrigatório contemplar o rio e os vinhedos à volta. Uma paisagem deslumbrante, a preparar os espíritos e os corpos para o almoço. Só lá faltava a Bo Derek...
O repasto correu em ambiente de são convívio e na companhia do Pedro Almeida. Comemos o prato típico das vindimas, ou seja, uma bela feijoada, bem regada com uma série de pingas que foram desfilando pela mesa. Começámos pelo Crasto Superior 07 e continuámos com os tintos Vinhas Velhas 04 (em grande forma), Tinta Roriz 09 (ainda demasiado novo, para ser bebido agora) e Vinha da Ponte 04, versão magnum (a colheita da década e um grande vinho, do melhor que tenho bebido nos últimos anos). Depois, com a sobremesa, vieram o Porto Reserva (um rubi superior), o LBV 07 e o Vintage 87, a portarem-se bem.
Aproveito para dar uma boa notícia aos apreciadores do estilo tawny, onde eu me incluo: a Qtª do Crasto vai lançar um Colheita 97, ainda não engarrafado. Aguardemos, então...
6.A fechar
Contabilizados os vinhos provados à séria (8) e os bebidos descontraidamente no almoço (8), chegamos ao total de 16, o que já é uma quantidade de respeito. O pessoal da Qtª do Crasto esmerou-se. Fomos mesmo bem tratados!
A propósito e consultado o meu Quadro de Honra de Vinhos Tintos (vinhos registados e classificados com 18,5 ou mais), balanço feito em 21/8/2012, constato que a Qtª do Crasto está em 1º lugar com 13 referências (4 Vinha da Ponte, 4 Maria Teresa, 3 T.Nacional, 1 Vinhas Velhas e 1 Xisto). É, pois o produtor da minha preferência.
Finalmente, não resisto a repetir o que já escrevi em crónica anterior: "(...) as nossas relações pessoais e institucionais com as pessoas da Qtª do Crasto, foram sempre exemplares. Eles são uns grandes Senhores! (...)".
terça-feira, 2 de outubro de 2012
A Qtª do Crasto, a Blogosfera e a Bo Derek (I)
1.Preâmbulo
A minha ligação à Qtª do Crasto e aos seus responsáveis já vem de longe, desde que nos conhecemos numa feira mundial em Bordéus (1998?). Desde então para cá, praticamente todos os anos, a Qtª do Crasto, com os seus vinhos e os seus responsáveis, inicialmente a sós e, posteriormente, integrada no colectivo Douro Boys, esteve presente em eventos organizados pelas CAV. Foram provas, jantares (também houve 1 almoço) e visitas ao Douro com o nosso antigo núcleo duro. Posteriormente, depois de termos deixado as CAV, estivemos (o Juca e eu) num jantar do Corte Inglês e, a convite do nosso amigo Tomás Roquete, num almoço na própria quinta.
Algumas destas actividades, relatei-as em crónicas publicadas neste mesmo blogue:
."O último evento das CAV: 2 anos depois", em 31/10/2011
."Jantar Qtª do Crasto", em 22/4/2012
."Matar saudades...", em 16/5/2012
2.Os sortudos
Tive agora a ocasião de voltar à Qtª do Crasto, integrado numa visita expressamente organizada para a blogosfera. Estão de parabéns os seus responsáveis, ao terem a sensibilidade para entender que a participação em provas de vinhos não se esgota na opinião dos críticos encartados. É sempre positivo ouvir outras abordagens. No passado, também tive a ocasião de ter participado em eventos semelhantes, que aqui dei notícia:
."A Herdade das Servas e a Blogosfera", em 22/1/2011
."Evento Wine Bloggers na José Maria da Fonseca", em 25/10/2011
."João Portugal Ramos e a Blogosfera", em 3/6/2012
Para memória futura, responderam ao convite os seguintes bloguistas e afins (por ordem alafabética):
.Adega dos leigos (Nuno Ciríaco)
.Abílio Neto (freelancer)
.Art meets bacchus (Rui Lourenço Pereira)
.Comer, beber, lazer (Carlos Janeiro)
.Enófilo militante (eu próprio)
.Os vinhos (Pedro Barata)
.Saca a rolha (Nuno Garcia)
.Wine & lifestyle (André Peres)
.Vinho Porto vintage (Francisco Brito)
3.A grande recepção
Roam-se de inveja os bloguistas que não puderam comparecer. À nossa chegada, estava a Bo Derek, actriz já retirada dos écrans! Era o que poderia pensar alguém que não estivesse a par do evento Douro Film Harvest. De facto, foi uma feliz coincidência. Ela efectivamente dormiu na Qtª do Crasto, na qualidade de homenageada na 4ª edição do referido evento, do qual o anfitrião era parceiro.
Fomos recebidos pelo Tomás Roquette e Pedro Almeida, tendo sido este último que nos acompanhou em toda a visita. O ritmo de visitas, nesta altura de vindimas é infernal. Durante o dia de sábado 29 de Setembro, para além da Bo Derek, estiveram pessoas ligadas ao Douro Film Harvest, o nosso grupo de bloguistas, agentes importadores colombianos, gente ligada a Angola, um fotógrafo em serviço, para além de familiares de colaboradores que ali trabalham. Um frenesim...
Também tivémos contactos com Manuel Lobo e Cátia Barbeta (o consultor Dominic Morris já não acompanhou esta vindima), que constituem a equipa de enologia, Manuel Luis Gomes, responsável pela viticultura (há, ainda, o Tiago Nogueira, que tem a cargo as vinhas do Douro Superior) e a Rosário Sousa, do laboratório.
E seria injusto não referir o Poli, simpático ser de 4 patas, que nos acompanhou durante toda a visita!
Em próxima crónica darei notícia das provas e do almoço.
A minha ligação à Qtª do Crasto e aos seus responsáveis já vem de longe, desde que nos conhecemos numa feira mundial em Bordéus (1998?). Desde então para cá, praticamente todos os anos, a Qtª do Crasto, com os seus vinhos e os seus responsáveis, inicialmente a sós e, posteriormente, integrada no colectivo Douro Boys, esteve presente em eventos organizados pelas CAV. Foram provas, jantares (também houve 1 almoço) e visitas ao Douro com o nosso antigo núcleo duro. Posteriormente, depois de termos deixado as CAV, estivemos (o Juca e eu) num jantar do Corte Inglês e, a convite do nosso amigo Tomás Roquete, num almoço na própria quinta.
Algumas destas actividades, relatei-as em crónicas publicadas neste mesmo blogue:
."O último evento das CAV: 2 anos depois", em 31/10/2011
."Jantar Qtª do Crasto", em 22/4/2012
."Matar saudades...", em 16/5/2012
2.Os sortudos
Tive agora a ocasião de voltar à Qtª do Crasto, integrado numa visita expressamente organizada para a blogosfera. Estão de parabéns os seus responsáveis, ao terem a sensibilidade para entender que a participação em provas de vinhos não se esgota na opinião dos críticos encartados. É sempre positivo ouvir outras abordagens. No passado, também tive a ocasião de ter participado em eventos semelhantes, que aqui dei notícia:
."A Herdade das Servas e a Blogosfera", em 22/1/2011
."Evento Wine Bloggers na José Maria da Fonseca", em 25/10/2011
."João Portugal Ramos e a Blogosfera", em 3/6/2012
Para memória futura, responderam ao convite os seguintes bloguistas e afins (por ordem alafabética):
.Adega dos leigos (Nuno Ciríaco)
.Abílio Neto (freelancer)
.Art meets bacchus (Rui Lourenço Pereira)
.Comer, beber, lazer (Carlos Janeiro)
.Enófilo militante (eu próprio)
.Os vinhos (Pedro Barata)
.Saca a rolha (Nuno Garcia)
.Wine & lifestyle (André Peres)
.Vinho Porto vintage (Francisco Brito)
3.A grande recepção
Roam-se de inveja os bloguistas que não puderam comparecer. À nossa chegada, estava a Bo Derek, actriz já retirada dos écrans! Era o que poderia pensar alguém que não estivesse a par do evento Douro Film Harvest. De facto, foi uma feliz coincidência. Ela efectivamente dormiu na Qtª do Crasto, na qualidade de homenageada na 4ª edição do referido evento, do qual o anfitrião era parceiro.
Fomos recebidos pelo Tomás Roquette e Pedro Almeida, tendo sido este último que nos acompanhou em toda a visita. O ritmo de visitas, nesta altura de vindimas é infernal. Durante o dia de sábado 29 de Setembro, para além da Bo Derek, estiveram pessoas ligadas ao Douro Film Harvest, o nosso grupo de bloguistas, agentes importadores colombianos, gente ligada a Angola, um fotógrafo em serviço, para além de familiares de colaboradores que ali trabalham. Um frenesim...
Também tivémos contactos com Manuel Lobo e Cátia Barbeta (o consultor Dominic Morris já não acompanhou esta vindima), que constituem a equipa de enologia, Manuel Luis Gomes, responsável pela viticultura (há, ainda, o Tiago Nogueira, que tem a cargo as vinhas do Douro Superior) e a Rosário Sousa, do laboratório.
E seria injusto não referir o Poli, simpático ser de 4 patas, que nos acompanhou durante toda a visita!
Em próxima crónica darei notícia das provas e do almoço.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Próximos eventos a não perder
Para quem andar distraído, lembro os próximos eventos a não perder:
.Vinhos do Alentejo em Lisboa, na Fundação Champalimaud (organização da CVRAlentejo)
dias 12/10 (das 15 às 21 h) e 13/10 (das 16 às 21 h)
.Mercado de Vinhos no Campo Pequeno
dias 1 a 4/11 (das 11 às 21 h)
.Encontro com o Vinho e Sabores 2012, no Centro de Congressos de Lisboa (organização da Revista de Vinhos)
dias 9/11 (das 18 às 22 h), 10 e 11 (das 14 às 20 h) e, ainda, 12 (das 11 às 18 h, só para profissionais)
.Vinhos do Alentejo em Lisboa, na Fundação Champalimaud (organização da CVRAlentejo)
dias 12/10 (das 15 às 21 h) e 13/10 (das 16 às 21 h)
.Mercado de Vinhos no Campo Pequeno
dias 1 a 4/11 (das 11 às 21 h)
.Encontro com o Vinho e Sabores 2012, no Centro de Congressos de Lisboa (organização da Revista de Vinhos)
dias 9/11 (das 18 às 22 h), 10 e 11 (das 14 às 20 h) e, ainda, 12 (das 11 às 18 h, só para profissionais)
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