A convite da Decante Vinhos, com a qual e seus colaboradores mantive as melhores relações pessoais e profissionais, passei pelo Ritz para matar saudades de alguns produtores e enólogos, que já não via há algum tempo, nomeadamente o Álvaro de Castro, Jorge Moreira, Sophia Berqvist, Rui Cunha, Filipa Pato, Pedro Araújo, Luis Cerdeira, Nuno Malta (Qtª do Zambujeiro), um dos irmãos Moreira (Seara d' Ordens), entre outros.
E, claro, também aproveitei para provar alguns vinhos. Destaco (a ordem é a da prova) os brancos Soalheiro 1ª Vinhas 11, Primus 10, Gurú 11, Nossa Calcário 11 e Qtª do Ameal Escolha 11 e os tintos Poeira 09, Vale da Poupa Vinhas Velhas 09, Talentus Grande Escolha 10 (grande surpresa), Qtª Pellada 08, Qtª Manoella Vinhas Velhas 10, Nossa Calcário 10 e Zambujeiro 07. A terminar, um curioso e inesperado Porto Branco Krohn 64. E, para o ano, há mais...
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
domingo, 28 de outubro de 2012
Vinhos em família (XXXVII)
Mais uma série de brancos, alguns de se lhes tirar o chapéu, alguns provados quando o tempo ainda estava quente. Apenas 1 destoou:
.Qtª do Ferrão Chardonnay 10 - é um branco bairradino, para mim completamente desconhecido, uma desilusão completa; excesso de madeira, chato na boca, déficite de acidez, final adocicado. Nota 12. Provado no Café Restaurante Guarany (Av. Aliados, Porto).
.Basília 11 - produzido por Qtª Basília do Todão (Douro), responsabilidade enológica do João Brito e Cunha; com base nas castas Viosinho e Rabigato, esteve 5 meses em cuba, em contacto com as borras finas; presença de citrinos, alguma frescura e mineralidade, estrutura e final médios; parecido com tantos outros. Esperava mais. Nota 15.
.Qtª das Bageiras Garrafeira 09 - com base nas castas Maria Gomes e Bical, fermentou em toneis de madeira avinhada; todo ele de grande complexidade, alguma fruta madura, notas minerais, acidez equilibrada, madeira bem inserida no conjunto, estruturado e final longo. Um dos mais interessantes brancos portugueses e em forma mais 5/6 anos. Nota 18 (noutra situação 17,5+).
.Catarina 11 - mais fresco do que colheitas anteriores, madeira discreta e muito bem casada, alguma estrutura, final curto, gastronómico; excelente relação preço/qualidade, é sempre uma boa escolha na restauração. Nota 17. Bebido no restaurante Can the Can (Terreiro do Paço, Lisboa).
.Morgado Stª Catherina 10 - um belo arinto de Bucelas, estagiado 10 meses em carvalho francês; nariz afirmativo, notas cítricas e florais, equilíbrio da acidez com a untuosidade, madeira discreta e bem inserida, profundidade e final extenso, harmonia total; mais meia dúzia de anos em forma; uma das marcas da minha preferência e incluído, acho que pela primeira vez, nos melhores do ano, pelo João Paulo Martins. Nota 17,5+.
.Qtª do Ferrão Chardonnay 10 - é um branco bairradino, para mim completamente desconhecido, uma desilusão completa; excesso de madeira, chato na boca, déficite de acidez, final adocicado. Nota 12. Provado no Café Restaurante Guarany (Av. Aliados, Porto).
.Basília 11 - produzido por Qtª Basília do Todão (Douro), responsabilidade enológica do João Brito e Cunha; com base nas castas Viosinho e Rabigato, esteve 5 meses em cuba, em contacto com as borras finas; presença de citrinos, alguma frescura e mineralidade, estrutura e final médios; parecido com tantos outros. Esperava mais. Nota 15.
.Qtª das Bageiras Garrafeira 09 - com base nas castas Maria Gomes e Bical, fermentou em toneis de madeira avinhada; todo ele de grande complexidade, alguma fruta madura, notas minerais, acidez equilibrada, madeira bem inserida no conjunto, estruturado e final longo. Um dos mais interessantes brancos portugueses e em forma mais 5/6 anos. Nota 18 (noutra situação 17,5+).
.Catarina 11 - mais fresco do que colheitas anteriores, madeira discreta e muito bem casada, alguma estrutura, final curto, gastronómico; excelente relação preço/qualidade, é sempre uma boa escolha na restauração. Nota 17. Bebido no restaurante Can the Can (Terreiro do Paço, Lisboa).
.Morgado Stª Catherina 10 - um belo arinto de Bucelas, estagiado 10 meses em carvalho francês; nariz afirmativo, notas cítricas e florais, equilíbrio da acidez com a untuosidade, madeira discreta e bem inserida, profundidade e final extenso, harmonia total; mais meia dúzia de anos em forma; uma das marcas da minha preferência e incluído, acho que pela primeira vez, nos melhores do ano, pelo João Paulo Martins. Nota 17,5+.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
O rescaldo do Lisboa Restaurant Week (LRW)
Embora com um atraso de cerca de 1 mês, vou referir nesta crónica as minhas impressões do último LRW. Restaurantes visitados, onde já não ia há alguns anos: Vela Latina (V), Tágide (T) e Colares Velho (C).
1.O ambiente
.V - decoração sóbria, estilo clássico "very british", luminosidade em fartura à conta de duas paredes envidraçadas
.T - simpático, requintado, acolhedor e uma vista espectacular
.C - intimista, adaptado de uma antiga mercearia, conserva os antigos armários, estilo rústico e um tanto "kitsh"
2.O menú
.V - couvert (vários tipos de pão de qualidade, azeite, queijo fresco e salmão fumado), creme aveludado de santola (excelente), fígados de aves em tarte de maçã (alternativa: bacalhau com migas de pão de milho) e tiramisú com Pedro Ximenez; chefe...?
.T - couvert (pão, azeite e azeitonas), capuccino de couve flor com salmão fumado, bochechas de porco preto com especiarias e esparregado (ou: polvinhos em carnaroli de Alcácer do Sal cremoso) e gaspacho de frutos vermelhos com gelado de natas (ou: bolo de bolacha, gelado de wassabi, frutos secos com chocolate quente); chefe Luis Santos
.C - couvert (pão de forma saloio, manteiga com ervas, azeitonas, saladinha de tomate com oregãos e tostinha com sabores terra e mar), croquetes de alheira com salada biológica, molho de iogurte e hortelã, bacalhau à Zé do Pipo com puré de batata, aipo e lâminas de maçã de Colares e, ainda, pastel de nata com gelado de canela; queijadinhas de amêndoa com o café; chefe Frederico Ferreira (usa boina à Chakal)
3.A carta de vinhos
.V - carta organizada por preços e algo confusa, desequilibrada, com boas ofertas, mas demasiado clássica (faltam as novidades e os vinhos da moda), ausência de generosos, preços altos (alguns demenciais), mas tudo datado; oferta diminuta de vinhos a copo
.T - oferta alargada e criteriosa, com 5 espumantes (3 a copo), 7 champanhes, 28 brancos (6), 3 rosés (1), 29 tintos (7), 2 colheita tardia, 1 Madeira, 2 moscatéis e 8 Porto (todos a copo); tudo datado e preços altos
.C - selecção média sem grandes rasgos, com 3 espumantes (2 a copo), 7 champanhes (1), 26 brancos (3), 20 tintos (5), mais 14 tintos a que chamam "da cave"; tudo datado, preços acima da média
4.Serviço de vinhos
.V - bebeu-se Cartuxa 2010 branco - notas de citrinos e melão, untuoso, mas com boa acidez, madeira ainda a marcar o vinho, alguma profundidade (Nota 16,5+); a garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar; custou 5 € servido em bom copo Schott, quantidade servida a olho
.T - escolheu-se o tinto Qtª La Rosa 2009 - algo verde e rústico, está demasiado novo e precisa de tempo de garrafa ( o meu palato já não está habituado a provar vinhos tão novos) (Nota 15); serviço profissional, servido num bom copo, quantidade a olho, temperatura correcta (o restaurante possui armários térmicos); custou 5,50 €
.C - avançou o branco Casal da Azenha, lote de 2008 - vinho austero e original, mostrou personalidade, acidez equilibrada, estrutura e deveras gastronómico; uma boa surpresa, este Colares (Nota 16,5); a garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar, custou 5 €, copo aceitável, quantidade servida a olho
5.Os preços e os postais
A refeição custava 20 €, sendo 1 € doado a causas sociais. Só o V é que facturou 19 €, tendo 1 € sido pago à parte. Era pressuposto que, no final de cada refeição, o restaurante entregasse a cada cliente um postal comprovativo. Aliás, pode ler-se "(...) Por isso leve este postal. Só desta forma garante o seu contributo a favor das instituções beneficiárias." E aconteceu assim? Não, apenas o Vela Latina entregou os 2 postais, enquanto que o Colares Velho entregou apenas 1 e o Tágide nenhum!
Nenhum dos 3 restaurantes cobrou couvert, o que acho correcto (no passado houve um ou outro que cobraram).
Água: 2 € no V e no C e 2,80 no T
Café: 1,75 € no V, 2;80 no T e 1 no C (grandes discrepâncias!)
6.A fechar
De um modo geral correu tudo bem, o que me motiva a estar presente no próximo LRW. Apenas uma nota menos simpática: enquanto estivemos no Colares Velho, a dona(?) esteve sentada numa mesa em grande conversa com 2 clientes, ignorando ostensivamente os restantes. Não havia necessidade...
1.O ambiente
.V - decoração sóbria, estilo clássico "very british", luminosidade em fartura à conta de duas paredes envidraçadas
.T - simpático, requintado, acolhedor e uma vista espectacular
.C - intimista, adaptado de uma antiga mercearia, conserva os antigos armários, estilo rústico e um tanto "kitsh"
2.O menú
.V - couvert (vários tipos de pão de qualidade, azeite, queijo fresco e salmão fumado), creme aveludado de santola (excelente), fígados de aves em tarte de maçã (alternativa: bacalhau com migas de pão de milho) e tiramisú com Pedro Ximenez; chefe...?
.T - couvert (pão, azeite e azeitonas), capuccino de couve flor com salmão fumado, bochechas de porco preto com especiarias e esparregado (ou: polvinhos em carnaroli de Alcácer do Sal cremoso) e gaspacho de frutos vermelhos com gelado de natas (ou: bolo de bolacha, gelado de wassabi, frutos secos com chocolate quente); chefe Luis Santos
.C - couvert (pão de forma saloio, manteiga com ervas, azeitonas, saladinha de tomate com oregãos e tostinha com sabores terra e mar), croquetes de alheira com salada biológica, molho de iogurte e hortelã, bacalhau à Zé do Pipo com puré de batata, aipo e lâminas de maçã de Colares e, ainda, pastel de nata com gelado de canela; queijadinhas de amêndoa com o café; chefe Frederico Ferreira (usa boina à Chakal)
3.A carta de vinhos
.V - carta organizada por preços e algo confusa, desequilibrada, com boas ofertas, mas demasiado clássica (faltam as novidades e os vinhos da moda), ausência de generosos, preços altos (alguns demenciais), mas tudo datado; oferta diminuta de vinhos a copo
.T - oferta alargada e criteriosa, com 5 espumantes (3 a copo), 7 champanhes, 28 brancos (6), 3 rosés (1), 29 tintos (7), 2 colheita tardia, 1 Madeira, 2 moscatéis e 8 Porto (todos a copo); tudo datado e preços altos
.C - selecção média sem grandes rasgos, com 3 espumantes (2 a copo), 7 champanhes (1), 26 brancos (3), 20 tintos (5), mais 14 tintos a que chamam "da cave"; tudo datado, preços acima da média
4.Serviço de vinhos
.V - bebeu-se Cartuxa 2010 branco - notas de citrinos e melão, untuoso, mas com boa acidez, madeira ainda a marcar o vinho, alguma profundidade (Nota 16,5+); a garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar; custou 5 € servido em bom copo Schott, quantidade servida a olho
.T - escolheu-se o tinto Qtª La Rosa 2009 - algo verde e rústico, está demasiado novo e precisa de tempo de garrafa ( o meu palato já não está habituado a provar vinhos tão novos) (Nota 15); serviço profissional, servido num bom copo, quantidade a olho, temperatura correcta (o restaurante possui armários térmicos); custou 5,50 €
.C - avançou o branco Casal da Azenha, lote de 2008 - vinho austero e original, mostrou personalidade, acidez equilibrada, estrutura e deveras gastronómico; uma boa surpresa, este Colares (Nota 16,5); a garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar, custou 5 €, copo aceitável, quantidade servida a olho
5.Os preços e os postais
A refeição custava 20 €, sendo 1 € doado a causas sociais. Só o V é que facturou 19 €, tendo 1 € sido pago à parte. Era pressuposto que, no final de cada refeição, o restaurante entregasse a cada cliente um postal comprovativo. Aliás, pode ler-se "(...) Por isso leve este postal. Só desta forma garante o seu contributo a favor das instituções beneficiárias." E aconteceu assim? Não, apenas o Vela Latina entregou os 2 postais, enquanto que o Colares Velho entregou apenas 1 e o Tágide nenhum!
Nenhum dos 3 restaurantes cobrou couvert, o que acho correcto (no passado houve um ou outro que cobraram).
Água: 2 € no V e no C e 2,80 no T
Café: 1,75 € no V, 2;80 no T e 1 no C (grandes discrepâncias!)
6.A fechar
De um modo geral correu tudo bem, o que me motiva a estar presente no próximo LRW. Apenas uma nota menos simpática: enquanto estivemos no Colares Velho, a dona(?) esteve sentada numa mesa em grande conversa com 2 clientes, ignorando ostensivamente os restantes. Não havia necessidade...
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Novo Formato+ (8ª sessão)
Este núcleo duro que dá pelo nome de Novo Formato+, continua a reunir-se. Esta 8ª sessão decorreu, da melhor maneira, chez João Quintela/Paula Costa. Os vinhos provados, 1 espumante, 3 brancos de 2010, 2 tintos de 2008 e 1 fortificado, eram da garrafeira do João. Os comeres estavam 5 estrelas, ou não fossem eles gourmets militantes. Tirando o espumante Vinha Formal 08, que se portou à altura, os restantes vinhos foram provados às cegas, como é habitual. E eles foram:
.Projectos Niepoort Colheita Tardia 03 - garrafa nº 912 de 1002; fermentação e estágio em inox; 11,5 % vol; não tem o perfil habitual de um colheita tardia, nariz austero, déficite de gordura, acidez no ponto, corpo e final médios. Nota 14,5 (noutras situações 15/16/14). Não se aguentou com os patés. Melhor se bebido sem nada, antes de iniciado o repasto.
.Esporão Private Selection - estagiou 6 meses em carvalho francês; inicialmente fechado, foi abrindo ao longo do almoço, notas minerais, uma boa acidez, fresco e gordo em simultâneo, equilibrado e elegante; ligou muito bem com a comida. Uns furos acima dos últimos provados por mim. Nota 17,5+ (noutra situação 16).
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas - aroma exuberante, notas tropicais, abaunilhado, acidez equilibrada, estrutura e bom final de boca; no entanto, o adocicado não permitiu uma melhor ligação gastronómica. Nota 17,5 (noutras 17,5+/17,5+/17,5/18) .
.Meruge - estagiou em barricas de carvalho português, que o marcaram excessivamente; nariz muito afirmativo, notas florais, profundidade e persistência; gastronómico, vai melhorar com mais algum tempo de garrafa. Nota 17 (noutra 17).
Estes 3 brancos acompanharam umas excelentes empadas de bacalhau e de galinha com cogumelos.
.PL/LR (amostra de casco) - proveniente de uma parceria da Laura Regueiro com o Paulo Laureano; muita fruta, acidez evidente, taninos espigados e final longo. Nota 17.
.Aalto - vinificado a partir de vinhas velhas, estagiou 23 meses em barrica; mais floral, fresco, taninos ainda não domados, algo agressivos, estruturado, final longo; esteve abaixo de outra garrafa provada há cerca de 6 meses (estará na idade do armário?). Nota 17,5 (noutra 18).
Qualquer destes 2 tintos, a precisar de tempo de garrafa, acompanharam um saboroso coelho na púcara(?).
.Bastardinho 30 Anos - presença de citrinos e frutos secos, boa acidez, taninos suaves e final longo; já tenho provado outras garrafas com maior complexidade. Nota 16,5+ (noutras 17,5/17,5/17/18,5).
Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado João! Obrigado Paula!
.Projectos Niepoort Colheita Tardia 03 - garrafa nº 912 de 1002; fermentação e estágio em inox; 11,5 % vol; não tem o perfil habitual de um colheita tardia, nariz austero, déficite de gordura, acidez no ponto, corpo e final médios. Nota 14,5 (noutras situações 15/16/14). Não se aguentou com os patés. Melhor se bebido sem nada, antes de iniciado o repasto.
.Esporão Private Selection - estagiou 6 meses em carvalho francês; inicialmente fechado, foi abrindo ao longo do almoço, notas minerais, uma boa acidez, fresco e gordo em simultâneo, equilibrado e elegante; ligou muito bem com a comida. Uns furos acima dos últimos provados por mim. Nota 17,5+ (noutra situação 16).
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas - aroma exuberante, notas tropicais, abaunilhado, acidez equilibrada, estrutura e bom final de boca; no entanto, o adocicado não permitiu uma melhor ligação gastronómica. Nota 17,5 (noutras 17,5+/17,5+/17,5/18) .
.Meruge - estagiou em barricas de carvalho português, que o marcaram excessivamente; nariz muito afirmativo, notas florais, profundidade e persistência; gastronómico, vai melhorar com mais algum tempo de garrafa. Nota 17 (noutra 17).
Estes 3 brancos acompanharam umas excelentes empadas de bacalhau e de galinha com cogumelos.
.PL/LR (amostra de casco) - proveniente de uma parceria da Laura Regueiro com o Paulo Laureano; muita fruta, acidez evidente, taninos espigados e final longo. Nota 17.
.Aalto - vinificado a partir de vinhas velhas, estagiou 23 meses em barrica; mais floral, fresco, taninos ainda não domados, algo agressivos, estruturado, final longo; esteve abaixo de outra garrafa provada há cerca de 6 meses (estará na idade do armário?). Nota 17,5 (noutra 18).
Qualquer destes 2 tintos, a precisar de tempo de garrafa, acompanharam um saboroso coelho na púcara(?).
.Bastardinho 30 Anos - presença de citrinos e frutos secos, boa acidez, taninos suaves e final longo; já tenho provado outras garrafas com maior complexidade. Nota 16,5+ (noutras 17,5/17,5/17/18,5).
Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado João! Obrigado Paula!
domingo, 21 de outubro de 2012
Grupo dos 3 (25ª sessão)
Mais uma sessão deste núcleo durísimo, com vinhos da minha garrafeira e num espaço escolhido por mim, o Tágide Wine & Tapas Bar, sito no Largo da Academia Nacional de Belas Artes, do qual já dei notícia em 10/5/2012 ("Uma volta pelo Chiado (III)"). O serviço de vinhos, a cargo do responsável do restaurante Tágide, António Roquete de seu nome, foi impecável e muito profissional. A gastronomia, com pratos mais interessantes (fabulosa a sobremesa!) e outros menos, esteve a cargo do chefe Luis Santos.
Começámos por um colheita tardia e acabámos com um moscatel de eleição. Pelo meio, apreciámos 2 tintos de respeito do ano de 2004, considerada a colheita da década, sendo um do Douro e o outro do Alentejo, todos provados às cegas. Vejamos, então:
.Grandjó Late Harvest 07 - aroma intenso, citrinos bem presentes, gordura, estrutura e profundidade, final extenso; se tivesse um pouco mais de acidez, dava o salto para outro patamar. Mesmo assim, nota 17,5. Acompanhou uma terrina de fígados de aves, com pêra rocha e pistachios. Antes de virem os 2 tintos, devidamente decantados, foi servido um sorbet de limão com limoncello, para limpar o palato.
.Zambujeiro - côr muito viva, especiado, notas de tabaco e chocolate preto, acidez no ponto, taninos robustos mas não agressivos, estrutura e final muito longo; estará, neste momento, no pico da forma (em novo é praticamente imbebível), mas aguenta bem mais 5/6 anos. Quem diz que não há alentejanos de guarda? Sempre apreciei esta marca, mas acho que tem passado ao lado dos enófilos e outros consumidores. Nota 18,5 (noutras situações 18,5/18,5/18+/18,5 o que é uma regularidade impressionanate).
.Charme - côr mais aberta, aroma mais discreto, acidez bem presente, elegância, equilibrio e harmonia ao estilo da Borgonha, final longo; vai aguentar seguramente mais 7/8 anos a beber com prazer. Nota 18 (noutras 18/17/17+/16,5/16,5/18,5 o que denota alguma irregularidade). Os 2 tintos beberam-se com um lombo de bacalhau confitado em azeite extra virgem com aromas de caldeirada e um magret de pato com escargots, beterraba e esparregado de espinafres.
.Trilogia - um grande moscatel da José Maria da Fonseca, resultante de um lote de vinhos de 1900, 1934 e 1965, nariz exuberante, notas de laranja, presença de frutos secos e caril, acidez evidente, boca poderosa e final interminável. A levar para uma ilha deserta! Nota 19 (noutras 18,5/19). Foi lindamente com um mil folhas de azevia, que esteve à altura do desafio. Finalmente, com o chefe Luis Santos e o António Roquette sentados na nossa mesa, acabámos o almoço com um belo gelado de mel e nozes.
Mais uma boa sessão, com um lote de vinhos de se lhes tirar o chapéu!
Começámos por um colheita tardia e acabámos com um moscatel de eleição. Pelo meio, apreciámos 2 tintos de respeito do ano de 2004, considerada a colheita da década, sendo um do Douro e o outro do Alentejo, todos provados às cegas. Vejamos, então:
.Grandjó Late Harvest 07 - aroma intenso, citrinos bem presentes, gordura, estrutura e profundidade, final extenso; se tivesse um pouco mais de acidez, dava o salto para outro patamar. Mesmo assim, nota 17,5. Acompanhou uma terrina de fígados de aves, com pêra rocha e pistachios. Antes de virem os 2 tintos, devidamente decantados, foi servido um sorbet de limão com limoncello, para limpar o palato.
.Zambujeiro - côr muito viva, especiado, notas de tabaco e chocolate preto, acidez no ponto, taninos robustos mas não agressivos, estrutura e final muito longo; estará, neste momento, no pico da forma (em novo é praticamente imbebível), mas aguenta bem mais 5/6 anos. Quem diz que não há alentejanos de guarda? Sempre apreciei esta marca, mas acho que tem passado ao lado dos enófilos e outros consumidores. Nota 18,5 (noutras situações 18,5/18,5/18+/18,5 o que é uma regularidade impressionanate).
.Charme - côr mais aberta, aroma mais discreto, acidez bem presente, elegância, equilibrio e harmonia ao estilo da Borgonha, final longo; vai aguentar seguramente mais 7/8 anos a beber com prazer. Nota 18 (noutras 18/17/17+/16,5/16,5/18,5 o que denota alguma irregularidade). Os 2 tintos beberam-se com um lombo de bacalhau confitado em azeite extra virgem com aromas de caldeirada e um magret de pato com escargots, beterraba e esparregado de espinafres.
.Trilogia - um grande moscatel da José Maria da Fonseca, resultante de um lote de vinhos de 1900, 1934 e 1965, nariz exuberante, notas de laranja, presença de frutos secos e caril, acidez evidente, boca poderosa e final interminável. A levar para uma ilha deserta! Nota 19 (noutras 18,5/19). Foi lindamente com um mil folhas de azevia, que esteve à altura do desafio. Finalmente, com o chefe Luis Santos e o António Roquette sentados na nossa mesa, acabámos o almoço com um belo gelado de mel e nozes.
Mais uma boa sessão, com um lote de vinhos de se lhes tirar o chapéu!
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Jantar Qtª Roques/Qtª Maias
Mais um jantar resultante da parceria da Garrafeira Néctar das Avenidas com o restaurante Assinatura, o qual contou com a presença do produtor, Luis Lourenço. Mas, desta vez, o antigo núcleo duro das CAV não estava em maioria.
Na minha opinião foi um dos jantares vínicos mais bem conseguidos: um menú de degustação fabuloso, resultado da inspiração do Henrique Mouro, ou seja, um festival de sabores, acompanhado por 1 espumante, 2 brancos e 3 tintos. Foram estes últimos que se impuseram, não ficando nem o espumante nem os brancos na minha memória. Descodificando:
.Espumante Qtª Roques 10 Rosé - bebido antes do jantar, achei-o pouco sofisticado e algo pesado, a pedir comida mais consistente. Nota 15. Acompanhou camarão salteado com caviar de beringela.
.Qtª Maias Malvasia Fina 11 - 10 % fermentado em barrica, para lhe dar volume; exuberância aromática, notas apetroladas, alguma agressividade na boca; a casta, isolada, é pouco interessante, mas melhora em lote. Nota 15,5. Bebeu-se com creme de espargos e saladinha de berbigão; prato bem conseguido, mas a saber a pouco...
.Qtª Roques Encruzado 11 - 65 % fermentou em barricas e carvalho francês, o restante em inox; austero no nariz, notas minerais, alguma estrutura de boca, gastronómico, mas prejudicado pelo protagonismo da madeira; precisa de tempo de garrafa. Nota 15,5+. Fez-lhe companhia um belíssimo polvo fumado com puré de maçã.
.Qtª Maias Jaen 08 - notas florais, elegante, boa acidez, taninos ainda espigados, bom final de boca, precisa de tempo para tudo se harmonizar. Nota 17,5. Bebido com uma excelente brandade de bacalhau com queijo terrincho e figo. No entanto, para o meu gosto, a maridagem não foi muito feliz. Talvez daqui por mais 5/6 anos.
.Qtª Roques T.Nacional 10 - nariz exuberante, ainda mais floral do que o anterior, sofisticado e harmonioso, taninos finos, madeira bem integrada, final muito longo; grande potencial, bebível desde já e nos próximos 10/12 anos. Nota 18. Acompanhou uma perdiz com nabos, maçãs e castanhas.
.Qtª Roques Garrafeira 03 - a surpresa da noite, mais a mais com origem num ano complicado; ainda cheio de côr e saúde, aromas e fruta, excelente acidez, taninos vigorosos e final longo; em forma mais 9/10 anos. Nota 18+. Infelizmente, não ligou mesmo nada com a sobremesa, um pudim de pão flamejado em absinto. Um tawny velho vinha mesmo a calhar.
Em conclusão, mais uma boa sessão de comeres e beberes, com o chefe inspirado e os tintos a darem muito boa conta de si. Apenas um reparo: não foi posta nas mesas a ementa habitual, a que já nos habituámos. Um corte no orçamento?
Na minha opinião foi um dos jantares vínicos mais bem conseguidos: um menú de degustação fabuloso, resultado da inspiração do Henrique Mouro, ou seja, um festival de sabores, acompanhado por 1 espumante, 2 brancos e 3 tintos. Foram estes últimos que se impuseram, não ficando nem o espumante nem os brancos na minha memória. Descodificando:
.Espumante Qtª Roques 10 Rosé - bebido antes do jantar, achei-o pouco sofisticado e algo pesado, a pedir comida mais consistente. Nota 15. Acompanhou camarão salteado com caviar de beringela.
.Qtª Maias Malvasia Fina 11 - 10 % fermentado em barrica, para lhe dar volume; exuberância aromática, notas apetroladas, alguma agressividade na boca; a casta, isolada, é pouco interessante, mas melhora em lote. Nota 15,5. Bebeu-se com creme de espargos e saladinha de berbigão; prato bem conseguido, mas a saber a pouco...
.Qtª Roques Encruzado 11 - 65 % fermentou em barricas e carvalho francês, o restante em inox; austero no nariz, notas minerais, alguma estrutura de boca, gastronómico, mas prejudicado pelo protagonismo da madeira; precisa de tempo de garrafa. Nota 15,5+. Fez-lhe companhia um belíssimo polvo fumado com puré de maçã.
.Qtª Maias Jaen 08 - notas florais, elegante, boa acidez, taninos ainda espigados, bom final de boca, precisa de tempo para tudo se harmonizar. Nota 17,5. Bebido com uma excelente brandade de bacalhau com queijo terrincho e figo. No entanto, para o meu gosto, a maridagem não foi muito feliz. Talvez daqui por mais 5/6 anos.
.Qtª Roques T.Nacional 10 - nariz exuberante, ainda mais floral do que o anterior, sofisticado e harmonioso, taninos finos, madeira bem integrada, final muito longo; grande potencial, bebível desde já e nos próximos 10/12 anos. Nota 18. Acompanhou uma perdiz com nabos, maçãs e castanhas.
.Qtª Roques Garrafeira 03 - a surpresa da noite, mais a mais com origem num ano complicado; ainda cheio de côr e saúde, aromas e fruta, excelente acidez, taninos vigorosos e final longo; em forma mais 9/10 anos. Nota 18+. Infelizmente, não ligou mesmo nada com a sobremesa, um pudim de pão flamejado em absinto. Um tawny velho vinha mesmo a calhar.
Em conclusão, mais uma boa sessão de comeres e beberes, com o chefe inspirado e os tintos a darem muito boa conta de si. Apenas um reparo: não foi posta nas mesas a ementa habitual, a que já nos habituámos. Um corte no orçamento?
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Lembrando o 10º aniversário das Coisas do Arco do Vinho (3ª parte)
Nesta 3ª e última parte da crónica sobre as comemorações do 10º aniversário das CAV, vou relembrar o jantar regado com raridades oferecidas pelo amigo Adelino de Sousa e, ainda, tecer algumas considerações sobre a brochura alusiva à efeméride.
1.Embora não da nossa iniciativa, o jantar com vinhos do Adelino de Sousa foi, em termos cronológicos, o primeiro evento das comemorações, pois teve lugar antes da prova e do jantar organizados por nós. Sobre o referido evento, nada melhor do que dar a palavra ao Duarte Calvão, na altura jornalista do Diário de Notícias e grande apreciador de vinhos fortificados. Escreveu ele na edição de 16 de Setembro de 2006, página Boa Vida, com o feliz e oportuno título "Uma celebração do vinho e da amizade": "Há dez anos, dois sexagenários reformaram-se, mas, em vez de irem jogar dominó para o jardim, decidiram envolver-se numa actividade de risco: abrir uma loja de vinhos direccionada para enófilos exigentes. Os hoje septuagenários Francisco Barão da Cunha e José Oliveira Azevedo, donos e mentores da Coisas do Arco do Vinho, no Centro Cultural de Belém, são actualmente duas figuras de referência para enófilos, produtores, enólogos e até outros comerciantes, tendo encontrado muitos novos amigos numa fase da vida em que isso raramente acontece. Um desses amigos é o advogado Adelino de Sousa, dono de uma colecção de mais de três mil garrafas (...) à base de portos, moscateis e madeiras (...). Pois ele teve a boa ideia de promover um jantar comemorativo dos dez anos, em que homenageou os seus dois amigos (...)".
Para memória futura, os vinhos do convívio foram: Artur Barros e Sousa Verdelho 1965, Fonseca Vintage 1970 (em magnum), Warre Colheita 1935 (o ano do Juca), Ramos Pinto Colheita 1937 (o meu ano), Terrantez Colecção Particular 1842, Terrantez Adega do Torreão 1870 e 1906, Terrantez Favila Vieira 1900, Campanário Boal 1896 e Qtª da Consolação Malvasia 1907. Um conjunto de raridades que só se bebe uma vez na vida!
2.Finalmente a brochura comemorativa, com o sugestivo título "10 Anos a Brindar às Coisas Boas do Vinho", sendo de toda a justiça referir que isto só foi possível graças ao empenho pessoal do meu filho Bruno, profissional na área da publicidade (copy). Também é de realçar o contributo do nosso amigo e cliente António Barreto, ao aceitar escrever a respectiva introdução. São dele estas palavras: "(...) Comemoram este ano o seu 10º aniversário. Ou antes, comemoramos...Tanto estão eles de parabéns, que fizeram obra, como nós, que dela beneficiamos. Este Arco deu o seu contributo para uma nova realidade portuguesa : saber e gostar de beber vinho (...)". Alem da introdução, a brochura desdobra-se em:
.A bem do vinho, uma estratégia bem delineada
.A inauguração, um dia para recordar
.A primeira crónica (sobre as CAV, entenda-se, cujo autor foi o David Lopes Ramos)
.O discurso do 1º Aniversário
.Os vinhos 10 anos depois
.A atenção da Comunicação Social
.Depoimentos de clientes e amigos
.Os eventos: jantares, provas e visitas
.Painéis de prova cega: quem participou?
Também, para memória futura, aqui ficam os nomes de pessoas ligadas ao vinho que nos enviaram um depoimento, a tempo e horas (ficaram uns tantos por publicar e outros tantos por enviar, mas já não podiamos esperar mais): Dirk e Verena Niepoort, Cristiano van Zeller (Qtª Vale D.Maria), Filipa e Luis Pato, Maria Emília Campos (Churchill), Tomás e Miguel Roquette (Qtª do Crasto), Olga Martins (Lavradores e Feitoria), Ricardo Nicolau de Almeida (Vinicom), António Torres (Symington), Pedro Araújo (Qtª do Ameal), Francisco Ferreira (Qtª do Vallado), António Saramago, Rui Reguinga, Rui Cunha, Francisco Olazabal (Qtª Vale Meão), Carlos Campolargo, Paulo Laureano, Nuno Cancela de Abreu, Sandra Tavares da Silva e Jorge Serôdio Borges, Laura Regueiro (Qtª da Casa Amarela), João Matos (VDS-Vinhos do Douro Superior), Manuel Vieira (Sogrape), Maria e Álvaro de Castro (Qtª da Pellada), José Mendonça (Qtª dos Cozinheiros, entretanto falecido), Pedro Carvalho (Casa Santa Eufémia) e Anselmo Mendes.
1.Embora não da nossa iniciativa, o jantar com vinhos do Adelino de Sousa foi, em termos cronológicos, o primeiro evento das comemorações, pois teve lugar antes da prova e do jantar organizados por nós. Sobre o referido evento, nada melhor do que dar a palavra ao Duarte Calvão, na altura jornalista do Diário de Notícias e grande apreciador de vinhos fortificados. Escreveu ele na edição de 16 de Setembro de 2006, página Boa Vida, com o feliz e oportuno título "Uma celebração do vinho e da amizade": "Há dez anos, dois sexagenários reformaram-se, mas, em vez de irem jogar dominó para o jardim, decidiram envolver-se numa actividade de risco: abrir uma loja de vinhos direccionada para enófilos exigentes. Os hoje septuagenários Francisco Barão da Cunha e José Oliveira Azevedo, donos e mentores da Coisas do Arco do Vinho, no Centro Cultural de Belém, são actualmente duas figuras de referência para enófilos, produtores, enólogos e até outros comerciantes, tendo encontrado muitos novos amigos numa fase da vida em que isso raramente acontece. Um desses amigos é o advogado Adelino de Sousa, dono de uma colecção de mais de três mil garrafas (...) à base de portos, moscateis e madeiras (...). Pois ele teve a boa ideia de promover um jantar comemorativo dos dez anos, em que homenageou os seus dois amigos (...)".
Para memória futura, os vinhos do convívio foram: Artur Barros e Sousa Verdelho 1965, Fonseca Vintage 1970 (em magnum), Warre Colheita 1935 (o ano do Juca), Ramos Pinto Colheita 1937 (o meu ano), Terrantez Colecção Particular 1842, Terrantez Adega do Torreão 1870 e 1906, Terrantez Favila Vieira 1900, Campanário Boal 1896 e Qtª da Consolação Malvasia 1907. Um conjunto de raridades que só se bebe uma vez na vida!
2.Finalmente a brochura comemorativa, com o sugestivo título "10 Anos a Brindar às Coisas Boas do Vinho", sendo de toda a justiça referir que isto só foi possível graças ao empenho pessoal do meu filho Bruno, profissional na área da publicidade (copy). Também é de realçar o contributo do nosso amigo e cliente António Barreto, ao aceitar escrever a respectiva introdução. São dele estas palavras: "(...) Comemoram este ano o seu 10º aniversário. Ou antes, comemoramos...Tanto estão eles de parabéns, que fizeram obra, como nós, que dela beneficiamos. Este Arco deu o seu contributo para uma nova realidade portuguesa : saber e gostar de beber vinho (...)". Alem da introdução, a brochura desdobra-se em:
.A bem do vinho, uma estratégia bem delineada
.A inauguração, um dia para recordar
.A primeira crónica (sobre as CAV, entenda-se, cujo autor foi o David Lopes Ramos)
.O discurso do 1º Aniversário
.Os vinhos 10 anos depois
.A atenção da Comunicação Social
.Depoimentos de clientes e amigos
.Os eventos: jantares, provas e visitas
.Painéis de prova cega: quem participou?
Também, para memória futura, aqui ficam os nomes de pessoas ligadas ao vinho que nos enviaram um depoimento, a tempo e horas (ficaram uns tantos por publicar e outros tantos por enviar, mas já não podiamos esperar mais): Dirk e Verena Niepoort, Cristiano van Zeller (Qtª Vale D.Maria), Filipa e Luis Pato, Maria Emília Campos (Churchill), Tomás e Miguel Roquette (Qtª do Crasto), Olga Martins (Lavradores e Feitoria), Ricardo Nicolau de Almeida (Vinicom), António Torres (Symington), Pedro Araújo (Qtª do Ameal), Francisco Ferreira (Qtª do Vallado), António Saramago, Rui Reguinga, Rui Cunha, Francisco Olazabal (Qtª Vale Meão), Carlos Campolargo, Paulo Laureano, Nuno Cancela de Abreu, Sandra Tavares da Silva e Jorge Serôdio Borges, Laura Regueiro (Qtª da Casa Amarela), João Matos (VDS-Vinhos do Douro Superior), Manuel Vieira (Sogrape), Maria e Álvaro de Castro (Qtª da Pellada), José Mendonça (Qtª dos Cozinheiros, entretanto falecido), Pedro Carvalho (Casa Santa Eufémia) e Anselmo Mendes.
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