1.Nectar diVino
Trata-se de um concurso organizado pela BASF, que já vai na 2ª edição. Na Press Release que me enviaram, dá-se conhecimento das classificações atribuidas a Tintos, Brancos e Verdes (!?). Fiquei deveras intrigado: então a Região Demarcada dos Vinhos Verdes não produz tintos, brancos e até rosés? Que grande confusão reina nas cabeças dos alemães da BASF (influências da senhora Merkel?). Não se entende esta confusão, até porque a BASF teve a colaboração da Directora de Vinhos do Yeatman Hotel!
2.Leka-Leka
É um pequeno espaço de restauração, que vinha recomendado na Revista do Expresso (diga-se, desde já, que não era na coluna do José Quitério). Comi a sopa rica de peixe, que de rica nada tinha. Era, antes, uma sopa de pobres, pois se limitava a um caldo sensaborão, 1 (uma) posta de peixe, 2 camarões e 2 fatias de pão torrado. Lista de vinhos curta e serviço dos mesmos medíocre. A garrafa veio à mesa, mas o vinho não foi dado a provar, pois foi de imediato despejado num copo de água/sumo! Bem seria melhor alterarem o nome para Meia Leca!
3.Casa da Mó
Regressei ao bufete de cozido que continua bom e se pode comer até rebentar. O preço teve um ligeiro aumento de 10 € para 10,50 €, o que não tem significado face á alteração do IVA (para quando o regresso ao passado?). Saído o chefe de sala para outras paragens, chama a atenção o serviço muito profissional do empregado Rui Coelho. O único senão, continua a ser não autorizarem que se leve vinho das nossas garrafeiras, a troco de uma taxa de rolha. Aguardemos que as cabeças dos responsáveis se iluminem.
4.Turismo de Setúbal
Recomendo, a quem for para aquelas paragens, que dê um salto ao Turismo, onde está instalada uma surpreendente loja de vinhos, com uma grande oferta dos néctares daquela região. Boas compras!
domingo, 16 de dezembro de 2012
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Petiscos em Lisboa (X)
Atrás de um palpite que li (Expresso? Time out?), fui parar ao Alcântara 50 sabores genuinos (Rua Vieira da Silva), que teria sido, em tempos, se a memória não me atraiçoa, o restaurante Cuidado com o Degrau, frequentado pelo nosso Nobel da Literatura, José Saramago. É um espaço aparentemente rústico, mas decorado com muito gosto, tampos de mármore a lembrar as antigas tascas, mesas despojadas e guardanapos de pano (a gota a não dar com a perdigota). Vale a pena espreitar as casas de banho, forradas com histórias aos quadradinhos e foto novelas, que nos remetem para tempos das nossas infâncias.
Este Alcântara 50 aposta forte na petisqueira, com uma oferta de 11 petiscos e mais 8 pratos de queijos e enchidos. Aposta ganha pois, para mim e daquilo que conheço e tenho vindo a partilhar neste blogue, estes petiscos são do melhor que tenho provado. O responsável pelos tachos é o chefe Filomeno Nogueira, um nome a reter. Escolhi o menú de 4 petiscos (com direito a uma sobremesa), que foram da escolha do chefe. Avançaram cogumelos pleurotus com ervas do campo, ameijoas em vinho verde, farinheira salteada com espinafres e ovos e pimentos padron salteados com alho, a que se juntaram umas pataniscas de bacalhau, simpática oferta da dona deste espaço.
Quanto a vinhos a oferta é equilibrada para este tipo de espaço: 3 espumantes, 11 brancos, 12 tintos e 1 rosé, alguns destes a copo. Escolhi o Qtª de Alorna Arinto & Chardonnay 2011 (4 €) - presença bem marcada de citrinos, notas florais, mineralidade, frescura, algum amanteigado e estrutura; muito elegante. Nota 16,5. Com excepção da farinheira, acompanhou bem os restantes petiscos.
A garrafa veio à mesa, mas o vinho não foi dado a provar, o que é uma falha fácil de corrigir. O copo era bom, foi servida uma porção razoável, mas a olho. Faltou testar o serviço dos tintos, que é onde os restaurantes normalmente falham.
Concluindo, o Alcântara 50 é um espaço agradável, onde se podem comer uns tantos petiscos muito bem confeccionados. Recomendo.
Este Alcântara 50 aposta forte na petisqueira, com uma oferta de 11 petiscos e mais 8 pratos de queijos e enchidos. Aposta ganha pois, para mim e daquilo que conheço e tenho vindo a partilhar neste blogue, estes petiscos são do melhor que tenho provado. O responsável pelos tachos é o chefe Filomeno Nogueira, um nome a reter. Escolhi o menú de 4 petiscos (com direito a uma sobremesa), que foram da escolha do chefe. Avançaram cogumelos pleurotus com ervas do campo, ameijoas em vinho verde, farinheira salteada com espinafres e ovos e pimentos padron salteados com alho, a que se juntaram umas pataniscas de bacalhau, simpática oferta da dona deste espaço.
Quanto a vinhos a oferta é equilibrada para este tipo de espaço: 3 espumantes, 11 brancos, 12 tintos e 1 rosé, alguns destes a copo. Escolhi o Qtª de Alorna Arinto & Chardonnay 2011 (4 €) - presença bem marcada de citrinos, notas florais, mineralidade, frescura, algum amanteigado e estrutura; muito elegante. Nota 16,5. Com excepção da farinheira, acompanhou bem os restantes petiscos.
A garrafa veio à mesa, mas o vinho não foi dado a provar, o que é uma falha fácil de corrigir. O copo era bom, foi servida uma porção razoável, mas a olho. Faltou testar o serviço dos tintos, que é onde os restaurantes normalmente falham.
Concluindo, o Alcântara 50 é um espaço agradável, onde se podem comer uns tantos petiscos muito bem confeccionados. Recomendo.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Petiscos em Lisboa (IX)
O Meson Andaluz aterrou em Lisboa, concretamente na Travessa do Alecrim (ao Cais Sodré), onde era o Alecrim às Flores. Além dos pratos clássicos, o Meson continua a apostar na petisqueira, oferecendo 20 entre tapas e raciones. Na minha visita degustei catalana (entretém de boca, oferta da casa), montadito de jamon ibérico (3 €) e pimientos de piquillo, recheados com bacalhau (6,50 €), em doses suficientes, mas que não me fizeram subir aos céus.
A carta de vinhos é deveras pujante e inclui algumas raridades (Barca Velha, Vinha da Ponte, Maria Teresa, Vega Sicilia Único, etc.). Os preços dos vinhos mais conceituados são francamente acessíveis. Inventariei 3 espumantes, 4 cavas, 3 champanhes, 27 brancos, 52 tintos (dos quais 14 apelidados de excelências), 3 rosés, 3 colheitas tardias, 18 Portos, 2 Madeiras, 5 Moscateis (incluem o1900, 1934 e 1951!) e 3 Jerez.
Nos vinhos a copo é que a porca torce o rabo, pois a oferta se resume a 1 branco e 1 tinto, o que não faz sentido numa casa deste tipo. Mais a mais está escrito que "(...) A carta de vinhos do Meson Andaluz começa com uma proposta de vinhos a copo que varia todos os meses(...)". Parece tratar-se apenas de uma intenção ainda não levada à prática.
Bebi o branco alentejano Duende 2010 (4 €, um exagero) - 100% Rabo de Ovelha; frutado, muito agradável na boca, despretencioso, bem feito, embora sem grande complexidade; tipicamente um branco de primavera/verão, que não aguentou os petiscos que vieram para a mesa. Nota 15,5.
A garrafa veio à mesa, o vinho dado a provar e servido a olho (quantidade que me pareceu inferior aos 15 cl habituais) num bom copo Schott. Serviço eficiente e temperatura adequada (o restaurante possui armários térmicos).
Aguardemos, então, a promessa quanto ao aumento da oferta de vinho a copo. Ver para crer...
A carta de vinhos é deveras pujante e inclui algumas raridades (Barca Velha, Vinha da Ponte, Maria Teresa, Vega Sicilia Único, etc.). Os preços dos vinhos mais conceituados são francamente acessíveis. Inventariei 3 espumantes, 4 cavas, 3 champanhes, 27 brancos, 52 tintos (dos quais 14 apelidados de excelências), 3 rosés, 3 colheitas tardias, 18 Portos, 2 Madeiras, 5 Moscateis (incluem o1900, 1934 e 1951!) e 3 Jerez.
Nos vinhos a copo é que a porca torce o rabo, pois a oferta se resume a 1 branco e 1 tinto, o que não faz sentido numa casa deste tipo. Mais a mais está escrito que "(...) A carta de vinhos do Meson Andaluz começa com uma proposta de vinhos a copo que varia todos os meses(...)". Parece tratar-se apenas de uma intenção ainda não levada à prática.
Bebi o branco alentejano Duende 2010 (4 €, um exagero) - 100% Rabo de Ovelha; frutado, muito agradável na boca, despretencioso, bem feito, embora sem grande complexidade; tipicamente um branco de primavera/verão, que não aguentou os petiscos que vieram para a mesa. Nota 15,5.
A garrafa veio à mesa, o vinho dado a provar e servido a olho (quantidade que me pareceu inferior aos 15 cl habituais) num bom copo Schott. Serviço eficiente e temperatura adequada (o restaurante possui armários térmicos).
Aguardemos, então, a promessa quanto ao aumento da oferta de vinho a copo. Ver para crer...
sábado, 8 de dezembro de 2012
Novo Formato+ (9ª sessão)
A responsabilidade desta sessão foi minha, tendo escolhido como "lar" emprestado a Enoteca de Belém. Os vinhos provados, todos às cegas, eram da minha garrafeira e portaram-se todos muito bem. Escolhi 2 brancos de 2009, 4 tintos de 2005 e 1 fortificado. A bebida de boas vindas foi um espumante Raposeira Blanc des Blancs 2006, simpática oferta da equipa da casa. O espumante, de boa qualidade, portou-se à altura. Nos tachos esteve o Ricardo e na sala o Ângelo. Gastronomia e serviço de vinhos 5 estrelas. Os meus parabéns à equipa!
E os vinhos foram:
.Redoma Reserva - presença de citrinos, notas florais, mineral, elegante, acidez equilibrada, notas amanteigadas, madeira discreta, estrutura e bom final de boca. Em forma mais 5/6 anos. Nota 18.
.Pai Abel - ainda muito fechado, fruta exótica, boa acidez, madeira presente a precisar de tempo de garrafa, potência de boca e final longo. Tem muitos anos à sua frente. Nota 17,5 (noutra situação 18).
Estes brancos acompanharam a entrada (mozarella em presunto) e o prato de peixe (filete de robalo com arroz cremoso de marisco).
.Qtª do Crasto T.Nacional - nariz exuberante, notas florais, especiado, boa acidez, estruturado e final longo; grande potencial para nos dar prazer mais 7/8 anos. Nota 18,5+.
.Qtª do Ribeirinho Baga em Pé Franco (garrafa nº 827 de 1400) - notas de couro e tabaco, acidez equilibrada, taninos bem presentes mas civilizados, estrutura e bom final de boca. No ponto para ser bebido. Nota 17,5 (noutra situação 18).
.Qtª Foz de Arouce Vinhas Velhas - floral e elegante, boa acidez, arquitectura de boca, taninos ainda por amaciar, persistência final. A beber nos próximos 3/4 anos. Nota 17,5+ (noutra 16, a denotar uma bela evolução na garrafa).
.Aalto PS - fruta presente, notas florais, acidez equilibrada, complexidade, estrutura e elegância. Em forma mais 5/6 anos. Nota 18 (noutras 18,5/18,5).
Os tintos fizeram companhia a uma perna de pato com batata doce e molho de laranja.
.Krohn Colheita 1964 Branco (engarrafado em 2008) - frutos secos, boa acidez, alguma gordura, elegância, potência de boca e final longo. Uma grande surpresa. Nota 18,5 (noutra 17,5+).
Como curiosidade, o JPM atribuiu ao Redoma Reserva 17,5 no Guia 2011 (não provou o Pai Abel) e 18 aos tintos nacionais e ao fortificado, no Guia 2008. Quanto ao Aalto PS o Parker deu-lhe 98 pontos na Wine Advocate.
Mais uma grande jornada de convívio, gastronomia e vinhos, para esquecer as malfeitorias do Gaspar e do Coelho!
E os vinhos foram:
.Redoma Reserva - presença de citrinos, notas florais, mineral, elegante, acidez equilibrada, notas amanteigadas, madeira discreta, estrutura e bom final de boca. Em forma mais 5/6 anos. Nota 18.
.Pai Abel - ainda muito fechado, fruta exótica, boa acidez, madeira presente a precisar de tempo de garrafa, potência de boca e final longo. Tem muitos anos à sua frente. Nota 17,5 (noutra situação 18).
Estes brancos acompanharam a entrada (mozarella em presunto) e o prato de peixe (filete de robalo com arroz cremoso de marisco).
.Qtª do Crasto T.Nacional - nariz exuberante, notas florais, especiado, boa acidez, estruturado e final longo; grande potencial para nos dar prazer mais 7/8 anos. Nota 18,5+.
.Qtª do Ribeirinho Baga em Pé Franco (garrafa nº 827 de 1400) - notas de couro e tabaco, acidez equilibrada, taninos bem presentes mas civilizados, estrutura e bom final de boca. No ponto para ser bebido. Nota 17,5 (noutra situação 18).
.Qtª Foz de Arouce Vinhas Velhas - floral e elegante, boa acidez, arquitectura de boca, taninos ainda por amaciar, persistência final. A beber nos próximos 3/4 anos. Nota 17,5+ (noutra 16, a denotar uma bela evolução na garrafa).
.Aalto PS - fruta presente, notas florais, acidez equilibrada, complexidade, estrutura e elegância. Em forma mais 5/6 anos. Nota 18 (noutras 18,5/18,5).
Os tintos fizeram companhia a uma perna de pato com batata doce e molho de laranja.
.Krohn Colheita 1964 Branco (engarrafado em 2008) - frutos secos, boa acidez, alguma gordura, elegância, potência de boca e final longo. Uma grande surpresa. Nota 18,5 (noutra 17,5+).
Como curiosidade, o JPM atribuiu ao Redoma Reserva 17,5 no Guia 2011 (não provou o Pai Abel) e 18 aos tintos nacionais e ao fortificado, no Guia 2008. Quanto ao Aalto PS o Parker deu-lhe 98 pontos na Wine Advocate.
Mais uma grande jornada de convívio, gastronomia e vinhos, para esquecer as malfeitorias do Gaspar e do Coelho!
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Jantar Casa da Passarela
Mais um jantar vínico, organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas (o 18º num ano, é obra!), desta vez em parceria com o restaurante As Colunas. Esteve presente, a dar a cara pelos vinhos, o enólogo responsável Paulo Nunes, que fez uma bela exposição. Clareza e pedagogia não lhe faltam.
Ao longo do repasto, depois de provado o Rosé 2011, seco e mineral, foram apresentados:
.Encruzado 2011 - fermentou em barricas novas; mineral, elegante e muito equilibrado, madeira bem casada, um vinho que se pode beber durante todo o ano. Nota 16,5. Fizeram-lhe companhia umas excelentes pataniscas de polvo.
.Vinhas Velhas 08 - fruta presente, notas especiadas, acidez equilibrada, fresco e estruturado, taninos domesticados, persistência final. Em forma mais 6/7 anos. Nota 17,5.
.Vinhas Velhas 09 - uns furos abaixo do anterior, aroma adocicado, taninos redondos, pastoso; auguro-lhe uma vida mais curta do que o 2008. Nota 16,5. Estes 2 tintos acompanharam um bacalhau assado com batata a murro.
.Villa Oliveira T.Nacional 09 (garrafa nº 28 de ???) - nariz exuberante, fruta vermelha, notas de tabaco e chocolate preto, frescura e elegância, madeira discreta, potência de boca, final longo; perfil moderno com a Touriga não muito evidente; aguenta mais 9/10 anos. Nota 18. Bebido com vitela estufada e puré de batata.
.Villa Oliveira Encruzado 11 (curiosamente com o mesmo nº) - estagiou 9 meses em madeira já usada (carvalho russo); austero, mineral, notas de fruta cozida, madeira discreta, algum amanteigado, boa acidez e final longo; pode-se guardar para o beber daqui a 5/6 anos. Nota 17,5+. Fez uma óptima maridagem com queijo dos Açores.
De qualquer modo, a diferença de qualidade destes Villa Oliveira para os Casa da Passarela, não justifica a diferença de preços.
Finalmente, com a sobremesa, o Colheita Tardia, com um perfil muito ligth, é uma mera curiosidade (ainda não bebi um vinhos deste tipo, produzido no Dão, que me enchesse as medidas...).
A fechar, uma boa sessão, embora inicialmente prejudicada pelo frio que se fazia sentir na sala e pela televisão a transmitir o Braga-Porto. Não havia necessidade...
E a Joana, sempre atenta, sempre incansável!
Ao longo do repasto, depois de provado o Rosé 2011, seco e mineral, foram apresentados:
.Encruzado 2011 - fermentou em barricas novas; mineral, elegante e muito equilibrado, madeira bem casada, um vinho que se pode beber durante todo o ano. Nota 16,5. Fizeram-lhe companhia umas excelentes pataniscas de polvo.
.Vinhas Velhas 08 - fruta presente, notas especiadas, acidez equilibrada, fresco e estruturado, taninos domesticados, persistência final. Em forma mais 6/7 anos. Nota 17,5.
.Vinhas Velhas 09 - uns furos abaixo do anterior, aroma adocicado, taninos redondos, pastoso; auguro-lhe uma vida mais curta do que o 2008. Nota 16,5. Estes 2 tintos acompanharam um bacalhau assado com batata a murro.
.Villa Oliveira T.Nacional 09 (garrafa nº 28 de ???) - nariz exuberante, fruta vermelha, notas de tabaco e chocolate preto, frescura e elegância, madeira discreta, potência de boca, final longo; perfil moderno com a Touriga não muito evidente; aguenta mais 9/10 anos. Nota 18. Bebido com vitela estufada e puré de batata.
.Villa Oliveira Encruzado 11 (curiosamente com o mesmo nº) - estagiou 9 meses em madeira já usada (carvalho russo); austero, mineral, notas de fruta cozida, madeira discreta, algum amanteigado, boa acidez e final longo; pode-se guardar para o beber daqui a 5/6 anos. Nota 17,5+. Fez uma óptima maridagem com queijo dos Açores.
De qualquer modo, a diferença de qualidade destes Villa Oliveira para os Casa da Passarela, não justifica a diferença de preços.
Finalmente, com a sobremesa, o Colheita Tardia, com um perfil muito ligth, é uma mera curiosidade (ainda não bebi um vinhos deste tipo, produzido no Dão, que me enchesse as medidas...).
A fechar, uma boa sessão, embora inicialmente prejudicada pelo frio que se fazia sentir na sala e pela televisão a transmitir o Braga-Porto. Não havia necessidade...
E a Joana, sempre atenta, sempre incansável!
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Curtas
Curtas são, para mim, pequenos e breves apontamentos que, por si só, não têm a dimensão de uma crónica normal.
1.Porto e Douro Wine Show 2012
Estive neste evento patrocinado pelo IVDP, que decorreu no Convento do Beato nas tardes de 30 de Novembro e 1 de Dezembro. Poucos produtores presentes e nenhum peso pesado. Quanto ao Vinho do Porto, quase não se vislumbrou. Mesmo os enófilos, pelo menos na 6ª feira, não acorreram. Qualquer semelhança entre este evento e o EVS da RV, é pura coincidência. Mas provaram-se umas boas pingas, tendo ficado na memória, por ordem da prova: Vallegre Reserva Especial 09, Qtª das Brolhas Grande Escolha 07, Portal Grande Reserva 07, Qtª da Fronteira Grande Escolha 09, Qtª D:Basília Old Vines 09 (Super Premium), idem 08 (Premium), Qtª da Foz 07, Alta Pontuação 10, Qtª dos Murças Reserva 09, Qtª Sequeira Grande Reserva 08 e Vista Alegre 40 Anos.
2.Fugas
Separata do Público, editada em 1 de Dezenbro, em parceria com a Revista de Vinhos. É de leitura obrigatória, mas:
a) Sobre o Moscatel Superior da JMF, escreve o Miguel Esteves Cardoso (MEC) que é um sacrilégio comer qualquer coisa e "Também é uma estupidez refrescá-lo". Olhe que não, MEC, olhe que não!
b) Grandes vinhos por detrás de 20 grandes marcas, escolha de Luis Lopes, director da RV.
A selecção recaiu sobre 15 vinhos de mesa/consumo e 5 fortificados, sendo destes últimos três Vintage, um tawny de idade (20 Anos) e o Moscatel Roxo da JMF (também de 20 Anos). E Madeiras? A escolha foi zero! De propósito ou por esquecimento? Qualquer que seja a justificação, é injustificável!
Quanto aos preços a que se podem adquirir, referir o preço de 120 € para o Barca Velha 2004, é um autêntico dislate. Na Garrafeira Nacional custa 300 €, por exemplo...
3.Ainda o Fugas
Para amenizar esta crónica, valha-nos o espírito de humor do João Paulo Martins. Numa das perguntas do seu habitual "Quizz", "O nome Ramisco refere-se a:", o JPM escreveu como uma das respostas que seria "Uma bebida consumida por rameiras". O JPM no seu melhor!
1.Porto e Douro Wine Show 2012
Estive neste evento patrocinado pelo IVDP, que decorreu no Convento do Beato nas tardes de 30 de Novembro e 1 de Dezembro. Poucos produtores presentes e nenhum peso pesado. Quanto ao Vinho do Porto, quase não se vislumbrou. Mesmo os enófilos, pelo menos na 6ª feira, não acorreram. Qualquer semelhança entre este evento e o EVS da RV, é pura coincidência. Mas provaram-se umas boas pingas, tendo ficado na memória, por ordem da prova: Vallegre Reserva Especial 09, Qtª das Brolhas Grande Escolha 07, Portal Grande Reserva 07, Qtª da Fronteira Grande Escolha 09, Qtª D:Basília Old Vines 09 (Super Premium), idem 08 (Premium), Qtª da Foz 07, Alta Pontuação 10, Qtª dos Murças Reserva 09, Qtª Sequeira Grande Reserva 08 e Vista Alegre 40 Anos.
2.Fugas
Separata do Público, editada em 1 de Dezenbro, em parceria com a Revista de Vinhos. É de leitura obrigatória, mas:
a) Sobre o Moscatel Superior da JMF, escreve o Miguel Esteves Cardoso (MEC) que é um sacrilégio comer qualquer coisa e "Também é uma estupidez refrescá-lo". Olhe que não, MEC, olhe que não!
b) Grandes vinhos por detrás de 20 grandes marcas, escolha de Luis Lopes, director da RV.
A selecção recaiu sobre 15 vinhos de mesa/consumo e 5 fortificados, sendo destes últimos três Vintage, um tawny de idade (20 Anos) e o Moscatel Roxo da JMF (também de 20 Anos). E Madeiras? A escolha foi zero! De propósito ou por esquecimento? Qualquer que seja a justificação, é injustificável!
Quanto aos preços a que se podem adquirir, referir o preço de 120 € para o Barca Velha 2004, é um autêntico dislate. Na Garrafeira Nacional custa 300 €, por exemplo...
3.Ainda o Fugas
Para amenizar esta crónica, valha-nos o espírito de humor do João Paulo Martins. Numa das perguntas do seu habitual "Quizz", "O nome Ramisco refere-se a:", o JPM escreveu como uma das respostas que seria "Uma bebida consumida por rameiras". O JPM no seu melhor!
domingo, 2 de dezembro de 2012
Grupo dos 3 (26ª sessão)
Esta sessão foi com os vinhos do Juca, que escolheu o restaurante da Ordem dos Engenheiros já aqui referido. A sala estava a deitar por fora e o ambiente demasiado ruidoso, o que dificultou a concentração necessária no usufruto dos vinhos postos à prova. Como a oferta é à base de peixe, o Juca levou 2 brancos que acompanharam o bufete de entradas e o prato. E a escolha caíu no Redoma Reserva, um dos brancos nacionais mais conceituados e o que mais tenho provado:
.2003 (14% vol.) - côr algo evoluida, ligeira oxidação, fruta madura, amanteigado, belíssima acidez a equilibrar o conjunto, madeira discreta, estruturado e gastronómico; no ponto, não vale a pena guardá-lo mais tempo. Nota 17,5+ (noutras situações 16/17/16,5/16,5/17/17/16,5+).
.2005 (13% vol.) - nariz austero, mineral, notas florais, acidez muito equilibrada, elegante e harmonioso, final longo e potencial para estar em forma mais uma meia dúzia de anos, gastronómico. Nota 17+ (noutras 17,5/16,5+/16/15,5/16,5/15,5/16,5/17,5/18/17/17,5+/17,5+ isto é, uma boa evolução, com uma ou outra garrafa menos interessante).
Para o bufete de sobremesas, o Juca levou um Madeira com pouca idade que surpreendeu pela sua complexidade e me baralhou totalmente (imaginei que pudesse ser um tawny com alguma idade):
.Blandy Malvasia Harvest 2004 (engarrafado em 2010) - aroma exuberante, frutos secos, notas de maracujá, untuoso, acidez q.b., elegante, boca imponente e final longo. Nota 18,5.
Mais uma boa jornada. Obrigado Juca!
.2003 (14% vol.) - côr algo evoluida, ligeira oxidação, fruta madura, amanteigado, belíssima acidez a equilibrar o conjunto, madeira discreta, estruturado e gastronómico; no ponto, não vale a pena guardá-lo mais tempo. Nota 17,5+ (noutras situações 16/17/16,5/16,5/17/17/16,5+).
.2005 (13% vol.) - nariz austero, mineral, notas florais, acidez muito equilibrada, elegante e harmonioso, final longo e potencial para estar em forma mais uma meia dúzia de anos, gastronómico. Nota 17+ (noutras 17,5/16,5+/16/15,5/16,5/15,5/16,5/17,5/18/17/17,5+/17,5+ isto é, uma boa evolução, com uma ou outra garrafa menos interessante).
Para o bufete de sobremesas, o Juca levou um Madeira com pouca idade que surpreendeu pela sua complexidade e me baralhou totalmente (imaginei que pudesse ser um tawny com alguma idade):
.Blandy Malvasia Harvest 2004 (engarrafado em 2010) - aroma exuberante, frutos secos, notas de maracujá, untuoso, acidez q.b., elegante, boca imponente e final longo. Nota 18,5.
Mais uma boa jornada. Obrigado Juca!
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