Confesso que tinha alguma curiosidade em conhecer este tão badalado restaurante, pertencente ao Hotel da Estrela, e que se auto intitula restaurante de bairro que, obviamente, não o é. A visita foi feita há mais de 1 mês, em plena época pré-antibiótica. Tem um conceito curioso e algo polémico, com os preços dos pratos e serviços a oscilarem entre um máximo e um mínimo. Como não quiz fazer figura de sovina nem de rico, fui pela média, embora considere que esta estará inflacionada e, de algum modo, se paga sempre acima do valor real. Segundo percebi, a maior parte do pessoal visível na sala ainda frequenta a Escola Hoteleira a que pertence o restaurante. Situação idêntica, passar-se-á na cozinha.
A sala da Cantina é um espaço desafogado, branco e luminoso, com as mesas suficientemente longe umas das outras, embora o bruá das conversas chegue a todo o lado. Mesas despojadas e guardanapos de papel, o que não se compreende de todo.
A carta de vinhos, com tudo devidamente datado e preços elevados, prima pela originalidade do conceito, dividindo-se por "elas e o vinho", "empresários, artistas e outras estrelas", "vinhos de garagem", "no fundo o importante é a família" e "os nossos clássicos". Contabilizei 6 espumantes, 14 brancos, 50 tintos, 2 rosés, 6 Vintage, 1 LBV e 1 Tawny 20 Anos. A oferta de vinho a copo tem outra originalidade: todas as garrafas abaixo dos 20 €, podem ser bebidas nesse formato, sendo o custo respectivo 1/4 do valor da dita garrafa. No mínimo, curioso!
Bebi um copo do tinto Passagem 2008 (5 €) - notas florais, pleno de frescura e elegância, acidez q.b. (sente-se aqui a mão do Jorge Moreira, responsável pela enologia), alguma estrutura e final de boca médio. Nota 16.
A garrafa veio à mesa, o vinho dado a provar e servido a olho num copo Schott, a uma temperatura irrepreensível. Serviço correcto e eficiente. Já o mesmo não posso dizer da cozinha, excessiva e incompreensivelmente demorada (a sala nem sequer estava cheia...). Falta dizer que comi um muito aceitável polvo grelhado com batata doce.
Se voltar, farei figura de pelintra, pois a isso o Gaspar me vai obrigar!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Almoço no Guilty by Olivier
Há coisa de 1 mês poisei no Guilty. Andava de olho nele há já algum tempo, passando-lhe à porta sempre que a oferta da Cinemateca, um dos meus destinos em Lisboa, situada do outro lado da Barata Salgueiro, me despertava o interesse. Mais ainda, notícias sobre complicações com a ASAE, aguçaram-me o apetite e a curiosidade.
É um espaço amplo, com a cozinha aberta ao fundo e, com bom tempo, uma invejável esplanada com capacidade para 24 a 36 mastigantes.
Nas mesas, toalhetes de papel e guardanapos de pano, o que não dá a gota com a perdigota. Este Guilty pareceu-me vocacionado para gente jóvem, com algum dinheiro, com pouca "massa" crítica, mas onde se podem comer umas boas massas (comi a Calabrese, 15 €) e, também, umas hamburgas substanciais. Música ambiente excessivamente alta e espaço totalmente dedicado aos fumadores, o que não é muito simpático.
Carta de vinhos com algum critério, mas com opções que não entendo de todo, nomeadamente uma aposta exagerada em champanhes (são mais de 20!), em contraponto com a gritante ausência de oferta de espumantes (também não vislumbrei vinhos fortificados), tudo a preços demenciais.
Bebi, a copo, o branco Montefino Olivier 2011 (5 €) - aroma exuberante, muito frutado e fresco, final algo adocicado. Nota 15,5. Cumpre bem a sua função de acompanhante de massas. Lamentavelmente já vinha servido, embora num bom copo. A meu pedido, a empregada, com um ar deveras enfadado, mostrou-me a garrafa.
Como a sala estava cheia, deduzo que a aposta está ganha. Mas não contem comigo para lá voltar a pôr os pés, por muitas vezes que ali passe para ir à Cinemateca.
É um espaço amplo, com a cozinha aberta ao fundo e, com bom tempo, uma invejável esplanada com capacidade para 24 a 36 mastigantes.
Nas mesas, toalhetes de papel e guardanapos de pano, o que não dá a gota com a perdigota. Este Guilty pareceu-me vocacionado para gente jóvem, com algum dinheiro, com pouca "massa" crítica, mas onde se podem comer umas boas massas (comi a Calabrese, 15 €) e, também, umas hamburgas substanciais. Música ambiente excessivamente alta e espaço totalmente dedicado aos fumadores, o que não é muito simpático.
Carta de vinhos com algum critério, mas com opções que não entendo de todo, nomeadamente uma aposta exagerada em champanhes (são mais de 20!), em contraponto com a gritante ausência de oferta de espumantes (também não vislumbrei vinhos fortificados), tudo a preços demenciais.
Bebi, a copo, o branco Montefino Olivier 2011 (5 €) - aroma exuberante, muito frutado e fresco, final algo adocicado. Nota 15,5. Cumpre bem a sua função de acompanhante de massas. Lamentavelmente já vinha servido, embora num bom copo. A meu pedido, a empregada, com um ar deveras enfadado, mostrou-me a garrafa.
Como a sala estava cheia, deduzo que a aposta está ganha. Mas não contem comigo para lá voltar a pôr os pés, por muitas vezes que ali passe para ir à Cinemateca.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Curtas (V)
1.Pausa nas provas
Devido a uma arreliadora e imprevista situação que me obrigou a tomar antibiótico, estou de quarentena uns tempos, sem poder provar/beber uns copos. Os próximos encontros do Grupo dos 3 (com vinhos meus) e do Novo Formato (com vinhos do Juca), tiveram que ser cancelados. Esperemos por melhores dias.
2.Tapas & Wine Bar Tágide
Já foi aqui falado, mas continuo a recomendar fortemente este espaço, especialmente apetecível a quem trabalhe ou se desloque ao Chiado. Pode-se almoçar por 12,50 €, com direito a sopa, 2 tapas de boa dimensão, pastel de nata, café e um copo de vinho. Gastronomia e serviço de 5 estrelas.
3.Carmo Restaurante Bar
Anunciado na Revista do Expresso de 26/1, suscitou-me a curiosidade mas bati com o nariz na porta. Este restaurante não tem qualquer indicação dos horários que pratica. Cartão amarelo!
4.Primo dos Caracóis
Este modesto restaurante que frequento sempre que vou a Tavira, deixou-me estupefacto ao incluir na carta de vinhos Reserva Especial 1992 (60 €) e Barca Velha 2004 (259 €), a preços substancialmente inferiores aos que se podem encontrar no mercado. E esta, hem?
Devido a uma arreliadora e imprevista situação que me obrigou a tomar antibiótico, estou de quarentena uns tempos, sem poder provar/beber uns copos. Os próximos encontros do Grupo dos 3 (com vinhos meus) e do Novo Formato (com vinhos do Juca), tiveram que ser cancelados. Esperemos por melhores dias.
2.Tapas & Wine Bar Tágide
Já foi aqui falado, mas continuo a recomendar fortemente este espaço, especialmente apetecível a quem trabalhe ou se desloque ao Chiado. Pode-se almoçar por 12,50 €, com direito a sopa, 2 tapas de boa dimensão, pastel de nata, café e um copo de vinho. Gastronomia e serviço de 5 estrelas.
3.Carmo Restaurante Bar
Anunciado na Revista do Expresso de 26/1, suscitou-me a curiosidade mas bati com o nariz na porta. Este restaurante não tem qualquer indicação dos horários que pratica. Cartão amarelo!
4.Primo dos Caracóis
Este modesto restaurante que frequento sempre que vou a Tavira, deixou-me estupefacto ao incluir na carta de vinhos Reserva Especial 1992 (60 €) e Barca Velha 2004 (259 €), a preços substancialmente inferiores aos que se podem encontrar no mercado. E esta, hem?
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Petiscos em Cascais
Já há algum tempo "descobri" em Cascais o Cascas Restaurante & Bar, localizado na praia da Conceição, que aposta fortemente na petisqueira. Entre petiscos e tapas, contabilizei 44, a bons preços. É obra!
Comemos peixinhos da horta (2,90 €), milho frito à madeirense (2,60), tapa de bacalhau dourado com migas de castanhas, batata doce e penca (7,60) e arroz de alheira de caça (3,30), tudo bem confeccionado.
Onde é que o Cascas falha, como tantos outros? Lista de vinhos curta, com a oferta a copo reduzida aos mínimos (1 branco e 1 tinto). O vinho a copo era o Terras de Pavia, um tinto alentejano, que já veio servido para a mesa à temperatura ambiente. A garrafa foi mostrada a pedido. Embora tivesse almoçado, o ambiente era para o nocturno, com a música aos berros. Só desgraças!
Uma pena, pois ali come-se muito bem.
Comemos peixinhos da horta (2,90 €), milho frito à madeirense (2,60), tapa de bacalhau dourado com migas de castanhas, batata doce e penca (7,60) e arroz de alheira de caça (3,30), tudo bem confeccionado.
Onde é que o Cascas falha, como tantos outros? Lista de vinhos curta, com a oferta a copo reduzida aos mínimos (1 branco e 1 tinto). O vinho a copo era o Terras de Pavia, um tinto alentejano, que já veio servido para a mesa à temperatura ambiente. A garrafa foi mostrada a pedido. Embora tivesse almoçado, o ambiente era para o nocturno, com a música aos berros. Só desgraças!
Uma pena, pois ali come-se muito bem.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Jantar Mota Capitão
A Enoteca de Belém organizou o seu 1º jantar vínico, ou melhor dizendo, um mini jantar (15 participantes), pois a dimensão da sala não dá para mais). Presente o produtor José Mota Capitão, que se fez acompanhar pelo sobrinho Luis Mota Capitão, enólogo residente na Herdade do Cebolal.
Ao contrário de outros eventos em que tenho participado, este jantar foi muito mais recatado, intimista até, possibilitando conversas que noutro ambiente mais ruidoso, não seriam possíveis. Calhou ficar frente a frente com o produtor e descobrir que, entre outros temas, temos uma paixão comum, a dos vinhos da Madeira, o que confirma o bom gosto do Mota Capitão.
Pela equipa da Enoteca, já nossa conhecida, alinharam Ricardo Gonçalves, responsável pelos tachos, e a dupla Ângelo Santos e Nelson Guerreiro, os operacionais do serviço de vinhos, todos bons profissionais e competentes.
Quanto a comeres e beberes, desfilaram:
.Herdade do Cebolal 11 - com base nas castas Fernão Pires, Roupeiro, Arinto e Antão Vaz, foi vinificado exclusivamente em inox e estagiou 7 meses em garrafa; frutado e muito fresco, adequado a aperitivos e entradas leves, típico de meia estação. Nota 16.
.Caios 10 - a partir das castas Arinto e Antão Vaz, estagiou 3 meses em barricas de carvalho francês e cerca de 18 meses em garrafa, antes de ser posto no mercado; discreto no nariz, notas tropicais e abaunilhadas, alguma gordura, acidez equilibrada, madeira bem casada, estruturado, típico de outono/inverno. Nota 17. Casou bem com a entrada de tártaro de bacalhau fresco.
.Anima lote 08 - casta San Giovese em exclusivo, estagiou 12 meses em barricas usadas, seguido de 1 ano em balseiros e 2 em garrafa; aberto na côr, notas de turfa, acidez fabulosa, harmonia e elegância, taninos civilizados, final muito longo e longevidade à vista. Para mim, o vinho da noite (confissão: aqui há alguns anos teria preferido o Cavalo Maluco). Nota 18. Bem acompanhado por robalo com açorda de tomate alentejano e emulsão de ervas.
.Cavalo Maluco 09 - com base nas castas Touriga Franca (60%), Touriga Nacional (30%) e Petit Verdot (10%); perfil mais próximo do Douro do que do Alentejo, acidez q.b., boca potente e final persistente. Foi dedicado ao malogrado António Carvalho, do Casal Figueira. Nota 17+. Teve a companhia de naco de veado com cogumelos salteados.
Como sobremesa, veio para a mesa uma saborosíssima mousse gelada de chocolate e couli de frutos silvestres.
Tiro o meu chapéu ao produtor que, um pouco ou muito em contramão, não teve nenhuma pressa em colocar estes vinhos no mercado. Oxalá fossem todos assim.
Em conclusão, uma sessão impecável, em boa companhia, com comeres e beberes à altura.
Mas (há sempre um mas), não havia necessidade de terem a televisão acesa, embora sem som, durante o repasto. É sempre um factor perturbador. À atenção dos meus amigos da Enoteca...
Ao contrário de outros eventos em que tenho participado, este jantar foi muito mais recatado, intimista até, possibilitando conversas que noutro ambiente mais ruidoso, não seriam possíveis. Calhou ficar frente a frente com o produtor e descobrir que, entre outros temas, temos uma paixão comum, a dos vinhos da Madeira, o que confirma o bom gosto do Mota Capitão.
Pela equipa da Enoteca, já nossa conhecida, alinharam Ricardo Gonçalves, responsável pelos tachos, e a dupla Ângelo Santos e Nelson Guerreiro, os operacionais do serviço de vinhos, todos bons profissionais e competentes.
Quanto a comeres e beberes, desfilaram:
.Herdade do Cebolal 11 - com base nas castas Fernão Pires, Roupeiro, Arinto e Antão Vaz, foi vinificado exclusivamente em inox e estagiou 7 meses em garrafa; frutado e muito fresco, adequado a aperitivos e entradas leves, típico de meia estação. Nota 16.
.Caios 10 - a partir das castas Arinto e Antão Vaz, estagiou 3 meses em barricas de carvalho francês e cerca de 18 meses em garrafa, antes de ser posto no mercado; discreto no nariz, notas tropicais e abaunilhadas, alguma gordura, acidez equilibrada, madeira bem casada, estruturado, típico de outono/inverno. Nota 17. Casou bem com a entrada de tártaro de bacalhau fresco.
.Anima lote 08 - casta San Giovese em exclusivo, estagiou 12 meses em barricas usadas, seguido de 1 ano em balseiros e 2 em garrafa; aberto na côr, notas de turfa, acidez fabulosa, harmonia e elegância, taninos civilizados, final muito longo e longevidade à vista. Para mim, o vinho da noite (confissão: aqui há alguns anos teria preferido o Cavalo Maluco). Nota 18. Bem acompanhado por robalo com açorda de tomate alentejano e emulsão de ervas.
.Cavalo Maluco 09 - com base nas castas Touriga Franca (60%), Touriga Nacional (30%) e Petit Verdot (10%); perfil mais próximo do Douro do que do Alentejo, acidez q.b., boca potente e final persistente. Foi dedicado ao malogrado António Carvalho, do Casal Figueira. Nota 17+. Teve a companhia de naco de veado com cogumelos salteados.
Como sobremesa, veio para a mesa uma saborosíssima mousse gelada de chocolate e couli de frutos silvestres.
Tiro o meu chapéu ao produtor que, um pouco ou muito em contramão, não teve nenhuma pressa em colocar estes vinhos no mercado. Oxalá fossem todos assim.
Em conclusão, uma sessão impecável, em boa companhia, com comeres e beberes à altura.
Mas (há sempre um mas), não havia necessidade de terem a televisão acesa, embora sem som, durante o repasto. É sempre um factor perturbador. À atenção dos meus amigos da Enoteca...
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Revista de Vinhos : 15 anos de prémios (XI)
Hoje, dia de atribuição dos melhores de 2012, esta crónica é dedicada aos vinhos brancos nacionais (espumantes e tranquilos), qualquer que seja a sua origem.
1.Prémios Excelência
a.Espumantes (8)
.Caves da Murganheira - 7 : Vintage 98, 99, 02 e 04, Assemblage 95, Millésime 04, Pinot Blanc 05
.Caves Transmontanas - 1 : Vértice Millésime 07
b.Tranquilos (33)
.Anselmo Mendes - 7 : Alvarinho 05 e 07, Muros de Melgaço Alvarinho 02, 05, 07 e 08, Parcela Única Alvarinho 09 (Vinho Verde)
.Soalheiro - 5 : Alvarinho 02, 1ª Vinhas Alvarinho 06 e 09, Reserva 07 e 08 (Vinho Verde)
Nota - A RV mencionou o Reserva 07 nos prémios de 2008 e 2009. Só pode ser gralha, pelo que assumi ser em 2009, o Reserva 2008
.Global Wines - 5 : Encontro 1 07 (Bairrada), Paço dos Cunhas Vinha do Contador 08 e 10, Four C 09, Condessa de Santar 09 (todos Dão)
.Niepoort - 4 : Redoma Reserva 95, 97, 04 e 05 (Douro)
.Qtª da Romeira - 2 : Prova Régia 95, Morgado Stª Catherina 96 (ambos Bucelas)
.PROVAM - 2 : Portal do Fidalgo Alvarinho 96, Vinha Antiga Alvarinho 97 (Vinho Verde)
.Apenas com 1 : Dona Paterna Alvarinho 00 (Vinho Verde), Encostas dos Castelos Alvarinho 99 (Vinho Verde), Luis Pato Vinha Formal 99 (Bairrada/Beiras), Qtª de Alderiz Alvarinho 00 (Vinho Verde), Esporão Private Selection 01 (Alentejo), Dorado Alvarinho 05 (Vinho Verde), Qtª da Pellada Primus 10 (Dão) e Qtª das Bageiras Garrafeira 09 (Bairrada)
2.Agentes : Enólogos (ENO), Produtores (PRO) e Empresas (EMP)
.1997 - Anselmo Mendes (ENO, a par com o Douro)
.2005 - Caves da Murganheira (EMP)
.2008 - Soalheiro (PRO)
.2010 - Anselmo Mendes (PRO)
Conclusão incontestável:
.A casta Alvarinho conquistou mais de metade das Excelências atribuídas aos brancos tranquilos, 18 em 33. É obra!
.A Murganheira fez, praticamente, o pleno: 7 espumantes em 8.
Chegado ao fim desta maratona, com 11 crónicas publicadas em 3 semanas (a 1ª foi em 26/1), onde foram inventariados e analisados os prémios Excelência e os melhores enólogos, produtores revelação, produtores e empresas, distinguidos pela Revista de Vinhos de 1997 a 2011, posso afirmar : missão cumprida (e comprida)!
Nota final - admito que ainda possa voltar ao assunto, após a divulgação dos prémios de 2012.
1.Prémios Excelência
a.Espumantes (8)
.Caves da Murganheira - 7 : Vintage 98, 99, 02 e 04, Assemblage 95, Millésime 04, Pinot Blanc 05
.Caves Transmontanas - 1 : Vértice Millésime 07
b.Tranquilos (33)
.Anselmo Mendes - 7 : Alvarinho 05 e 07, Muros de Melgaço Alvarinho 02, 05, 07 e 08, Parcela Única Alvarinho 09 (Vinho Verde)
.Soalheiro - 5 : Alvarinho 02, 1ª Vinhas Alvarinho 06 e 09, Reserva 07 e 08 (Vinho Verde)
Nota - A RV mencionou o Reserva 07 nos prémios de 2008 e 2009. Só pode ser gralha, pelo que assumi ser em 2009, o Reserva 2008
.Global Wines - 5 : Encontro 1 07 (Bairrada), Paço dos Cunhas Vinha do Contador 08 e 10, Four C 09, Condessa de Santar 09 (todos Dão)
.Niepoort - 4 : Redoma Reserva 95, 97, 04 e 05 (Douro)
.Qtª da Romeira - 2 : Prova Régia 95, Morgado Stª Catherina 96 (ambos Bucelas)
.PROVAM - 2 : Portal do Fidalgo Alvarinho 96, Vinha Antiga Alvarinho 97 (Vinho Verde)
.Apenas com 1 : Dona Paterna Alvarinho 00 (Vinho Verde), Encostas dos Castelos Alvarinho 99 (Vinho Verde), Luis Pato Vinha Formal 99 (Bairrada/Beiras), Qtª de Alderiz Alvarinho 00 (Vinho Verde), Esporão Private Selection 01 (Alentejo), Dorado Alvarinho 05 (Vinho Verde), Qtª da Pellada Primus 10 (Dão) e Qtª das Bageiras Garrafeira 09 (Bairrada)
2.Agentes : Enólogos (ENO), Produtores (PRO) e Empresas (EMP)
.1997 - Anselmo Mendes (ENO, a par com o Douro)
.2005 - Caves da Murganheira (EMP)
.2008 - Soalheiro (PRO)
.2010 - Anselmo Mendes (PRO)
Conclusão incontestável:
.A casta Alvarinho conquistou mais de metade das Excelências atribuídas aos brancos tranquilos, 18 em 33. É obra!
.A Murganheira fez, praticamente, o pleno: 7 espumantes em 8.
Chegado ao fim desta maratona, com 11 crónicas publicadas em 3 semanas (a 1ª foi em 26/1), onde foram inventariados e analisados os prémios Excelência e os melhores enólogos, produtores revelação, produtores e empresas, distinguidos pela Revista de Vinhos de 1997 a 2011, posso afirmar : missão cumprida (e comprida)!
Nota final - admito que ainda possa voltar ao assunto, após a divulgação dos prémios de 2012.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Revista de Vinhos : 15 anos de prémios (X)
Depois de analisadas as regiões Douro, Alentejo, Dão e Bairrada/Beiras, a crónica de hoje é dedicada a Lisboa/Estremadura (com 7 Excelências), Tejo/Ribatejo (com 4) e Península de Setúbal (inclui Palmela e a antiga Terras do Sado) (com 11), deixando para o fim os vinhos brancos, onde referirei os espumantes.
1.Prémios Excelência
a.Lisboa Estremadura
.Qtª Monte d' Oiro - 5 : Homenagem a António Carqueijeiro 99, Reserva 01, 04 e 06, Ex-Aequo 06
.Qtª de Pancas - 2 : Cabernet Sauvignon Special Selection 99, Premium 03
b.Tejo/Ribatejo
.Lagoalva de Cima - 3 : Syrah 94, 97 e 00
.Casa de Cadaval - 1 : Marquesa de Cadaval 03
c.Península de Setúbal
.José Maria da Fonseca - 9 : Garrafeira RA 92 e FSF 98, Domingos Soares Franco Colecção Privada Tinto Cão 99 e Touriga Nacional 01, Hexagon 01, 03 e 05, Periquita Clássico 94 e Periquita Superior 08
.Ermelinda Freitas - 1 : Leo d' Honor Grande Escolha 03
.Soberanas - 1 : S 04
2.Agentes - Produtor Revelação (REV), Produtor (PRO) e Empresa (EMP)
.1997 : Qtª da Boavista (REV), Estremadura e José Maria da Fonseca (EMP), Setúbal
.1998 : nenhum
.1999 : nenhum
.2000 : Companhia das Quintas (EMP), diversas regiões
.2001 : Qtª de Pancas (PRO), Estremadura
.2002 : nenhum
.2003 : nenhum
.2004 : DFJ (EMP), Estremadura e Ribatejo entre outras
.2005 : nenhum
.2006 : nenhum
.2007 : nenhum
.2008 : Vale d' Algares (REV), Tejo
.2009 : nenhum
.2010 : nenhum
.2011 : nenhum
Analisando estes resultados, constato:
.Nenhum enólogo a trabalhar nestas regiões foi distinguido
.A José Maria da Fonseca com 9 Excelências apenas foi premiada no início (1997);
.A Qtª do Monte d' Oiro com 5 Excelências não teve direito a qualquer prémio, o que de todo não se entende.
1.Prémios Excelência
a.Lisboa Estremadura
.Qtª Monte d' Oiro - 5 : Homenagem a António Carqueijeiro 99, Reserva 01, 04 e 06, Ex-Aequo 06
.Qtª de Pancas - 2 : Cabernet Sauvignon Special Selection 99, Premium 03
b.Tejo/Ribatejo
.Lagoalva de Cima - 3 : Syrah 94, 97 e 00
.Casa de Cadaval - 1 : Marquesa de Cadaval 03
c.Península de Setúbal
.José Maria da Fonseca - 9 : Garrafeira RA 92 e FSF 98, Domingos Soares Franco Colecção Privada Tinto Cão 99 e Touriga Nacional 01, Hexagon 01, 03 e 05, Periquita Clássico 94 e Periquita Superior 08
.Ermelinda Freitas - 1 : Leo d' Honor Grande Escolha 03
.Soberanas - 1 : S 04
2.Agentes - Produtor Revelação (REV), Produtor (PRO) e Empresa (EMP)
.1997 : Qtª da Boavista (REV), Estremadura e José Maria da Fonseca (EMP), Setúbal
.1998 : nenhum
.1999 : nenhum
.2000 : Companhia das Quintas (EMP), diversas regiões
.2001 : Qtª de Pancas (PRO), Estremadura
.2002 : nenhum
.2003 : nenhum
.2004 : DFJ (EMP), Estremadura e Ribatejo entre outras
.2005 : nenhum
.2006 : nenhum
.2007 : nenhum
.2008 : Vale d' Algares (REV), Tejo
.2009 : nenhum
.2010 : nenhum
.2011 : nenhum
Analisando estes resultados, constato:
.Nenhum enólogo a trabalhar nestas regiões foi distinguido
.A José Maria da Fonseca com 9 Excelências apenas foi premiada no início (1997);
.A Qtª do Monte d' Oiro com 5 Excelências não teve direito a qualquer prémio, o que de todo não se entende.
Subscrever:
Mensagens (Atom)