Começa já amanhã e termina no dia 26 de Maio a nova edição do LRW. A grande oportunidade de comer num espaço habitualmente caro, com um orçamento de acordo com a crise: 19+1 €, com direito a entrada, prato e sobremesa. Nesta edição e pela 1ª vez, estará disponível, nos restaurantes aderentes, um menú de bebidas a 5 €.
Entre outros, menos mediáticos, pode-se comer na Bica do Sapato, Casa da Dízima, Claro!, Eleven, Faz Gostos, Flores Bairro Alto, O Terraço (Hotel Tivoli), Panorama (Hotel Sheraton), e Tágide. É de aproveitar.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Perplexidades (IX)
Já há algum tempo que não partilho com os leitores deste blogue, histórias insólitas protagonizadas por figuras do mundo do vinho (e não só), algumas bem conhecidas outras não tanto, umas que se mantêm na ribalta e outras que desapareceram discretamente.
Para quem tiver curiosidade, as Perplexidades anteriores podem ser relembradas: I (publicada em 8/5/2011), II (28/5/2011), III (10/6/2011), IV (13/11/2011), V (21/12/2011), VI (5/3/2012), VII (18/3/2012) e VIII (15/1/2013). Os intervenientes não estão identificados, mas poderão vir a sê-lo em devido tempo.
A história que hoje me ocorreu, passou-se há alguns anos, quando eu era um dos responsáveis pelo projecto Coisas do Arco do Vinho (CAV). Uma figura do mundo vínico, actuante na altura, mas agora desaparecida da ribalta, entrou em contacto comigo, pressionando-me para subir o preço de venda ao público de determinado vinho de referência, pois achava que as CAV estavam a vendê-lo muito em conta. A ele, que o vendia caro, não lhe dava jeito nenhum. A minha resposta foi pronta: o problema é seu, a política de preços aqui nas CAV é da nossa inteira e exclusiva responsabilidade e não aceito quaisquer pressões do exterior. Passe bem!
E esta hem? É preciso descaramento...
Para quem tiver curiosidade, as Perplexidades anteriores podem ser relembradas: I (publicada em 8/5/2011), II (28/5/2011), III (10/6/2011), IV (13/11/2011), V (21/12/2011), VI (5/3/2012), VII (18/3/2012) e VIII (15/1/2013). Os intervenientes não estão identificados, mas poderão vir a sê-lo em devido tempo.
A história que hoje me ocorreu, passou-se há alguns anos, quando eu era um dos responsáveis pelo projecto Coisas do Arco do Vinho (CAV). Uma figura do mundo vínico, actuante na altura, mas agora desaparecida da ribalta, entrou em contacto comigo, pressionando-me para subir o preço de venda ao público de determinado vinho de referência, pois achava que as CAV estavam a vendê-lo muito em conta. A ele, que o vendia caro, não lhe dava jeito nenhum. A minha resposta foi pronta: o problema é seu, a política de preços aqui nas CAV é da nossa inteira e exclusiva responsabilidade e não aceito quaisquer pressões do exterior. Passe bem!
E esta hem? É preciso descaramento...
terça-feira, 14 de maio de 2013
Sabores d' Itália revisitado
Já aqui referido por diversas vezes (ver Páscoa na Bairrada (II), publicado em 10/4/2012), o restaurante Sabores d' Itália é um dos meus preferidos. Boa gastronomia, lista de vinhos num patamar superior, espaço requintado, bons copos e serviço de 5 estrelas. Apesar do boato falso que teria encerrado, o restaurante está bem de saúde e recomenda-se. Continua a laborar, com o Norberto na sala e a Maria João na cozinha, os donos do espaço.
Nesta última visita não resisti e voltei a provar a sopa de peixe e marisco, o risoto de sapateira e a sopa de amoras. Falta de imaginação? Talvez..., mas estava tudo ao nível da excelência.
Avançou um dos vinhos da selecção do mês, o branco Júlia Kemper 2011 - com base nas castas Malvasia e Encruzado; aroma intenso, fruta madura, notas de melão e alperce, fresco mas com alguma gordura, acidez equlibrada, estrutura e uma acentuada personalidade. Nota 17,5+.
Em conclusão, é um restaurante que não me canso de recomendar. Obrigatório conhecer!
Nesta última visita não resisti e voltei a provar a sopa de peixe e marisco, o risoto de sapateira e a sopa de amoras. Falta de imaginação? Talvez..., mas estava tudo ao nível da excelência.
Avançou um dos vinhos da selecção do mês, o branco Júlia Kemper 2011 - com base nas castas Malvasia e Encruzado; aroma intenso, fruta madura, notas de melão e alperce, fresco mas com alguma gordura, acidez equlibrada, estrutura e uma acentuada personalidade. Nota 17,5+.
Em conclusão, é um restaurante que não me canso de recomendar. Obrigatório conhecer!
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Vinhos em família (XLIII)
Mais uns tantos vinhos de referência, provados sossegadamente com o rótulo à vista, sendo o branco o elo mais fraco:
.Qtª do Romeu Reserva 2011 - lançado pelo clube Reserva 1500; uvas de produção biológica, maioritariamente Gouveio, Viosinho e Arinto, com estágio parcial em barricas novas; aroma a pêcego e frutos secos, notas florais, acidez discreta, algo pesado e desequilibrado; melhor no outono/inverno. Nota 14,5.
.Ferreirinha Reserva Especial 1994 - a partir de uvas do Douro Superior, estagiou cerca de 15 meses em meias pipas de carvalho; côr ainda viva, nariz discreto, notas florais, especiado, madeira bem integrada, taninos macios, fino e elegante, a consumir de imediato. Uma boa surpresa com quase 20 anos de idade. Nota 17,5 (noutra situação 18).
.Qtª do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2007 - estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês e americano; nariz exuberante, muita fruta, especiado, notas apimentadas, acidez equilibrada, harmonioso, profundidade e final de boca longo. Tem mostrado uma invejável regularidade. Nota 18 (noutras 17/17,5/17,5+/17,5+/17,5).
.Graham's 30 Anos (engarrafado em 2012) - presença de citrinos e frutos secos, notas de mel, caril e brandy, acidez q.b., harmonioso, estrutura e final longo. Óptimo para final de noite. Nota 18.
.Qtª do Romeu Reserva 2011 - lançado pelo clube Reserva 1500; uvas de produção biológica, maioritariamente Gouveio, Viosinho e Arinto, com estágio parcial em barricas novas; aroma a pêcego e frutos secos, notas florais, acidez discreta, algo pesado e desequilibrado; melhor no outono/inverno. Nota 14,5.
.Ferreirinha Reserva Especial 1994 - a partir de uvas do Douro Superior, estagiou cerca de 15 meses em meias pipas de carvalho; côr ainda viva, nariz discreto, notas florais, especiado, madeira bem integrada, taninos macios, fino e elegante, a consumir de imediato. Uma boa surpresa com quase 20 anos de idade. Nota 17,5 (noutra situação 18).
.Qtª do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2007 - estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês e americano; nariz exuberante, muita fruta, especiado, notas apimentadas, acidez equilibrada, harmonioso, profundidade e final de boca longo. Tem mostrado uma invejável regularidade. Nota 18 (noutras 17/17,5/17,5+/17,5+/17,5).
.Graham's 30 Anos (engarrafado em 2012) - presença de citrinos e frutos secos, notas de mel, caril e brandy, acidez q.b., harmonioso, estrutura e final longo. Óptimo para final de noite. Nota 18.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Curtas (VII)
1.Hotel Avenue
Já conhecia o Bar/Enoteca deste simpático Hotel. Essa visita deu origem à crónica "Petiscos em Lisboa (VIII)", publicada em 4/11/2012. Desta vez abanquei no restaurante principal. É um espaço acolhedor e luminoso, mesas bem aparelhadas, ementa com uma selecção de petiscos muito interessante, quantidades generosas e preços simpáticos. A responsável pelos tachos é a Marlene Vieira, u dos valores seguros da nova geração de chefes.
A oferta de vinho a copo é francamente boa, embora os preços não sejam muito amigáveis. Escolhi o branco Altas Quintas Crescendo 2011, fresco, frutado e consistente, acompanhou bem a petiscaria. Nota 16,5.
2.Restaurante O Crôa
Fica na Praia Grande e é um óptimo local para se poder comer peixe grelhado a um preço acessível (muito mais barato do que o seu vizinho Nortada). Mas a ementa não se resume ao peixe grelhado. Quando lá fui recentemente, vi passar (e cheirar) uma travessa com favas e outra com uma feijoada.
Além de uma esplanada bem situada, da sala também se avista o mar, o que é uma mais valia. Mais ainda, para um restaurante modesto, O Crôa tem um serviço de vinhos que deveras me surpreendeu, pois o vinho foi-me dado a provar. Escolhi uma meia garrafa de Prova Régia 2010, um valor sempre seguro, que se mostrou frutado, com algumas notas tropicais, fresco e mineral. Acompanhou bem umas ameijoas e a dourada grelhada. Nota 16.
3.Hill's Bottled
Abriu recentemente na Elias Garcia,93 um belo espaço garrafeira/gourmet/loja de "trapos", um 3 em 1, deveras original. A componente garrafeira ainda está em construção, pois o respectivo portefólio não contempla um único fortificado Madeira ou Moscatel. A Bairrada é quase inexistente e a casta Alvarinho está representada pelas segundas linhas. Segundo me afirmaram é intenção dos donos organizarem provas de vinhos com regularidade. Aguardemos, então...
4.Meson de Tapas
Depois de ter desancado este espaço (ver "Meson de Tapas do ECI : esperar é preciso!", publicada em 3/4/2013, passando por lá ocasionalmente, agradou-me ter visto um cartaz que referia a Happy Hour (das 16h às 20h), altura em que se pode beber um copo do branco Qtª da Garrida Reserva 2011 ou do tinto 2008, acompanhado por 1 tapa à escolha. E tudo isto apenas por 2,90 €! Não é barato, é baratíssimo!
Já conhecia o Bar/Enoteca deste simpático Hotel. Essa visita deu origem à crónica "Petiscos em Lisboa (VIII)", publicada em 4/11/2012. Desta vez abanquei no restaurante principal. É um espaço acolhedor e luminoso, mesas bem aparelhadas, ementa com uma selecção de petiscos muito interessante, quantidades generosas e preços simpáticos. A responsável pelos tachos é a Marlene Vieira, u dos valores seguros da nova geração de chefes.
A oferta de vinho a copo é francamente boa, embora os preços não sejam muito amigáveis. Escolhi o branco Altas Quintas Crescendo 2011, fresco, frutado e consistente, acompanhou bem a petiscaria. Nota 16,5.
2.Restaurante O Crôa
Fica na Praia Grande e é um óptimo local para se poder comer peixe grelhado a um preço acessível (muito mais barato do que o seu vizinho Nortada). Mas a ementa não se resume ao peixe grelhado. Quando lá fui recentemente, vi passar (e cheirar) uma travessa com favas e outra com uma feijoada.
Além de uma esplanada bem situada, da sala também se avista o mar, o que é uma mais valia. Mais ainda, para um restaurante modesto, O Crôa tem um serviço de vinhos que deveras me surpreendeu, pois o vinho foi-me dado a provar. Escolhi uma meia garrafa de Prova Régia 2010, um valor sempre seguro, que se mostrou frutado, com algumas notas tropicais, fresco e mineral. Acompanhou bem umas ameijoas e a dourada grelhada. Nota 16.
3.Hill's Bottled
Abriu recentemente na Elias Garcia,93 um belo espaço garrafeira/gourmet/loja de "trapos", um 3 em 1, deveras original. A componente garrafeira ainda está em construção, pois o respectivo portefólio não contempla um único fortificado Madeira ou Moscatel. A Bairrada é quase inexistente e a casta Alvarinho está representada pelas segundas linhas. Segundo me afirmaram é intenção dos donos organizarem provas de vinhos com regularidade. Aguardemos, então...
4.Meson de Tapas
Depois de ter desancado este espaço (ver "Meson de Tapas do ECI : esperar é preciso!", publicada em 3/4/2013, passando por lá ocasionalmente, agradou-me ter visto um cartaz que referia a Happy Hour (das 16h às 20h), altura em que se pode beber um copo do branco Qtª da Garrida Reserva 2011 ou do tinto 2008, acompanhado por 1 tapa à escolha. E tudo isto apenas por 2,90 €! Não é barato, é baratíssimo!
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Os vinhos do João e os vinhos do José (aditamento)
1.A blogosfera vínica
Conforme prometido e para memória futura, segue a lista dos bloguistas que participaram no evento de 18 de abril:
.Adegga - André Cid e André Ribeirinho
.Air Diogo num copo - Diogo Rodrigues
.Arts meet Bacchus - Rui Lourenço Pereira
.Comer, beber e lazer - Carlos Janeiro
.E tudo o vinho levou - Celma Carreira e Gustavo Fernandes
.Enófilo militante - eu próprio
.Jojojoli - Jorge Nunes
.João à mesa - João Barbosa
.Krónicas vínicas - Mário Feliciano
.Mesa marcada - Miguel Pires
.O vinho é efémero - Elias Macovela
.Os vinhos - Pedro Barata
.Pinga amor - Miguel Pereira
.Pingas no copo - Rui Miguel Massa
.Reserva recomendada - Rui Barradas Pereira
.Wine & lifestile - André Peres
Mais uma vez, obrigado João e José, por nos terem tratado igualitariamente em relação aos restantes participantes, entre os quais estavam a Revista de Vinhos, Wine, Escanção, Wine Passion, Maria João Almeida, Anibal Coutinho, Nova Crítica, Público, Exame, Sábado, Visão, Jornal i, Notícias Magazine, Sol, Lusa, Intermagazine, Oje, Enovitis, Ahresp e, ainda, o IVV.
2.O que ficou por dizer
.O azeite posto em cima da mesa, para molhar no pão, era o Oliveira Ramos Premium do JPR. Excelente!
.Os dois Duorum O. Leucura têm origem em vinhas velhas, onde predominam a T. Nacional e a T. Franca. Estagiaram cerca de 24 meses em barricas de carvalho francês novo (70%) e usado (30%).
.A todos os participantes o JPR ofereceu um conjunto de 3 garrafas (2 de Qtª da Viçosa TC 2011 e 1 do seu Alvarinho 2012). Obrigado João, mais uma vez!
Conforme prometido e para memória futura, segue a lista dos bloguistas que participaram no evento de 18 de abril:
.Adegga - André Cid e André Ribeirinho
.Air Diogo num copo - Diogo Rodrigues
.Arts meet Bacchus - Rui Lourenço Pereira
.Comer, beber e lazer - Carlos Janeiro
.E tudo o vinho levou - Celma Carreira e Gustavo Fernandes
.Enófilo militante - eu próprio
.Jojojoli - Jorge Nunes
.João à mesa - João Barbosa
.Krónicas vínicas - Mário Feliciano
.Mesa marcada - Miguel Pires
.O vinho é efémero - Elias Macovela
.Os vinhos - Pedro Barata
.Pinga amor - Miguel Pereira
.Pingas no copo - Rui Miguel Massa
.Reserva recomendada - Rui Barradas Pereira
.Wine & lifestile - André Peres
Mais uma vez, obrigado João e José, por nos terem tratado igualitariamente em relação aos restantes participantes, entre os quais estavam a Revista de Vinhos, Wine, Escanção, Wine Passion, Maria João Almeida, Anibal Coutinho, Nova Crítica, Público, Exame, Sábado, Visão, Jornal i, Notícias Magazine, Sol, Lusa, Intermagazine, Oje, Enovitis, Ahresp e, ainda, o IVV.
2.O que ficou por dizer
.O azeite posto em cima da mesa, para molhar no pão, era o Oliveira Ramos Premium do JPR. Excelente!
.Os dois Duorum O. Leucura têm origem em vinhas velhas, onde predominam a T. Nacional e a T. Franca. Estagiaram cerca de 24 meses em barricas de carvalho francês novo (70%) e usado (30%).
.A todos os participantes o JPR ofereceu um conjunto de 3 garrafas (2 de Qtª da Viçosa TC 2011 e 1 do seu Alvarinho 2012). Obrigado João, mais uma vez!
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Os vinhos do João e os vinhos do José
1.Preâmbulo
Foi há 2 semanas que tomei parte num jantar de apresentação e estreia absoluta de vinhos do João Portugal Ramos (JPR) e do José Maria Soares Franco (JMSF), que teve lugar no Feitoria, restaurante do Hotel Altis Belém. Não costumo atrasar-me tanto com notícias desta importância, mas a organização ficou de me facultar a lista de presença dos bloguistas, para memória futura, e não o fez. Caso o venha a fazer, farei um aditamento a esta crónica.
De realçar a consideração que estes 2 excelentes enólogos/produtores têm por este mundo dos bloguistas de vinhos. O JPR já a tinha demonstrado ver a crónica "João Portugal Ramos e a Blogosfera", publicada em 3/6/2012). Juntou-se-lhe, agora, o JMSF. Fomos tratados como iguais dos restantes convidados, onde estavam quase todos os críticos da nossa praça e outros comentadores das revistas especializadas e de órgãos de comunicação social generalistas, para além de amigos e familiares do JPR e do JMSF. Eu, na qualidade de responsável pelo blogue enófilo militante, fiquei na mesa do JMSF, geograficamente perto do Pedro Gomes (Nova Crítica), Manuel Gonçalves da Silva (Visão), Pedro Garcias (Público) e André Magalhães (Taberna das Flores).
2.Os vinhos do João
.João Portugal Ramos Alvarinho 2012 - cumpriu-se o sonho do JPR em produzir um alvarinho, pois reforçou o seu projecto com uma nova adega e uma enóloga de Monção, por sinal filha do presidente da RVVV; fermentado em barricas, presença de espargos, notas de citrinos, fresco e mineral, nariz discreto mas final longo; demasiado novo, precisa de tempo para se mostrar. Não me impressionou, culpa do meu palato demasiado formatado para a linha Soalheiro. Nota 16,5.
.João Portugal Ramos Estremus 2011 - Estremus é o nome da vinha em solo calcário; o vinho, com base em Alicante e Trincadeira, estagiou em barricas de carvalho francês; opaco, muita fruta vermelha, notas adocicadas, acidez equilibrada, concentrado, arquitectura bem desenhada, está ainda por desbravar. Melhor daqui a 3/4 anos. Nota 17,5.
3.Os vinhos do José
O nome dos vinhos apresentados em 1ª mão tem a haver com a designação científica do Chasco Preto, Oenanthe Leucura, ave rara identificada nas vinhas de Castelo Melhor.
.Duorum O. Leucura Cota 200 2008 - ainda com muita fruta, notas apimentadas, acidez correcta, taninos por domar, concentrado, boca potente, algo pesado e final longo. Consumir desde já ou mais 3/4/ anos. Nota 17.
.Duorum O. Leucura Cota 400 2008 - ainda com fruta, especiado, notas fumadas, belíssima acidez, frescura e elegância, Taninos civilizados, estrutura e e final interminável. Sem pressa para consumir, em forma mais 7/8 anos. Nota 18.
Vão ser vendidos em conjunto, o que considero muito didáctico, para se perceber a influência da altitude na estrutura e longevidade do vinho. Receio é que o preço de venda não seja o mais adequado à situação actual. Espero que os responsáveis comerciais tenham isso em conta.
.Duorum Vintage 2011 - muita côr, concentação, doçura e potência de boca. É um bom exemplar, mas já não estou nesta onda. Mea culpa...
4.Notas finais
.Tudo o que comemos estava correcto, mas não me impressionou (nota - o chefe José Cordeiro já não é o responsável pelos tachos do Feitoria).
.Mais uma boa jornada, graças ao JPR e ao JMSF. Bem hajam!
Foi há 2 semanas que tomei parte num jantar de apresentação e estreia absoluta de vinhos do João Portugal Ramos (JPR) e do José Maria Soares Franco (JMSF), que teve lugar no Feitoria, restaurante do Hotel Altis Belém. Não costumo atrasar-me tanto com notícias desta importância, mas a organização ficou de me facultar a lista de presença dos bloguistas, para memória futura, e não o fez. Caso o venha a fazer, farei um aditamento a esta crónica.
De realçar a consideração que estes 2 excelentes enólogos/produtores têm por este mundo dos bloguistas de vinhos. O JPR já a tinha demonstrado ver a crónica "João Portugal Ramos e a Blogosfera", publicada em 3/6/2012). Juntou-se-lhe, agora, o JMSF. Fomos tratados como iguais dos restantes convidados, onde estavam quase todos os críticos da nossa praça e outros comentadores das revistas especializadas e de órgãos de comunicação social generalistas, para além de amigos e familiares do JPR e do JMSF. Eu, na qualidade de responsável pelo blogue enófilo militante, fiquei na mesa do JMSF, geograficamente perto do Pedro Gomes (Nova Crítica), Manuel Gonçalves da Silva (Visão), Pedro Garcias (Público) e André Magalhães (Taberna das Flores).
2.Os vinhos do João
.João Portugal Ramos Alvarinho 2012 - cumpriu-se o sonho do JPR em produzir um alvarinho, pois reforçou o seu projecto com uma nova adega e uma enóloga de Monção, por sinal filha do presidente da RVVV; fermentado em barricas, presença de espargos, notas de citrinos, fresco e mineral, nariz discreto mas final longo; demasiado novo, precisa de tempo para se mostrar. Não me impressionou, culpa do meu palato demasiado formatado para a linha Soalheiro. Nota 16,5.
.João Portugal Ramos Estremus 2011 - Estremus é o nome da vinha em solo calcário; o vinho, com base em Alicante e Trincadeira, estagiou em barricas de carvalho francês; opaco, muita fruta vermelha, notas adocicadas, acidez equilibrada, concentrado, arquitectura bem desenhada, está ainda por desbravar. Melhor daqui a 3/4 anos. Nota 17,5.
3.Os vinhos do José
O nome dos vinhos apresentados em 1ª mão tem a haver com a designação científica do Chasco Preto, Oenanthe Leucura, ave rara identificada nas vinhas de Castelo Melhor.
.Duorum O. Leucura Cota 200 2008 - ainda com muita fruta, notas apimentadas, acidez correcta, taninos por domar, concentrado, boca potente, algo pesado e final longo. Consumir desde já ou mais 3/4/ anos. Nota 17.
.Duorum O. Leucura Cota 400 2008 - ainda com fruta, especiado, notas fumadas, belíssima acidez, frescura e elegância, Taninos civilizados, estrutura e e final interminável. Sem pressa para consumir, em forma mais 7/8 anos. Nota 18.
Vão ser vendidos em conjunto, o que considero muito didáctico, para se perceber a influência da altitude na estrutura e longevidade do vinho. Receio é que o preço de venda não seja o mais adequado à situação actual. Espero que os responsáveis comerciais tenham isso em conta.
.Duorum Vintage 2011 - muita côr, concentação, doçura e potência de boca. É um bom exemplar, mas já não estou nesta onda. Mea culpa...
4.Notas finais
.Tudo o que comemos estava correcto, mas não me impressionou (nota - o chefe José Cordeiro já não é o responsável pelos tachos do Feitoria).
.Mais uma boa jornada, graças ao JPR e ao JMSF. Bem hajam!
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