Mais 2 brancos e 2 tintos a darem uma boa degustação, com o rótulo à vista e sem a pressão da prova cega. E eles foram:
.Soalheiro Alvarinho 2012 - notas tropicais, frescura, elegância e alguma mineralidade, final extenso; um valor sempre seguro, óptimo para acompanhar entradas leves; melhor daqui a 2/3 anos. Nota 16,5+ (noutras situações 16,5/16,5+).
.Aveleda Grande Follies 2009 (garrafa nº 588 de 2680, comprada na loja da Qtª da Aveleda, em grande promoção) - um branco bairradino de garagem, obtido a partir das vinhas da Qtª da Aguieira, estagiou 8 meses em barricas novas de carvalho francês; ainda frutado, notas de alperce, acidez no ponto, nuances amanteigadas, bom final de boca, gastronómico; contra rótulo totalmente em inglês, a dar a idéia que se destinava à exportação. Uma belíssima surpresa, ainda bebível nos próximos 3/4 anos. Nota 17,5.
.Qtª dos Carvalhais T. Nacional 2004 (comprada este ano, estava perdida algures...) - estagiou em pipas novas de carvalho francês; aroma ainda frutado, notas florais, elegante e harmonioso, taninos aveludados, profundidade e apreciável final de boca; em forma mais 6/7 anos. Nota 17,5 (noutra 18).
.Qtª do Noval 2008 - complexidade aromática, notas florais, especiado, frescura e elegância, bela estrutura, final de boca extenso, longevo. O Douro no seu melhor, a beber até mais 7/8 anos. Nota 18,5.
sábado, 22 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Curtas (XI)
1.Lateral Bistrô
Novamente inspirado na TimeOut, dedicada aos hambúrgueres, fui parar ao Lateral Bistrô (Av. Barbosa du Bocage, 107A), de cuja existência já tinha conhecimento através da leitura da Revista do Expresso. Escolhi o prato recomendado pela TimeOut, o hambúrguer de novilho em pão de brioche, que inclui tomate seco, queijo mozzarella e couve coração (6,90 €). Simplesmente, sublime! Como acompanhamento, espinafres salteados (2,20), mais do que suficiente para completar a refeição.
Ambiente moderno e aconchegado, com uma das paredes completamente ocupada com a reprodução de uma fotografia antiga tirada algures num restaurante. Música de fundo um pouco alta, para o meu gosto. Uma mais valia: o dono e responsável pela cozinha, Bernardo Cabral de seu nome, veio às mesas, o que é sempre de elogiar. A ementa, além de 14 pratos variados, inclui 17 petiscos e 5 focaccias e burgers.
Quanto aos vinhos, a lista é curta, pouco imaginativa e preços algo exagerados. Por exemplo, o Papa Figos custa 4 €, 15 € ou 37,50 €, nas versões a copo, garrafa ou 3 garrafas (confesso que não entendi o alcance desta última modalidade). Bebi uma imperial, pois os tintos estão à temperatura ambiente, ou seja, quentes!
Serviço, no geral, competente e simpático. Recomendo e tenciono voltar, fazendo votos que a componente vínica melhore.
2.Assinatura
É já público (notícia alargada no blogue Mesa Marcada) que o chefe Henrique Mouro deixou de ser o responsável pelos tachos do Assinatura, embora se mantenha sócio, sendo substituído pelo João Sá, vindo do Spot (restaurante do Manuel Moreira, em Sintra). Curiosamente, no respectivo portal nada consta.
O Assinatura, que vai agora comemorar o seu 3º aniversário é um dos meus restaurantes preferidos. Faço votos para que continui em alta e o Henrique Mouro encontre um espaço à altura da sua postura e criatividade (o que eu disse quando do seu 2º aniversário, pode ser visto aqui e aqui).
3.Descobre
A propósito de aniversários, o restaurante mercearia Descobre vai comemorar o seu 1º ano de vida (a crónica que publiquei quando o "descobri", pode ser aqui relembrada). Faço votos para que comemorem muitos mais anos e continuem a marcar pontos pela diferença.
Novamente inspirado na TimeOut, dedicada aos hambúrgueres, fui parar ao Lateral Bistrô (Av. Barbosa du Bocage, 107A), de cuja existência já tinha conhecimento através da leitura da Revista do Expresso. Escolhi o prato recomendado pela TimeOut, o hambúrguer de novilho em pão de brioche, que inclui tomate seco, queijo mozzarella e couve coração (6,90 €). Simplesmente, sublime! Como acompanhamento, espinafres salteados (2,20), mais do que suficiente para completar a refeição.
Ambiente moderno e aconchegado, com uma das paredes completamente ocupada com a reprodução de uma fotografia antiga tirada algures num restaurante. Música de fundo um pouco alta, para o meu gosto. Uma mais valia: o dono e responsável pela cozinha, Bernardo Cabral de seu nome, veio às mesas, o que é sempre de elogiar. A ementa, além de 14 pratos variados, inclui 17 petiscos e 5 focaccias e burgers.
Quanto aos vinhos, a lista é curta, pouco imaginativa e preços algo exagerados. Por exemplo, o Papa Figos custa 4 €, 15 € ou 37,50 €, nas versões a copo, garrafa ou 3 garrafas (confesso que não entendi o alcance desta última modalidade). Bebi uma imperial, pois os tintos estão à temperatura ambiente, ou seja, quentes!
Serviço, no geral, competente e simpático. Recomendo e tenciono voltar, fazendo votos que a componente vínica melhore.
2.Assinatura
É já público (notícia alargada no blogue Mesa Marcada) que o chefe Henrique Mouro deixou de ser o responsável pelos tachos do Assinatura, embora se mantenha sócio, sendo substituído pelo João Sá, vindo do Spot (restaurante do Manuel Moreira, em Sintra). Curiosamente, no respectivo portal nada consta.
O Assinatura, que vai agora comemorar o seu 3º aniversário é um dos meus restaurantes preferidos. Faço votos para que continui em alta e o Henrique Mouro encontre um espaço à altura da sua postura e criatividade (o que eu disse quando do seu 2º aniversário, pode ser visto aqui e aqui).
3.Descobre
A propósito de aniversários, o restaurante mercearia Descobre vai comemorar o seu 1º ano de vida (a crónica que publiquei quando o "descobri", pode ser aqui relembrada). Faço votos para que comemorem muitos mais anos e continuem a marcar pontos pela diferença.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Visita à Quinta da Aveleda e não só...
1.A Quinta da Aveleda
Integrado num grupo de associados do Montepio, visitei a Quinta da Aveleda, cujos 25 hectares de jardim lhe mereceram o prémio internacional "Best of Wine Tourism 2011", na categoria de Arquitectura, Parques e Jardins. A visita incluiu os jardins, a adega onde repousam dezenas de barricas com a aguardente Adega Velha e, ainda, uma prova de queijos e vinhos.
Nos jardins podem contemplar-se as "follies" que deram nome a uma das linhas de vinhos Aveleda, designadamente uma janela manuelina do século XVI, uma fonte no meio do lago, uma cabana de chá e a torre das cabras. Como curiosidade histórica, na adega visitada pode contemplar-se a garrafa nº 1 do primeiro engarrafamento da Adega Velha.
Na prova pudemos degustar os queijos de ovelha da Aveleda, um rosé Casal Garcia (que não experimentei) e o Qtª da Aveleda Colheita Seleccionada Loureiro/Alvarinho, um Regional Minho de 2012, a cumprir a sua missão, mas sem deslumbrar.
A loja da Quinta, bem recheada de vinhos, compotas e queijos, estava aberta e permitiu, a quem quiz, fazer alguma boas compras. Optei pelo branco Grande Follies 2009, do qual falarei oportunamente.
Como balanço, uma visita interessante, mas a saber a pouco, pois a chamada casa senhorial não foi incluida.
2.Penafiel
Uma pequena e simpática cidade do interior, cujo museu municipal está ao nível do que de melhor existe na Europa. A sua qualidade deve ser inversamente proporcional ao seu tamanho, pois apenas dispõe de 6 salas (da identidade, do território, da arqueologia, dos ofícios, da terra e da água e a das exposições temporárias (neste momento dedicada à Viarco). Obrigatório visitar!
Para os potenciais visitantes, Penafiel tem um belíssimo hotel de 4 estrelas (o Penafiel Park Hotel), altamente recomendável.
3.Restaurantes
.O Farela
Fica no cú de judas (R.Santa Luzia) e é preciso perguntar por ele de 100 em 100 metros, passe o exagero.
Mas vale a pena o esforço. Mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano, boa comida e uma lista de vinhos fabulosa, com preços deveras surpreendentes. Por exemplo, em que restaurantes se pode mandar vir uma garrafa de Qtª do Crasto Maria Teresa (79,90 €), Vinhas Velhas (29,90), Poeira (35,00) ou Vale Meão (56,00)? Não conheço nenhum!
A lista tem alguns erros na arrumação dos vinhos, mas nada de grave. Vinho a copo, como em tanto lado, só o da casa. Bons copos da Schott. Bebemos o Beira Quartz 2001, um belo branco assinado pelo Rui Reboredo Madeira, já aqui comentado, que acompanhou bacalhau á pedreiro com arroz de feijão e grelos.
Uma única nota negativa: a televisão acesa, embora sem som. Não havia necessidade.
.Convívio
Mais conhecido pelo restaurante do senhor António (R.Eng. Matos,331), foi-nos recomendado por pessoas de Penafiel que conhecemos na visita à Aveleda.
Mais modesto que o anterior, tem uma decoração deveras original (fotos antigas e de clientes da casa). A lista de vinhos é curta, pouco interessante, mal organizada e muito centada na região. A completar este cenário, os copos são de fraca qualidade. A comida é simples, mas muito agradável. Comemos filetes de peixe com arroz de feijão e ainda provei uma saborosíssima feijoada dos parceiros do lado (éramos 10). O vinho que veio para a mesa, Portal das Hortas, um verde com excesso de gás, mostrou-se mais ou menos imbebível para o meu gosto, mas as garrafas iam ficando vazias...
.Penafiel Park Hotel
Depois de bem almoçados, o jantar no hotel limitava-se a sopa e fruta laminada. Obviamente não bebi vinho, mas tive a curiosidade de consultar a respectiva lista, de razoável dimensão. Contabilizei 24 brancos, dos quais 50% eram verdes, mas apenas 1 Alvarinho (nenhum referia o ano de colheita). Quanto a tintos, somavam 36, centrados no Douro e Alentejo, todos com direito ao ano de colheita.
Oferta mínima de vinho a copo, espumantes e fortificados. Copos de qualidade.
Quanto a preços, eram todos excessivos e alguns estupidamente caros. Por exemplo, Duas Quintas (27 €), Cabeça de Burro (33), Cartuxa (50), Perna Seca Reserva (?) (60) e Oboé Grande Escolha (100)!?
É por isso, que nos 3 jantares no hotel, não vi ninguém a consumir vinho.
.Virgílio dos Leitões
A caminho de Penafiel, fizémos um pequeno desvio até à Mealhada, para poisarmos no Virgílio, onde não ia há um ror de anos.
A curiosidade era muita e considero positiva esta visita. Mais, a relação preço/qualidade é inquestionável. Por 11 €, come-se o menú leitão, com direito a pão, azeitonas, sopa, prato de leitão (estaladiço e dose generosa) café, bebida e guardanapo de pano! Uma boa surpresa.
Integrado num grupo de associados do Montepio, visitei a Quinta da Aveleda, cujos 25 hectares de jardim lhe mereceram o prémio internacional "Best of Wine Tourism 2011", na categoria de Arquitectura, Parques e Jardins. A visita incluiu os jardins, a adega onde repousam dezenas de barricas com a aguardente Adega Velha e, ainda, uma prova de queijos e vinhos.
Nos jardins podem contemplar-se as "follies" que deram nome a uma das linhas de vinhos Aveleda, designadamente uma janela manuelina do século XVI, uma fonte no meio do lago, uma cabana de chá e a torre das cabras. Como curiosidade histórica, na adega visitada pode contemplar-se a garrafa nº 1 do primeiro engarrafamento da Adega Velha.
Na prova pudemos degustar os queijos de ovelha da Aveleda, um rosé Casal Garcia (que não experimentei) e o Qtª da Aveleda Colheita Seleccionada Loureiro/Alvarinho, um Regional Minho de 2012, a cumprir a sua missão, mas sem deslumbrar.
A loja da Quinta, bem recheada de vinhos, compotas e queijos, estava aberta e permitiu, a quem quiz, fazer alguma boas compras. Optei pelo branco Grande Follies 2009, do qual falarei oportunamente.
Como balanço, uma visita interessante, mas a saber a pouco, pois a chamada casa senhorial não foi incluida.
2.Penafiel
Uma pequena e simpática cidade do interior, cujo museu municipal está ao nível do que de melhor existe na Europa. A sua qualidade deve ser inversamente proporcional ao seu tamanho, pois apenas dispõe de 6 salas (da identidade, do território, da arqueologia, dos ofícios, da terra e da água e a das exposições temporárias (neste momento dedicada à Viarco). Obrigatório visitar!
Para os potenciais visitantes, Penafiel tem um belíssimo hotel de 4 estrelas (o Penafiel Park Hotel), altamente recomendável.
3.Restaurantes
.O Farela
Fica no cú de judas (R.Santa Luzia) e é preciso perguntar por ele de 100 em 100 metros, passe o exagero.
Mas vale a pena o esforço. Mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano, boa comida e uma lista de vinhos fabulosa, com preços deveras surpreendentes. Por exemplo, em que restaurantes se pode mandar vir uma garrafa de Qtª do Crasto Maria Teresa (79,90 €), Vinhas Velhas (29,90), Poeira (35,00) ou Vale Meão (56,00)? Não conheço nenhum!
A lista tem alguns erros na arrumação dos vinhos, mas nada de grave. Vinho a copo, como em tanto lado, só o da casa. Bons copos da Schott. Bebemos o Beira Quartz 2001, um belo branco assinado pelo Rui Reboredo Madeira, já aqui comentado, que acompanhou bacalhau á pedreiro com arroz de feijão e grelos.
Uma única nota negativa: a televisão acesa, embora sem som. Não havia necessidade.
.Convívio
Mais conhecido pelo restaurante do senhor António (R.Eng. Matos,331), foi-nos recomendado por pessoas de Penafiel que conhecemos na visita à Aveleda.
Mais modesto que o anterior, tem uma decoração deveras original (fotos antigas e de clientes da casa). A lista de vinhos é curta, pouco interessante, mal organizada e muito centada na região. A completar este cenário, os copos são de fraca qualidade. A comida é simples, mas muito agradável. Comemos filetes de peixe com arroz de feijão e ainda provei uma saborosíssima feijoada dos parceiros do lado (éramos 10). O vinho que veio para a mesa, Portal das Hortas, um verde com excesso de gás, mostrou-se mais ou menos imbebível para o meu gosto, mas as garrafas iam ficando vazias...
.Penafiel Park Hotel
Depois de bem almoçados, o jantar no hotel limitava-se a sopa e fruta laminada. Obviamente não bebi vinho, mas tive a curiosidade de consultar a respectiva lista, de razoável dimensão. Contabilizei 24 brancos, dos quais 50% eram verdes, mas apenas 1 Alvarinho (nenhum referia o ano de colheita). Quanto a tintos, somavam 36, centrados no Douro e Alentejo, todos com direito ao ano de colheita.
Oferta mínima de vinho a copo, espumantes e fortificados. Copos de qualidade.
Quanto a preços, eram todos excessivos e alguns estupidamente caros. Por exemplo, Duas Quintas (27 €), Cabeça de Burro (33), Cartuxa (50), Perna Seca Reserva (?) (60) e Oboé Grande Escolha (100)!?
É por isso, que nos 3 jantares no hotel, não vi ninguém a consumir vinho.
.Virgílio dos Leitões
A caminho de Penafiel, fizémos um pequeno desvio até à Mealhada, para poisarmos no Virgílio, onde não ia há um ror de anos.
A curiosidade era muita e considero positiva esta visita. Mais, a relação preço/qualidade é inquestionável. Por 11 €, come-se o menú leitão, com direito a pão, azeitonas, sopa, prato de leitão (estaladiço e dose generosa) café, bebida e guardanapo de pano! Uma boa surpresa.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Almoço com Vinhos da Madeira (9ª sessão) : o regresso a Porto Covo
Todos os elogios que se possam fazer aos anfitriões, a Natalina e o Modesto Pereira, já foram aqui publicados há quase 1 ano (ver "Generosos do século XIX à prova em Porto Covo", em 31/7/2012). pouco mais há a acrescentar. Eles esmeraram-se, embora o tempo não tivesse ajudado.
Este núcleo duro dos Madeiras esteve desfalcado, o casal J.Rosa/Marieta não poude comparecer (falta justificada), mas cumpriu o compromisso de entrar com 1 garrafa de vinho tinto. Além de vinhos, o grupo também levou entradas e sobremesas, para aliviar os donos da casa.
O evento iniciou-se com as boas vindas, tendo os anfitriões servido o espumante Vértice Millésime 2007, a acompanhar com frutos secos. Cumpriu bem a sua função.
Seguiu-se-lhe o Soalheiro Alvarinho 2012, uma aposta sempre segura, também oferta dos Modestos, a acompanhar bem uma série de entradas (pimentos recheados, tarte de alho francês e bolas de chevre com mel e noz). Continuou com uma bela sopa de garoupa e ameijoas.
O corte no palato foi feito pelo Cossart Gordon Sercial 1960, sem data de engarrafamento (da garrafeira do Juca) - algo turvo, nariz preso, mas a dar a perceber que o vinho esteve mais de 50 anos em contacto com o vidro, notas de iodo, brandy, caril, vinagrinho evidente, boca poderosa e final longo. Nota 18 (noutra situação 18,5).
Seguiu-se uma estimável lebre com feijão, a pedir tintos. Compareceram 3 da colheita 2008 de diferentes regiões (Bairrada, Alentejo e Douro) e num patamar alto de qualidade, cuja hierarquização dependeu do gosto pessoal de cada um de nós. Desfilaram, então:
.Calda Bordaleza (levado pelo Alfredo) - estagiou cerca de 2 anos em barricas novas de carvalho francês, com base nas castas Cabernet Sauvignon (45%), Merlot (30%) e Petit Verdot (25%); nariz exuberante, muita fruta, notas vegetais, boa acidez, fino e elegante, taninos firmes e civilizados, profundidade e apreciável final de boca. A Bairrada moderna no seu melhor. Nota 18+.
.Solar dos Lobos Grande Escolha (trazido por mim) - 1º Prémio da Confraria dos Enófilos do Alentejo e Prémio Excelência da RV; estágio de 2/3 em barricas novas e o restante em barricas usadas; fruta exuberante, concentrado, acidez no ponto, madeira discreta, taninos de luxo e macios, bom final de boca, todo ele equilibrado. Nota 17,5+ (noutra 17,5+). A melhor ligação com a lebre.
.Qtª do Vesúvio (oferta do José Rosa, que não poude participar) - estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês; fresco, elegante e muito equilibrado, acidez no ponto, taninos civilizados, estrutura e bom final de boca. Nota 18.
A terminar, um festival de sobremesas (tábua de queijos, pão de ló, mousse de chocolate, pudim Abade de Priscos, pudim de ovos, pinhoadas e bolo de mel da Madeira, que pode ser adquirido, passe a publicidade, na Pastelaria Lua, na Rua das Carreiras,78 Funchal). Desfilaram, então, 3 Madeiras:
.FEM Verdelho Muito Velho (da garrafeira do Adelino) - cristalino, notas de iodo e caril, belíssima acidez, estrutura equilibrada, delicado e harmonioso, final interminável. Bebi-o em copo Siza Vieira e em copo de tinto, que o potencia muito. Experimentem e vejam a diferença... Para mim, o vinho da tarde. Nota 19 (não me canso de o beber; noutras 18,5+/19/19/18,5/18,5/18/18,5/18,5/18,5+).
.Blandy Bual 77, engarrafado em 2009 (levado pelo João) - notas de iodo e caril, vinagrinho bem presente, boca potentíssima e final interminável; prejudicado pelo facto de ter sido provado loga a seguir ao FEM. Nota 18,5 (também não me canso de o beber; noutras 19/19+/18/19/17,5/18/18,5/18/18,5/18,5/18,5+/19/18,5/18,5).
.Cossart Gordon Terrantez 77, engarrafado em 2004 (da garrafeira do Modesto) - nesta altura do campeonato já tinha o palato deveras cansado, o que prejudicou a apreciação deste vinho. Nota 17,5 (noutra 18).
Mais uma grande jornada. Obrigado Natalina e Modesto. Esperamos voltar!
.
Este núcleo duro dos Madeiras esteve desfalcado, o casal J.Rosa/Marieta não poude comparecer (falta justificada), mas cumpriu o compromisso de entrar com 1 garrafa de vinho tinto. Além de vinhos, o grupo também levou entradas e sobremesas, para aliviar os donos da casa.
O evento iniciou-se com as boas vindas, tendo os anfitriões servido o espumante Vértice Millésime 2007, a acompanhar com frutos secos. Cumpriu bem a sua função.
Seguiu-se-lhe o Soalheiro Alvarinho 2012, uma aposta sempre segura, também oferta dos Modestos, a acompanhar bem uma série de entradas (pimentos recheados, tarte de alho francês e bolas de chevre com mel e noz). Continuou com uma bela sopa de garoupa e ameijoas.
O corte no palato foi feito pelo Cossart Gordon Sercial 1960, sem data de engarrafamento (da garrafeira do Juca) - algo turvo, nariz preso, mas a dar a perceber que o vinho esteve mais de 50 anos em contacto com o vidro, notas de iodo, brandy, caril, vinagrinho evidente, boca poderosa e final longo. Nota 18 (noutra situação 18,5).
Seguiu-se uma estimável lebre com feijão, a pedir tintos. Compareceram 3 da colheita 2008 de diferentes regiões (Bairrada, Alentejo e Douro) e num patamar alto de qualidade, cuja hierarquização dependeu do gosto pessoal de cada um de nós. Desfilaram, então:
.Calda Bordaleza (levado pelo Alfredo) - estagiou cerca de 2 anos em barricas novas de carvalho francês, com base nas castas Cabernet Sauvignon (45%), Merlot (30%) e Petit Verdot (25%); nariz exuberante, muita fruta, notas vegetais, boa acidez, fino e elegante, taninos firmes e civilizados, profundidade e apreciável final de boca. A Bairrada moderna no seu melhor. Nota 18+.
.Solar dos Lobos Grande Escolha (trazido por mim) - 1º Prémio da Confraria dos Enófilos do Alentejo e Prémio Excelência da RV; estágio de 2/3 em barricas novas e o restante em barricas usadas; fruta exuberante, concentrado, acidez no ponto, madeira discreta, taninos de luxo e macios, bom final de boca, todo ele equilibrado. Nota 17,5+ (noutra 17,5+). A melhor ligação com a lebre.
.Qtª do Vesúvio (oferta do José Rosa, que não poude participar) - estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês; fresco, elegante e muito equilibrado, acidez no ponto, taninos civilizados, estrutura e bom final de boca. Nota 18.
A terminar, um festival de sobremesas (tábua de queijos, pão de ló, mousse de chocolate, pudim Abade de Priscos, pudim de ovos, pinhoadas e bolo de mel da Madeira, que pode ser adquirido, passe a publicidade, na Pastelaria Lua, na Rua das Carreiras,78 Funchal). Desfilaram, então, 3 Madeiras:
.FEM Verdelho Muito Velho (da garrafeira do Adelino) - cristalino, notas de iodo e caril, belíssima acidez, estrutura equilibrada, delicado e harmonioso, final interminável. Bebi-o em copo Siza Vieira e em copo de tinto, que o potencia muito. Experimentem e vejam a diferença... Para mim, o vinho da tarde. Nota 19 (não me canso de o beber; noutras 18,5+/19/19/18,5/18,5/18/18,5/18,5/18,5+).
.Blandy Bual 77, engarrafado em 2009 (levado pelo João) - notas de iodo e caril, vinagrinho bem presente, boca potentíssima e final interminável; prejudicado pelo facto de ter sido provado loga a seguir ao FEM. Nota 18,5 (também não me canso de o beber; noutras 19/19+/18/19/17,5/18/18,5/18/18,5/18,5/18,5+/19/18,5/18,5).
.Cossart Gordon Terrantez 77, engarrafado em 2004 (da garrafeira do Modesto) - nesta altura do campeonato já tinha o palato deveras cansado, o que prejudicou a apreciação deste vinho. Nota 17,5 (noutra 18).
Mais uma grande jornada. Obrigado Natalina e Modesto. Esperamos voltar!
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sábado, 8 de junho de 2013
Curtas (X)
1.Fialho
Recentemente almocei no Fialho, integrado num grupo de 23 participantes. Para grupo, a gastronomia (uma série de entradas e um prato de carne com umas saborosíssimas migas de espargos) surpreendeu-me pela positiva. Já o mesmo não posso dizer de um dos vinhos e respectivo serviço. O branco, Alento 2012, cumpriu plenamente a sua função, mas o tinto, Commenda Grande 2010, foi um desastre. Além de vir à temperatura ambiente, ou seja, quente, tinha um desagradável "pico". Só que, do grupo, fui o único a devolvê-lo. Falta de massa crítica, ignorância ou timidez?
Fica a má impressão do modo como o Fialho trata os grupos, que também são seus clientes.
2.Jesus é Goês
Continuando a explorar as dicas da TimeOut, fui poisar no Jesus é Goês (R. São José,23), onde experimentei o Mini Burger, que são 4 mini hambúrgueres, à base de "carne de vaca picada, coentros, canela, cravinho, gengibre, açafrão e malagueta", que transmite sabores deveras originais e totalmente diferentes do que estamos habituados.
Quanto a vinhos, a lista limita-se a 1 espumante, 5 brancos e 6 tintos, sendo a copo apenas o da casa (versões branco e tinto). Optei por uma cerveja, mas reparei que numa outra mesa a garrafa foi mostrada ao cliente, mas o vinhos não foi dado a provar.
Não aceita Visa nem sequer MB, o que não é nada simpático.
3.Rubro Avenida
É irmão do outro Rubro, situado no Campo Pequeno. Quem lá encontrei, como responsável pela sala, foi o Tiago Pereira que já conhecia doutras paragens, o Xico's e o Outro Rio. A sua presença é sempre uma mais valia. Ambiente informal, com mesas de madeira para 6 pessoas e bancos corridos, aposta nas tapas e montaditos, uma boa oferta de vinhos e uma selecção da quinzena, a copo. Seviço competente.
Optei pelo Paulo Laureano Bucelas 2011 (4,50 €) - nariz contido, notas florais e algum mineral, estrutura e final discreto. Alguma desilusão, esperava mais. Nota 15.
Recentemente almocei no Fialho, integrado num grupo de 23 participantes. Para grupo, a gastronomia (uma série de entradas e um prato de carne com umas saborosíssimas migas de espargos) surpreendeu-me pela positiva. Já o mesmo não posso dizer de um dos vinhos e respectivo serviço. O branco, Alento 2012, cumpriu plenamente a sua função, mas o tinto, Commenda Grande 2010, foi um desastre. Além de vir à temperatura ambiente, ou seja, quente, tinha um desagradável "pico". Só que, do grupo, fui o único a devolvê-lo. Falta de massa crítica, ignorância ou timidez?
Fica a má impressão do modo como o Fialho trata os grupos, que também são seus clientes.
2.Jesus é Goês
Continuando a explorar as dicas da TimeOut, fui poisar no Jesus é Goês (R. São José,23), onde experimentei o Mini Burger, que são 4 mini hambúrgueres, à base de "carne de vaca picada, coentros, canela, cravinho, gengibre, açafrão e malagueta", que transmite sabores deveras originais e totalmente diferentes do que estamos habituados.
Quanto a vinhos, a lista limita-se a 1 espumante, 5 brancos e 6 tintos, sendo a copo apenas o da casa (versões branco e tinto). Optei por uma cerveja, mas reparei que numa outra mesa a garrafa foi mostrada ao cliente, mas o vinhos não foi dado a provar.
Não aceita Visa nem sequer MB, o que não é nada simpático.
3.Rubro Avenida
É irmão do outro Rubro, situado no Campo Pequeno. Quem lá encontrei, como responsável pela sala, foi o Tiago Pereira que já conhecia doutras paragens, o Xico's e o Outro Rio. A sua presença é sempre uma mais valia. Ambiente informal, com mesas de madeira para 6 pessoas e bancos corridos, aposta nas tapas e montaditos, uma boa oferta de vinhos e uma selecção da quinzena, a copo. Seviço competente.
Optei pelo Paulo Laureano Bucelas 2011 (4,50 €) - nariz contido, notas florais e algum mineral, estrutura e final discreto. Alguma desilusão, esperava mais. Nota 15.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Curtas (IX)
1.Hambúrgueres
A TimeOut, cuja leitura se recomenda, dedicou o nº de 29 de maio aos hambúrgures. Um dos seleccionados é o d' O Talho, um espaço polivalente (talho e restaurante), que fica na R. Carlos Testa, bem perto do Corte Inglês. Tem de vários tamanhos, sabores e preços, com a grande vantagem de seguir directo do talho para o restaurante, na sala ao lado. Uma viagem curta, portanto.
Outra vantagem deste Talho: tem vinho a copo. Quando o visitei optei pelo Papa Figos (4,50 €), um valor seguro, embora tenha achado que o preço do copo é uma exorbitância. Não havia necessidade, a garrafa custa só um pouco mais.
2.Sushi revisitado
Trata-se do "deCastro & sushi alentejano" já aqui referido. Desta vez, optei pelo Menú Sushi (13,50 €), com direito a sopa, 12 peças de sushi alentejano, sobremesa, café e bebida (água, chá ou cerveja). Neste dia serviram-me sushi de bacalhau à Braz, polvo, sardinha em tomate, cavala fumada, linguiça e carne à alentejana, uns mais conseguidos do que outros. Não fui para o vinho, fiquei-me pela cerveja.
3.Descobre revisitado
Calhou ir ao Descobre, já aqui "descoberto", pouco tempo depois de ter saído no Expresso a crítica do José Quitério, de um modo geral francamente positiva. Fico satisfeito, este requintado espaço merece. O ambiente, a cozinha, o serviço e a área gourmet continuam em alta.
Bebi o branco Esporão Reserva (ano?), a ligar muito bem com uma espetada de atum com puré de batata doce e aipo. Foi servido num bom copo, marcado com a quantidade certa:15 cl. Custou 3,80 €, um preço mais que justo.
Um apontamento menos simpático: para compensar o preço do vinho, o do couvert é exageradamente alto, tendo sido cobrado 5,80 € por um cesto de pão, azeite Pia do Urso, pasta de azeitonas e manteiga. Há que ponderar numa próxima vez.
A TimeOut, cuja leitura se recomenda, dedicou o nº de 29 de maio aos hambúrgures. Um dos seleccionados é o d' O Talho, um espaço polivalente (talho e restaurante), que fica na R. Carlos Testa, bem perto do Corte Inglês. Tem de vários tamanhos, sabores e preços, com a grande vantagem de seguir directo do talho para o restaurante, na sala ao lado. Uma viagem curta, portanto.
Outra vantagem deste Talho: tem vinho a copo. Quando o visitei optei pelo Papa Figos (4,50 €), um valor seguro, embora tenha achado que o preço do copo é uma exorbitância. Não havia necessidade, a garrafa custa só um pouco mais.
2.Sushi revisitado
Trata-se do "deCastro & sushi alentejano" já aqui referido. Desta vez, optei pelo Menú Sushi (13,50 €), com direito a sopa, 12 peças de sushi alentejano, sobremesa, café e bebida (água, chá ou cerveja). Neste dia serviram-me sushi de bacalhau à Braz, polvo, sardinha em tomate, cavala fumada, linguiça e carne à alentejana, uns mais conseguidos do que outros. Não fui para o vinho, fiquei-me pela cerveja.
3.Descobre revisitado
Calhou ir ao Descobre, já aqui "descoberto", pouco tempo depois de ter saído no Expresso a crítica do José Quitério, de um modo geral francamente positiva. Fico satisfeito, este requintado espaço merece. O ambiente, a cozinha, o serviço e a área gourmet continuam em alta.
Bebi o branco Esporão Reserva (ano?), a ligar muito bem com uma espetada de atum com puré de batata doce e aipo. Foi servido num bom copo, marcado com a quantidade certa:15 cl. Custou 3,80 €, um preço mais que justo.
Um apontamento menos simpático: para compensar o preço do vinho, o do couvert é exageradamente alto, tendo sido cobrado 5,80 € por um cesto de pão, azeite Pia do Urso, pasta de azeitonas e manteiga. Há que ponderar numa próxima vez.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Jantar Quinta da Sequeira
Mais um jantar vínico organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, desta vez em parceria com o Guarda Real, restaurante do Real Palácio Hotel, já aqui referido nas crónicas "Lisboa Restaurant Week : a confirmação e a surpresa" e "O núcleo dos enomadeirenses", publicadas em 11/4/2011 e 18/5/2013, respectivamente. Estiveram presentes os produtores Mário Cardoso e Maria da Graça, tetraneta do fundador.
Esta parceria funcionou em pleno, não só pela qualidade da ementa, como também pelo serviço de vinhos, a cargo de alguns séniores e de uma equipa feminina júnior, atenta, simpática e profissional. Os copos eram bons e as temperaturas as adequadas. A cereja em cima do bolo: o repasto decorreu numa bonita e acolhedora esplanada interior.
Mais: o antigo núcleo duro das CAV e afins marcou presença significativa, com 28 participantes em 35, ou seja, 80 % do total.
Antes do jantar e numa outra sala, foram provados 2 vinhos de 2012 (branco e rosé), acompanhados de uma série de bons canapés. Serviço eficiente e a bom ritmo. Durante o repasto, desfilaram os seguintes vinhos Quinta da Sequeira:
.Grande Reserva 2011 branco - obtido a partir de vinhas velhas, com base nas castas tradicionais, onde a Rabigato é maioritária; estagiou 6 meses em barricas novas de carvalho francês, dando origem a 1500 garrafas; fruta madura, madeira discreta, um bom equilibrio entre a acidez e a untuosidade, estruturado e final longo. Para mim, o vinho da noite e merecedor de todos os prémios (foi considerado o melhor branco do Douro Superior em prova, em concurso recente). Nota 18.
Fez-lhe companhia um filete de peixe galo com risoto de tomate seco.
.Tinto 2011 (servido decantado) - a partir das castas tradicionais, com predominância da Touriga Nacional (40 %), estagiou 6 meses em barricas usadas de carvalho francês; nariz discreto, fruta presente, acidez no ponto, taninos ainda por ajustar, corpo e final médios. Nota 16.
Servido com um folhado de pato com cogumelos selvagens.
.Tinto Grande Reserva 2008 - estagiou 24 meses em barricas novas de carvalho francês; muito concentrado, boca poderosa, todo ele excessivo, mas pouco harmonioso; o teor alcoólico exagerado (16 % vol.!) também não ajuda. Uma pena, pois tem um grande potencial. Nota 17, mesmo assim!
Acompanhou um lombinho de javali assado.
.Colheita Tardia 2010 - 100 % Malvasia Fina, estagiou 6 meses em barricas novas de carvalho francês; presença de citrinos e frutos secos, bom equilibrio entre a acidez e a gordura, final persistente, doce sem ser enjoativo. Uns furos acima de uma outra garrafa provada há pouco tempo. Nota 16,5+.
Maridou bem com um mil folhas de framboesas e gelado de pistachio.
Em conclusão:
.esta nova parceria funcionou em pleno e faço votos para que continui;
.o branco Grande Reserva é uma paixão e já entrou no meu Quadro de Honra.
Esta parceria funcionou em pleno, não só pela qualidade da ementa, como também pelo serviço de vinhos, a cargo de alguns séniores e de uma equipa feminina júnior, atenta, simpática e profissional. Os copos eram bons e as temperaturas as adequadas. A cereja em cima do bolo: o repasto decorreu numa bonita e acolhedora esplanada interior.
Mais: o antigo núcleo duro das CAV e afins marcou presença significativa, com 28 participantes em 35, ou seja, 80 % do total.
Antes do jantar e numa outra sala, foram provados 2 vinhos de 2012 (branco e rosé), acompanhados de uma série de bons canapés. Serviço eficiente e a bom ritmo. Durante o repasto, desfilaram os seguintes vinhos Quinta da Sequeira:
.Grande Reserva 2011 branco - obtido a partir de vinhas velhas, com base nas castas tradicionais, onde a Rabigato é maioritária; estagiou 6 meses em barricas novas de carvalho francês, dando origem a 1500 garrafas; fruta madura, madeira discreta, um bom equilibrio entre a acidez e a untuosidade, estruturado e final longo. Para mim, o vinho da noite e merecedor de todos os prémios (foi considerado o melhor branco do Douro Superior em prova, em concurso recente). Nota 18.
Fez-lhe companhia um filete de peixe galo com risoto de tomate seco.
.Tinto 2011 (servido decantado) - a partir das castas tradicionais, com predominância da Touriga Nacional (40 %), estagiou 6 meses em barricas usadas de carvalho francês; nariz discreto, fruta presente, acidez no ponto, taninos ainda por ajustar, corpo e final médios. Nota 16.
Servido com um folhado de pato com cogumelos selvagens.
.Tinto Grande Reserva 2008 - estagiou 24 meses em barricas novas de carvalho francês; muito concentrado, boca poderosa, todo ele excessivo, mas pouco harmonioso; o teor alcoólico exagerado (16 % vol.!) também não ajuda. Uma pena, pois tem um grande potencial. Nota 17, mesmo assim!
Acompanhou um lombinho de javali assado.
.Colheita Tardia 2010 - 100 % Malvasia Fina, estagiou 6 meses em barricas novas de carvalho francês; presença de citrinos e frutos secos, bom equilibrio entre a acidez e a gordura, final persistente, doce sem ser enjoativo. Uns furos acima de uma outra garrafa provada há pouco tempo. Nota 16,5+.
Maridou bem com um mil folhas de framboesas e gelado de pistachio.
Em conclusão:
.esta nova parceria funcionou em pleno e faço votos para que continui;
.o branco Grande Reserva é uma paixão e já entrou no meu Quadro de Honra.
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