Atraído pela descrição da TimeOut, fui tentado conhecer mais um hambúrguer gourmet, concretamente em bolo lêvedo, acompanhado de agrião biológico e batatas fritas do Oeste (de pacote). O referido hambúrguer é criação da Mercearia Criativa, um dos espaços gourmet mais badalados, nomeadamente pela TimeOut. Também a Revista de Vinhos lhe dedicou uma extensa reportagem, pouco tempo depois da inauguração, o que, confesso, não entendi.
Vamos, então aos prós:
.a qualidade deste hambúrguer, embora considere que em bolo do caco ainda seria melhor
.a variedade e qualidade genérica dos produtos gourmet
.a oferta de petiscos (3 a 4,50 €, 8 a 6 € e 3 a 7 €)
.os gelados artesanais criados pelo Bertílio Gomes
.a simpatia das empregadas
E, agora aos contras:
.o portefólio de vinhos é pouco ambicioso e está centrado em 2 ou 3 produtores
.a oferta de vinhos a copo é ridiculamente exígua, limitando-se ao vinho da casa (branco e tinto)
.o vinho a copo (branco), por mim solicitado, já vinha servido!? (tive que solicitar que me mostrassem a garrafa, para perceber que estava a beber um branco do Douro, Alteia 2011)
.o copo em si é inenarrável; nem no tempo da minha avó...(o que me impediu de provar o vinho, com o mínimo de condições)
.o tinto é servido à temperatura ambiente, ou seja, quente (a garrafa estava na zona da cozinha!?)
.os guardanapos são deveras foleiros; não havia necessidade...
Em conclusão, não se entende como um espaço com esta projecção e com uma componente de garrafeira, tenha um serviço de vinhos de tão baixa qualidade. À atenção do responsável do projecto.
sábado, 29 de junho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Grupo dos 3 (31ª sessão)
O último encontro deste núcleo duríssimo teve lugar no Rubro Avenida, restaurante escolhido por mim e com vinhos da minha garrafeira. Levei 2 brancos 2011, 1 tinto 2008 e um Colheita 1961, todos provados rigorosamente às cegas. O apoio logístico foi do Tiago Pereira, responsável por aquele espaço, a fazer com que tudo funcioasse a contento.
Vinhos provados:
.Anselmo Mendes Curtimenta Alvarinho (Prémio Excelência da RV 2012) - aroma discreto, notas de citrinos, acidez equilibrada, frescura, mineralidade e elegância. A confirmação. Nota 17,5.
.Ribeiro Santo Vinha da Nave (um dos melhores no Guia do JPM 2013) - aroma mais intenso, boa acidez a suportar bem as notas amanteigadas, estrutura e final longo. A surpresa. Nota 17,5+.
Além do pão e azeite, os 2 brancos acompanharam uma série de agradáveis tapas (shot de salada de tomate, ovo de codorniz e queijo brie/croquete de morcela/empada de rabo de touro/mexilhão recheado com frutos do mar e tinta de choco/atum na chapa com soja e ponta de espargo verde), cogumelos grelhados e um surpreendente queijo provolone sobre cama de tomate.
.Kopke Vinhas Velhas - (também um dos melhores, no mesmo guia) - com base na T.Nacional e Sousão, estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês; servido após dupla decantação; nariz exuberante e complexo, frutos silvestres, notas especiadas, tabaco e chocolate, acidez q.b., taninos aveludados, profundidade e final longo. Em forma mais 4/5 anos. Um tinto de luxo. Nota 18,5+.
Fez companhia a um deveras apetecível chuleton de buey.
.Calém Colheita 61 (engarrafado em 2011) - frutos secos, mel, iodo, vinagrinho, boca potente e final longo. Um prazer. Nota 18 (noutra situação, também 18).
Maridou com bolo de chocolate e laminado de abacaxi, erradamente designado por carpaccio.
Mais uma boa sessão, com os vinhos, gastronomia e serviço a portarem-se à altura.
Vinhos provados:
.Anselmo Mendes Curtimenta Alvarinho (Prémio Excelência da RV 2012) - aroma discreto, notas de citrinos, acidez equilibrada, frescura, mineralidade e elegância. A confirmação. Nota 17,5.
.Ribeiro Santo Vinha da Nave (um dos melhores no Guia do JPM 2013) - aroma mais intenso, boa acidez a suportar bem as notas amanteigadas, estrutura e final longo. A surpresa. Nota 17,5+.
Além do pão e azeite, os 2 brancos acompanharam uma série de agradáveis tapas (shot de salada de tomate, ovo de codorniz e queijo brie/croquete de morcela/empada de rabo de touro/mexilhão recheado com frutos do mar e tinta de choco/atum na chapa com soja e ponta de espargo verde), cogumelos grelhados e um surpreendente queijo provolone sobre cama de tomate.
.Kopke Vinhas Velhas - (também um dos melhores, no mesmo guia) - com base na T.Nacional e Sousão, estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês; servido após dupla decantação; nariz exuberante e complexo, frutos silvestres, notas especiadas, tabaco e chocolate, acidez q.b., taninos aveludados, profundidade e final longo. Em forma mais 4/5 anos. Um tinto de luxo. Nota 18,5+.
Fez companhia a um deveras apetecível chuleton de buey.
.Calém Colheita 61 (engarrafado em 2011) - frutos secos, mel, iodo, vinagrinho, boca potente e final longo. Um prazer. Nota 18 (noutra situação, também 18).
Maridou com bolo de chocolate e laminado de abacaxi, erradamente designado por carpaccio.
Mais uma boa sessão, com os vinhos, gastronomia e serviço a portarem-se à altura.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Curtas (XII)
1."Os Mistérios do Abade de Priscos...
...e outras histórias curiosas e deliciosas da gastronomia" é um interessante livro da autoria de Fortunato da Câmara, jornalista do Público e considerado discípulo do José Quitério, editado em abril deste ano pel' "a esfera dos livros". Pela sua leitura ficamos a saber um pouco mais das histórias do carpaccio, risotto, fondue, perdiz à Convento de Alcântara, bifes stroganov, brandade de bacalhau, bolo-rei, molho bechamel, sopa de pedra, salada caesar ou bacalhau à Gomes de Sá, entre tantas outras.
Mas no melhor pano cai a nódoa. No capítulo dedicado à caldeirada à fragateira, refere que o escritor Júlio César Machado, em relação à enguia, teria dito que devia ser acompanhada com um copo do "prestigiado vinho fortificado francês de Sauternes" !? Ó meu caro Fortunato da Câmara, antes de fazer uma afirmação deste calibre, informe-se (tem aí à mão o Manuel Carvalho ou o Pedro Garcias, que não deixariam passar tal dislate)!
De qualquer modo, dislates à parte, recomenda-se este livro a quem se interessar por estas matérias.
2.A lista negra continua...
Encerrou em Abril mais uma loja de vinhos, a Quinta Saldanha Garrafeira & Gourmet, localizada no Atrium Saldanha, Lisboa.
3.Comer barato
Em tempo de crise, ainda há soluções para se comer abaixo dos 5 €. Por 4,50 pode-se optar pelo menú bifana, na Loja das Sopas do Corte Inglês, com direito a meia sopa, bifana e uma bebida.
4.Obrigatório ler
E já que falamos em crise, aconselho vivamente a leitura do livro "Da Corrupção à Crise", de Paulo de Morais, editado em maio pela Gradiva. Lê-se rápido (tem menos que 150 páginas), é barato (cerca de 10 €) e está nos tops dos mais vendidos.
Só para aguçar o apetite, transcrevo parte da contra-capa : "A principal causa da crise em que Portugal se encontra mergulhado é a corrupção. Alguns grupos económicos, apoiados pelas grandes sociedades de advogados, dominam completamente a actividade política que se transformou, ela própria, numa grande central de negócios".
...e outras histórias curiosas e deliciosas da gastronomia" é um interessante livro da autoria de Fortunato da Câmara, jornalista do Público e considerado discípulo do José Quitério, editado em abril deste ano pel' "a esfera dos livros". Pela sua leitura ficamos a saber um pouco mais das histórias do carpaccio, risotto, fondue, perdiz à Convento de Alcântara, bifes stroganov, brandade de bacalhau, bolo-rei, molho bechamel, sopa de pedra, salada caesar ou bacalhau à Gomes de Sá, entre tantas outras.
Mas no melhor pano cai a nódoa. No capítulo dedicado à caldeirada à fragateira, refere que o escritor Júlio César Machado, em relação à enguia, teria dito que devia ser acompanhada com um copo do "prestigiado vinho fortificado francês de Sauternes" !? Ó meu caro Fortunato da Câmara, antes de fazer uma afirmação deste calibre, informe-se (tem aí à mão o Manuel Carvalho ou o Pedro Garcias, que não deixariam passar tal dislate)!
De qualquer modo, dislates à parte, recomenda-se este livro a quem se interessar por estas matérias.
2.A lista negra continua...
Encerrou em Abril mais uma loja de vinhos, a Quinta Saldanha Garrafeira & Gourmet, localizada no Atrium Saldanha, Lisboa.
3.Comer barato
Em tempo de crise, ainda há soluções para se comer abaixo dos 5 €. Por 4,50 pode-se optar pelo menú bifana, na Loja das Sopas do Corte Inglês, com direito a meia sopa, bifana e uma bebida.
4.Obrigatório ler
E já que falamos em crise, aconselho vivamente a leitura do livro "Da Corrupção à Crise", de Paulo de Morais, editado em maio pela Gradiva. Lê-se rápido (tem menos que 150 páginas), é barato (cerca de 10 €) e está nos tops dos mais vendidos.
Só para aguçar o apetite, transcrevo parte da contra-capa : "A principal causa da crise em que Portugal se encontra mergulhado é a corrupção. Alguns grupos económicos, apoiados pelas grandes sociedades de advogados, dominam completamente a actividade política que se transformou, ela própria, numa grande central de negócios".
terça-feira, 25 de junho de 2013
Jantar Soalheiro
A Garrafeira Néctar das Avenidas organizou mais um jantar vínico, desta vez em parceria com a Casa da Dízima, em Paço d' Arcos. Este restaurante, de classe incontestável, já foi aqui objecto das crónicas "Almoço na Casa da Dízima" em 12/11/2011 e "Grupo dos 3 (24ª sessão)" em 23/9/2012. Também consta no meu TOP de restaurantes, incluido na crónica "2012 : na hora do balanço (V)", publicada 8/1/2013. De aplaudir o esforço e empenhamento do João Quintela, animador e responsável pela Néctar das Avenidas.
Este último jantar contou com a presença do Luis Cerdeira, produtor e enólogo da marca Soalheiro. Vinhos, gastronomia e serviço (sob orientação do Pedro Batista) estiveram muito bem. Desfilaram:
.Espumante Bruto Rosé 2011 - com base na casta Alvarelhão; bolha fina e persistente, linda côr salmonada, notas de pão acabado de cozer, boa acidez, elegante e harmonioso. Nota 17.
Ligou bem com uma série de canapés de qualidade apreciável.
.Alvarinho 2012 - cativante e sempre uma aposta segura; nada a crescentar à minha última crónica "Vinhos em família (XLIV)".
Fez companhia ao "amuse bouche".
.1ª Vinhas Alvarinho 2012 - estagia 6 meses em barricas usadas (15% do total); menos tropical do que o anterior, mais presença de citrinos, mineralidade, frescura, elegância, estrutura e final longo; gastronómico; melhor daqui a 2/3 anos. Nota 17,5+.
Maridou com vieiras frescas coradas sobre creme de sapateira.
.Reserva Alvarinho 2011 - notas de citrinos, alguma mineralidade, potência de boca, final longo, ainda em afinação; servido muito frio, o que o prejudicou, mostrou-se bem mais interessante quando a temperatura subiu; melhor daqui a 3/4 anos. Nota 17+.
Acompanhou codornizes(ave aviárica que dá o que pode dar...) recheadas com cogumelos sobre cama de puré de castanhas.
.Alvarinho 2001 - a surpresa da noite, a comprovar que a casta alvarinho envelhece nobremente e os vinhos a que dá origem não devem ser bebidos muito jóvens; muito complexo, ligeira oxidação, boa acidez, abaunilhado, potência de boca e assinalável persistência. Nota 18. Acompanhou muito bem uma deliciosa sobremesa de mil folhas de framboesa e creme mascarpone.
A fechar, mais uma belísima jornada vínica. Parabéns aos intervenientes!
Este último jantar contou com a presença do Luis Cerdeira, produtor e enólogo da marca Soalheiro. Vinhos, gastronomia e serviço (sob orientação do Pedro Batista) estiveram muito bem. Desfilaram:
.Espumante Bruto Rosé 2011 - com base na casta Alvarelhão; bolha fina e persistente, linda côr salmonada, notas de pão acabado de cozer, boa acidez, elegante e harmonioso. Nota 17.
Ligou bem com uma série de canapés de qualidade apreciável.
.Alvarinho 2012 - cativante e sempre uma aposta segura; nada a crescentar à minha última crónica "Vinhos em família (XLIV)".
Fez companhia ao "amuse bouche".
.1ª Vinhas Alvarinho 2012 - estagia 6 meses em barricas usadas (15% do total); menos tropical do que o anterior, mais presença de citrinos, mineralidade, frescura, elegância, estrutura e final longo; gastronómico; melhor daqui a 2/3 anos. Nota 17,5+.
Maridou com vieiras frescas coradas sobre creme de sapateira.
.Reserva Alvarinho 2011 - notas de citrinos, alguma mineralidade, potência de boca, final longo, ainda em afinação; servido muito frio, o que o prejudicou, mostrou-se bem mais interessante quando a temperatura subiu; melhor daqui a 3/4 anos. Nota 17+.
Acompanhou codornizes(ave aviárica que dá o que pode dar...) recheadas com cogumelos sobre cama de puré de castanhas.
.Alvarinho 2001 - a surpresa da noite, a comprovar que a casta alvarinho envelhece nobremente e os vinhos a que dá origem não devem ser bebidos muito jóvens; muito complexo, ligeira oxidação, boa acidez, abaunilhado, potência de boca e assinalável persistência. Nota 18. Acompanhou muito bem uma deliciosa sobremesa de mil folhas de framboesa e creme mascarpone.
A fechar, mais uma belísima jornada vínica. Parabéns aos intervenientes!
sábado, 22 de junho de 2013
Vinhos em família (XLIV)
Mais 2 brancos e 2 tintos a darem uma boa degustação, com o rótulo à vista e sem a pressão da prova cega. E eles foram:
.Soalheiro Alvarinho 2012 - notas tropicais, frescura, elegância e alguma mineralidade, final extenso; um valor sempre seguro, óptimo para acompanhar entradas leves; melhor daqui a 2/3 anos. Nota 16,5+ (noutras situações 16,5/16,5+).
.Aveleda Grande Follies 2009 (garrafa nº 588 de 2680, comprada na loja da Qtª da Aveleda, em grande promoção) - um branco bairradino de garagem, obtido a partir das vinhas da Qtª da Aguieira, estagiou 8 meses em barricas novas de carvalho francês; ainda frutado, notas de alperce, acidez no ponto, nuances amanteigadas, bom final de boca, gastronómico; contra rótulo totalmente em inglês, a dar a idéia que se destinava à exportação. Uma belíssima surpresa, ainda bebível nos próximos 3/4 anos. Nota 17,5.
.Qtª dos Carvalhais T. Nacional 2004 (comprada este ano, estava perdida algures...) - estagiou em pipas novas de carvalho francês; aroma ainda frutado, notas florais, elegante e harmonioso, taninos aveludados, profundidade e apreciável final de boca; em forma mais 6/7 anos. Nota 17,5 (noutra 18).
.Qtª do Noval 2008 - complexidade aromática, notas florais, especiado, frescura e elegância, bela estrutura, final de boca extenso, longevo. O Douro no seu melhor, a beber até mais 7/8 anos. Nota 18,5.
.Soalheiro Alvarinho 2012 - notas tropicais, frescura, elegância e alguma mineralidade, final extenso; um valor sempre seguro, óptimo para acompanhar entradas leves; melhor daqui a 2/3 anos. Nota 16,5+ (noutras situações 16,5/16,5+).
.Aveleda Grande Follies 2009 (garrafa nº 588 de 2680, comprada na loja da Qtª da Aveleda, em grande promoção) - um branco bairradino de garagem, obtido a partir das vinhas da Qtª da Aguieira, estagiou 8 meses em barricas novas de carvalho francês; ainda frutado, notas de alperce, acidez no ponto, nuances amanteigadas, bom final de boca, gastronómico; contra rótulo totalmente em inglês, a dar a idéia que se destinava à exportação. Uma belíssima surpresa, ainda bebível nos próximos 3/4 anos. Nota 17,5.
.Qtª dos Carvalhais T. Nacional 2004 (comprada este ano, estava perdida algures...) - estagiou em pipas novas de carvalho francês; aroma ainda frutado, notas florais, elegante e harmonioso, taninos aveludados, profundidade e apreciável final de boca; em forma mais 6/7 anos. Nota 17,5 (noutra 18).
.Qtª do Noval 2008 - complexidade aromática, notas florais, especiado, frescura e elegância, bela estrutura, final de boca extenso, longevo. O Douro no seu melhor, a beber até mais 7/8 anos. Nota 18,5.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Curtas (XI)
1.Lateral Bistrô
Novamente inspirado na TimeOut, dedicada aos hambúrgueres, fui parar ao Lateral Bistrô (Av. Barbosa du Bocage, 107A), de cuja existência já tinha conhecimento através da leitura da Revista do Expresso. Escolhi o prato recomendado pela TimeOut, o hambúrguer de novilho em pão de brioche, que inclui tomate seco, queijo mozzarella e couve coração (6,90 €). Simplesmente, sublime! Como acompanhamento, espinafres salteados (2,20), mais do que suficiente para completar a refeição.
Ambiente moderno e aconchegado, com uma das paredes completamente ocupada com a reprodução de uma fotografia antiga tirada algures num restaurante. Música de fundo um pouco alta, para o meu gosto. Uma mais valia: o dono e responsável pela cozinha, Bernardo Cabral de seu nome, veio às mesas, o que é sempre de elogiar. A ementa, além de 14 pratos variados, inclui 17 petiscos e 5 focaccias e burgers.
Quanto aos vinhos, a lista é curta, pouco imaginativa e preços algo exagerados. Por exemplo, o Papa Figos custa 4 €, 15 € ou 37,50 €, nas versões a copo, garrafa ou 3 garrafas (confesso que não entendi o alcance desta última modalidade). Bebi uma imperial, pois os tintos estão à temperatura ambiente, ou seja, quentes!
Serviço, no geral, competente e simpático. Recomendo e tenciono voltar, fazendo votos que a componente vínica melhore.
2.Assinatura
É já público (notícia alargada no blogue Mesa Marcada) que o chefe Henrique Mouro deixou de ser o responsável pelos tachos do Assinatura, embora se mantenha sócio, sendo substituído pelo João Sá, vindo do Spot (restaurante do Manuel Moreira, em Sintra). Curiosamente, no respectivo portal nada consta.
O Assinatura, que vai agora comemorar o seu 3º aniversário é um dos meus restaurantes preferidos. Faço votos para que continui em alta e o Henrique Mouro encontre um espaço à altura da sua postura e criatividade (o que eu disse quando do seu 2º aniversário, pode ser visto aqui e aqui).
3.Descobre
A propósito de aniversários, o restaurante mercearia Descobre vai comemorar o seu 1º ano de vida (a crónica que publiquei quando o "descobri", pode ser aqui relembrada). Faço votos para que comemorem muitos mais anos e continuem a marcar pontos pela diferença.
Novamente inspirado na TimeOut, dedicada aos hambúrgueres, fui parar ao Lateral Bistrô (Av. Barbosa du Bocage, 107A), de cuja existência já tinha conhecimento através da leitura da Revista do Expresso. Escolhi o prato recomendado pela TimeOut, o hambúrguer de novilho em pão de brioche, que inclui tomate seco, queijo mozzarella e couve coração (6,90 €). Simplesmente, sublime! Como acompanhamento, espinafres salteados (2,20), mais do que suficiente para completar a refeição.
Ambiente moderno e aconchegado, com uma das paredes completamente ocupada com a reprodução de uma fotografia antiga tirada algures num restaurante. Música de fundo um pouco alta, para o meu gosto. Uma mais valia: o dono e responsável pela cozinha, Bernardo Cabral de seu nome, veio às mesas, o que é sempre de elogiar. A ementa, além de 14 pratos variados, inclui 17 petiscos e 5 focaccias e burgers.
Quanto aos vinhos, a lista é curta, pouco imaginativa e preços algo exagerados. Por exemplo, o Papa Figos custa 4 €, 15 € ou 37,50 €, nas versões a copo, garrafa ou 3 garrafas (confesso que não entendi o alcance desta última modalidade). Bebi uma imperial, pois os tintos estão à temperatura ambiente, ou seja, quentes!
Serviço, no geral, competente e simpático. Recomendo e tenciono voltar, fazendo votos que a componente vínica melhore.
2.Assinatura
É já público (notícia alargada no blogue Mesa Marcada) que o chefe Henrique Mouro deixou de ser o responsável pelos tachos do Assinatura, embora se mantenha sócio, sendo substituído pelo João Sá, vindo do Spot (restaurante do Manuel Moreira, em Sintra). Curiosamente, no respectivo portal nada consta.
O Assinatura, que vai agora comemorar o seu 3º aniversário é um dos meus restaurantes preferidos. Faço votos para que continui em alta e o Henrique Mouro encontre um espaço à altura da sua postura e criatividade (o que eu disse quando do seu 2º aniversário, pode ser visto aqui e aqui).
3.Descobre
A propósito de aniversários, o restaurante mercearia Descobre vai comemorar o seu 1º ano de vida (a crónica que publiquei quando o "descobri", pode ser aqui relembrada). Faço votos para que comemorem muitos mais anos e continuem a marcar pontos pela diferença.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Visita à Quinta da Aveleda e não só...
1.A Quinta da Aveleda
Integrado num grupo de associados do Montepio, visitei a Quinta da Aveleda, cujos 25 hectares de jardim lhe mereceram o prémio internacional "Best of Wine Tourism 2011", na categoria de Arquitectura, Parques e Jardins. A visita incluiu os jardins, a adega onde repousam dezenas de barricas com a aguardente Adega Velha e, ainda, uma prova de queijos e vinhos.
Nos jardins podem contemplar-se as "follies" que deram nome a uma das linhas de vinhos Aveleda, designadamente uma janela manuelina do século XVI, uma fonte no meio do lago, uma cabana de chá e a torre das cabras. Como curiosidade histórica, na adega visitada pode contemplar-se a garrafa nº 1 do primeiro engarrafamento da Adega Velha.
Na prova pudemos degustar os queijos de ovelha da Aveleda, um rosé Casal Garcia (que não experimentei) e o Qtª da Aveleda Colheita Seleccionada Loureiro/Alvarinho, um Regional Minho de 2012, a cumprir a sua missão, mas sem deslumbrar.
A loja da Quinta, bem recheada de vinhos, compotas e queijos, estava aberta e permitiu, a quem quiz, fazer alguma boas compras. Optei pelo branco Grande Follies 2009, do qual falarei oportunamente.
Como balanço, uma visita interessante, mas a saber a pouco, pois a chamada casa senhorial não foi incluida.
2.Penafiel
Uma pequena e simpática cidade do interior, cujo museu municipal está ao nível do que de melhor existe na Europa. A sua qualidade deve ser inversamente proporcional ao seu tamanho, pois apenas dispõe de 6 salas (da identidade, do território, da arqueologia, dos ofícios, da terra e da água e a das exposições temporárias (neste momento dedicada à Viarco). Obrigatório visitar!
Para os potenciais visitantes, Penafiel tem um belíssimo hotel de 4 estrelas (o Penafiel Park Hotel), altamente recomendável.
3.Restaurantes
.O Farela
Fica no cú de judas (R.Santa Luzia) e é preciso perguntar por ele de 100 em 100 metros, passe o exagero.
Mas vale a pena o esforço. Mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano, boa comida e uma lista de vinhos fabulosa, com preços deveras surpreendentes. Por exemplo, em que restaurantes se pode mandar vir uma garrafa de Qtª do Crasto Maria Teresa (79,90 €), Vinhas Velhas (29,90), Poeira (35,00) ou Vale Meão (56,00)? Não conheço nenhum!
A lista tem alguns erros na arrumação dos vinhos, mas nada de grave. Vinho a copo, como em tanto lado, só o da casa. Bons copos da Schott. Bebemos o Beira Quartz 2001, um belo branco assinado pelo Rui Reboredo Madeira, já aqui comentado, que acompanhou bacalhau á pedreiro com arroz de feijão e grelos.
Uma única nota negativa: a televisão acesa, embora sem som. Não havia necessidade.
.Convívio
Mais conhecido pelo restaurante do senhor António (R.Eng. Matos,331), foi-nos recomendado por pessoas de Penafiel que conhecemos na visita à Aveleda.
Mais modesto que o anterior, tem uma decoração deveras original (fotos antigas e de clientes da casa). A lista de vinhos é curta, pouco interessante, mal organizada e muito centada na região. A completar este cenário, os copos são de fraca qualidade. A comida é simples, mas muito agradável. Comemos filetes de peixe com arroz de feijão e ainda provei uma saborosíssima feijoada dos parceiros do lado (éramos 10). O vinho que veio para a mesa, Portal das Hortas, um verde com excesso de gás, mostrou-se mais ou menos imbebível para o meu gosto, mas as garrafas iam ficando vazias...
.Penafiel Park Hotel
Depois de bem almoçados, o jantar no hotel limitava-se a sopa e fruta laminada. Obviamente não bebi vinho, mas tive a curiosidade de consultar a respectiva lista, de razoável dimensão. Contabilizei 24 brancos, dos quais 50% eram verdes, mas apenas 1 Alvarinho (nenhum referia o ano de colheita). Quanto a tintos, somavam 36, centrados no Douro e Alentejo, todos com direito ao ano de colheita.
Oferta mínima de vinho a copo, espumantes e fortificados. Copos de qualidade.
Quanto a preços, eram todos excessivos e alguns estupidamente caros. Por exemplo, Duas Quintas (27 €), Cabeça de Burro (33), Cartuxa (50), Perna Seca Reserva (?) (60) e Oboé Grande Escolha (100)!?
É por isso, que nos 3 jantares no hotel, não vi ninguém a consumir vinho.
.Virgílio dos Leitões
A caminho de Penafiel, fizémos um pequeno desvio até à Mealhada, para poisarmos no Virgílio, onde não ia há um ror de anos.
A curiosidade era muita e considero positiva esta visita. Mais, a relação preço/qualidade é inquestionável. Por 11 €, come-se o menú leitão, com direito a pão, azeitonas, sopa, prato de leitão (estaladiço e dose generosa) café, bebida e guardanapo de pano! Uma boa surpresa.
Integrado num grupo de associados do Montepio, visitei a Quinta da Aveleda, cujos 25 hectares de jardim lhe mereceram o prémio internacional "Best of Wine Tourism 2011", na categoria de Arquitectura, Parques e Jardins. A visita incluiu os jardins, a adega onde repousam dezenas de barricas com a aguardente Adega Velha e, ainda, uma prova de queijos e vinhos.
Nos jardins podem contemplar-se as "follies" que deram nome a uma das linhas de vinhos Aveleda, designadamente uma janela manuelina do século XVI, uma fonte no meio do lago, uma cabana de chá e a torre das cabras. Como curiosidade histórica, na adega visitada pode contemplar-se a garrafa nº 1 do primeiro engarrafamento da Adega Velha.
Na prova pudemos degustar os queijos de ovelha da Aveleda, um rosé Casal Garcia (que não experimentei) e o Qtª da Aveleda Colheita Seleccionada Loureiro/Alvarinho, um Regional Minho de 2012, a cumprir a sua missão, mas sem deslumbrar.
A loja da Quinta, bem recheada de vinhos, compotas e queijos, estava aberta e permitiu, a quem quiz, fazer alguma boas compras. Optei pelo branco Grande Follies 2009, do qual falarei oportunamente.
Como balanço, uma visita interessante, mas a saber a pouco, pois a chamada casa senhorial não foi incluida.
2.Penafiel
Uma pequena e simpática cidade do interior, cujo museu municipal está ao nível do que de melhor existe na Europa. A sua qualidade deve ser inversamente proporcional ao seu tamanho, pois apenas dispõe de 6 salas (da identidade, do território, da arqueologia, dos ofícios, da terra e da água e a das exposições temporárias (neste momento dedicada à Viarco). Obrigatório visitar!
Para os potenciais visitantes, Penafiel tem um belíssimo hotel de 4 estrelas (o Penafiel Park Hotel), altamente recomendável.
3.Restaurantes
.O Farela
Fica no cú de judas (R.Santa Luzia) e é preciso perguntar por ele de 100 em 100 metros, passe o exagero.
Mas vale a pena o esforço. Mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano, boa comida e uma lista de vinhos fabulosa, com preços deveras surpreendentes. Por exemplo, em que restaurantes se pode mandar vir uma garrafa de Qtª do Crasto Maria Teresa (79,90 €), Vinhas Velhas (29,90), Poeira (35,00) ou Vale Meão (56,00)? Não conheço nenhum!
A lista tem alguns erros na arrumação dos vinhos, mas nada de grave. Vinho a copo, como em tanto lado, só o da casa. Bons copos da Schott. Bebemos o Beira Quartz 2001, um belo branco assinado pelo Rui Reboredo Madeira, já aqui comentado, que acompanhou bacalhau á pedreiro com arroz de feijão e grelos.
Uma única nota negativa: a televisão acesa, embora sem som. Não havia necessidade.
.Convívio
Mais conhecido pelo restaurante do senhor António (R.Eng. Matos,331), foi-nos recomendado por pessoas de Penafiel que conhecemos na visita à Aveleda.
Mais modesto que o anterior, tem uma decoração deveras original (fotos antigas e de clientes da casa). A lista de vinhos é curta, pouco interessante, mal organizada e muito centada na região. A completar este cenário, os copos são de fraca qualidade. A comida é simples, mas muito agradável. Comemos filetes de peixe com arroz de feijão e ainda provei uma saborosíssima feijoada dos parceiros do lado (éramos 10). O vinho que veio para a mesa, Portal das Hortas, um verde com excesso de gás, mostrou-se mais ou menos imbebível para o meu gosto, mas as garrafas iam ficando vazias...
.Penafiel Park Hotel
Depois de bem almoçados, o jantar no hotel limitava-se a sopa e fruta laminada. Obviamente não bebi vinho, mas tive a curiosidade de consultar a respectiva lista, de razoável dimensão. Contabilizei 24 brancos, dos quais 50% eram verdes, mas apenas 1 Alvarinho (nenhum referia o ano de colheita). Quanto a tintos, somavam 36, centrados no Douro e Alentejo, todos com direito ao ano de colheita.
Oferta mínima de vinho a copo, espumantes e fortificados. Copos de qualidade.
Quanto a preços, eram todos excessivos e alguns estupidamente caros. Por exemplo, Duas Quintas (27 €), Cabeça de Burro (33), Cartuxa (50), Perna Seca Reserva (?) (60) e Oboé Grande Escolha (100)!?
É por isso, que nos 3 jantares no hotel, não vi ninguém a consumir vinho.
.Virgílio dos Leitões
A caminho de Penafiel, fizémos um pequeno desvio até à Mealhada, para poisarmos no Virgílio, onde não ia há um ror de anos.
A curiosidade era muita e considero positiva esta visita. Mais, a relação preço/qualidade é inquestionável. Por 11 €, come-se o menú leitão, com direito a pão, azeitonas, sopa, prato de leitão (estaladiço e dose generosa) café, bebida e guardanapo de pano! Uma boa surpresa.
Subscrever:
Mensagens (Atom)