Mais um jantar vínico organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, desta vez com vinhos do produtor/enólogo Tiago Cabaço que estava presente e os apresentou aos participantes. O repasto teve lugar no Lisboète, um dos espaços de restauração da minha preferência, com o chefe Walter Blazevic inspiradíssimo.
Na sala, a Mariana Monte que fazia anos nessa data, o que provocou que o final do jantar tivesse deslizado para o dia seguinte. Não fora isso, o ritmo de serviço teria sido o adequado. De resto, os vinhos, com excepção do último tinto, foram chegando à mesa antes da comida.
Quanto aos beberes e comeres, desfilaram:
..Com Premium 2016 - com base na casta Antão Vaz; presença de citrinos, notas vegetais, acidez no ponto, correcto e descomprometido, não fica na memória. Nota 15.
Acompanhou mousse de tamboril com legumes.
.Tiago Cabaço Encruzado 2015 - aroma intenso, fresco e frutado, acidez equlibrada, notas amanteigadas, volume e final de boca médios, gastronómico. Uma casta improvável no Alentejo, mas que se portou muito bem. Nota 16,5+.
Maridou com um excelente aveludado de bacalhau.
.Tiago Cabaço Vinhas Velhas 2015 branco - nariz austero, fruta madura, alguma acidez e gordura, volume e final de boca adocicado. Muito gastronómico. Nota 16,5.
Harmonizou bem com uma trilogia de peixe.
.Tiago Cabaço Alicante Bouschet 2013 - aromático, muita fruta preta e vermelha, excelente acidez, notas especiadas, taninos evidentes, volume e final de boca médios. Pede um prato de forno. Foi o tinto que mais me impressionou. Nota 17,5+.
Passou por cima do folhado de cogumelos.
.Blog 2012 (Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Syrah) em garrafa de 5 litros e Blog 2012 (Alicante Bouschet e Syrah) - nariz intenso, acidez equilibrada, taninos dóceis, volume e final de boca médios, distinguindo-se o primeiro pela presença de notas mais florais que lhe dá a Touriga. Nota 17,5 (para ambos).
Acompanharam um saboroso pato (mas demasiado al dente) com puré de batata.
.BD Open Minds branco doce - uma curiosidade pouco interessante. Prova-se e esquece-se de imediato. Não havia necessidade...
Em conclusão, mais um evento interessante, com algumas boas surpresas, um chefe à altura e a dona de parabens.
terça-feira, 28 de março de 2017
domingo, 26 de março de 2017
Grupo dos 3 (56ª sessão) : um Alvarinho de respeito e um tinto surpreendente
Esta última sessão foi da responsabilidade do João Quintela que trouxe 2 brancos, 1 tinto e 1 late harvest e escolheu o Comendador Silva (Rua Latino Coelho,50A), um restaurante aberto em finais do ano passado e que eu ainda não conhecia. É um espaço acolhedor, com as mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano e bons copos. Mas, no entanto, no melhor pano pode cair uma nódoa. Neste caso são as duas televisões ligadas, embora sem som. Não havia necessidade...
A gastronomia, a cargo do chefe Napoleão Valente, e o serviço de sala com o Vitor Pereira estiveram à altura dos acontecimentos. Recomendo vivamente este espaço e tenciono voltar.
Quanto aos beberes e comeres, desfilaram:
.Portal do Fidalgo Alvarinho 2011 - aroma intenso, presença de citrinos, belíssima acidez, notas amanteigadas, algum volume e final de boca. Este Alvarinho evoluiu muito bem e ainda está longe da reforma. Nota 17,5+.
Harmonizou bem com codorniz de escabeche e alheira de caça.
.Qtª do Sobreiró de Cima Reserva 2013 - nariz austero, fresco e mineral, boa acidez, volume e final de boca médios. Gastronómico. Nota 17.
Acompanhou um imperdível Arroz do Mar.
.Canameira Grande Reserva 2011 - aroma complexo, ainda com fruta, acidez equilibrada, especiado, taninos vigorosos, volume assinalável e final de boca muito longo. Complexo e harmonioso. Melhor daqui a 7/8 anos.Uma grande surpresa! Nota 18,5.
Casou bem com uma jardineira de coelho.
.Lenz Mozer Late Harvest 2005 - notas de tangerina e casca de laranja, acidez e doçura equilibradas, alguma gordura, volume e final de boca consideráveis. Nota 17,5.
Acompanhado por uma sobremesa com sericaia, citrinos e canela.
Mais uma boa sessão com os vinhos e gastronomia à altura, num espaço de restauração de qualidade.
Obrigado João!
A gastronomia, a cargo do chefe Napoleão Valente, e o serviço de sala com o Vitor Pereira estiveram à altura dos acontecimentos. Recomendo vivamente este espaço e tenciono voltar.
Quanto aos beberes e comeres, desfilaram:
.Portal do Fidalgo Alvarinho 2011 - aroma intenso, presença de citrinos, belíssima acidez, notas amanteigadas, algum volume e final de boca. Este Alvarinho evoluiu muito bem e ainda está longe da reforma. Nota 17,5+.
Harmonizou bem com codorniz de escabeche e alheira de caça.
.Qtª do Sobreiró de Cima Reserva 2013 - nariz austero, fresco e mineral, boa acidez, volume e final de boca médios. Gastronómico. Nota 17.
Acompanhou um imperdível Arroz do Mar.
.Canameira Grande Reserva 2011 - aroma complexo, ainda com fruta, acidez equilibrada, especiado, taninos vigorosos, volume assinalável e final de boca muito longo. Complexo e harmonioso. Melhor daqui a 7/8 anos.Uma grande surpresa! Nota 18,5.
Casou bem com uma jardineira de coelho.
.Lenz Mozer Late Harvest 2005 - notas de tangerina e casca de laranja, acidez e doçura equilibradas, alguma gordura, volume e final de boca consideráveis. Nota 17,5.
Acompanhado por uma sobremesa com sericaia, citrinos e canela.
Mais uma boa sessão com os vinhos e gastronomia à altura, num espaço de restauração de qualidade.
Obrigado João!
quinta-feira, 23 de março de 2017
Porto Extravaganza:os Garrafeiras da Niepoort (II)
2.O jantar
O título desta crónica pode enganar, pois neste jantar em que participei no 1º dia do Porto Extravaganza os Garrafeiras ficaram de fora. Nesta segunda parte do evento que decorreu no restaurante do Palácio de Seteais, tivemos a oportunidade de provar/beber 7 vinhos da Niepoort (1 rosé, 1 branco, 3 tintos e 2 fortificados) devidamente apresentados pelo Dirk que também participou no jantar.
De um modo geral a comida ficou abaixo das expectativas, o serviço cumpriu, as temperaturas dos vinhos eram mais ou menos as correctas, mas os copos Zalto (uma marca para mim desconhecida) tiveram que ser avinhados para acudir às necessidades. Cada vez que pegava num copo, ficava com o credo na boca, pois tinham um pé extremamente fino que se podia partir em qualquer momento.
O que bebemos e comemos? Ei-los:
.Redoma 2016 rosé - aroma intenso, notas apetroladas, alguma acidez e final de boca amargo. Nota 15.
Acompanhou camarão, mexilhão e lula em caldo de Bulhão Pato.
.Conciso 2015 (Dão) branco - com base nas castas Bical, Encruzado e Malvasia Fina; presença de citrinos, fruta cozida, fresco e mineral, acidez pronunciada, madeira bem casada, elegante e equilibrado, volume e final de boca assinaláveis. Longevo e gastronómico. Nota 17,5.
.Conciso 2012 (Dão) tinto - fresco com acidez demasiado presente, notas de caruma e resina, taninos rugosos, volume médio e final de boca persistente. Desequilibrado. Nota 15,5.
Estes 2 vinhos do Dão fizeram companhia a um pregado com carolino de mexilhão e tinta de choco, mas enquanto o branco harmonizou, o tinto conflituou.
.Charme 2014 - muito fresco, elegante e sofisticado, , acidez no ponto, taninos civilizados, volume e final de boca médios. Prejudicado por ter chegado à mesa gelado (!?). Nota 17,5.
.Batuta 2013 - nariz intenso, muita fruta vermelha, acidez equilibrada, especiado, taninos vigorosos, mas elegante e harmonioso, volume e final de boca apreciáveis. Nota 18.
Estes tintos casaram bem com um magret de pato.
Quase a fechar, foram servidos uma amostra do Vintage 2015, cheio de fruta e taninos, anunciando um bom futuro e, ainda, o Colheita 1974.
Acompanharam um "feulletine" de chocolate.
No fim do repasto, foi servida com o café a Aguardente Vínica Velha que já não provei.
Como conclusão, o jantar ficou uns furos abaixo da prova dos 10 Garrafeiras da Niepoort, que chegou a um inesquecível patamar de excelência.
O título desta crónica pode enganar, pois neste jantar em que participei no 1º dia do Porto Extravaganza os Garrafeiras ficaram de fora. Nesta segunda parte do evento que decorreu no restaurante do Palácio de Seteais, tivemos a oportunidade de provar/beber 7 vinhos da Niepoort (1 rosé, 1 branco, 3 tintos e 2 fortificados) devidamente apresentados pelo Dirk que também participou no jantar.
De um modo geral a comida ficou abaixo das expectativas, o serviço cumpriu, as temperaturas dos vinhos eram mais ou menos as correctas, mas os copos Zalto (uma marca para mim desconhecida) tiveram que ser avinhados para acudir às necessidades. Cada vez que pegava num copo, ficava com o credo na boca, pois tinham um pé extremamente fino que se podia partir em qualquer momento.
O que bebemos e comemos? Ei-los:
.Redoma 2016 rosé - aroma intenso, notas apetroladas, alguma acidez e final de boca amargo. Nota 15.
Acompanhou camarão, mexilhão e lula em caldo de Bulhão Pato.
.Conciso 2015 (Dão) branco - com base nas castas Bical, Encruzado e Malvasia Fina; presença de citrinos, fruta cozida, fresco e mineral, acidez pronunciada, madeira bem casada, elegante e equilibrado, volume e final de boca assinaláveis. Longevo e gastronómico. Nota 17,5.
.Conciso 2012 (Dão) tinto - fresco com acidez demasiado presente, notas de caruma e resina, taninos rugosos, volume médio e final de boca persistente. Desequilibrado. Nota 15,5.
Estes 2 vinhos do Dão fizeram companhia a um pregado com carolino de mexilhão e tinta de choco, mas enquanto o branco harmonizou, o tinto conflituou.
.Charme 2014 - muito fresco, elegante e sofisticado, , acidez no ponto, taninos civilizados, volume e final de boca médios. Prejudicado por ter chegado à mesa gelado (!?). Nota 17,5.
.Batuta 2013 - nariz intenso, muita fruta vermelha, acidez equilibrada, especiado, taninos vigorosos, mas elegante e harmonioso, volume e final de boca apreciáveis. Nota 18.
Estes tintos casaram bem com um magret de pato.
Quase a fechar, foram servidos uma amostra do Vintage 2015, cheio de fruta e taninos, anunciando um bom futuro e, ainda, o Colheita 1974.
Acompanharam um "feulletine" de chocolate.
No fim do repasto, foi servida com o café a Aguardente Vínica Velha que já não provei.
Como conclusão, o jantar ficou uns furos abaixo da prova dos 10 Garrafeiras da Niepoort, que chegou a um inesquecível patamar de excelência.
terça-feira, 21 de março de 2017
Porto Extravaganza : os Garrafeiras da Niepoort (I)
1.A prova
Começo por dizer que neste 1º dia do Porto Extravaganza, dedicado aos Garrafeiras da Niepoort e que decorreu no Palácio de Seteais (Sintra), participei numa prova irrepetível que só acontece uma vez na vida!
Superiormente organizada pelo Paulo Cruz, o dono do Bar do Binho em Sintra, teve como primeiro anfitrião o Dirk Niepoort, o grande embaixador dos vinhos portugueses e animador dos Douro Boys.
O Dirk, coadjuvado pelo José Nogueira, seu adegueiro e reputado alquimista, apresentou 10 Porto Garrafeira do mais recente (1977) ao mais antigo (1931).
Foi um momento de veneração e partilha daqueles impressionantes néctares, não dando ocasião para poder escrever as minhas impressões sobre cada um deles. Limitei-me a pontuá-los, mas, para mim, ficou claro que os últimos 5 estão num patamar superior em relação aos 5 primeiros, que vieram com uma temperatura acima do desejável. No entanto o Dirk afirmou-me que os mais recentes chegariam ao nível dos outros. Era só uma questão de tempo. Poderá ser, mas já cá não estarei para confirmar.
Em relação aos Garrafeira e para quem não saiba, a brochura editada pela Niepoort refere "A segunda geração da família, no final do século XIX, teve a feliz ideia de adquirir a uma vidreira alemã de Oldenburg cerca de 4000 garrafões (demijohns). Eduard Marius van der Niepoort, avô de Dirk, deu destino aos demijohns e engarrafou os melhores vinhos da vindima de 1931, tendo assim criado o Garrafeira Niepoort." Acrescente-se que o Garrafeira permanece alguns anos em pipas antes de envelhecer cerca de 30 anos nos referidos garrafões de vidro, o que lhe dá um perfil muito particular e único.
Para memória futura, os Garrafeira provados foram:
.1977 (dos primeiros 5, achei este o mais promissor; nota 18)
.1976 (nota 17+)
.1974 (o menos interessante; nota 17)
.1952 (17,5+)
.1950 (17,5)
.1948 (18,5)
.1940 (18,5)
.1938 (18)
.1933 (19)
.1931 (19)
A terminar, dois apontamentos:
.1º - um dos amigos com quem fui, no final da prova fez uma oportuna e justa intervenção, elogiando o trabalho desenvolvido pelo Paulo Cruz, a condução da prova por parte do Dirk e do José Nogueira e, ainda, lembrando o papel desempenhado pelo saudoso José António Salvador na divulgação do Vinho do Porto e outros fortificados (Madeira e Moscatéis);
.2º - A SIC passou uma peça no jornal da noite de Domingo, dedicada ao Porto Extravaganza, que ainda pode ser vista.
A próxima crónica será dedicada ao jantar.
Começo por dizer que neste 1º dia do Porto Extravaganza, dedicado aos Garrafeiras da Niepoort e que decorreu no Palácio de Seteais (Sintra), participei numa prova irrepetível que só acontece uma vez na vida!
Superiormente organizada pelo Paulo Cruz, o dono do Bar do Binho em Sintra, teve como primeiro anfitrião o Dirk Niepoort, o grande embaixador dos vinhos portugueses e animador dos Douro Boys.
O Dirk, coadjuvado pelo José Nogueira, seu adegueiro e reputado alquimista, apresentou 10 Porto Garrafeira do mais recente (1977) ao mais antigo (1931).
Foi um momento de veneração e partilha daqueles impressionantes néctares, não dando ocasião para poder escrever as minhas impressões sobre cada um deles. Limitei-me a pontuá-los, mas, para mim, ficou claro que os últimos 5 estão num patamar superior em relação aos 5 primeiros, que vieram com uma temperatura acima do desejável. No entanto o Dirk afirmou-me que os mais recentes chegariam ao nível dos outros. Era só uma questão de tempo. Poderá ser, mas já cá não estarei para confirmar.
Em relação aos Garrafeira e para quem não saiba, a brochura editada pela Niepoort refere "A segunda geração da família, no final do século XIX, teve a feliz ideia de adquirir a uma vidreira alemã de Oldenburg cerca de 4000 garrafões (demijohns). Eduard Marius van der Niepoort, avô de Dirk, deu destino aos demijohns e engarrafou os melhores vinhos da vindima de 1931, tendo assim criado o Garrafeira Niepoort." Acrescente-se que o Garrafeira permanece alguns anos em pipas antes de envelhecer cerca de 30 anos nos referidos garrafões de vidro, o que lhe dá um perfil muito particular e único.
Para memória futura, os Garrafeira provados foram:
.1977 (dos primeiros 5, achei este o mais promissor; nota 18)
.1976 (nota 17+)
.1974 (o menos interessante; nota 17)
.1952 (17,5+)
.1950 (17,5)
.1948 (18,5)
.1940 (18,5)
.1938 (18)
.1933 (19)
.1931 (19)
A terminar, dois apontamentos:
.1º - um dos amigos com quem fui, no final da prova fez uma oportuna e justa intervenção, elogiando o trabalho desenvolvido pelo Paulo Cruz, a condução da prova por parte do Dirk e do José Nogueira e, ainda, lembrando o papel desempenhado pelo saudoso José António Salvador na divulgação do Vinho do Porto e outros fortificados (Madeira e Moscatéis);
.2º - A SIC passou uma peça no jornal da noite de Domingo, dedicada ao Porto Extravaganza, que ainda pode ser vista.
A próxima crónica será dedicada ao jantar.
quinta-feira, 16 de março de 2017
Lisboa Restaurant Week (II) : almoço no Varanda de Lisboa
Voltei a aproveitar a plataforma The Fork, para almoçar no restaurante do Hotel Mundial por 19 + 1 €, com direito ao couver (o Varanda de Lisboa deve ter sido o único espaço de restauração a oferecer o couver, o que se aplaude), entrada (a escolher entre duas), prato (idem) e sobremesa (a escolher no carrinho entre diversas).
Escolhi o folhado de queijo de cabra, bochecha de bísaro à bordalesa e uma salada de frutas tropical. Gostei francamente da bochecha e não tanto do folhado.
Quanto a vinhos, a respectiva carta peca pela omissão dos anos de colheita e por separar os brancos da Região de Vinhos Verdes dos restantes, erros que lamentavelmente são comuns à maioria dos restaurantes que conheço. Mais, os tintos estavam à temperatura ambiente.
Optei por uma garrafa (éramos 4 à mesa) do tinto Quinta da Invejosa Reserva 2011 (Palmela), para mim um ilustre desconhecido - 100 % Castelão, estagiou 12 meses em pipas de carvalho; ainda com fruta, acidez equilibrada, especiado com a pimenta a impor-se, taninos civilizados, algum volume e final de boca. Uma boa surpresa. Nota 17.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar, mas rapidamente metida num vaso com água e gelo para o pôr à temperatura correcta.
Bons copos Schott e boa prestação do enólogo do hotel.
Escolhi o folhado de queijo de cabra, bochecha de bísaro à bordalesa e uma salada de frutas tropical. Gostei francamente da bochecha e não tanto do folhado.
Quanto a vinhos, a respectiva carta peca pela omissão dos anos de colheita e por separar os brancos da Região de Vinhos Verdes dos restantes, erros que lamentavelmente são comuns à maioria dos restaurantes que conheço. Mais, os tintos estavam à temperatura ambiente.
Optei por uma garrafa (éramos 4 à mesa) do tinto Quinta da Invejosa Reserva 2011 (Palmela), para mim um ilustre desconhecido - 100 % Castelão, estagiou 12 meses em pipas de carvalho; ainda com fruta, acidez equilibrada, especiado com a pimenta a impor-se, taninos civilizados, algum volume e final de boca. Uma boa surpresa. Nota 17.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar, mas rapidamente metida num vaso com água e gelo para o pôr à temperatura correcta.
Bons copos Schott e boa prestação do enólogo do hotel.
quarta-feira, 15 de março de 2017
Vinhos sem Fronteiras : mais um evento a não perder
É já no dia 25 de Março (Sábado), das 15 às 22 h, que a Garrafeira Néctar das Avenidas arranca com a 1ª edição deste evento, numa das salas do Hotel Real Palácio, onde costuma decorrer o Bairradão de boa memória. A entrada é livre, só sendo necessário adquirir o copo de prova (2 €).
Estão confirmados 8 produtores de Espanha (José Pariente, Viñedos de Nieva, Bodegas Aalto, Artadi, Martué, Bodegas Maurodos, Descendientes J. Palacios e Gramona), 9 de França (Domaine Févre, Domaine du Pegau, Chateau Haute Sarpe, Gonet-Médeville, Domaine du Bel Air, Domaine Barmés-Buecher, Trimbach, Domaine Mikael Bouges e Chateau Minuty), 3 de Itália (Pio Cesare, Rocca Delle Macie e Borgo Molino) e, ainda, representantes da China, Líbano e Síria.
Mais informações em www.garrafeiranectardasavenidas.com.
Estão confirmados 8 produtores de Espanha (José Pariente, Viñedos de Nieva, Bodegas Aalto, Artadi, Martué, Bodegas Maurodos, Descendientes J. Palacios e Gramona), 9 de França (Domaine Févre, Domaine du Pegau, Chateau Haute Sarpe, Gonet-Médeville, Domaine du Bel Air, Domaine Barmés-Buecher, Trimbach, Domaine Mikael Bouges e Chateau Minuty), 3 de Itália (Pio Cesare, Rocca Delle Macie e Borgo Molino) e, ainda, representantes da China, Líbano e Síria.
Mais informações em www.garrafeiranectardasavenidas.com.
terça-feira, 14 de março de 2017
Lisboa Restaurant Week (I) : almoço no Nobre
Após marcação através da plataforma The Fork*, por 19 + 1€ (para causas sociais), com direito a sopa/entrada, prato e sobremesa, pude almoçar no Nobre (ao Campo Pequeno), local muito frequentado por gente fina.
Escolhi a clássica sopa de santola (servida na casca), espetada de garoupa e manga com arroz malandrinho de lima e coentros e, ainda, mousse de chocolate branco com iogurte grego, gelado de framboesa e lascas de abacaxi. No final da refeição, simpática oferta de mini pastéis de nata. Tudo a um apreciável nível de qualidade e um serviço eficiente, mas muito distante.
Quanto a vinhos, a lista é pujante e com uma razoável oferta a copo. No entanto, tinha muitas faltas e era omissa quanto a anos de colheita, o que se lamenta.
Optei por um copo do Prova Régia Reserva 2014 (4,50 €) - presença de citrinos e fruta cozida, notas amanteigadas, acidez no ponto, ligeira oxidação, algum volume e final de boca. Gastronómico, ligou muito bem com a sopa e o prato. Nota 17.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar em copo Schott.
Também reparei na existência de armários térmicos para controlo de temperatura dos tintos, uma mais valia.
Contrastando com os empregados correctamente ataviados, o gerente (que depois percebi ser o filho dos patrões) parecia um sem abrigo! Francamente...
* por cada reserva, acumulam-se pontos (100 de cada vez); aos 1000, tem-se direito a um desconto de 10 €, em restaurantes aderentes.
Escolhi a clássica sopa de santola (servida na casca), espetada de garoupa e manga com arroz malandrinho de lima e coentros e, ainda, mousse de chocolate branco com iogurte grego, gelado de framboesa e lascas de abacaxi. No final da refeição, simpática oferta de mini pastéis de nata. Tudo a um apreciável nível de qualidade e um serviço eficiente, mas muito distante.
Quanto a vinhos, a lista é pujante e com uma razoável oferta a copo. No entanto, tinha muitas faltas e era omissa quanto a anos de colheita, o que se lamenta.
Optei por um copo do Prova Régia Reserva 2014 (4,50 €) - presença de citrinos e fruta cozida, notas amanteigadas, acidez no ponto, ligeira oxidação, algum volume e final de boca. Gastronómico, ligou muito bem com a sopa e o prato. Nota 17.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar em copo Schott.
Também reparei na existência de armários térmicos para controlo de temperatura dos tintos, uma mais valia.
Contrastando com os empregados correctamente ataviados, o gerente (que depois percebi ser o filho dos patrões) parecia um sem abrigo! Francamente...
* por cada reserva, acumulam-se pontos (100 de cada vez); aos 1000, tem-se direito a um desconto de 10 €, em restaurantes aderentes.
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