Mais uma sessão deste grupo de enófilos, desfalcado de um dos seus elementos. Desta vez aterrámos na Enoteca de Belém que, embora sem as presenças do Ricardo na cozinha e do Nelson na sala, continua num patamar alto quanto às iguarias e ao serviço de vinhos.
Desfilaram:
.Covela Escolha 2014 (levado pelo João) - com base nas castas Avesso e Chardonnay; nariz exuberante, presença de citrinos e maçãs, boa acidez, notas amanteigadas, volume e final de boca médios (13 % vol.). Uma boa surpresa com uma boa relação preço/qualidade. Nota 17,5.
.Covela Reserva 2014 (levado por mim) - com base nas castas Avesso, Chardonnay e Arinto, estagiou em barricas de carvalho francês; nariz austero, fruta fresca, belíssima acidez, especiado e complexo, fino e elegante, algum volume e final de boca persistente (13,5 % vol.). Nota 17,5+.
Estes 2 brancos acompanharam ceviche de atum, presunto de pato e lascas de bacalhau com puré de alho francês.
.Qtª do Ribeirinho Baga Pé Franco 2007 (da garrafeira do Frederico) - aroma intenso, sabores terciários, bela acidez, fino e elegante, algo especiado, taninos civilizados, algum volume e final de boca persistente. Álcool contido (13 % vol.). A beber nos próximos 9/10 anos. Nota 18,5.
.Vinha da Ponte 2007 (da garrafeira do J. Rosa) - nariz discreto, alguma fruta e acidez, especiado e complexo, taninos de veludo, grande volume e final de boca assinalável. Álcool excessivo (15,5 % vol.). A beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18,5+.
Estes 2 tintos harmonizaram com lombinho de porco confitado e legumes teriyaki.
.Burmester Rio Torto 1900 (da garrafeira do Adelino, tal como o Madeira que se indica a seguir) - cor límpida e brilhante, nariz positivo, frutos secos, grande frescura, taninos civilizados, estruturado e final de boca muito longo. Fino e elegante, uma preciosidade. Nota 19.
.Artur Barros e Sousa V V lote Bual e Malvasia - com cerca de 80 anos, frutos secos, notas de caril e brandy, vinagrinho, especiarias, algum volume e final de boca interminável. Outra preciosidade. Nota 18,5+.
Estes 2 fortificados acompanharam uma tábua de queijos, crumble de abóbora e fruta laminada.
Mais uma grande sessão deste grupo de privilegiados com acesso a autênticas raridades saídas da garrafeira do Adelino.
quinta-feira, 31 de maio de 2018
terça-feira, 29 de maio de 2018
Curtas (XCIX) : Bairradão, Hello Summer, Brut Experience e Prova-Enoteca
1.Rescaldo do Bairradão
Terminada esta 5ª edição do Bairradão, resultante de um trabalho hercúleo dos proprietários e animadores da Garrafeira Néctar das Avenidas (Sara e João Quintela), resta-me dizer que dos 32 brancos por mim provados, destaco em primeiríssimo lugar o Encontro 1 2013, um grande vinho construído pelo enólogo Osvaldo Amado.
Ainda em 1º plano, O Fugitivo Vinhas Centenárias 2016, Frei João Clássico 2015, Casa de Saima Garrafeira 2015, Giz Vinhas Velhas 2016, Ataíde Semedo Reserva 2017, Pai Abel 2015 e Campolargo Verdelho Barricas 2014.
Logo a seguir, Caminhos Cruzados Family Edition 2015, M Marquês Marialva Grande Reserva Arinto 2014, Casa de Saima Vinhas Velhas 2017, Aequinotium Grande Reserva 2014, Kompassus Verdelho 2015, Qtª Bageiras Garrafeira 2016, Regateiro Reserva 2016, Vadio 2016, Bical De Sempre 2015, Sidónio Sousa Reserva 2016 e M.O.B. 2016.
E, para o ano, há mais. Assim o espero.
2.Hello Summer Wine Party (4ª edição)
Organizado pela revista Paixão pelo Vinho, este evento decorrerá nos jardins do Lisbon Marriott Hotel, das 17 às 23 h do dia 8 de Junho, podendo ser degustados mais de 200 vinhos. Estão, ainda, previstas 3 Provas Especiais.
3.Brut Experience (1ª edição)
Com organização de Luís Gradíssimo (blogue Avinhar) e do jornalista José Miguel Dentinho, vai decorrer uma prova alargada de espumantes no Lisbon Marriott Hotel, no dia 16 de Junho, entre as 15 e as 20 h.
Mais informações em www.brutexperience.pt.
4.Prova-Enoteca (R. Duarte Pacheco Pereira,9 Restelo)
Aberta há bem pouco tempo, nesta enoteca e loja gourmet pode-se petiscar, mas também fazer uma refeição ligeira. A oferta em vinhos não é muito extensa (cerca de 80 referências), mas criteriosa (já lá comprei, por exemplo, uma garrafa do Conceito Ontem, nada fácil de encontrar). Foi constituída com o apoio do escanção Manuel Moreira, uma mais valia.
A componente loja gourmet é francamente apetecível. Já lá comprei uma belíssima codorniz em escabeche (Bela Cozinha) e conservas de cavala e de carapaus, em frasco de vidro (Saboreal). Para os indefectíveis das ditas, há ostras fresquíssimas. Etc...
Recomendo, vivamente!
Terminada esta 5ª edição do Bairradão, resultante de um trabalho hercúleo dos proprietários e animadores da Garrafeira Néctar das Avenidas (Sara e João Quintela), resta-me dizer que dos 32 brancos por mim provados, destaco em primeiríssimo lugar o Encontro 1 2013, um grande vinho construído pelo enólogo Osvaldo Amado.
Ainda em 1º plano, O Fugitivo Vinhas Centenárias 2016, Frei João Clássico 2015, Casa de Saima Garrafeira 2015, Giz Vinhas Velhas 2016, Ataíde Semedo Reserva 2017, Pai Abel 2015 e Campolargo Verdelho Barricas 2014.
Logo a seguir, Caminhos Cruzados Family Edition 2015, M Marquês Marialva Grande Reserva Arinto 2014, Casa de Saima Vinhas Velhas 2017, Aequinotium Grande Reserva 2014, Kompassus Verdelho 2015, Qtª Bageiras Garrafeira 2016, Regateiro Reserva 2016, Vadio 2016, Bical De Sempre 2015, Sidónio Sousa Reserva 2016 e M.O.B. 2016.
E, para o ano, há mais. Assim o espero.
2.Hello Summer Wine Party (4ª edição)
Organizado pela revista Paixão pelo Vinho, este evento decorrerá nos jardins do Lisbon Marriott Hotel, das 17 às 23 h do dia 8 de Junho, podendo ser degustados mais de 200 vinhos. Estão, ainda, previstas 3 Provas Especiais.
3.Brut Experience (1ª edição)
Com organização de Luís Gradíssimo (blogue Avinhar) e do jornalista José Miguel Dentinho, vai decorrer uma prova alargada de espumantes no Lisbon Marriott Hotel, no dia 16 de Junho, entre as 15 e as 20 h.
Mais informações em www.brutexperience.pt.
4.Prova-Enoteca (R. Duarte Pacheco Pereira,9 Restelo)
Aberta há bem pouco tempo, nesta enoteca e loja gourmet pode-se petiscar, mas também fazer uma refeição ligeira. A oferta em vinhos não é muito extensa (cerca de 80 referências), mas criteriosa (já lá comprei, por exemplo, uma garrafa do Conceito Ontem, nada fácil de encontrar). Foi constituída com o apoio do escanção Manuel Moreira, uma mais valia.
A componente loja gourmet é francamente apetecível. Já lá comprei uma belíssima codorniz em escabeche (Bela Cozinha) e conservas de cavala e de carapaus, em frasco de vidro (Saboreal). Para os indefectíveis das ditas, há ostras fresquíssimas. Etc...
Recomendo, vivamente!
domingo, 27 de maio de 2018
Grupo FJF (1ª sessão) : a voz aos brancos
Esta foi a 1ª sessão deste conjunto de amigos que se auto denominaram Grupo F (Frederico Oom) J (João Quintela) F (Francisco, eu próprio). O repasto decorreu no Magano e o tema foi "vinhos brancos originais e pouco ou nada vistos", proposta do Frederico e com brancos da sua garrafeira.
Desfilaram:
.5ª de Mahler 2000 (12,5 % vol.) - já referido por mim em "Vinhos em família (LXXXIV) : surpresas e desilusões", crónica publicada em 1/2/2018. Continua em grande forma. Nota 18.
.Qtª Carvalhais Branco Especial (14 % vol.) - com base nas castas Encruzado, Gouveio e Sémillon, com 10 anos de barrica, foi engarrafado em 2017; nariz contido, alguma frescura, frutos secos, acidez e notas amanteigadas, complexidade, volume e final de boca assinaláveis. Nota 18.
.Villa Oliveira 1ª Edição Lote 2010-2015 (13 % vol.) - garrafa nº 11/1610; com base na casta Encruzado e outras em vinhas velhas; nariz intenso, presença de citrinos e fruta madura, belíssima acidez, algum volume e final de boca persistente. Fresco, complexo e elegante, está num patamar muito alto. Nota 18,5.
Para além das habituais virtualhas, estes brancos foram servidos com um saboroso pargo no forno.
Provámos, também, por simpatia do dono do Magano:
.Barão de Villar Kaputt 1ª Edição (13 % vol.) - enologia de Álvaro van Zeller; com base nas castas Dona Branca, Gouveio e Donzelinho em vinhas velhas, estagiou 6 anos em barricas usadas, 2 em cuba e 19 meses em garrafa; maioritariamente da colheita 2008, loteada com vinhos de 2009, 2010, 2013 e 2015. Original e muito interessante.
E, ainda, sobras de um vinho bebido na véspera pelo João, que nos pareceu um branco muitíssimo velho ou, mesmo, um tawny. Afinal era um tinto, o Garrafeira CB (Cova da Beira) 1973 da José Maria da Fonseca! Ele há coisas...
A fechar, com a tradicional tarte de amêndoas:
.Moscatel JP Vinhos 1989 (levado pelo João) - aroma intenso, presença de laranja e tangerina, bela acidez, volume e final médios. Fino e elegante. Nota 17,5.
Resumindo e concluindo, foi uma curiosa e didáctica sessão com brancos pouco ou nada vistos. Obrigado, Frederico!
Desfilaram:
.5ª de Mahler 2000 (12,5 % vol.) - já referido por mim em "Vinhos em família (LXXXIV) : surpresas e desilusões", crónica publicada em 1/2/2018. Continua em grande forma. Nota 18.
.Qtª Carvalhais Branco Especial (14 % vol.) - com base nas castas Encruzado, Gouveio e Sémillon, com 10 anos de barrica, foi engarrafado em 2017; nariz contido, alguma frescura, frutos secos, acidez e notas amanteigadas, complexidade, volume e final de boca assinaláveis. Nota 18.
.Villa Oliveira 1ª Edição Lote 2010-2015 (13 % vol.) - garrafa nº 11/1610; com base na casta Encruzado e outras em vinhas velhas; nariz intenso, presença de citrinos e fruta madura, belíssima acidez, algum volume e final de boca persistente. Fresco, complexo e elegante, está num patamar muito alto. Nota 18,5.
Para além das habituais virtualhas, estes brancos foram servidos com um saboroso pargo no forno.
Provámos, também, por simpatia do dono do Magano:
.Barão de Villar Kaputt 1ª Edição (13 % vol.) - enologia de Álvaro van Zeller; com base nas castas Dona Branca, Gouveio e Donzelinho em vinhas velhas, estagiou 6 anos em barricas usadas, 2 em cuba e 19 meses em garrafa; maioritariamente da colheita 2008, loteada com vinhos de 2009, 2010, 2013 e 2015. Original e muito interessante.
E, ainda, sobras de um vinho bebido na véspera pelo João, que nos pareceu um branco muitíssimo velho ou, mesmo, um tawny. Afinal era um tinto, o Garrafeira CB (Cova da Beira) 1973 da José Maria da Fonseca! Ele há coisas...
A fechar, com a tradicional tarte de amêndoas:
.Moscatel JP Vinhos 1989 (levado pelo João) - aroma intenso, presença de laranja e tangerina, bela acidez, volume e final médios. Fino e elegante. Nota 17,5.
Resumindo e concluindo, foi uma curiosa e didáctica sessão com brancos pouco ou nada vistos. Obrigado, Frederico!
quinta-feira, 24 de maio de 2018
Enoturismo na Bairrada (VIII) : o Palace Hotel do Buçaco
...continuando...
11.Palace Hotel do Buçaco
Foi onde almoçámos no último dia e a grande desilusão desta jornada. Este requintado e histórico hotel que vem ainda do século XIX merecia um restaurante melhor, não só na componente gastronómica, mas também na vínica. Um hotel de 5 * tem a obrigação de ter uma cozinha e um serviço de sala irrepreensíveis, mas, lamentavelmente, está muito longe disso.
Mesas muito bem aparelhadas, mas apenas com pão e manteiga que se podem encontrar em qualquer modesto espaço de restauração.
Com o grupo já espalhado por diversas mesas, avançaram:
.Buçaco Reservado 2015 branco - com base nas castas Bical, Maria Gomes (da Bairrada) e Encruzado (do Dão); nariz intenso, presença de citrinos e fruta madura, bela acidez, notas amanteigadas, bem estruturado e final de boca assinalável. Grande branco, muito original e pleno de personalidade. Nota 17,5+.
Fez-se acompanhar por uma banal quiche de legumes. Merecia melhor!
.Buçaco Reservado 2013 tinto - com base nas castas Baga (Bairrada) e Touriga Nacional (Dão); nariz exuberante, muita fruta vermelha, notas florais, acidez no ponto, especiado, taninos presentes mas civilizados, algum volume e final de boca persistente. Está ainda muito novo e pode ser bebido daqui a 15/20 anos. Nota 18.
Estas notas de prova referem-se a uma 2ª garrafa, pedida por mim, pois a 1ª estava à temperatura ambiente, ou seja, quente, com o álcool a sobrepor-se. Esclareça-se que a garrafa foi trocada, mas o chefe de sala fê-lo contrariado, pois acha que o vinho tinto não deve ser servido à temperatura correcta (16 a 18º).
Como companhia foi servido pargo (mal) assado com legumes.
Cartão amarelo ao Hotel do Buçaco!
Salvou-se a sobremesa, bolo de chocolate com gelado de tangerina.
Estava prevista uma visita às caves e relíquias vínicas do Buçaco, mas o hotel não se disponibilizou, com a desculpa esfarrapada que não tinha ninguém para nos acompanhar, o que lhe valeu uma reclamação escrita por parte da Tryvel.
Por meu lado, novo cartão amarelo e um vermelho, por acumulação de cartões!
Para terminar, não resisto a mencionar um livro do saudoso José A. Salvador, publicado em 1993 com o título "Roteiro de Vinhos da Bairrada", em cujo primeiro capítulo "Bussaco, a Catedral da Bairrada" escreveu "(...) A cave do Palace Hotel do Bussaco é um autêntico templo báquico, onde sobressai o rigor do cerimonial enófilo ditado por mestre José dos Santos. Director do hotel (...) é autor e educador dos melhores vinhos brancos e tintos desta região, que consagram esta casa, situada no coração da mata do Bussaco, como a verdadeira catedral da Bairrada (...)".
Fim dos meus serviços...
11.Palace Hotel do Buçaco
Foi onde almoçámos no último dia e a grande desilusão desta jornada. Este requintado e histórico hotel que vem ainda do século XIX merecia um restaurante melhor, não só na componente gastronómica, mas também na vínica. Um hotel de 5 * tem a obrigação de ter uma cozinha e um serviço de sala irrepreensíveis, mas, lamentavelmente, está muito longe disso.
Mesas muito bem aparelhadas, mas apenas com pão e manteiga que se podem encontrar em qualquer modesto espaço de restauração.
Com o grupo já espalhado por diversas mesas, avançaram:
.Buçaco Reservado 2015 branco - com base nas castas Bical, Maria Gomes (da Bairrada) e Encruzado (do Dão); nariz intenso, presença de citrinos e fruta madura, bela acidez, notas amanteigadas, bem estruturado e final de boca assinalável. Grande branco, muito original e pleno de personalidade. Nota 17,5+.
Fez-se acompanhar por uma banal quiche de legumes. Merecia melhor!
.Buçaco Reservado 2013 tinto - com base nas castas Baga (Bairrada) e Touriga Nacional (Dão); nariz exuberante, muita fruta vermelha, notas florais, acidez no ponto, especiado, taninos presentes mas civilizados, algum volume e final de boca persistente. Está ainda muito novo e pode ser bebido daqui a 15/20 anos. Nota 18.
Estas notas de prova referem-se a uma 2ª garrafa, pedida por mim, pois a 1ª estava à temperatura ambiente, ou seja, quente, com o álcool a sobrepor-se. Esclareça-se que a garrafa foi trocada, mas o chefe de sala fê-lo contrariado, pois acha que o vinho tinto não deve ser servido à temperatura correcta (16 a 18º).
Como companhia foi servido pargo (mal) assado com legumes.
Cartão amarelo ao Hotel do Buçaco!
Salvou-se a sobremesa, bolo de chocolate com gelado de tangerina.
Estava prevista uma visita às caves e relíquias vínicas do Buçaco, mas o hotel não se disponibilizou, com a desculpa esfarrapada que não tinha ninguém para nos acompanhar, o que lhe valeu uma reclamação escrita por parte da Tryvel.
Por meu lado, novo cartão amarelo e um vermelho, por acumulação de cartões!
Para terminar, não resisto a mencionar um livro do saudoso José A. Salvador, publicado em 1993 com o título "Roteiro de Vinhos da Bairrada", em cujo primeiro capítulo "Bussaco, a Catedral da Bairrada" escreveu "(...) A cave do Palace Hotel do Bussaco é um autêntico templo báquico, onde sobressai o rigor do cerimonial enófilo ditado por mestre José dos Santos. Director do hotel (...) é autor e educador dos melhores vinhos brancos e tintos desta região, que consagram esta casa, situada no coração da mata do Bussaco, como a verdadeira catedral da Bairrada (...)".
Fim dos meus serviços...
terça-feira, 22 de maio de 2018
Enoturismo na Bairrada (VII) : Qtª das Bageiras e Caves São Domingos
...continuando...
9.Qtª das Bageiras
Na manhã do último dia desta viagem tivemos a oportunidade de visitar a Qtª das Bageiras, na Fogueira e bem perto do restaurante Mugasa, onde fomos recebidos pelo produtor Mário Sérgio Nuno, talvez aquele que melhor simboliza a Bairrada clássica. Ele intitula-se um "vigneron", ou seja, um viniviticultor que só trabalha com vinhas próprias.
O Mário Sérgio, que eu conheço há mais de 20 anos, pertence ao grupo dos "Baga Friends", protagonizado pelos grandes defensores da casta Baga, e foi nomeado "Produtor do Ano" pela Revista de Vinhos (em 2012) e pela Wine (em 2014). Mais, no 10 de Junho de 2014, foi-lhe atribuída pelo Presidente da República a "Ordem do Mérito Empresarial (Classe Mérito Agrícola)".
Entre as diversas crónicas publicadas neste blogue e em que ele é citado, destaco a dedicada ao "Jantar Qtª das Bageiras", publicada em 12/6/2014.
Mas, voltando à nossa visita, é de referir mais uma lição sobre os espumantes, por parte do Mário Sérgio, grande defensor do bruto natural (zero de açúcar), e uma prova de 3 vinhos, em copos Riedel borgonheses:
.Qtª das Bageiras Bruto Natural Rosé 2015 (100 % Baga)
.Avô Fausto 2016 branco
.Pai Abel 2015 branco (o topo de gama em brancos)
No final da visita, ainda fomos obsequiados com uma garrafa do excelente vinagre gourmet Qtª das Bageiras, elaborado a partir de bons vinhos.
Obrigado Mário Sérgio, pela parte que me toca!
10.Caves São Domingos
Esta foi a última visita do grupo que, inicialmente, não estava prevista (o almoço no Buçaco fica para uma próxima e última crónica). Fomos recebidos pelo director comercial, Alexandrino Amorim de seu nome, pertencendo via matrimonial à família dos proprietários.
A começar, mais uma lição sobre espumantes (aqui faltou alguma coordenação, por parte da organização), visita à adega e prova orientada de alguns vinhos das Caves São Domingos, acompanhados por conservas e Amores da Curia (bolo regional):
.espumante Elpídio 1980
.espumante Lopo de Freitas 2012
.Volúpia 2017 branco
.São Domingos Grande Escolha 2011 tinto
continua...
9.Qtª das Bageiras
Na manhã do último dia desta viagem tivemos a oportunidade de visitar a Qtª das Bageiras, na Fogueira e bem perto do restaurante Mugasa, onde fomos recebidos pelo produtor Mário Sérgio Nuno, talvez aquele que melhor simboliza a Bairrada clássica. Ele intitula-se um "vigneron", ou seja, um viniviticultor que só trabalha com vinhas próprias.
O Mário Sérgio, que eu conheço há mais de 20 anos, pertence ao grupo dos "Baga Friends", protagonizado pelos grandes defensores da casta Baga, e foi nomeado "Produtor do Ano" pela Revista de Vinhos (em 2012) e pela Wine (em 2014). Mais, no 10 de Junho de 2014, foi-lhe atribuída pelo Presidente da República a "Ordem do Mérito Empresarial (Classe Mérito Agrícola)".
Entre as diversas crónicas publicadas neste blogue e em que ele é citado, destaco a dedicada ao "Jantar Qtª das Bageiras", publicada em 12/6/2014.
Mas, voltando à nossa visita, é de referir mais uma lição sobre os espumantes, por parte do Mário Sérgio, grande defensor do bruto natural (zero de açúcar), e uma prova de 3 vinhos, em copos Riedel borgonheses:
.Qtª das Bageiras Bruto Natural Rosé 2015 (100 % Baga)
.Avô Fausto 2016 branco
.Pai Abel 2015 branco (o topo de gama em brancos)
No final da visita, ainda fomos obsequiados com uma garrafa do excelente vinagre gourmet Qtª das Bageiras, elaborado a partir de bons vinhos.
Obrigado Mário Sérgio, pela parte que me toca!
10.Caves São Domingos
Esta foi a última visita do grupo que, inicialmente, não estava prevista (o almoço no Buçaco fica para uma próxima e última crónica). Fomos recebidos pelo director comercial, Alexandrino Amorim de seu nome, pertencendo via matrimonial à família dos proprietários.
A começar, mais uma lição sobre espumantes (aqui faltou alguma coordenação, por parte da organização), visita à adega e prova orientada de alguns vinhos das Caves São Domingos, acompanhados por conservas e Amores da Curia (bolo regional):
.espumante Elpídio 1980
.espumante Lopo de Freitas 2012
.Volúpia 2017 branco
.São Domingos Grande Escolha 2011 tinto
continua...
sexta-feira, 18 de maio de 2018
Enoturismo na Bairrada (VI) : Restaurante Vidal
...continuando...
8.Restaurante Vidal (Aguada de Cima, Águeda Sul)
Foi neste clássico da Bairrada que fizemos a nossa 3ª refeição de leitão, em sala reservada para o efeito. O dono, José Vidal de seu nome, apareceu no final do repasto e ainda nos fez companhia.
Nas mesas toalhas e guardanapos de pano e, para trincar, salgados, queijos e enchidos.
Antes de chegar a entrada (miúdos de leitão estufados), foi correctamente servido o espumante da casa, cujo produtor engarrafador aparece apenas com um nº de código (houve quem afirmasse que era das Caves São João, mas não consegui confirmar). Penso que é um espumante de entrada de gama, simples e correcto, com alguma acidez, frescura e bolha fina, a cumprir bem a sua missão.
Entretanto apareceu o indispensável leitão, acompanhado com batata frita, salada e laranja cortada, muito bom, mas sem ultrapassar o do Mugasa. A pedido de alguém, tive a oportunidade de provar uma garrafa do tinto Frei João 2011, num bom momento de forma.
Como sobremesa, comi uma belíssima salada de frutas, feita na hora, uma mais valia (na maioria dos restaurantes servem-nas já feitas há alguns dias, super geladas e sem qualquer sabor).
Ao longo das paredes, podem ler-se uma série de críticas abonatórias do restaurante, destacando eu a do José Quitério e a do saudoso David Lopes Ramos.
Como curiosidade, o portal www.aveirolovers.pt/leitao-a-bairrada refere o resultado de uma votação entre os seguidores do respectivo face book, sendo os 3 primeiros a Casa Vidal, a Casa dos Leitões e o Mugasa, tendo o gestor do portal acrescentado o Rei dos Leitões. Bingo!
continua...
8.Restaurante Vidal (Aguada de Cima, Águeda Sul)
Foi neste clássico da Bairrada que fizemos a nossa 3ª refeição de leitão, em sala reservada para o efeito. O dono, José Vidal de seu nome, apareceu no final do repasto e ainda nos fez companhia.
Nas mesas toalhas e guardanapos de pano e, para trincar, salgados, queijos e enchidos.
Antes de chegar a entrada (miúdos de leitão estufados), foi correctamente servido o espumante da casa, cujo produtor engarrafador aparece apenas com um nº de código (houve quem afirmasse que era das Caves São João, mas não consegui confirmar). Penso que é um espumante de entrada de gama, simples e correcto, com alguma acidez, frescura e bolha fina, a cumprir bem a sua missão.
Entretanto apareceu o indispensável leitão, acompanhado com batata frita, salada e laranja cortada, muito bom, mas sem ultrapassar o do Mugasa. A pedido de alguém, tive a oportunidade de provar uma garrafa do tinto Frei João 2011, num bom momento de forma.
Como sobremesa, comi uma belíssima salada de frutas, feita na hora, uma mais valia (na maioria dos restaurantes servem-nas já feitas há alguns dias, super geladas e sem qualquer sabor).
Ao longo das paredes, podem ler-se uma série de críticas abonatórias do restaurante, destacando eu a do José Quitério e a do saudoso David Lopes Ramos.
Como curiosidade, o portal www.aveirolovers.pt/leitao-a-bairrada refere o resultado de uma votação entre os seguidores do respectivo face book, sendo os 3 primeiros a Casa Vidal, a Casa dos Leitões e o Mugasa, tendo o gestor do portal acrescentado o Rei dos Leitões. Bingo!
continua...
quinta-feira, 17 de maio de 2018
Enoturismo na Bairrada (V) : Caves São João
...continuando...
7.Caves São João
Na visita às Caves São João, empresa familiar fundada em 1920 e a mais antiga na Bairrada, à beira de comemorar o seu 100º aniversário, fomos recebidos e acompanhados pela Célia Alves, a sua face mais visível e uma mulher de armas. Para além de responsável pelas áreas comercial e marketing dá, ainda, uma mão na enologia, tendo sido designada recentemente presidente da Confraria dos Enófilos da Bairrada, cargo nunca antes atribuído a uma mulher. Está, pois, de parabéns!
Nas galerias subterrâneas, repousam milhares e milhares de garrafas, das diversas marcas detidas pelas Caves (Frei João, Porta dos Cavaleiros, São João e Qtª Poço dos Lobos), cobrindo as Regiões da Bairrada e do Dão. A título de curiosidade, a colheita mais antiga de vinho tinto é de 1959 e a de branco remonta a 1966.
No decorrer da visita, tivemos a oportunidade de provar:
.Espumante Poço do Lobo Baga Bairrada 2015 (com 22 meses de estágio, bolha fina, fresco e elegante, notas de pão cozido)
.São João Lote Especial 2014 branco (com base nas castas Maria Gomes, Chardonnay e Sauvignon Blanc; citrinos e maçãs, boa acidez, notas amanteigadas, algum volume e final de boca)
.São João Lote Especial 2014 tinto (com base nas castas Baga, Touriga Nacional, Syrah e Cabernet Sauvignon, estagiou 6 meses em barricas de carvalho; nariz discreto, muita fruta vermelha, acidez equilibrada, algo especiado, taninos civilizados, volume e final de boca médios)
.Qtª Poço dos Lobos Reserva Cabernet Sauvignon 1996 (ainda com alguma fruta, notas herbáceas, taninos rugosos, volume e final de boca médios, ainda longe da reforma)
Fora da prova, numa mesa ao lado, estavam algumas sobras de uma outra degustação ocorrida horas antes. É claro que não desperdicei a oportunidade de provar estas preciosidades, que passaram ao lado da maior parte do grupo:
.Porta dos Cavaleiros Reserva 1985 branco (oxidação nobre, acidez impressionante, volume notável e grande complexidade; um branco com mais de 30 anos, cheio de personalidade!)
.Porta dos Cavaleiros Reserva Seleccionada 1984 branco (ainda cheio de saúde e frescura, longe da reforma, com um perfil semelhante mas sem a complexidade do vinho anterior)
.Poço do Lobo Arinto 1995 branco (algo oxidado, belíssima acidez, notas amanteigadas, algum volume e final seco).
.Frei João Reserva 1980 tinto (evolução nobre, aromas e sabores terciários, fino e elegante; pura souplesse, a deste vinho com quase 40 anos).
Só para provar estas relíquias, valeu a pena vir à Bairrada. Obrigado, Célia!
continua...
7.Caves São João
Na visita às Caves São João, empresa familiar fundada em 1920 e a mais antiga na Bairrada, à beira de comemorar o seu 100º aniversário, fomos recebidos e acompanhados pela Célia Alves, a sua face mais visível e uma mulher de armas. Para além de responsável pelas áreas comercial e marketing dá, ainda, uma mão na enologia, tendo sido designada recentemente presidente da Confraria dos Enófilos da Bairrada, cargo nunca antes atribuído a uma mulher. Está, pois, de parabéns!
Nas galerias subterrâneas, repousam milhares e milhares de garrafas, das diversas marcas detidas pelas Caves (Frei João, Porta dos Cavaleiros, São João e Qtª Poço dos Lobos), cobrindo as Regiões da Bairrada e do Dão. A título de curiosidade, a colheita mais antiga de vinho tinto é de 1959 e a de branco remonta a 1966.
No decorrer da visita, tivemos a oportunidade de provar:
.Espumante Poço do Lobo Baga Bairrada 2015 (com 22 meses de estágio, bolha fina, fresco e elegante, notas de pão cozido)
.São João Lote Especial 2014 branco (com base nas castas Maria Gomes, Chardonnay e Sauvignon Blanc; citrinos e maçãs, boa acidez, notas amanteigadas, algum volume e final de boca)
.São João Lote Especial 2014 tinto (com base nas castas Baga, Touriga Nacional, Syrah e Cabernet Sauvignon, estagiou 6 meses em barricas de carvalho; nariz discreto, muita fruta vermelha, acidez equilibrada, algo especiado, taninos civilizados, volume e final de boca médios)
.Qtª Poço dos Lobos Reserva Cabernet Sauvignon 1996 (ainda com alguma fruta, notas herbáceas, taninos rugosos, volume e final de boca médios, ainda longe da reforma)
Fora da prova, numa mesa ao lado, estavam algumas sobras de uma outra degustação ocorrida horas antes. É claro que não desperdicei a oportunidade de provar estas preciosidades, que passaram ao lado da maior parte do grupo:
.Porta dos Cavaleiros Reserva 1985 branco (oxidação nobre, acidez impressionante, volume notável e grande complexidade; um branco com mais de 30 anos, cheio de personalidade!)
.Porta dos Cavaleiros Reserva Seleccionada 1984 branco (ainda cheio de saúde e frescura, longe da reforma, com um perfil semelhante mas sem a complexidade do vinho anterior)
.Poço do Lobo Arinto 1995 branco (algo oxidado, belíssima acidez, notas amanteigadas, algum volume e final seco).
.Frei João Reserva 1980 tinto (evolução nobre, aromas e sabores terciários, fino e elegante; pura souplesse, a deste vinho com quase 40 anos).
Só para provar estas relíquias, valeu a pena vir à Bairrada. Obrigado, Célia!
continua...
Subscrever:
Mensagens (Atom)