Mais um almoço no Magano, com o grupo FJF original (Frederico, João e Francisco).
Desfilaram:
.Portal do Fidalgo Alvarinho 2011 (levado pelo João) - aroma intenso, presença de citrinos, bela acidez, alguma gordura e volume, final de boca persistente. A evoluir muito bem e ainda longe da reforma, a confirmar que os Alvarinhos não se esgotam no Anselmo Mendes nem no Soalheiro. Nota 18 (noutras situações 16,5/17,5+/17,5+).
Acompanhou as entradas habituais e filetes de galo com arroz de grelos.
.Pai Abel 2009 (levado por mim) - fresco e elegante, acidez equilibrada, especiado, taninos bem presentes mas civilizados, volume notável e final de boca muito longo. A beber nos próximos 10/12 anos. Nota 18,5+ (noutras 18,5/18/17,5).
.Foral de Cantanhede Gold Edition Grande Reserva Baga 2009 (garrafa nº 3311/5270, levada pelo Frederico) - enologia de Osvaldo Amado; ainda com muita fruta, acidez no ponto, menos elegante que o 1º tinto, notas de lagar e chocolate, taninos mais rugosos e musculados, boa estrutura e final de boca extenso. A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 18,5.
Estes 2 tintos harmonizaram com cabrito no forno.
Desta vez não houve vinho fortificado, tendo as habituais sobremesas sido acompanhadas pelos vinhos já provados anteriormente.
Foi mais uma grande sessão vínica, bem acolitada por uma boa gastronomia tradicional e um serviço de vinhos de qualidade.
terça-feira, 30 de outubro de 2018
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
Os Vinhos do Alentejo no CCB
1.As Provas
A CVRA organizou no CCB a sua 10ª edição de Vinhos do Alentejo em Lisboa, na qual estiveram presentes 75 produtores e mais de 600 vinhos em prova, dos quais provei 36 (3 brancos e 33 tintos), uma ínfima parte.
Dos tintos provados, destaco Herdade do Peso Essência 2015, Nunes Barata Grande Reserva 2013 (na linha do 2011, um grande alentejano), Reynolds Grande Reserva 2010, Vicentino Touriga Nacional 2015, Vinhas da Ira 2011, Marmoré de Borba Grande Reserva 2015, Comenda Grande 6 Castas 2014, Portalegre 2015 e Lima Mayer Reserva 2015.
Noutro plano, Herdade São Miguel Pé de Meia 2016, Rubrica 2014, Guadelim Reserva 2009, Sericaia Vinha do Coronel 2015, Paulo Laureano Alfrocheiro 2015, Vicentino 2015, Vicentino Syrah 2016, Palpite Reserva 2015, Dom Cosme Reserva 2015 e Mouchão 2013 (uma relativa desilusão).
De referir:
.a maior parte dos tintos em prova estava à temperatura ambiente, logo quentes (tiro o meu chapéu ao produtor Comenda Grande, o único que levou equipamento térmico para controlo de temperaturas)
.a consistência dos vinhos Vicentino (todos os que provei mereceram destaque).
2.Os Painéis
Fui um dos convidados da CVRA para almoçar e participar nos 2 painéis para profissionais, tendo sido convocado para as 12h (!?). É claro que a essa hora nada estava pronto, tendo o almoço volante (sem história) ter começado a ser servido já passava das 12h30.
A organização que apoiou a CVRA teve algumas falhas, ao ter-se enganado na sala onde decorreram os painéis e ao não garantir que os convidados ali tivessem lugar garantido. Estava na lista de espera e tive que barafustar para ter lugar nos 2 painéis.
Estes foram bem moderados pelo Manuel Moreira, tendo os vinhos seleccionados sido apresentados pelos respectivos produtores ou enólogos.
1º - Ícones do Alentejo, grandes vinhos de Portugal
Foram apresentados 1 branco e 8 tintos (as classificações são as minhas):
.Pera Manca 2016 branco (17,5)
.Herdade dos Grous Reserva 2015 (17)
.Adega Mayor Grande Reserva Pai Chão 2014 (18)
.Maria das Malhadinhas 2013 (17)
.Herdade Rocim Crónica 328 2015 (17,5)
.Conde Ervideira Private Selelection 2015 (17)
.Ravasqueira Premium 2014 (18)
.João Portugal Ramos Estremus 2012 (18,5)
.Mouchão 2008 (17,5) (estava anunciado o Tonel 3-4 2011, mas o produtor arrependeu-se e trocou-nos as voltas)
Noto a falta da Herdade do Esporão (teria recusado?), Zambujeiro e os vinhos do Rui Reguinga e da Susana Esteban que estes produtores/enólogos fazem na Serra de S. Mamede.
2º - Alentejo à prova do tempo
Foram apresentados 2 brancos e 5 tintos (as classificações são as minhas), alguns dos quais desmentem a idéia feita de que os vinhos alentejanos não envelhecem bem:
.Tapada de Chaves 2008 branco (17,5+)
.Dolium Escolha 2006 branco (15,5)
.Cortes de Cima 2008 (17)
.Gloria Reynolds Catedral 2004 (17)
.Portalegre 1996 (18)
.Reguengos Garrafeira dos Sócios 1994 (17,5)
.Adega Cooperativa de Borba Reserva 1980 rótulo de cortiça (17,5)
Foi uma sessão muito pedagógica, com a maior parte dos vinhos (excepção para o Dolium) a aguentar muito bem a prova do tempo.
Os meus parabens à CVRA por esta iniciativa. Seria interessante que as outras CVR fizessem o mesmo em Lisboa.
A CVRA organizou no CCB a sua 10ª edição de Vinhos do Alentejo em Lisboa, na qual estiveram presentes 75 produtores e mais de 600 vinhos em prova, dos quais provei 36 (3 brancos e 33 tintos), uma ínfima parte.
Dos tintos provados, destaco Herdade do Peso Essência 2015, Nunes Barata Grande Reserva 2013 (na linha do 2011, um grande alentejano), Reynolds Grande Reserva 2010, Vicentino Touriga Nacional 2015, Vinhas da Ira 2011, Marmoré de Borba Grande Reserva 2015, Comenda Grande 6 Castas 2014, Portalegre 2015 e Lima Mayer Reserva 2015.
Noutro plano, Herdade São Miguel Pé de Meia 2016, Rubrica 2014, Guadelim Reserva 2009, Sericaia Vinha do Coronel 2015, Paulo Laureano Alfrocheiro 2015, Vicentino 2015, Vicentino Syrah 2016, Palpite Reserva 2015, Dom Cosme Reserva 2015 e Mouchão 2013 (uma relativa desilusão).
De referir:
.a maior parte dos tintos em prova estava à temperatura ambiente, logo quentes (tiro o meu chapéu ao produtor Comenda Grande, o único que levou equipamento térmico para controlo de temperaturas)
.a consistência dos vinhos Vicentino (todos os que provei mereceram destaque).
2.Os Painéis
Fui um dos convidados da CVRA para almoçar e participar nos 2 painéis para profissionais, tendo sido convocado para as 12h (!?). É claro que a essa hora nada estava pronto, tendo o almoço volante (sem história) ter começado a ser servido já passava das 12h30.
A organização que apoiou a CVRA teve algumas falhas, ao ter-se enganado na sala onde decorreram os painéis e ao não garantir que os convidados ali tivessem lugar garantido. Estava na lista de espera e tive que barafustar para ter lugar nos 2 painéis.
Estes foram bem moderados pelo Manuel Moreira, tendo os vinhos seleccionados sido apresentados pelos respectivos produtores ou enólogos.
1º - Ícones do Alentejo, grandes vinhos de Portugal
Foram apresentados 1 branco e 8 tintos (as classificações são as minhas):
.Pera Manca 2016 branco (17,5)
.Herdade dos Grous Reserva 2015 (17)
.Adega Mayor Grande Reserva Pai Chão 2014 (18)
.Maria das Malhadinhas 2013 (17)
.Herdade Rocim Crónica 328 2015 (17,5)
.Conde Ervideira Private Selelection 2015 (17)
.Ravasqueira Premium 2014 (18)
.João Portugal Ramos Estremus 2012 (18,5)
.Mouchão 2008 (17,5) (estava anunciado o Tonel 3-4 2011, mas o produtor arrependeu-se e trocou-nos as voltas)
Noto a falta da Herdade do Esporão (teria recusado?), Zambujeiro e os vinhos do Rui Reguinga e da Susana Esteban que estes produtores/enólogos fazem na Serra de S. Mamede.
2º - Alentejo à prova do tempo
Foram apresentados 2 brancos e 5 tintos (as classificações são as minhas), alguns dos quais desmentem a idéia feita de que os vinhos alentejanos não envelhecem bem:
.Tapada de Chaves 2008 branco (17,5+)
.Dolium Escolha 2006 branco (15,5)
.Cortes de Cima 2008 (17)
.Gloria Reynolds Catedral 2004 (17)
.Portalegre 1996 (18)
.Reguengos Garrafeira dos Sócios 1994 (17,5)
.Adega Cooperativa de Borba Reserva 1980 rótulo de cortiça (17,5)
Foi uma sessão muito pedagógica, com a maior parte dos vinhos (excepção para o Dolium) a aguentar muito bem a prova do tempo.
Os meus parabens à CVRA por esta iniciativa. Seria interessante que as outras CVR fizessem o mesmo em Lisboa.
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Jantar Ermelinda Freitas
Este evento vínico estava previsto para se realizar no restaurante Sem Dúvida mas, por falta súbita de profissionais naquela cozinha, foi transferido para o espaço da própria garrafeira.
Foi uma decisão arriscada que, graças ao trabalho hercúleo da Sara e do João Quintela, correu bem, mas que poderia ter sido um verdadeiro fiasco. A ementa manteve-se, tendo um dos pratos (o arroz de lingueirão) vindo do restaurante (mas foi preciso ir lá buscá-lo) e os restantes ficado a cargo dos donos, que tiveram de fazer aquilo que não lhes competia.
Com a presença da produtora, Leonor Freitas (uma simpatia), e apresentados pelo enólogo responsável, Jaime Quendera, desfilaram:
.Espumante Bruto - um bom exemplar deste tipo de bebida, muito fresco e com um toque de pão cozido; relação preço/qualidade exemplar. Nota 16,5.
Funcionou como bebida de boas vindas e acompanhou bruschettas de cogumelos e de mozarela com tomate.
.Sauvignon Blanc/Verdelho 2016 - com base nas castas Sauvignon Blanc (50 %) e Verdelho (50 %), com esta última a sobrepor-se; aromático, fruta cozida, notas vegetais, acidez equilibrada, volume e final de boca médios; (14 % vol.). Austero e gastronómico. Nota 16,5.
Harmonizou com um delicioso cremoso de lingueirão e robalo braseado.
.Alicante Bouschet Reserva 2015 e Syrah Reserva 2016 - fruta preta e vermelha, acidez no ponto, notas vegetais, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis; mais potente o Alicante e mais fresco e elegante o Syrah; (14,5 % vol.). Notas 16,5 e 17, respectivamente.
Não ligaram com o cogumelo recheado.
.Grande Reserva 2013 - nariz mais complexo que os anteriores, ainda com fruta, especiado com a pimenta a sobressair, acidez no ponto, volume apreciável e final de boca persistente; (15 % vol.). A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 17,5+.
Maridou com uma saborosa bochecha de porco e puré de batata.
.Leo d' Honor 2008 magnum - um extra em grande forma que não estava previsto; com base na casta Castelão (100 %), estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; bela acidez, estruturado e ainda longe da reforma. Fino e elegante. Nota 18 (noutras situações 17,5/18).
.Moscatel Roxo Superior 2010 - presença de citrinos e casca de laranja, notas de mel, acidez no ponto, volume e final de boca médios. Falta-lhe complexidade. Nota 16.
.Moscatel Superior 2000 - mais 1 extra, por simpatia da produtora; francamente mais complexo que o anterior, com mais acidez e gordura, frutos secos e cristalizados, corpo e final de boca assinaláveis. Nota 17,5.
Em conclusão, resultado francamente positivo mas arriscado.
Foi uma decisão arriscada que, graças ao trabalho hercúleo da Sara e do João Quintela, correu bem, mas que poderia ter sido um verdadeiro fiasco. A ementa manteve-se, tendo um dos pratos (o arroz de lingueirão) vindo do restaurante (mas foi preciso ir lá buscá-lo) e os restantes ficado a cargo dos donos, que tiveram de fazer aquilo que não lhes competia.
Com a presença da produtora, Leonor Freitas (uma simpatia), e apresentados pelo enólogo responsável, Jaime Quendera, desfilaram:
.Espumante Bruto - um bom exemplar deste tipo de bebida, muito fresco e com um toque de pão cozido; relação preço/qualidade exemplar. Nota 16,5.
Funcionou como bebida de boas vindas e acompanhou bruschettas de cogumelos e de mozarela com tomate.
.Sauvignon Blanc/Verdelho 2016 - com base nas castas Sauvignon Blanc (50 %) e Verdelho (50 %), com esta última a sobrepor-se; aromático, fruta cozida, notas vegetais, acidez equilibrada, volume e final de boca médios; (14 % vol.). Austero e gastronómico. Nota 16,5.
Harmonizou com um delicioso cremoso de lingueirão e robalo braseado.
.Alicante Bouschet Reserva 2015 e Syrah Reserva 2016 - fruta preta e vermelha, acidez no ponto, notas vegetais, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis; mais potente o Alicante e mais fresco e elegante o Syrah; (14,5 % vol.). Notas 16,5 e 17, respectivamente.
Não ligaram com o cogumelo recheado.
.Grande Reserva 2013 - nariz mais complexo que os anteriores, ainda com fruta, especiado com a pimenta a sobressair, acidez no ponto, volume apreciável e final de boca persistente; (15 % vol.). A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 17,5+.
Maridou com uma saborosa bochecha de porco e puré de batata.
.Leo d' Honor 2008 magnum - um extra em grande forma que não estava previsto; com base na casta Castelão (100 %), estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; bela acidez, estruturado e ainda longe da reforma. Fino e elegante. Nota 18 (noutras situações 17,5/18).
.Moscatel Roxo Superior 2010 - presença de citrinos e casca de laranja, notas de mel, acidez no ponto, volume e final de boca médios. Falta-lhe complexidade. Nota 16.
.Moscatel Superior 2000 - mais 1 extra, por simpatia da produtora; francamente mais complexo que o anterior, com mais acidez e gordura, frutos secos e cristalizados, corpo e final de boca assinaláveis. Nota 17,5.
Em conclusão, resultado francamente positivo mas arriscado.
terça-feira, 16 de outubro de 2018
Novo Formato+ (32ª sessão) : uma jornada inesquecível nos Sabores d' Itália
Esta sessão foi da nossa responsabilidade (casal Bety/Francisco), tendo adoptado como "nossa" casa o restaurante Sabores d' Itália, nas Caldas da Rainha, do qual somos fãs há uma série de anos e não nos cansamos de o visitar. A comandar os tachos a chefe Maria João e na sala o Norberto (os donos).
Os vinhos (4 brancos, 2 tintos, 1 Madeira e 1 Porto Colheita) eram da minha garrafeira e, com excepção dos fortificados, foram provados às cegas.
Desfilaram:
.Blandy Solera Verdelho - muito aromático, presença de frutos secos, notas de caril e brandy, algum vinagrinho e volume e final de boca muito longo. Fino e elegante. Nota 18,5+ (noutra situação 19).
Este fortificado serviu de bebida de boas vindas e, no final do almoço, encerrou o repasto.
.Regueiro Alvarinho Barricas 2015 (13 % vol.) - garrafa nº 536/1976; cítrico e mineral, boa acidez, notas amanteigadas, madeira bem integrada, algum volume e final de boca. Nota 17,5 (noutras 17,5+/17,5+).
.Adega Mãe 221Alvarinho 2015 (12,5 % vol.) - garrafa nº 316/2703; a partir de um lote de Monção e Lisboa; mais fresco e mineral, acidez vibrante, alguma elegância, volume e final médios. Nota 17 (noutra 17,5+).
Estes 2 brancos acompanharam o couvert, profiterole de tártaro de salmão e um saborosíssimo carpaccio de atum vermelho.
.Quinta dos Carvalhais Branco Especial (14,5 % vol.) - engarrafado em 2015; grande complexidade aromática, fresco e elegante, equilibrio entre a acidez e a gordura, muito estruturado e final de boca extenso. É, para mim, o melhor branco (este engarrafamento) produzido em Portugal. Nota 18,5+ (noutras 17,5/18,5/18,5/18/18, sem distinção de datas de engarrafamento).
.Porta dos Cavaleiros Reserva Seleccionada 1985 (13 % vol) - nariz austero, alguma oxidação nobre, fruta madura, acidez pronunciada, algum volume e final de boca persistente. Um branco com alguma idade e ainda cheio de saúde, mas que teve o azar de ter sido provado ao lado do Especial. Nota 17,5+ (noutra também 17,5+).
Estes 2 brancos harmonizaram com o fabuloso arroz de sapateira com coentros, um dos pratos ex-libris da casa.
.Qtª do Noval Touriga Nacional 2011 (13,5 % vol.) - ainda com fruta, notas florais, bela acidez, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis. A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 17,5.
,Qtª de Lemos Touriga Nacional 2011 (14 % vol.) - muita fruta presente e nuances florais, acidez bem presente, mais especiado e complexo que o anterior, algum volume e final de boca muito persistente. Ainda vai crescer nos próximos 7/8 anos. Nota 18 (noutra também 18).
Estes 2 tintos maridaram com peito de pato com molho de Porto e batata salteada.
.Barros Colheita 1963 (engarrafado em 1987) - nariz exuberante, presença de citrinos, frutos secos e mel, taninos elegantes, algum volume e final de boca muito longo. Uma raridade. Nota 18,5.
Este Colheita acompanhou muito bem uma excelente sobremesa (tarte de amêndoa caramelizada e crepe de figo com gelado de Moscatel).
Uma palavra final para o serviço de vinhos, a cargo do proprietário/chefe de sala Norberto, a merecer 5 estrelas. Ritmo adequado, com os vinhos a chegarem à mesa antes dos pratos, temperaturas correctas, copos de qualidade (Riedel, Schott e Spigelau) e decantadores Schott fabulosos, como ainda não vi em qualquer outro restaurante.
Mais uma grande sessão de convívio, com comeres e beberes à altura dos acontecimentos. Bingo!
Os vinhos (4 brancos, 2 tintos, 1 Madeira e 1 Porto Colheita) eram da minha garrafeira e, com excepção dos fortificados, foram provados às cegas.
Desfilaram:
.Blandy Solera Verdelho - muito aromático, presença de frutos secos, notas de caril e brandy, algum vinagrinho e volume e final de boca muito longo. Fino e elegante. Nota 18,5+ (noutra situação 19).
Este fortificado serviu de bebida de boas vindas e, no final do almoço, encerrou o repasto.
.Regueiro Alvarinho Barricas 2015 (13 % vol.) - garrafa nº 536/1976; cítrico e mineral, boa acidez, notas amanteigadas, madeira bem integrada, algum volume e final de boca. Nota 17,5 (noutras 17,5+/17,5+).
.Adega Mãe 221Alvarinho 2015 (12,5 % vol.) - garrafa nº 316/2703; a partir de um lote de Monção e Lisboa; mais fresco e mineral, acidez vibrante, alguma elegância, volume e final médios. Nota 17 (noutra 17,5+).
Estes 2 brancos acompanharam o couvert, profiterole de tártaro de salmão e um saborosíssimo carpaccio de atum vermelho.
.Quinta dos Carvalhais Branco Especial (14,5 % vol.) - engarrafado em 2015; grande complexidade aromática, fresco e elegante, equilibrio entre a acidez e a gordura, muito estruturado e final de boca extenso. É, para mim, o melhor branco (este engarrafamento) produzido em Portugal. Nota 18,5+ (noutras 17,5/18,5/18,5/18/18, sem distinção de datas de engarrafamento).
.Porta dos Cavaleiros Reserva Seleccionada 1985 (13 % vol) - nariz austero, alguma oxidação nobre, fruta madura, acidez pronunciada, algum volume e final de boca persistente. Um branco com alguma idade e ainda cheio de saúde, mas que teve o azar de ter sido provado ao lado do Especial. Nota 17,5+ (noutra também 17,5+).
Estes 2 brancos harmonizaram com o fabuloso arroz de sapateira com coentros, um dos pratos ex-libris da casa.
.Qtª do Noval Touriga Nacional 2011 (13,5 % vol.) - ainda com fruta, notas florais, bela acidez, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis. A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 17,5.
,Qtª de Lemos Touriga Nacional 2011 (14 % vol.) - muita fruta presente e nuances florais, acidez bem presente, mais especiado e complexo que o anterior, algum volume e final de boca muito persistente. Ainda vai crescer nos próximos 7/8 anos. Nota 18 (noutra também 18).
Estes 2 tintos maridaram com peito de pato com molho de Porto e batata salteada.
.Barros Colheita 1963 (engarrafado em 1987) - nariz exuberante, presença de citrinos, frutos secos e mel, taninos elegantes, algum volume e final de boca muito longo. Uma raridade. Nota 18,5.
Este Colheita acompanhou muito bem uma excelente sobremesa (tarte de amêndoa caramelizada e crepe de figo com gelado de Moscatel).
Uma palavra final para o serviço de vinhos, a cargo do proprietário/chefe de sala Norberto, a merecer 5 estrelas. Ritmo adequado, com os vinhos a chegarem à mesa antes dos pratos, temperaturas correctas, copos de qualidade (Riedel, Schott e Spigelau) e decantadores Schott fabulosos, como ainda não vi em qualquer outro restaurante.
Mais uma grande sessão de convívio, com comeres e beberes à altura dos acontecimentos. Bingo!
domingo, 14 de outubro de 2018
Curtas (CIV) : The Fork Fest, Mercado de Vinhos, Taylor's no Mercado da Ribeira e uma nova loja gourmet
1.The Fork Fest
Já começou para os utentes do Millennium (até ao dia 16) e vai continuar para o público em geral (17 a 28 de Outubro). Os restaurantes aderentes, cerca de 100, praticam um desconto de 50 % em toda a carta, excepto bebidas (obrigatória a marcação via net).
É a grande oportunidade de comer nos restaurantes mais caros, como é o caso de À Justa, Akla, Ânfora, Arola, Café São Bento, Lawrence Hotel, Miguel Laffan ou O Nobre.
2.Mercado de Vinhos no Campo Pequeno
Em 19 (15/21h), 20 (12/21h) e 21 de Outubro (12/20h) volta a realizar-se no Campo Pequeno, com o subtítulo "Pequenos produtores, Grandes descobertas", sendo a aposta deste ano na Região Demarcada do Dão.
Mais informações em www.facebook.com/mercadode vinhos.
3.Taylor's no Mercado da Ribeira
Esta prestigiada marca de Vinho do Porto abriu, muito recentemente, uma banca no concorrido Mercado da Ribeira, onde se podem provar uns tantos vinhos daquela casa.
Faço votos para que esta seja a 1ª de uma série de marcas de vinhos fortificados.
4.A_Mar_Terra
É o nome de uma nova loja gourmet, situada em Alvalade (Rua Marquesa de Alorna,20), que tem uma grande oferta de conservas, doçaria, queijos e enchidos, num espaço fabuloso. Também tem vinhos, mas a sua grande vocação é para produtos de mercearia fina.
Já começou para os utentes do Millennium (até ao dia 16) e vai continuar para o público em geral (17 a 28 de Outubro). Os restaurantes aderentes, cerca de 100, praticam um desconto de 50 % em toda a carta, excepto bebidas (obrigatória a marcação via net).
É a grande oportunidade de comer nos restaurantes mais caros, como é o caso de À Justa, Akla, Ânfora, Arola, Café São Bento, Lawrence Hotel, Miguel Laffan ou O Nobre.
2.Mercado de Vinhos no Campo Pequeno
Em 19 (15/21h), 20 (12/21h) e 21 de Outubro (12/20h) volta a realizar-se no Campo Pequeno, com o subtítulo "Pequenos produtores, Grandes descobertas", sendo a aposta deste ano na Região Demarcada do Dão.
Mais informações em www.facebook.com/mercadode vinhos.
3.Taylor's no Mercado da Ribeira
Esta prestigiada marca de Vinho do Porto abriu, muito recentemente, uma banca no concorrido Mercado da Ribeira, onde se podem provar uns tantos vinhos daquela casa.
Faço votos para que esta seja a 1ª de uma série de marcas de vinhos fortificados.
4.A_Mar_Terra
É o nome de uma nova loja gourmet, situada em Alvalade (Rua Marquesa de Alorna,20), que tem uma grande oferta de conservas, doçaria, queijos e enchidos, num espaço fabuloso. Também tem vinhos, mas a sua grande vocação é para produtos de mercearia fina.
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
Grupo dos 3 (61ª sessão) : o pleno do Kompassus
Esta última sessão deste grupo de enófilos da linha dura decorreu no Nunes Real Marisqueira (Rua Bartolomeu Dias,112 em Belém), com vinhos da minha garrafeira.
Este espaço de restauração, uma das melhores, senão a melhor marisqueira de Lisboa, sob a batuta do proprietário, Miguel Nunes de seu nome, apresenta mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano, pratos personalizados e copos Riedel, um luxo! Sala cheia a rebentar pelas costuras, mas sem interferência no ritmo e na qualidade do serviço.
A minha aposta foi nos vinhos Kompassus (com a excepção óbvia do fortificado), tendo levado 2 brancos e 1 tinto. Desfilaram:
.Alvarinho 2015 (12,5 % vol.) - enologia de Anselmo Mendes; estagiou 7 meses em barricas usadas, tendo sido engarrafado em Julho 2016; fresco e mineral, acidez equilibrada, volume e final médios. Polido e austero, é o único Alvarinho produzido na Bairrada. Nota 17,5 (noutra situação, também 17,5).
Acompanhou bem o couvert, salgados e a casquinha de santola.
.Private Collection 2014 branco (12,5 % vol.) - enologia de Anselmo Mendes; com base nas castas Arinto (70 %) e Cercial (30 %), estagiou 7 meses em barricas novas e usadas; presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio entre a acidez e a gordura, volume assinalável e final de boca longo. Gastronómico e cheio de personalidade. Nota 18.
Maridou com uma belíssima garoupa no forno.
.Private Collection 2011 tinto (15 % vol) - com base na casta Baga (100 %), estagiou 22 meses em barricas de carvalho francês novas e usadas; complexidade olfactiva, acidez no ponto, especiado, taninos civilizados, volume considerável e final de boca muito extenso. Embora com um teor alcoólico excessivo, não se dá por ele. A beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18,5+ (noutras 18,5/18,5+).
Harmonizou com um bacalhau no forno.
.Sandeman 30 Anos (engarrafado em 2017) - cor brilhante, nariz discreto, notas de frutos secos e especiarias, acidez equilibrada, algum volume e final de boca. Elegância e complexidade. Nota 18,5.
A sobrema foi à lista e eu acompanhei este belo tawny com uma saborosa tarte de gila.
Uma nota final para o serviço de vinhos, muito bem desempenhado por um jovem empregado, João Palrinhas de seu nome, apesar do muito movimento na sala com a lotação esgotada.
Este espaço de restauração, uma das melhores, senão a melhor marisqueira de Lisboa, sob a batuta do proprietário, Miguel Nunes de seu nome, apresenta mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano, pratos personalizados e copos Riedel, um luxo! Sala cheia a rebentar pelas costuras, mas sem interferência no ritmo e na qualidade do serviço.
A minha aposta foi nos vinhos Kompassus (com a excepção óbvia do fortificado), tendo levado 2 brancos e 1 tinto. Desfilaram:
.Alvarinho 2015 (12,5 % vol.) - enologia de Anselmo Mendes; estagiou 7 meses em barricas usadas, tendo sido engarrafado em Julho 2016; fresco e mineral, acidez equilibrada, volume e final médios. Polido e austero, é o único Alvarinho produzido na Bairrada. Nota 17,5 (noutra situação, também 17,5).
Acompanhou bem o couvert, salgados e a casquinha de santola.
.Private Collection 2014 branco (12,5 % vol.) - enologia de Anselmo Mendes; com base nas castas Arinto (70 %) e Cercial (30 %), estagiou 7 meses em barricas novas e usadas; presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio entre a acidez e a gordura, volume assinalável e final de boca longo. Gastronómico e cheio de personalidade. Nota 18.
Maridou com uma belíssima garoupa no forno.
.Private Collection 2011 tinto (15 % vol) - com base na casta Baga (100 %), estagiou 22 meses em barricas de carvalho francês novas e usadas; complexidade olfactiva, acidez no ponto, especiado, taninos civilizados, volume considerável e final de boca muito extenso. Embora com um teor alcoólico excessivo, não se dá por ele. A beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18,5+ (noutras 18,5/18,5+).
Harmonizou com um bacalhau no forno.
.Sandeman 30 Anos (engarrafado em 2017) - cor brilhante, nariz discreto, notas de frutos secos e especiarias, acidez equilibrada, algum volume e final de boca. Elegância e complexidade. Nota 18,5.
A sobrema foi à lista e eu acompanhei este belo tawny com uma saborosa tarte de gila.
Uma nota final para o serviço de vinhos, muito bem desempenhado por um jovem empregado, João Palrinhas de seu nome, apesar do muito movimento na sala com a lotação esgotada.
terça-feira, 9 de outubro de 2018
Almoçar em hotéis (V) : mais uma (des)ilusão
Depois das experiências desastrosas em hotéis (Aviz e Zenit), aqui referidas em "Almoçar em hotéis : a grande (des)ilusão (I)" e "Almoçar em hotéis : a grande (des)ilusão (II)", publicadas em 27 e 28/4/2012, tive mais uma recentemente.
Desta vez foi no Hotel Santa Justa Lisboa (Rua dos Correeiros,204). Logo que entrei na sala, por volta das 13 horas, não estava rigorosamente ninguém, nem clientes nem empregados. Passado um bom bocado, apareceu um que mal falava português e não nos entendemos. Veio outro e questionado pelo menu do dia não conseguiu encontrar a versão em português, apenas em inglês. Pelos vistos, é um restaurante só para turistas...
Mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano e televisão ligada (para quê?)
O menu do dia comporta o couvert (pão, azeite, manteiga e queijo creme), 1 prato à escolha (entre 5 ou 6) e 1 sobremesa (entre 3 ou 4) e custa 13 € (bebidas à parte). Um bom preço num sítio janota.
Do menu escolhi:
.choquinhos com batatas (dose enorme, mas com os choquinhos demasiado "aldente")
.salada de frutas (que demorou muito tempo a chegar à mesa, ainda por cima gelada)
Quanto à componente vínica, a lista vem em suporte electrónico, o que não dá muito jeito, e a oferta a copo é a suficiente.
Optei pelo Colinas Chardonnay 2016 (6 €, uma exorbitância) - equilibrio entre a acidez e a gordura, gastronómico, volume e final de boca acima da média. Nota 17.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num bom copo e uma quantidade servida a olho.
Podia ser uma boa solução para quem esteja na Baixa, mas o serviço atabalhoado e pouco atento, afasta qualquer cliente. A demora a levantar os pratos é indesculpável (eu era o único cliente na sala e na esplanada, apenas um casal de turistas) e não houve, no decorrer do almoço, uma palavra simpática (gostou, não gostou?).
A esquecer!
Desta vez foi no Hotel Santa Justa Lisboa (Rua dos Correeiros,204). Logo que entrei na sala, por volta das 13 horas, não estava rigorosamente ninguém, nem clientes nem empregados. Passado um bom bocado, apareceu um que mal falava português e não nos entendemos. Veio outro e questionado pelo menu do dia não conseguiu encontrar a versão em português, apenas em inglês. Pelos vistos, é um restaurante só para turistas...
Mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano e televisão ligada (para quê?)
O menu do dia comporta o couvert (pão, azeite, manteiga e queijo creme), 1 prato à escolha (entre 5 ou 6) e 1 sobremesa (entre 3 ou 4) e custa 13 € (bebidas à parte). Um bom preço num sítio janota.
Do menu escolhi:
.choquinhos com batatas (dose enorme, mas com os choquinhos demasiado "aldente")
.salada de frutas (que demorou muito tempo a chegar à mesa, ainda por cima gelada)
Quanto à componente vínica, a lista vem em suporte electrónico, o que não dá muito jeito, e a oferta a copo é a suficiente.
Optei pelo Colinas Chardonnay 2016 (6 €, uma exorbitância) - equilibrio entre a acidez e a gordura, gastronómico, volume e final de boca acima da média. Nota 17.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num bom copo e uma quantidade servida a olho.
Podia ser uma boa solução para quem esteja na Baixa, mas o serviço atabalhoado e pouco atento, afasta qualquer cliente. A demora a levantar os pratos é indesculpável (eu era o único cliente na sala e na esplanada, apenas um casal de turistas) e não houve, no decorrer do almoço, uma palavra simpática (gostou, não gostou?).
A esquecer!
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